Receita com Cenoura: O Segredo Cremoso que Vai Surpreender

  • Um legume super tradicional e saudável para você preparar uma receitinha sensacional
Avalie este item
(23 votos)

Se você acha que cenoura só serve para salada ou para esconder no bolo, você nunca fez esse bolo direito.

Já tentei de tudo: com açúcar refinado, com óleo de coco, até com farinha de arroz. O segredo não está na farinha. Nem no fermento. É na cenoura. Ela precisa estar ralada na mão, não no processador. Porque quando você rala na mão, a textura muda. O bolo fica úmido por dentro, com um sabor que não é só doce, é de terra, de sol, de infância.

E sim, eu já queimei esse bolo duas vezes. A terceira vez, o cheiro da cozinha fez a Daiane parar de reclamar do café e virar atrás da porta. Ela não gosta de café, mas adora bolo de cenoura. Não falei nada. Só dei um pedaço. Ela não disse nada. Mas limpou o prato.

Se você quer um bolo que não parece feito de pacote, que deixa a casa cheirando como se alguém tivesse voltado do mercado, esse é. Dá uma olhada no passo a passo abaixo. E me diz: você rala a cenoura na mão ou deixa o liquidificador fazer o trabalho?

Bolo Extraordinário: A mais clássica entre as receitas com cenoura

Rendimento
15 fatias
Preparação
60 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 6 marcados

Tudo que você precisa está na despensa. Gastei R$12,60 nessa receita na feira da Vila Mariana, cenouras estavam baratas, e o açúcar, não tão caro quanto o do supermercado. Se a sua cenoura tiver raiz fina, use quatro. Se for grossa, três já dão conta.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 80g (1 fatia de 15)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 285 kcal 14%
Carboidratos Totais 35.2g 12%
   Fibra Dietética 1.4g 6%
   Açúcares 20.8g 42%
Proteínas 4.1g 8%
Gorduras Totais 13.8g 25%
   Saturadas 2.1g 10%
   Trans 0g 0%
Colesterol 42mg 14%
Sódio 85mg 4%
Potássio 125mg 3%
Cálcio 25mg 2%
Ferro 1.2mg 7%
Vitamina A 450µg 75%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Vegetariano: Sem ingredientes de origem animal (exceto ovos)
  • Sem Lactose: Não contém laticínios
  • Rico em Vitamina A: Graças às cenouras

Alertas & Alérgenos

  • Contém glúten – devido à farinha de trigo
  • Alto teor de açúcar – 42% do VD por fatia
  • Calorias moderadas – consumir com moderação
  • Insight: A cenoura fornece vitamina A, mas o açúcar adicionado predomina nutricionalmente

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Prepare a massa:

  1. Rale as cenouras na mão, não use ralador elétrico, nem liquidificador. A textura precisa ter um pouco de resistência, como se ainda estivesse viva.
  2. Numa tigela grande, misture os ovos, o açúcar e o óleo. Mexa com um garfo até ficar homogêneo, não precisa bater, só juntar mesmo.
  3. Adicione as cenouras raladas e continue mexendo. Elas vão soltar um pouco de líquido, e é isso que vai manter o bolo úmido.
  4. Peneire a farinha de trigo direto na mistura, aos poucos. Vá mexendo com uma espátula, sem pressa. Não queremos glutens ativos.
  5. Por último, adicione o fermento em pó e misture suavemente, só o suficiente para distribuir. Se bater demais, o bolo vira tijolo.
  6. Unte uma forma de buraco no meio com manteiga e uma leve camada de farinha. Despeje a massa e nivele com a espátula.
  7. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 40 a 45 minutos. O tempo varia. Se o forno for antigo, pode demorar mais. Faça o teste do palito: se sair limpo, tá pronto. Se ainda tiver massa grudada, espere mais 5 minutos.

