Manteiga: O Segredo Dourado da Sua Cozinha

  • Aprenda a preparar sua própria manteiguinha do café da manhã e não dependa de produtos industrializados.
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Fazer manteiga caseira parece coisa de outro século, né. Mas a primeira vez que tentei, usando uma nata qualquer, o resultado foi um desastre aquoso. Aprendi da pior forma que o segredo mora no ingrediente principal.

Depois de muito teste, descobri que a nata precisa ser da roça, aquela mais grossa e amarelinha. Ela tem muito mais sabor e gordura, o que faz toda a diferença na hora da batedeira trabalhar. A técnica de lavar com água várias vezes, que peguei em um dos meus cursos, é o que tira o azedinho e deixa ela doce e cremosa.

O cheiro que fica na cozinha e o gosto no pão quente são experiências que compensam qualquer esforço. Vou te mostrar como é simples, de verdade.

Receita de Manteiga Caseira de leite: saiba como fazer

Rendimento
Cerca de 400g
Preparo
10 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 3 marcados

Só três coisas. Parece pouco, mas o processo é o que transforma. É mágica pura, ou melhor, física pura. E o cheiro na cozinha? Inacreditável.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 20g (1 colher de sopa)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 144 kcal 7%
Carboidratos Totais 0.8g 0%
   Fibra Dietética 0g 0%
   Açúcares 0.1g 0%
Proteínas 0.2g 0%
Gorduras Totais 16g 29%
   Saturadas 10g 50%
   Trans 0g 0%
Colesterol 45mg 15%
Sódio 180mg 8%
Vitamina A 150µg 25%
Vitamina D 0.2µg 4%
Cálcio 6mg 1%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Keto: Alta em gorduras, ideal para cetose
  • Low-Carb: Menos de 1g carboidratos/porção
  • Gluten-Free: Naturalmente sem glúten
  • Paleo: Alimento natural e ancestral

Alertas & Alérgenos

  • Alta gordura saturada – Consumir com moderação
  • Alta densidade calórica – Atenção às porções
  • Praticamente zero lactose – processo remove a maioria
  • Insight: Rico em vitamina A natural; versão caseira tem melhor perfil lipídico que industrializadas

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

  1. Despeja os 400g de nata no bowl da batedeira. Se tiver batedeira planetária, usa o fouet. Se for batedeira de mão, serve também, só cansa um pouco o braço. Não precisa gelar a nata antes, pode ser em temperatura ambiente mesmo.
  2. Liga a batedeira na velocidade média-alta. Deixa bater. A nata vai primeiro virar chantilly, fica fofinha. Não para, continua. Em uns 3 ou 4 minutos, ela vai começar a “quebrar”. Vai ficar granulada e uma água esbranquiçada (o leitelho) vai se separar. É exatamente isso que a gente quer.
  3. Quando já tiver bastante líquido no fundo, adiciona um copo de água gelada. Continua batendo na mesma velocidade por mais um minuto. Isso vai ajudar a separar mais ainda.
  4. Desliga a batedeira. Vai ver que tem uma massa amarela (a manteiga!) boiando e a água lá embaixo, meio turva. Inclina a tigela cuidadosamente sobre a pia e escorra essa água. Pode usar uma peneira se achar mais fácil, mas eu só viro mesmo, segurando a manteiga com uma espátula.
  5. Coloca a massa de manteiga de volta no bowl da batedeira. Adiciona outro copo de água gelada. Liga de novo e bate por mais um minuto. Escorra a água de novo. Repete esse processo de lavar mais uma terceira vez. Sério, não pule essa parte. É a lavagem que tira o azedinho residual e deixa a manteiga doce e com textura boa.
  6. Depois da terceira lavagem, escorra bem a água. Agora pega um punhado da manteiga e aperta com as mãos, como se fosse espremer uma esponja, para tirar o máximo de água possível. Faz isso com toda a massa. Quanto mais água você tirar agora, mais tempo ela dura na geladeira sem estragar.
  7. Coloca a manteiga bem espremida de volta no bowl. Adiciona o sal a gosto. Bate por mais 30 segundos só para incorporar. Dá uma provinha, vê se está do seu agrado.
  8. Transfere para um pote com tampa. Pressiona bem para não ficar bolhas de ar. Tampo e levo direto para a geladeira. Ela vai ficar mais firme em algumas horas.

