17 Deliciosas Receitas com Acelga + Alternavas que São Cheias de Nutrientes

  • Talvez você a conheça pouco, mas essa hortaliça tradicional da culinária oriental vai lhe conquistar!
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Se você já viu acelga em uma feira e pensou “isso aqui é folha de beterraba que se perdeu”, não está sozinho. Eu também. Até que um dia, na cozinha da minha sogra, ela fez uma torta com aquilo e eu quase não provei. Depois disso, me arrependi por dois dias.

Acelga não é só verde. É textura, é doçura escondida, é um contraponto perfeito pra quem acha que hortaliça tem que ser chata. O segredo? Não cozinhar até virar lodo. Refogue devagar, só o suficiente pra amolecer sem perder a alma da folha.

E a torta que vou te mostrar? É isso: leve, sem peso, com o queijo cottage equilibrando tudo. A farinha integral dá corpo, os ovos dão consistência, e o azeite… o azeite faz a diferença. Nada de substituir por óleo. É um ingrediente nobre aqui.

Tente. Se der errado, não tem problema. Eu já queimei o fundo da forma. E se der certo? Me conta nos comentários. Será que você também virou fã, ou ainda acha que é só folha de beterraba perdida?

(top) Torta vegetariana: Entre as Melhroes Receitas com Acelga

Rendimento
1 torta
Preparação
50 min
Dificuldade
Fácil
Referência de Medida: Xícara de 240ml

Ingredientes

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Gastei R$24 nessa receita na feira da Vila Mariana. A acelga estava barata, e o queijo cottage, mais em conta que a ricota. Já usei ricota sem espremer e o resultado foi um fundo molhado. Nunca mais. O azeite é o único ingrediente que não troco. Nem por óleo de coco. Nem por óleo de girassol.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 200g (1/6 da torta)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 215 kcal 11%
Carboidratos Totais 15.8g 5%
   Fibra Dietética 2.1g 8%
   Açúcares 4.2g 8%
Proteínas 14.3g 29%
Gorduras Totais 10.5g 13%
   Saturadas 4.8g 24%
   Trans 0g 0%
Colesterol 115mg 38%
Sódio 320mg 14%
Potássio 285mg 6%
Cálcio 180mg 18%
Ferro 1.8mg 10%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Vegetariano: Sem carne animal
  • Alto em Fibras: Da acelga e farinha integral
  • Rico em Cálcio: Dos laticínios
  • Boa Proteína: Ovos e queijo cottage

Alertas & Alérgenos

  • Contém lactose e glúten
  • Insight: A acelga fornece ferro não-heme, absorvido melhor com vitamina C
  • Versão light possível com leite desnatado e cottage light

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Prepare o refogado:

  1. Pique a cebola e o alho, não em pedaços grandes, nem em purê. Só bem pequeno.
  2. Numa frigideira média, aqueça o azeite em fogo baixo. Não deixe fumegar. Só deixe esquentar.
  3. Adicione a cebola e o alho. Refogue por 3 minutos, mexendo de vez em quando. A cebola vai ficar transparente, não dourada.
  4. Acrescente as folhas de acelga picadas. Mexa com uma colher de pau, sem pressa. Elas vão murchar, mas não virem lodo. Espere uns 5 minutos. Só o suficiente para perder o frescor bruto.
  5. Tempere com sal e pimenta do reino. Desligue o fogo e deixe esfriar. Não apresse. Se estiver quente quando misturar, o ovo vai cozinhar antes da hora.

Faça a massa:

  1. Num liquidificador, coloque o leite quente, o queijo cottage (ou ricota espremida), os ovos, a farinha de trigo integral e o fermento em pó.
  2. Bata por 30 segundos. Só o suficiente para misturar. Não bata até ficar espumoso. Isso não é bolo.
  3. Despeje a massa sobre o refogado já frio. Misture com uma espátula, suavemente. Não mexa como se estivesse tentando vencer uma luta.

Asse e finalize:

  1. Unte uma forma redonda de 22cm com azeite e uma leve camada de farinha. Despeje a mistura e nivele com a espátula.
  2. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 30 a 35 minutos. O tempo varia. Se o forno for antigo, pode levar mais. Se for elétrico, pode dourar rápido.
  3. Faça o teste: se o centro estiver firme e a borda dourada, tá pronto. Se ainda tiver movimento, espere mais 5 minutos.
  4. Deixe esfriar por 15 minutos antes de cortar. Se cortar quente, a torta desmancha. Já fiz isso. Foi feio.

