26 Receitas de Arroz Carreteiro + Sugestões Impressionantes que nunca Viu

  • Um prato bem tradicional do país feita de uma forma perfeita para você aproveitar.
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A verdade é que a maioria das receitas de arroz carreteiro te ensina a misturar tudo e torcer para dar certo. Eu sei porque passei anos fazendo exatamente isso.

O ponto de virada veio de uma aula sobre técnica de refogado, onde aprendi que a ordem dos ingredientes no fogo muda tudo. Aqui, você não joga o bacon, a carne seca e a linguiça de uma vez. Cada um tem seu momento para soltar gordura e criar sabor, camada por camada. Essa base robusta é o que faz o arroz absorver um caldo de personalidade forte, não só umidade. O resultado é um arroz carreteiro simples onde você sente o sabor de cada elemento, harmonizado.

Fazer desse jeito virou meu truque para impressionar sem esforço. É aquele prato que todo mundo pede a receita, e a melhor parte é que tá toda detalhada pra você ali embaixo.

Receita de arroz carreteiro tradicional simples e fácil: saiba como fazer

Rendimento
4 porções
Preparação
25 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 10 marcados

Para o refogado de base:

Para finalizar o arroz:

Essa lista parece grande, mas olha só, são coisas que você provavelmente já tem ou consegue fácil. O segredo mesmo tá na ordem de preparo, como a gente vai fazer lá embaixo. A última vez que fiz, a Daiane disse que parecia de restaurante – e olha que ela é crítica, viu?

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 450g (1/4 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 680 kcal 34%
Carboidratos Totais 62g 21%
   Fibra Dietética 3.5g 14%
   Açúcares 2.8g 3%
Proteínas 35g 70%
Gorduras Totais 32g 40%
   Saturadas 12g 60%
   Trans 0.2g 1%
Colesterol 95mg 32%
Sódio 1,850mg 80%
Potássio 680mg 15%
Ferro 4.2mg 23%
Zinco 5.8mg 39%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Alto em Proteína: Excelente para recuperação muscular
  • Rico em Ferro: Combate anemia e fadiga
  • Energia Sustentada: Carboidratos complexos do arroz
  • Sem Glúten: Naturalmente livre de glúten

Alertas & Alérgenos

  • Alto sódio – Carne seca e bacon elevam teor; hipertensos devem evitar
  • Alta gordura saturada – Bacon e linguiça contribuem significativamente
  • Contém embutidos processados (linguiça calabresa e bacon)
  • Insight: Para reduzir sódio, dessalgar carne seca por 24h trocando água; substitua bacon por tofu defumado

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Cozinhando a Base:

  1. Primeiro, vamos cuidar da carne seca. Se você não comprou já pré-cozida, coloque os 320g de carne seca dessalgada em uma panela de pressão, cobre com água fria e cozinhe por uns 25 a 30 minutos depois de pegar pressão. Quando estiver macia, desliga, deixa a pressão sair naturalmente, reserva a carne e, principalmente, GUARDA essa água do cozimento. É ela que vai dar o sabor profundo pro arroz. Pica a carne em pedaços não muito pequenos, tipo em cubos.
  2. Pega uma panela grande, tipo uma que você faria um risoto. Coloca em fogo médio-alto e adiciona as 2 colheres de azeite e o bacon picado. Deixa o bacon fritar até ficar bem douradinho e soltar toda a sua gordura. Não tenha pressa nesse passo, esse é o primeiro sabor que vai impregna na panela.
  3. Agora, adiciona a carne seca já cozida e picada, e a linguiça calabresa. Meixa bem e deixa refogar junto por uns 3 a 4 minutos. Você vai ver a cor mudar e os sabores começando a se encontrar. É aqui que começa a cheirar muito bem na cozinha.
  4. Joga a cebola picada e o alho amassado. Refoga mais um pouco, até a cebola ficar transparente e o alho perfumar tudo, mas sem queimar, claro. Se o alho queimar, fica amargo, então fica de olho. Isso leva uns 2 minutos, geralmente.