Essa manteiga não tem conservantes, então dura menos que a industrializada. Fica ótima por uma semana, uma semana e meia na geladeira, mas duvido que demore tanto para acabar. No pão quente, ela derrete de um jeito… é outra vida.

Fazer manteiga em casa é um daqueles processos que parece complicado até você fazer a primeira vez. Daí vira algo quase terapêutico. Eu sempre faço um lote pequeno assim, porque o sabor é intenso e fresco, nada a ver com o que a gente compra.

E você, já tinha pensado em tentar? Se fizer, me conta como foi a experiência. A nata que você usou era boa e grossa? O sal ficou no ponto? Aparece aqui nos comentários e me fala, adoro saber os detalhes de quem testa as receitas daqui.

Quanto tempo dura? Dica bônus de armazenamento

Essa manteiga caseira dura até 15 dias na geladeira, mas eu garanto que some antes! Dica de ouro: se quiser prolongar, congela em porções - dura 3 meses fácil. Na última vez que fiz, separei metade pra freezer e foi minha salvação quando recebi visita surpresa.

Será que engorda? (a verdade nua e crua)

Cada 20g (1 colher de sopa) tem cerca de 144 calorias - mas quem conta calorias de manteiga caseira? Sério, é daquelas coisas que vale cada caloria. A Daiane até brinca que eu viro um urso polar quando tem pão quente com essa manteiga em casa. Para ver todos os detalhes nutricionais, confira a tabela nutricional completa logo abaixo da lista de ingredientes.

Sem nata da roça? Sem crise!

Não achou nata artesanal? Dá pra usar nata de supermercado, mas o sabor muda um pouco. Se for muito difícil, compre manteiga sem sal e bata com um fio de azeite extravirgem - fica incrível pra passar no pão (mas não é a mesma coisa, né?).

Truque secreto que aprendi com uma fazendeira

Bateu, lavou, mas a manteiga tá muito mole? Coloca num saquinho plástico e mergulha em água gelada com pedras de gelo por 10 minutos enquanto amassa com as mãos. Fica no ponto perfeito!

Os 3 pecados capitais da manteiga caseira

1) Bater pouco - fica com pedacinhos de nata. 2) Exagerar na água - perde o sabor. 3) Colocar sal antes da hora - não incorpora direito. Já errei os três, aprendi na marra!

Para todo mundo poder aproveitar

Low carb? Tá safe. Keto? Pode comemorar. Sem glúten? Nem tem trigo aqui. Vegano? Aí complica... Mas tem um pulo do gato: dá pra fazer versão com gordura de coco batida (não é igual, mas salva).

Combinações que vão te fazer suspirar

Pão de fermentação natural quentinho (óbvio), mas experimenta na pipoca salgada - muda tua vida. Ou então numa torrada com mel... Nossa, até salivei aqui. E café preto forte? Casamento perfeito!

Manteiga turbinada: 3 versões malucas

1) Com alho socado e salsinha (perfeito pra carne). 2) Com raspas de laranja e canela (incrível em panquecas). 3) Com pimenta rosa e mel (experimenta no queijo quente). A Daiane adora a versão alho, eu sou time doce!

O que fazer com o soro que sobra?

Não joga fora! Usa no lugar da água no pão, ou no feijão pra dar um creme. Já até usei pra regar plantas (dizem que faz bem, mas não garanto resultados).