Finalização:

  1. Deixe o bolo esfriar na forma por 15 minutos. Depois, desenforme com cuidado, se ainda estiver quente, pode quebrar.
  2. Se quiser cobertura, faça uma de chocolate ou só polvilhe açúcar de confeiteiro. Mas na minha casa, ele é melhor assim: simples, quente, com um café preto e silêncio.

Esse bolo não é para quem quer impressionar na festa. É para quem quer voltar pra casa e sentir que tudo vai ficar bem. Eu faço quando o dia pesa, quando o mundo parece acelerado demais. E a Daiane, que normalmente só come pão com queijo, sempre pede um segundo pedaço. Não fala nada, só pega. E eu sei que é isso.

Se você tentou fazer bolo de cenoura antes e não deu certo, talvez tenha sido só a cenoura. Ou o fermento. Ou o forno. Mas agora você sabe. Vai tentar de novo? Me conta nos comentários, e se tiver alguma variação que funciona na sua casa, compartilha. A gente troca ideia.

Quanto custa em calorias esse pecado?

Uma fatia generosa desse bolo de cenoura fica em torno de 285 calorias (confira a tabela nutricional completa abaixo da lista de ingredientes). Se colocar aquela calda de chocolate por cima... bom, aí é melhor nem contar!

Quanto tempo dura esse tesouro?

Em temperatura ambiente e bem embalado: 3 dias tranquilos. Na geladeira: até 5 dias (mas perde um pouquinho do fofura). Dica de ouro: congela super bem - até 2 meses! Só tirar 30 minutinhos antes de servir.

Se faltar algo, bora improvisar!

• Sem óleo? Troca por iogurte natural ou maçã amassada na mesma medida (fica até mais fofinho!)
• Vegano? Substitua os ovos por 3 colheres de chia hidratada ou 1 banana amassada
• Açúcar demerara ou mascavo dão um toque especial (mas o bolo fica mais escuro)
• Farinha integral? Pode substituir até metade da farinha branca sem medo

Os 3 pecados capitais do bolo de cenoura

1. Bater o fermento no liquidificador: Isso mata o poder dele! Sempre misture no final, e delicadamente.
2. Assar em forninho desesperado: Forno muito quente faz o bolo crescer e... ploft! Desaba. 180ºC é o ponto ideal.
3. Abrir o forno antes da hora: Aguenta a ansiedade! Só depois de 30 minutinhos você pode espiar.

Truques que até minha avó não sabia

• Bateu a massa e ficou com pelotinhas? Peneira ela de volta na tigela - some tudo como mágica!
• Forma só untada? Faço assim: passa margarina/óleo, enfarinha E dá uma batidinha pra tirar o excesso.
• Cenouras velhinhas? Mergulhe em água gelada por 15 minutinhos antes de bater - voltam a ficar suculentas!

Para todo mundo poder comer

Sem glúten: Troca a farinha por mix pronto ou farinha de arroz + polvilho doce (2:1)
Low carb: Usa farinha de amêndoas + adoçante culinário (fica mais denso, mas ainda bom)
Proteico: Adiciona 2 colheres de whey protein baunilha junto com a farinha

Quer surpreender? Faz assim...

Versão café premium: Adiciona 1 colher de café solúvel na massa e cobre com ganache
Bolo "cenoura com laranja": Substitui 1 cenoura por suco de 2 laranjas (e raspa a casca de uma)
Doce de leite inside: Coloca metade da massa, uma camada de doce de leite e o resto da massa

O que serve junto?

Cobertura clássica: Chocolate meio amargo derretido com um fio de creme de leite
Para cafés: Um queijinho minas frescal cortado em cubinhos
Drink perfeito: Café expresso forte ou um chá preto com canela
Jantar diferente: Sim, bolo de cenoura combina com sorvete de baunilha no pote!

O momento crítico: quando mexer a farinha

Aqui que muitos erram! Não pode bater, tem que ser movimento de envolver, como se estivesse "acariciando" a massa. Eu uso uma espátula de silicone e faço movimento de baixo pra cima, até sumir os farelinhos. Se misturar demais, o bolo fica borrachudo - já passei por isso na primeira vez que fiz!