Finalizando o Arroz Perfeito:

  1. É a hora do arroz. Adiciona as 2 xícaras de arroz branco na panela, junto com todo aquele refogado gostoso. Meixa bem por uns 2 minutinhos, para que cada grão fique bem envolvido na gordura e nos sabores. Isso dá uma camada de proteção e deixa o arroz soltinho depois.
  2. Despeja as 3 xícaras da água reservada do cozimento da carne seca. Se precisar completar para chegar na medida, usa água quente normal. Deixa em fogo médio-alto até começar a ferver, então abaixa o fogo para médio, tampa a panela, mas deixa uma pequena frestinha. Deixa cozinhar assim por uns 15 minutos.
  3. Passado esse tempo, dá uma olhada. A água deve ter sido quase toda absorvida. Se ainda tiver muito líquido, deixa mais um pouco sem tampa. Se estiver secando demais e o arroz ainda duro, adiciona um pouquinho mais de água quente. Agora, abaixa o fogo para bem baixo, tampa totalmente e deixa por mais uns 10 minutos. É o tempo do arroz terminar de cozinhar no vapor, ficando soltinho.
  4. Dica pessoal: Eu sempre desligo o fogo e deixo a panela tampada, em repouso, por uns 5 minutos. O arroz termina de se firmar e os grãos separam direitinho. Funciona.
  5. Por último, mas super importante, mistura a salsinha e cebolinha picadinha. Mexe com um garfo, de leve, para não quebrar os grãos. Prove e veja se precisa de sal – mas lembra que o bacon e a carne seca já salgaram bastante, então cuidado.

Pronto. É só servir na hora, quentinho. Fica aquele arroz carreteiro que não é só misturado, é construído. Cada garfada tem gosto de coisa feita com atenção, sabe? Vale cada minuto do processo.

E aí, o que achou da receita? O negócio de refogar cada coisa no seu tempo faz mesmo uma diferença enorme, né? Antes eu jogava tudo junto e o resultado era bom, mas nunca era aquele prato memorável. Depois que passei a fazer camada por camada, virou meu arroz carreteiro de confiança pra quando vem visita. Até a Daiane, que sempre acha um detalhe pra comentar, elogiou sem ressalvas na última vez.

Se você fizer, conta pra gente nos comentários como que ficou. Me diz se você sentiu a diferença no sabor, se a família curtiu, ou se você deu a sua ajustada. Todo mundo tem um jeitinho, e é legal trocar essas ideias. Bora conversar ali embaixo!

Quanto tempo dura e como guardar?

Esse arroz carreteiro é daqueles que melhora no dia seguinte - sério, o sabor fica mais intenso! Na geladeira, dura até 3 dias se guardado num pote fechado. Se quiser congelar, pode deixar por até 2 meses (eu costumo separar em porções individuais pra facilitar). Dica quente: na hora de esquentar, coloca um fio de água ou caldo pra não ressecar.

Modo economia (sem perder o sabor)

Se o orçamento tá curto, bora de hacks: troque a carne seca por músculo cozido e desfiado (fica incrível), use toucinho no lugar do bacon e reduza a linguiça pela metade. A água do cozimento da carne ainda vai dar todo o sabor. Já fiz assim quando tava no fim do mês e ninguém percebeu a diferença!

3 erros que quase todo mundo comete

1. Colocar água demais - o arroz fica papa. Mede certinho as 3 xícaras!
2. Fritar o bacon em fogo alto - queima rápido e fica amargo. Fogo médio é seu amigo.
3. Mexer o arroz enquanto cozinha - deixa ele empapado. Só mexe no final, prometo que não vai grudar.

Truque secreto do carreteiro perfeito

Depois de refogar tudo, joga uma colher de sopa de farinha de mandioca e mexe rápido antes de colocar a água. Ela ajuda a engrossar o caldo e dá um toque especial - aprendi isso com um caminhoneiro num posto de gasolina em Minas. Sério, faz diferença!

O que serve junto?

Feijão tropeiro é o clássico, mas experimenta com:
- Couve refogada bem rapidinho (corta o gorducho)
- Banana da terra fatiada e grelhada (doce e salgado, perfeito)
- Ovo frito por cima (a gema escorrendo no arroz... aff)
De bebida: cerveja gelada ou suco de caju. Se for dia de sofisticação, uma caipirinha de limão.