Como impressionar os amigos

Coloca num potinho de vidro bonito, amarra um barbante cru e pendura uma plaquinha de madeira com o nome "Manteiga da Fazenda" - já vira conversa na mesa de jantar. Bonus: sal grosso flor de sal por cima na hora de servir.

A parte mais chatinha (e como facilitar)

Lavar a manteiga pode ser trabalhoso. Dica: usa uma peneira de nylon fina em vez de escorrer direto - perde menos produto. E bota uma música animada pra esse passo, ajuda!

Sabia que...

Antigamente se batia manteiga em odres de couro? E que em algumas culturas a manteiga era usada como cosmético? A rainha Cleopatra tomava banho de leite com manteiga (não recomendo tentar em casa).

História que ninguém conta

Essa técnica vem dos tempos em que não existia geladeira - lavar a manteiga com água gelada era o jeito de conservar. Nas fazendas antigas, era trabalho das crianças bater a nata (imagina a cena?).

Se tudo der errado...

Virou uma pasta estranha? Mistura com farinha e faz uma massa rápida de pão. Ficou muito salgada? Usa pra refogar legumes. Não bateu? Deixa descansar e tenta de novo no dia seguinte. Já salvei muita manteiga "fracassada" assim!

Fazendo no modo econômico

Compra nata quando estiver perto da validade (geralmente tem desconto) e congela. O sal pode ser o mais simples - nessa receita, qualidade da nata importa mais. E potinhos de vidro de azeitona lavados servem perfeito pra armazenar.

O que mais combina com esse sabor?

Experimenta: pão de centeio escuro, melado de cana grosso e uma pitada de sal. Ou então na batata doce assada... Até em tapioca fica bom (sim, eu testei tudo!). Qual sua combinação favorita? Conta nos comentários!

Confissões de quem já errou feio

Uma vez bati tanto que virou quase um creme de leite de novo. Outra vez esqueci o sal e ficou sem graça. E a pior: usei água morna sem querer - resultado foi uma manteiga "derretida". Aprendi que paciência é o ingrediente secreto!

Por que essa receita funciona?

A água gelada ajuda a separar os sólidos do líquido e deixa a textura perfeita. O sal não é só pra gosto - ajuda a conservar. E bater na velocidade média é essencial pra não esquentar demais a nata. Ciência gostosa!

Combinações que vão fazer sua manteiga derreter (de felicidade!)

Depois de preparar aquele acompanhamento com manteiga que fica entre "hmmm" e "meu deus que delícia", a gente sabe que o próximo dilema é: o que servir junto? Aqui vai nossa seleção de pratos que casam perfeitamente, como pão quente e... bem, manteiga!

Para começar com o pé direito (e a faca na mão)

Pão de queijo com polvilho doce (receita aqui): Quer coisa melhor que pão de queijo quentinho abraçado com manteiga? A Dai vive pedindo pra eu fazer esse.

Baguete recheada: Crocante por fora, macia por dentro - e ainda leva um recheio que combina demais com aquele toque de manteiga.

Patê de frango (receita aqui): Leve, cremoso e perfeito pra espalhar no pão com uma generosa camada de manteiga por baixo.

Chips de batata-doce caseiros: Crocância que pede um mergulho na manteiga derretida. (Dica: faz na airfryer que fica show!)

Pratos principais que vão brilhar com seu acompanhamento

Filé mignon ao molho madeira que faz sucesso: Carne nobre que fica ainda mais especial com aquele toque amanteigado do acompanhamento.

Peixe assado no forno que surpreende: Leve e saboroso, combina demais com a manteiga - e ainda deixa aquele cheirinho gostoso na cozinha.

Frango à parmegiana (link): Clássico que todo mundo ama, e que fica ainda melhor com um acompanhamento bem amanteigado.

Filé de frango grelhado com ervas: Simples, mas quando acompanhado da manteiga, vira um prato sofisticado de domingo.