Se tudo der errado...

Bolo ficou baixinho? Transforma em "bolo de pote" - esfarela, mistura com chantilly e monta em camadas
Queimou embaixo? Corta a parte de baixo (ninguém vai ver) e vira "bolo sem fundo"
Massa crua no meio? Micro-ondas em potes individuais por 1 minuto salva a situação!

Modo economia ativado

• Cenouras feias (mas boas) são mais baratas e funcionam igual
• Óleo de soja no lugar de canola - diferença zero no resultado
• Compra farinha e fermento a granel que sai bem mais em conta
• Forma de alumínio descartável é barata e não precisa untar tão bem

Para impressionar alguém especial

• Rala um pouco de gengibre fresco na massa (1 colher de chá) - dá um toque sofisticado
• Finaliza com flores comestíveis ou raspas de chocolate 70%
• Serve com sorvete de coco caseiro e calda de caramelo salgado
• Usa forminhas individuais (aquela de bundt cake fica linda!)

De onde veio essa maravilha?

O bolo de cenoura como conhecemos surgiu na Segunda Guerra, quando açúcar era escasso e as cenouras (ricas em açúcar natural) ajudavam a adoçar. Mas tem relatos de receitas similares desde o século 16! A versão com cobertura de chocolate? Isso é invenção brasileira, claro - só nós para melhorar algo já perfeito!

2 fatias de curiosidade que ninguém conta

1. As cenouras roxas fazem um bolo lindão (e com mais nutrientes)! Só prepara o psicológico pra cor inesperada.
2. Na Austrália eles fazem versão salgada do bolo de cenoura, com queijo e ervas. Já experimentei - é esquisito mas... até que funciona?

O que fazer enquanto o bolo assa?

• Aproveita pra fazer aquela calda de chocolate perfeita (3 partes chocolate, 1 parte creme de leite)
• Limpa a bagunça (a pior parte, eu sei)
• Tira uma foto pro Instagram @sabornamesaoficial - marca a gente!
• Experimenta a massa que sobrou na tigela (melhor parte, admito)

O que mais combina com esse sabor?

• Canela em pó polvilhada por cima (realça o doce da cenoura)
• Nozes picadas na massa ou por cima (dá crocância)
• Um pitada de sal grosso na cobertura (contraste incrível)
• Creme de leite fresco pra cortar a doçura

Confissões de quem já errou muito

Uma vez coloquei fermento químico em vez de fermento para bolo... virou um tijolo com gosto bom. Outra vez a Daiane (minha esposa) resolveu dobrar a receita mas esqueceu de dobrar o fermento - saiu um "bolo-panqueca". Moral da história: fermento é sagrado, respeitem ele!

Perguntas que sempre me fazem

Pode congelar? Pode sim! Sem cobertura, em fatias individuais, até 2 meses.
Por que meu bolo fica úmido embaixo? Forno com temperatura irregular ou abrir antes da hora.
Posso fazer sem liquidificador? Pode! Rala as cenouras bem fininhas e bate tudo na mão mesmo.

Agora é com você!

Já fez esse bolo? Conta nos comentários como ficou! Inventou alguma variação maluca? Topo testar - me conta aí embaixo. E se tiver dúvida, pergunta que a gente responde!

Novas formas de aproveitar este clássico

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.

2º. Bolo com cobertura de chocolate

autor: Dicas da Fabi

A cobertura de brigadeiro mole que ela mostra? É a única que não escorrega. Porque você não deixa esfriar demais o bolo. Se ele estiver frio, a calda endurece antes de penetrar. A dica dela é certa: espere só 15 minutos. O calor residual do bolo vai absorver o chocolate como uma esponja. E se você quiser que ele fique mais brilhante? Coloca uma colher de manteiga na calda, não para adoçar, mas para dar brilho. Já tentei com óleo… não funciona. A manteiga tem alma. E se você não quiser fazer calda? Pode polvilhar chocolate em pó por cima, ainda quente. Ele derrete sozinho. Fica como se o bolo estivesse suando chocolate. É bonito. É simples. É o que eu faço quando não tenho paciência pra decorar.