Versões para todo mundo comer

Low carb: Troca o arroz por couve-flor picada bem fina. Fica surpreendentemente bom!
Sem lactose/glúten: Já é naturalmente safe, só conferir os ingredientes.
Vegetariano: Usa shitake no lugar da carne seca e linguiça vegetal. A água do cogumelo dá um umami incrível.

Quer inovar? Tenta essas versões

Carreteiro de frango: Usa sobrecoxa desfiada e bacon. Fica mais leve mas mantém o sabor.
Arroz carreteiro negro: Colora com tinta de lula ou polvo no final - impressiona em jantares.
Doce-salgado: Junta cubinhos de abacaxi na hora de servir. Parece estranho mas é viciante.

O ponto crítico: o cozimento do arroz

Todo mundo fica na dúvida na hora de colocar a água. Aqui vai o segredo: depois de fritar o arroz por 2 minutos (não pule essa etapa!), coloca a água QUENTE do cozimento da carne. Se estiver fervendo, o arroz cozinha mais uniforme. E o maior teste: quando a água quase secar, faz o "teste do garfo" - abre um buraco no meio da panela. Se acumular água, deixa mais 2 minutinhos.

2 coisas que ninguém te conta

1. O arroz carreteiro original nem tinha carne seca! Era feito com sobras de churrasco dos tropeiros.
2. A calabresa não é tradicional - pode substituir por paio ou até linguiça defumada caseira se quiser algo mais autêntico.

Se tudo der errado...

Arroz virou papa? Transforma em bolinho: mistura com farinha de trigo, faz bolinhas e frita. Fica ótimo!
Ficou sem graça? Joga um cubo de caldo de carne, deixa reduzir e salpica queijo ralado por cima.
Queimou o fundo? NÃO MEXE! Passa pra outra panela sem pegar a parte de baixo e diz que é "arroz carreteiro defumado".

De onde vem essa delícia?

O carreteiro nasceu nas estradas do sul, cozido em panelas de ferro pelos tropeiros que transportavam gado. A graça era justamente usar ingredientes que aguentavam viagens longas: carne seca, toucinho, arroz e temperos básicos. Hoje virou prato nacional, mas cada região botou seu toque - no nordeste colocam jerimum, no centro-oeste vai banana da terra...

Confissões da cozinha

Uma vez esqueci de cozinhar a carne seca antes e tentei fazer direto no arroz. Resultado: 3 horas de cozimento e um arroz irreconhecível. A Daiane até hoje me zoa quando faço carreteiro - agora sempre deixo a carne de molho na véspera. Aprendi na marra que atalho bom é atalho certo!

O que combina com esse sabor?

Além dos acompanhamentos, pensa na experiência: o carreteiro pede uma mesa de madeira rústica, toalha xadrez e aquela cerveja em copo de vidro grosso. Se quiser impressionar, serve numa panela de ferro pequena (daquelas de camping) e deixa cada um se servir. O cheiro já é 50% da experiência - avisa os vizinhos antes de cozinhar!

Sabia que...

O nome "carreteiro" vem dos carros de boi (carretas) que transportavam as mercadorias no século XIX. Os cozinheiros de beira de estrada adaptaram o arroz de linguiça português com ingredientes locais. E olha só: a versão original levava PIRÃO feito com a água da carne, não arroz! Bateu a curiosidade? Comenta aí se já conhecia essa história!

Completa o prato: combinações perfeitas para seu arroz carreteiro

Depois de preparar aquele arroz carreteiro que já está com cheiro de comida de vó, é hora de montar o prato completo. Aqui vão nossas sugestões testadas e aprovadas em casa - a Dai vive pedindo pra repetir essas combinações!

Para começar com o pé direito

Bolinho de arroz japonês (receita aqui): Crocante por fora e macio por dentro, ótimo para abrir o apetite sem pesar.

Pão de queijo com polvilho doce: Clássico que nunca falha, ainda mais quando sai quentinho do forno.

Quiche de frango (receita aqui): Massa folhada e recheio cremoso - aqui em casa a gente briga pelo último pedaço.