Para terminar com doçura (e sem culpa!)

Bolo de cenoura com farinha de arroz (veja todos os detalhes): Úmido, fofinho e perfeito praquele café da tarde especial.

Pavê de limão que faz sucesso: Refrescante e com aquele contraste perfeito depois de uma refeição mais encorpada.

Crumble de maçã (veja a receita aqui): Quentinho, com a maçã caramelizada e aquela farofa crocante por cima - pede uma bola de sorvete!

Pudim de leite condensado: Clássico que nunca sai de moda e sempre tem lugar na mesa (e no coração).

Bebidas: Sugestões de bebidas para suavizar a refeição

Chocolate quente com creme de leite (preparo completo): Cremoso, reconfortante e perfeito pra dias mais frios.

Chá diurético (receita aqui): Leve e refrescante, ideal pra balancear refeições mais robustas.

Suco verde de abacaxi com hortelã: Combinação refrescante que ajuda na digestão - e no bem-estar geral.

E aí, qual combinação você vai testar primeiro? Conta pra gente nos comentários se alguma dessas sugestões virou hit aí na sua casa como virou aqui na nossa!

Mas se tem uma coisa que aprendi sobre manteiga, é que ela é só o começo da história. Dá para ir muito além, viu?

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.

2º. Ghee: A Manteiga que Não Tem Medo do Fogo

autor: Chef Helena Jang

Se você já queimou manteiga na panela, sabe a frustração. A Ghee é a solução genial para isso. Ao clarificar, você tira as proteínas do leite que queimam fácil, ficando só a gordura pura que aguenta altas temperaturas sem escurecer. É uma liberdade para refogar, fritar um ovo, fazer um *brunch* sem preocupação.

E sim, como o vídeo mostra, ela é feita só com gordura e água, então é uma boa para quem tem sensibilidade à lactose. O processo de banho-maria é tranquilo, é mais sobre paciência do que técnica. O líquido dourado que sobra no final, aquilo é ouro líquido pra cozinha.

3º. De Garrafa: O Sabor do Nordente na sua Panela

autor: Rosinere Alves

Diferente do que a gente tá acostumado, essa aqui é líquida e tem um sabor tostado, quase de nozes, que é incrível. Ela resolve aquele problema do óleo de cozinha sem graça. Um fio disso no feijão ou no arroz no final do cozimento muda completamente o jogo.

E a simplicidade me conquistou. Leva só nata, mas o segredo está no cozimento, em deixar dourar no ponto certo. É aquele tipo de ingrediente que, uma vez que você tem na despensa, começa a usar em tudo. Aprender a fazer de maneira caseira virou um vício, é simples e fácil de verdade.

4º. De Coco: Para os Dias sem Origem Animal

Não sou vegano, mas adoro uma alternativa saborosa. Essa de coco me surpreendeu. A dica não óbvia é usar o coco seco ralado e bem hidratado em água morna, aí você extrai um leite bem encorpado. É desse leite que vai sair a "nata".

O sabor é tropical, obviamente, então combina bem com pães de frutas, tapioca, ou até em receitas doces asiáticas. É uma adaptação inteligente que prova que dá para ter o prazer de passar algo no pão, mesmo sem laticínios.

5º. Sem Sal: A Tela em Branco da Confeitaria

Eu sempre comprava a sem sal, até perceber que é a mais fácil de fazer em casa. Como você controla o ponto, fica exatamente como precisa: cremosa e neutra. É a ocasião onde ela brilha: naquela massa de bolo amanteigado ou no *buttercream* onde o doce precisa ser o protagonista.

O processo de "lavar" com água gelada é chave. Tira o residual de leite que pode azedar. A dica do vídeo é boa: bata bem até ficar homogênea, senão pode talhar depois. São só 2 ingredientes, mas o cuidado faz toda a diferença.