3º. De liquidificador

autor: Kathlyn Monteiro

Liquidificador é a salvação dos dias corridos. Mas atenção: não bata por mais de 30 segundos. Se você bater demais, a cenoura libera muito líquido e o bolo vira uma massa de pão. A textura tem que ficar como um purê grosso, não líquido. E o óleo? Não use o de soja. Use o de canola. É mais neutro. A cenoura tem sabor próprio, não precisa de competidor. E se você quiser fazer no micro-ondas? Pode. Mas em recipiente de vidro, não de plástico. E só 4 minutos. Depois, espera 5. Se abrir antes, desiste. O bolo não vai subir. E se você quiser uma cobertura mais rápida? Derreta chocolate no micro-ondas, em 30 segundos, com uma colher de leite. Mistura. Vai. Não precisa de calda. É só um abraço de chocolate.

4º. Fit

Fit não é sinônimo de sem gosto. É sinônimo de escolha. O segredo dela é a farinha de arroz, mas não a fina. A grossa, a que tem grânulos. Ela dá estrutura. Se você usar a fina, o bolo vira pão de ló molhado. E o açúcar? Não use o refinado. Use o demerara. Ele tem um sabor de caramelo que combina com a cenoura. Já tentei com stevia… não funcionou. A cenoura quer doçura real. E se você quiser que o bolo fique mais úmido? Adiciona uma maçã ralada. Só uma. Ela solta água natural. Não precisa de óleo extra. E se você não tiver forma de furo? Use uma de bolo inglês. A massa sobe melhor. E se você quiser que ele dure mais? Deixa na geladeira, coberto com pano. Não com plástico. O plástico faz ele ficar úmido demais. E isso não é úmido. É apodrecido.

5º. Suflê

Suflê de cenoura? Eu pensei que era coisa de restaurante caro. Até que um dia, sem querer, fiz. O segredo? Não bata as claras em neve. Bata até ficarem espumas. E só. Se você bater demais, ele desce como um desastre. E a cenoura? Tem que ser cozida antes. Não ralada. Cozida, amassada, como se fosse um purê. Aí você mistura com as claras. E o forno? Não abre. Nada. Nenhum centímetro. Se abrir, ele despenca. E se você quiser que ele fique mais dourado? Passe uma camada de manteiga por cima antes de levar. Só uma. Aí ele fica com aquela crosta que parece que veio de um forno a lenha. E se você não tiver forno? Não faça. Não vale a pena. É um prato que exige respeito.

6º. com Mel

Essa aqui não é para comer. É para lembrar. O mel não é para o bolo. É para o cabelo. Mas a gente não pode ignorar que o mel, quando usado na culinária, tem um sabor que o açúcar não tem. Ele é doce, mas também tem um toque de terra. Se você quiser testar? Coloca uma colher de mel na massa do bolo, e tira o mesmo tanto de açúcar. O resultado? Um bolo que parece que veio de um mercado do interior. E se você quiser que ele fique mais escuro? Põe um pouquinho de cacau em pó. Só um. Aí você sente o contraste. Não é para todo mundo. Mas eu adoro. E se você quiser saber se é bom para o cabelo? Pode ser. Mas não coma para isso. Coma porque é bom.

7º. Suco com laranja

Suco de cenoura com laranja é o que eu faço quando a Daiane tá com gripe e eu não quero que ela tome xarope. O segredo? Não coe. Deixa as fibras. Elas dão corpo. E a laranja? Não esprema. Rale a casca, só a parte amarela. O branco é amargo. E a cenoura? Tem que ser fresca. Se for de caixa, não vale. Ainda que seja “orgânica”. O sabor é outro. E se você quiser que ele fique mais gelado? Coloca um cubo de gelo na hora de bater. Só um. Aí ele não dilui. E se você quiser que ele dure? Não guarda. Bebe na hora. Porque o betacaroteno some. Não é só vitamina. É memória. E se você quiser que ele pareça um coquetel? Coloca uma folha de hortelã por cima. Só para o olho. Mas o gosto? Ele não precisa de nada.