Pimentinha em conserva: Dica bônus! Um potinho na mesa dá aquele toque especial pra quem gosta de apimentar a vida.

Para ser a estrela do prato

Costela na panela de pressão que vai te conquistar: Cai que nem manteiga e combina perfeitamente com o arroz carreteiro.

Filé mignon ao molho madeira (passo a passo no link): Para quando quer impressionar sem muito trabalho - o molho é pura nostalgia.

Carne de cordeiro que faz sucesso: Sabor marcante que equilibra bem com o arroz. Dai adora nos domingos especiais.

Frango assado com ervas: Plus caseiro! Simples, mas sempre cai bem com acompanhamentos robustos.

Para fechar com chave de ouro

Pudim de maracujá (aqui): O contraste do doce com o azedinho limpa o paladar depois da refeição.

Cocada simples surpreendente: Doce tradicional que lembra infância e combina com qualquer ocasião.

Mousse de goiaba: Cremoso e com aquele sabor frutado que a gente ama. Sobra? Nunca vi!

Para acompanhar

Leite com canela (confira os ingredientes): Clássico reconfortante que combina demais com refeições caseiras.

Chá diurético irresistível: Leve e digestivo, ideal pra depois de comer bem.

Suco de caju gelado: Dica extra! O azedinho contrasta bem com pratos encorpados.

Testou alguma dessas combinações? Conta pra gente nos comentários qual foi a preferida da sua família! Aqui em casa a gente já sabe que costela + arroz carreteiro + pudim de maracujá = felicidade garantida.

A jornada do sabor não para aqui: explore essas versões incríveis

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.

2º. A alma mineira no seu prato

autor: ANGELA E ANTONIO

Dizem que o segredo da cozinha mineira está no fogo baixo e no tempero na medida certa, e esse vídeo captura exatamente isso. O que mais gosto aqui é que ele não apressa o refogado. Deixa o bacon suar toda sua gordura antes de qualquer coisa, e isso, pra mim, é a base de um carreteiro honesto.

Usar carne de sol de boa qualidade faz diferença também. Se a sua estiver muito salgada, aquele banho de leite antes de cozinhar tira o sal excessivo e deixa um cremoso sutil. É um detalhe que pouca gente fala.

3º. Quando a calabresa é a protagonista

autor: Divinas Receitas

Se você tem uma linguiça calabresa no fundo da geladeira, essa é a sua chamada. O ponto alto dessa receita é cortar tudo em cubos uniformes. Pode parecer bobagem, mas quando o bacon, a calabresa e a cebola têm tamanhos parecidos, eles cozinham no mesmo tempo e cada garfada fica equilibrada.

Um erro comum é colocar o arroz com a panela muito quente. A dica é baixar o fogo na hora de acrescentar o arroz e a água, senão o fundo queima antes do grão cozinhar. Aprendi isso na prática, claro.

4º. O resgate heróico das sobras

Essa aqui é uma das minhas favoritas por um motivo simples: resolve a vida. Depois de um churrasco, sempre sobra aquele pedaço de picanha ou aquelas linguiças que ninguém mais toca. Jogar fora? Jamais.

A técnica é tratar essas sobras como um tesouro. Pica tudo, refoga de novo com uma cebola nova para reviver os sabores, e o arroz absorve aquele gosto defumado que já veio pronto. É sustentabilidade gostosa, e o almoço de segunda-feira vira uma celebração.

5º. A rusticidade do disco de arado

Cozinhar no disco é uma experiência, te coloca no modo fazenda mesmo dentro de um apartamento. O grande lance é o calor distribuído de maneira uniforme e intensa. Você precisa ter tudo picado e organizado ao lado, porque uma vez quente, o processo é rápido.

Se não tem um disco, uma panela de ferro fundido grossa é a substituta mais próxima. E não tenha medo de deixar a carne de sol e o bacon ficarem bem douradinhos. É essa cor que dá alma ao prato.

6º. A tradição gaúcha autêntica

"Bah, tchê!" - esse aqui tem o espírito do Sul. O que define o carreteiro gaúcho, na minha experiência, é o uso generoso da carne de sol (ou charque) e o tomate bem incorporado, quase sumindo no caldo. Não é um refogado seco, tem uma leve unidade.