6º. Vegana: A Magia dos Grãos

Isso aqui é pura curiosidade. Qual grão ela usou? Castanha? Amendoim? A graça está justamente em descobrir. Fazer manteiga de grãos é sobre explorar o potencial de algo que a gente normalmente come de outra forma.

O resultado sempre provoca a mesma reação: "Nossa, ficou com textura de manteiga mesmo!". É uma experiência legal de se fazer, até para ver como os sabores se transformam. Particularmente, adoro o de castanha-do-pará.

7º. Da Terra: Reconectar com o Básico

Assistir esse vídeo é terapêutico. É sobre retomar um ritmo mais lento, de esperar a nata descansar, de bater no ritmo da mão (ou de uma batedeira antiga). Traz uma memória afetiva de coisas feitas com tempo, não com pressa.

Não é só uma receita, é um pedacinho de um estilo de vida. O sabor, dizem, é outro. Mais puro. Aprender a criar seu próprio condimento assim é um ato de independência gostosa, retomando tradições que a pressa nos fez deixar pra trás.

8º. Com Soro: O Aproveitamento Total

Se você já fez queijo caseiro e ficou com aquele soro, essa receita é a resposta para "o que eu faço com isso agora?". É o aproveitamento máximo, no estilo nada se perde. O soro doce-ácido dá um toque interessante, quase láctico, que fica incrível em pães integrais.

É uma dica maravilhosa de economia e criatividade na cozinha. Uma manteiguinha caseira para o pãozinho, feita de um subproduto, tem um gosto de vitória, sabe?

9º. Com Nata: O Ciclo se Completando

Parece óbvio, mas ver o processo da nata virando manteiga nunca perde a graça. É alquimia pura. A nata, que é a gordura do leite, quando batida com força, se separa e se transforma. É o ingrediente principal mostrando sua verdadeira essência.

É a receita-raiz. Se você quer entender o básico antes de todas as variações, começa por aqui. É satisfatório demais ver aquele ponto em que de repente, *puff*, vira manteiga.

10º. De Cupuaçu: A Amazônia na Torrada

Fruto incrível nosso, da mesma família do cacau. Essa versão é uma ideia fantástica. Imagina o aroma ácido e tropical do cupuaçu numa textura cremosa? Deve ser uma explosão.

Além do sabor único, você ainda aproveita todos os benefícios do fruto. É uma forma bem brasileira de inovar. Nunca fiz, mas fiquei com vontade. Acho que combinaria até com um queijo coalho, quem sabe.

11º. Creme (Buttercream): A Nuvem de Açúcar

Aqui a manteiga deixa de ser um spread e vira a estrela da confeitaria. O buttercream bem feito é leve, aerado e não é excessivamente doce. O erro comum é usar manteiga muito gelada ou muito mole. Tem que estar em ponto de pomada, macia mas ainda firme.

É ele que dá estrutura e um sabor rico aos recheios. Quando você domina um buttercream básico, um mundo de decorações se abre. É prática pura.

12º. De Ervas: O Tempero que se Espalha

Isso resolve a falta de tempo na hora do café. Em vez de picar ervas na hora, você tem um creme pronto que já é sabor puro. A minha combinação predileta é salsinha, cebolinha e um pouco de raspas de limão siciliano. Fica vivo, fresco.

Enrolar no papel filme e gelar é o truque para ficar com formato de bisnaga, fica profissional. Essa versão de ervas é realmente a opção mais fácil para inovar no pãozinho de cada dia, e acompanha desde um simples pão até um bife.

13º. Com Creme de Leite: O Dobro de Cremosidade

Se manteiga já é cremosa, imagina com creme de leite fresco. É quase uma redundância deliciosa. Essa receita é valiosa porque tem um sabor lácteo muito acentuado, quase doce, perfeita para passar em panquecas ou waffles.

Acreditar que a mistura vira manteiga é a parte mágica. É uma daquelas que você faz e pensa "por que eu comprava isso?". Para quem não dispensa, virar o fornecedor próprio é um passo natural.