8º. Purê

Purê de cenoura é o que eu faço quando quero um acompanhamento que não pede atenção. Mas o segredo? Não cozinhe em água. Cozinhe em vapor. Se você ferver, ela perde o sabor. E o creme? Não use leite. Use água de cozimento. A água que sobrou da cenoura tem mais sabor que o leite. E se você quiser que ele fique mais encorpado? Adiciona uma colher de farinha de aveia. Só uma. Ela engrossa sem deixar grumos. E se você quiser que ele fique mais doce? Põe um pouco de mel. Só um fio. Aí você sente o contraste. Não é para todo mundo. Mas eu adoro. E se você quiser que ele fique com cara de restaurante? Passe um fio de azeite por cima. Só um. Aí ele brilha. E não é só visual. É sensorial.

9º. Pão

Pão de cenoura? Eu nunca pensei que daria certo. Até que um dia, de manhã, sem pão, sem ideia, fiz. O segredo? A cenoura tem que ser cozida antes. Não ralada. Cozida, espremida, como se fosse um purê. E o fermento? Não coloca na massa. Coloca na água morna, com um pouquinho de açúcar. Espera 5 minutos. Se não borbulhar, joga fora. E o forno? Não abre. Nada. Nenhum centímetro. Se abrir, ele despenca. E se você quiser que ele fique mais macio? Põe uma colher de iogurte natural. Só uma. Ela amacia. E se você quiser que ele cheire como se fosse feito na padaria? Põe uma pitada de canela. Só uma. Aí você sente o cheiro de domingo. Se a ideia é prolongar a vida útil, a regra é clara: pano, sim E isso não é úmido. É apodrecido.

10º. Bolinho de chuva

Bolinho de chuva com cenoura é o que eu faço quando quero um lanche que não pesa. Mas o segredo? A cenoura tem que ser ralada bem fina. E o óleo? Tem que estar quente, mas não fumegante. Se você colocar a massa em óleo frio, ela vira uma massa de pão. Se estiver muito quente, ela queima por fora e fica cru por dentro. E o açúcar? Não coloca na massa. Coloca por cima, depois de frito. Só um pouquinho. Aí você sente o contraste. E se você quiser que ele fique mais leve? Adiciona um pouquinho de limão. Só uma gota. Aí você sente o frescor. E se você quiser que ele dure mais? Não guarda. Come na hora. Porque ele não é para guardar. É para viver.

11º. Arroz

Arroz com cenoura é o que eu faço quando quero um prato que não pede atenção. Mas o segredo? Não refoga a cenoura com a cebola. Refoga a cenoura sozinha. Só ela. Por dois minutos. Aí você coloca o arroz. E o caldo? Não use de carne. Use de legumes. E se você quiser que ele fique mais cremoso? Coloca uma colher de creme de leite. Só uma. E espera. Não mexe. Deixa o arroz absorver. E se você quiser que ele fique com cor? Põe um pouquinho de açafrão. Só um. Aí você sente o contraste. E se você quiser que ele pareça que veio de um restaurante? Coloca uma folha de salsinha por cima. Só para o olho. Mas o gosto? Ele não precisa de nada.

12º. Bolo com maisena

Morena e cenoura? Eu pensei que era só moda. Até que um dia, sem querer, fiz. O segredo? A maisena não é para engrossar. É para dar maciez. E a cenoura? Tem que ser ralada bem fina. E o óleo? Não use o de soja. Use o de canola. É mais neutro. E se você quiser que ele fique mais dourado? Põe um pouquinho de açúcar na forma. Só um. Aí ele forma uma crosta. E se você quiser que ele fique com cara de torta? Coloca uma camada de doce de leite por baixo. Só uma. Aí você sente o contraste. plástico, não. O plástico acaba umedecendo o produto. E isso não é úmido. É apodrecido.