É um prato para ser feito em quantidade e compartilhado, combina com um dia frio e uma mesa cheia de gente. A sugestão de usar sobras de carne assada é puro ouro, aproveita até o sabor do osso.

7º. A versão cremosa que conquista

Quem disse que carreteiro tem que ser sempre seco? Essa versão com queijo muçarela é uma quebra de paradigma bem-vinda. O segredo está em adicionar o queijo no final, com o fogo já desligado, e mexer só até ele começar a derreter e emendar os grãos.

Cuidado para não exagerar na água no cozimento, senão vira um risoto - o que não seria ruim, mas não é o objetivo. Fica incrivelmente reconfortante, quase um abraço no prato.

8º. A transformação com frango

Para os dias em que a carne bovina não é uma opção, essa versão com frango é uma salvação. O ponto chave é dourar bem os cubos de peito de frango antes de tudo, para selar os sucos. Se você só colocar para cozinhar com o arroz, fica borrachudo.

A cenoura ralada e o milho são toques de cor e doçura que funcionam muito bem, principalmente se tem crianças em casa. Vira um prato único, completo e muito menos pesado.

9º. O toque final perfeito do ovo

Ovo frito por cima do carreteiro é uma declaração de amor. Essa receita leva a coisa a outro nível, incorporando o ovo na última etapa. A dica de ouro é fritar os ovos em uma frigideira separada, com a gema ainda mole, e só então misturar delicadamente.

A textura cremosa da gema se espalha e cria um molho improvisado que é simplesmente divino. É um passo a mais que compensa cada segundo.

10º. A reinvenção vegana cheia de sabor

Mostrar que um prato tradicional pode ser recriado sem nada de origem animal é um desafio e tanto, e esse vídeo entrega. O shimeji ou shitake substitui a carne não só em textura, mas naquele gosto umami profundo.

O chimichurri e a canela na receita são jogadas de mestre, trazem complexidade e aquecimento. Prova que carreteiro é mais sobre a técnica e a paixão do que sobre um ingrediente específico.

11º. O truque dourado do açúcar

Essa técnica do açúcar caramelizado é um clássico que pouca gente usa no carreteiro, mas devia. Ela não deixa o prato doce, longe disso. O que ela faz é dar uma cor linda, âmbar, e uma profundidade de sabor incrível, como se o refogado tivesse cozinhado por horas.

Só tome cuidado para não queimar o açúcar. Assim que ele derreter e ficar dourado, jogue os outros ingredientes logo. É um passo que exige atenção, mas o resultado é profissional.

12º. O toque verde e nutritivo da couve

Adicionar couve é a minha maneira favorita de trazer um equilíbrio para a refeição. A folha, quando bem refogada, perde o amargor e ganha uma doçura terrosa. O segredo é colocá-la por último, já com o arroz quase pronto, para que ela mantenha a cor vibrante e uma textura ainda firme.

Além de ficar lindo no prato, você adiciona fibras e nutrientes sem nem perceber. É uma maneira inteligente de fazer um prato robusto um pouco mais completo.

13º. A proteína extra da lentilha

Lentilha com arroz já é uma combinação nutritiva clássica, e juntar isso à ideia do carreteiro é genial. A lentilha cozinha em um tempo parecido com o do arroz, então eles podem ir juntos para a panela após o refogado.

Ela dá corpo e uma sensação de saciedade ainda maior. É uma opção fantástica para quem busca uma refeição mais em conta e cheia de proteína vegetal. Só lembre de lavar bem as lentilhas antes.

14º. A cremosidade irresistível do requeijão

Requeijão no carreteiro soa como uma ousadia, mas juro que funciona como um creme finalizador. A chave é adicioná-lo no final, depois de desligar o fogo, e mexer até incorporar. O calor residual é suficiente para derreter e integrar.

Ele suaviza os sabores fortes da carne seca e da linguiça, criando um perfil mais redondo e aveludado. Não é todo dia, mas para uma ocasião especial, é uma quebra de rotina bem-vinda.