14º. De Coalhada: O Caminho pelo Fermento

Partir da coalhada é como pegar um atalho com mais sabor. As bactérias boas já trabalharam, deixando um tangy característico. Essa manteiga tem um perfil probiótico interessante, e o sabor é mais complexo do que a versão com nata fresca.

É uma das possibilidades que mostra como um ingrediente versátil pode dar origem a outro. Além de tudo, você ainda ganha os benefícios para a flora intestinal. Tudo de bom.

15º. De Kefir: A Bebida do Profeta Virando Manteiga

Quem cultiva kefir em casa sabe que, às vezes, a produção é maior que o consumo. Essa receita é uma adaptação inteligente para não desperdiçar. A manteiga fica com um toque ácido único, parecido com a de coalhada, mas com o perfil específico dos grãos de kefir.

É uma forma de usar todo o potencial dessa bebida fermentada cheia de história. Ajuda até nos problemas digestivos, dizem. Cozinha que é também cuidado.

16º. De Abacate: A Gordura Boa em Estado Puro

Para além das receitas mexicanas, o abacate tem essa gordura cremosa perfeita para ser batida e transformada. É uma das muitas manteigas veganas possíveis, mas essa tem um sabor marcante. Funciona melhor em preparos salgados, na minha opinião.

Um erro comum seria usar um abacate muito maduro, que pode ficar com sabor de passado. Tem que estar no ponto exato de cremosidade, mas ainda fresco. É um jeito diferente de consumir o fruto.

17º. Estilo Aviação: A Homenagem Caseira

Tem marcas que a gente cresceu comendo. Tentar replicar em casa é uma brincadeira gostosa, de nostalgia. A "aviação" é uma delas. Surpreender na hora do café com uma versão caseira que lembra a de infância tem um gosto especial.

É perfeita com as mesmas coisas: rosca, pão de queijo, torrada. A graça está em capturar aquela textura e sabor familiar, mas com a certeza do que colocou dentro.

18º. Orgânica: Do Conceito para a Mesa

Aqui, o segredo começa antes da receita: na escolha da nata. Tem que ser de animais criados soltos, de origem conhecida. A receita em si pode ser simples, mas o *background* muda tudo. O sabor é mais limpo, mais puro, talvez.

É assim, um aprendizado que vem da roça, como a avó fazia. Quando você sabe a origem do que come, o ato de cozinhar fica mais completo. Uma maravilha que vale a busca pelos ingredientes certos.

19º. No Liquidificador: Para Quem Não Tem Batedeira (ou Paciência)

Não ter batedeira não é desculpa. O liquidificador resolve, e é rápido. O processo é bem simples mesmo, mas tem um truque: bata em pulsos curtos. Se deixar ligado direto, o motor esquenta e pode talhar a manteiga.

É a prova de que dá para fazer na hora do café, com o que você tem. Por que esperar mais? O resultado é maravilhoso e te liberta de qualquer equipamento especializado. Pão quentinho nunca mais será o mesmo.

E então, qual dessas te fez pensar "preciso tentar isso"? Das que testei, a Ghee virou fixa na minha geladeira e a de ervas nunca falta. Mas a de cupuaçu está na minha lista de curiosidades.

Se você tentar alguma e não funcionar de primeira, é normal. A manteiga caseira pede um pouco de prática e ajuste. O importante é não desistir. Conta pra gente nos comentários qual você fez e como ficou, ou se tem outra variação maluca aí na sua cabeça. A cozinha é um laboratório sem fim, e é isso que é bom.

Última modificação em Quarta, 10 Dezembro 2025 22:34

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

Instagram icon https://www.instagram.com/raf.gcs

Comentários  

0 Opala
Fiz com nata pasteurizada e deu super certo
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0 Vigi
Valeu pelo feedback, Opala! Vou tentar amanhã então
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