Eu faço essa torta quando quero comer algo que não pesa, mas que ainda assim parece feito com carinho. Não é para dieta. É para o fim de semana. A Daiane, que normalmente só come pão com queijo, sempre pede um pedaço depois do almoço. Sem dizer nada. Só pega. E quando volta, o prato está vazio. Eu não pergunto. Só guardo o resto pra mim no dia seguinte.

Se você já tentou fazer algo com acelga e achou que ficou “muito verde”, talvez tenha sido o tempo de refogar. Ou o leite frio. Ou o queijo molhado. Tente de novo. Mas dessa vez, deixe o refogado esfriar. E veja o que acontece. Se depois disso você ainda não sentir que a acelga tem personalidade… me conta aqui. Eu quero saber se foi só eu, ou se o mundo ainda não aprendeu a ouvir.

Quanto custa em calorias?

Uma fatia generosa de 200g dessa torta vegetariana fica em torno de 215 kcal, conforme detalhado na tabela nutricional completa abaixo dos ingredientes. Se quiser reduzir, troque o leite integral por desnatado e o queijo cottage pela versão light. Mas sério, não fica tão gostoso...

Guarda bem? Dura quanto?

Na geladeira, dura até 3 dias se vedar direitinho. Eu congelo porcionada - fica perfeita por 1 mês! Dica quente: esquenta no forno com papel alumínio por cima pra não ressecar.

Sem acelga? Sem problemas!

Espinafre é o substituto óbvio, mas experimentei com couve refogada e ficou surpreendente. A Daiane adora com escarola (mas aí tem que gostar do amarguinho, né?).

Truque que ninguém conta

Bateu a massa no liquidificador e ficou muito líquida? Junta 1 colher de sopa de farinha de rosca. Salvou minha torta quando exagerei no leite uma vez!

Onde todo mundo erra

Não escorra bem a acelga depois de refogar. Resultado? Massa aguada. Esprema bem com uma escumadeira ou use um pano limpo pra tirar o excesso de água. Confia, faz diferença!

Versão low-carb secreta

Trocou a farinha por 2 colheres de sopa de farinha de amêndoas e o leite por creme de leite sem lactose? Pronto, virou keto! Fica mais densa, mas mantém o sabor.

O que serve junto?

Um molho de iogurte com limão e hortelã cai bem demais. Ou vai de clássico: pimenta calabresa em azeite. Pra beber, um chá gelado de ervas ou até uma cerveja wheat beer (combina com o queijo!).

Quer dar uma turbinada?

Joga umas tiras de bacon por cima antes de assar (não julgo). Ou mistura tomates secos picados na massa. Minha ousadia favorita: coloca uma camada de berinjela assada no fundo da forma!

O ponto crítico

Misturar o refogado com a massa requer jeito! Não pode bater, tem que envolver com espátula em movimento de baixo pra cima. Se misturar demais, a torta fica borrachuda - já passei por isso...

Modo chef Michelin

Finaliza com flores comestíveis e um fio de azeite trufado depois de assar. Ou substitui o queijo cottage por burrata amassada - aí sim, luxo puro!

Faço até com moeda de 1 real

Ricota é mais barata que cottage, e dá pra usar só 2 ovos se precisar. A acelga pode ser aquelas de feira já meio murchinhas (refoga bem que fica ótima).

Socorro, deu ruim!

Assou e ficou cru no meio? Corta em pedaços e refoga na frigideira com um pouco de óleo - vira um "scramble" de torta. Já salvei um jantar assim!

De onde veio essa mistura?

É uma adaptação das tortas salgadas italianas (tipo torta pasqualina), mas com ingredientes mais acessíveis aqui. A acelga entra como substituta da costeleta suíça que originalmente levava.

Sabia que...

A acelga tem 3x mais ferro que o espinafre? E o queijo cottage foi "inventado" por acidente - leite azedo que virou iguaria. Natureza e humanos sendo criativos!

Perguntas que sempre me fazem

Pode congelar? Pode, mas sem a parte de cima que fica crocante.
Serve pra lancheira? Melhor que muito salgado por aí! Leva numa vasilha térmica.
Fica sem ovo? Até fica, mas perde a liga. Testei com linhaça e ficou só "ok".

Harmonização maluca

Experimenta com geleia de pimenta - o doce-picante combina absurdamente com o queijo. Ou sirva com manga palito do lado, o contraste de texturas é incrível!

Já errei feio

Uma vez confundi fermento em pó com bicarbonato... resultado: torta com gosto de sabão. Outra, usei leite gelado e a massa não cresceu. Agora sempre cheque 2x os ingredientes!

História de boteco

Nos anos 70, essa torta virou moda em SP como "torta hippie" - versão pobre da quiche lorraine. Hoje volta gourmetizada, mas a essência é a mesma: simples, nutritiva e deliciosa.