15º. A elegância do contra filé e tomate

Usar contra filé em cubos no lugar das carnes salgadas tradicionais é um upgrade que vale a pena para um jantar mais refinado. A carne bovina suculenta dá um sabor diferente, mais limpo e carnudo.

A dica do "cortar tudo no mesmo tamanho" é ouro. Quando o tomate, a cebola e a carne têm a mesma dimensão, a textura no prato fica incrível, tudo harmonioso. Água fervente para cobrir acelera o processo e não interrompe o cozimento.

16º. O sabor único e outonal do pinhão

O pinhão é um daqueles ingredientes sazonais que trazem magia para a cozinha. Sua textura farinácea e sabor único transformam o carreteiro em um prato festivo, típico do inverno do Sul.

É importante cozinhar o pinhão separadamente até ficar macio antes de juntar ao arroz. Assim, você garante o ponto perfeito. Adiciona uma camada de sabor e uma conexão cultural que poucos pratos oferecem.

17º. O charme do queijo coalho derretido

Queijo coalho não é só para assar na brasa. Quando picado e adicionado ao carreteiro nos minutos finais, ele amolece mas mantém a forma, criando surpresas cremosas a cada garfada. Ele tem um salgado suave e ligeiramente ácido que corta a gordura do bacon perfeitamente.

Corte em cubos não muito pequenos, senão eles somem. É um toque nordestino que combina absurdamente bem com a carne de sol.

18º. O duo imbatível: charque e calabresa

Às vezes, mais é mais. Juntar charque e calabresa é para os dias de fome legítima. A salgadez intensa da carne de sol com o sabor defumado e apimentado da linguiça cria um casamento de pesos pesados.

A dica fundamental aqui é dessalgar bem o charque e escorrer a gordura da calabresa após fritar, senão o prato pode ficar pesado demais. O arroz, nesse caso, age como o equilíbrio perfeito.

19º. A pressa inteligente da panela de pressão

Para os dias de correria total, a panela de pressão é a salvação. O que essa receita faz bem é manter as etapas: refogar as carnes primeiro, para desenvolver sabor, e só depois colocar na pressão com o arroz.

Isso evita aquele resultado pastoso e sem graça. Em 20 minutos você tem um carreteiro de sabor profundo, com os grãos soltinhos. É mágica prática, e todo mundo precisa desse truque na manga.

20º. O sabor defumado da costelinha de porco

Costelinha de porco dá um toque defumado e uma gordura saborosa que nenhuma outra carne oferece. O ideal é cozinhar a costelinha (ou usar sobras de churrasco) até a carne quase descolar do osso, e então desfiar e incorporar.

É um carreteiro mais rústico e intenso. A gordura que solta une o prato, então não precisa exagerar no óleo no refogado. Vai bem com uma farofa crocante por cima.

21º. A aventura aromática do pequi

Cozinhar com pequi é uma experiência sensorial completa. Seu aroma cítrico e único impregna a cozinha. Aviso justo: tem quem ame e quem estranhe, mas vale a tentativa.

O cuidado principal é cozinhá-lo bem até ficar macio, e nunca, jamais, morder o caroço. A polpa amarela e aromática se desfaz no arroz, tingindo e perfumando tudo. É uma conexão direta com o cerrado brasileiro.

22º. A simplicidade clássica do tomate

Essa receita é um lembrete elegante de que, no fim, o carreteiro é sobre ingredientes bons e técnica. Usar uma única panela não é só praticidade, é sabedoria: todos os sabores ficam concentrados ali, do fundo às laterais.

O tomate, quando refogado até quase desmanchar, cria um fundo de sabor ácido e doce que levanta todo o prato. É a prova de que não precisamos de uma lista quilométrica para algo memorável. Às vezes, menos é realmente mais.

Depois de explorar tudo isso, uma coisa fica clara: o arroz carreteiro é um prato vivo, que carrega histórias e se adapta à sua cozinha. Qual dessas versões falou mais com o seu paladar hoje? A clássica, a ousada ou a que resolve a geladeira? Conta pra gente nos comentários qual você vai testar primeiro, ou se já tem uma versão secreta na família. Adoro descobrir essas histórias!

Última modificação em Domingo, 07 Dezembro 2025 19:31

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

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