13º. Bolo cremoso

Cremoso? Não é o bolo. É a textura. O segredo? Não use manteiga. Use óleo. E não bata a massa por mais de 2 minutos. Se você bater demais, ela vira um pão. E o fermento? Coloca por último. E o forno? Não abre. Nada. Nenhum centímetro. Se abrir, ele despenca. E se você quiser que ele fique mais doce? Põe uma colher de mel. Só uma. Aí você sente o contraste. E se você quiser que ele fique com cara de restaurante? Coloca uma folha de hortelã por cima. Só para o olho. Mas o gosto? Ele não precisa de nada.

14º. Sem glúten

Sem glúten não é sinônimo de seco. É sinônimo de cuidado. O segredo? Forma alta e estreita. Se você usar uma forma larga, o bolo fica como um disco. E o fermento? Usa o químico. Não o biológico. Ele não tem tempo. E a cenoura? Tem que ser ralada bem fina. E se você quiser que ele fique mais úmido? Adiciona uma maçã ralada. Só uma. Ela solta água natural. E se você quiser que ele fique com sabor? Põe um pouquinho de canela. Só uma. Aí você sente o contraste. Claro! Aqui estão as frases agrupadas e separadas por ponto e vírgula: Para uma durabilidade maior, armazene embrulhado em um pano. Evite o plástico, pois ele retém umidade e prejudica o produto E isso não é úmido. É apodrecido.

15º. Suco Com beterraba e hortelã

Beterraba e cenoura? Eu pensei que era só detox. Até que um dia, sem querer, provei. O segredo? Não coe. Deixa as fibras. E a hortelã? Não coloca no liquidificador. Coloca por cima, depois de pronto. Só uma folha. Aí você sente o frescor. E se você quiser que ele fique mais doce? Põe um pouquinho de mel. Só um fio. Aí você sente o contraste. E se você quiser que ele pareça que veio de um restaurante? Coloca uma rodela de laranja por cima. Só para o olho. Mas o gosto? Ele não precisa de nada.

16º. Suco com limão

Suco de cenoura com limão é o que eu faço quando quero um refresco que não engana. Mas o segredo? Não esprema o limão. Raspe a casca. Só a parte amarela. O branco é amargo. E a cenoura? Tem que ser fresca. Se for de caixa, não vale. Ainda que seja “orgânica”. O sabor é outro. E se você quiser que ele fique mais gelado? Coloca um cubo de gelo na hora de bater. Só um. Aí ele não dilui. E se você quiser que ele dure? Não guarda. Bebe na hora. Porque o betacaroteno some. Não é só vitamina. É memória. E se você quiser que ele pareça um coquetel? Coloca uma folha de hortelã por cima. Só para o olho. Mas o gosto? Ele não precisa de nada.

17º. Bolo com aveia

Aveia e cenoura? É o que eu faço quando quero um bolo que não pede desculpas. O segredo? A aveia tem que ser em flocos. Não em farinha. E ela não é para substituir a farinha. É para complementar. E o fermento? Coloca por último. E o forno? Não abre. Nada. Nenhum centímetro. Se abrir, ele despenca. E se você quiser que ele fique mais doce? Põe um pouquinho de mel. Só um fio. Aí você sente o contraste. Quer que ele dure? Esquece o plástico! O ideal é guardar em um pano, que deixa respirar e não cria umidade E isso não é úmido. É apodrecido.

E aí, qual vai ser a sua primeira tentativa? Eu já tentei quase todas, e ainda me surpreendo. Se fizer alguma aí de cima, me conta aqui nos comentários: o que mudou na sua cozinha depois que você parou de só bater e começou a pensar no sabor?

Última modificação em Quinta, 27 Novembro 2025 12:39

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

Instagram icon https://www.instagram.com/raf.gcs

Adicionar comentário