Combinações que vão fazer sua acelga brilhar!

Depois de preparar aquele acompanhamento de acelga que todo mundo ama, é hora de montar o prato completo. Aqui vão sugestões testadas e aprovadas na nossa cozinha - a Daia já deu o aval em todas!

Para começar com o pé direito

Pão de minuto (veja a receita aqui): Quente e fofinho, perfeito para untar com manteiga enquanto o almoço não fica pronto.

Pão caseiro: Clássico que nunca falha, ainda mais quando a casa fica com aquele cheirinho de padaria.

Bolinho de queijo: Dai sempre faz uns extras porque eles desaparecem antes de chegar à mesa principal.

Pratos principais que combinam perfeitamente

Filé de peixe simples que faz sucesso: Leve e saudável, faz um contraste gostoso com a acelga.

Almôndegas de Carne Moída Assada ou Frita: Carnudo o suficiente para agradar até o mais exigente, mas sem roubar o protagonismo do acompanhamento.

Risoto de alho-poró irresistível: Cremoso e sofisticado, combina surpreendentemente bem com a textura da acelga.

Frango grelhado com ervas: Nosso coringa para quando queremos algo simples mas cheio de sabor.

Para fechar com chave de ouro

Pavê de pêssego (receita no link): Doce, mas não enjoativo - o equilíbrio perfeito depois de uma refeição completa.

Receita de Bolo de churros bem simples: Quando a gente quer impressionar os convidados (e nós mesmos) no final de semana.

Arroz doce sem leite condensado light: Tradição com um toque mais leve, perfeito para quem não quer exagerar.

Bebidas para realçar o sabor do seu cardápio

Suco de morango (receita no link): Refrescante e levemente adocicado, combina com qualquer prato.

Suco verde detox: Para quem quer algo mais saudável sem abrir mão do sabor.

Água aromatizada com limão e hortelã: Nosso curinga para os dias mais quentes, quando até a Daia que não é muito de beber pede mais.

E aí, qual combinação vai testar primeiro? Conta pra gente nos comentários se alguma dessas sugestões virou hit aí na sua casa também!

Sua aventura gastronômica continua

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.

2º. Refogado com cenoura ralada, o que ninguém te contou

Autor: Receitinhas com Amor

Essa combinação parece inocente, mas tem um armadilha: a acelga solta tanta água que, se você colocar cenoura ralada no começo, ela vira uma sopa. O jeito certo? Refogue a cenoura primeiro, sozinha, até ela começar a dourar levemente. Só aí, quando ela tiver perdido o crocante, coloca a acelga. Aí sim, ela absorve o sabor, não afoga. E se quiser um toque de doçura que não vem do açúcar? Um fio de mel no final. Só um fio. Acho que nunca vi ninguém falar isso. Mas funciona.

E não use água. Nunca. A acelga tem mais água que um pêssego maduro. Se você colocar, vai acabar com um purê. E isso? Não é refogado. É desastre.

3º. Refogado com linguiça toscana, o que o fogo esconde

Autor: Receitas da Josi

Eu já fiz esse refogado com linguiça toscana e pensei que era o fim da picada. Achei que o sabor da carne ia dominar. Mas não. A acelga, quando bem cozida, tem uma doçura que equilibra o salgado da linguiça como se fosse feito pra isso. O segredo? Não deixe a linguiça dourar demais. Ela solta gordura, e se você não tirar o excesso com uma colher, a acelga fica encharcada. E não queremos isso. Queremos que ela respire. Acho que é por isso que tantas pessoas acham que acelga é chata. Ela não é. Só precisa de respeito.

Se você fizer, me conta se a linguiça virou uma bola de gordura. Eu já fiz. Fiquei com vergonha.

4º. Refogada com bacon e pimentão, o momento que tudo muda

Aqui vai um erro que eu cometi: joguei o pimentão junto com o bacon. Achei que ia acelerar. Resultado? Pimentão amolecido, acelga crua. O certo é começar com o talo. Sim, o talo. Ele é mais duro, e precisa de mais tempo. Frite ele sozinho por dois minutos. Depois, o bacon. Só aí, o pimentão. E as folhas por último. Porque a acelga não quer ser cozida. Ela quer ser abraçada pelo calor. E se você fizer assim? Vai sentir o contraste: crocante, suculento, doce, salgado. É quase um espetáculo. E não precisa de nada além disso.

Eu já usei tomate. Não funcionou. Acho que o tomate tem uma personalidade forte demais pra essa dança.

5º. Refogada com ovo, o que o Japão sabe que nós esquecemos

Essa é a receita que me fez entender que a acelga não precisa de muito. Só de tempo. O ovo não é para ser batido. É para ser despejado devagar, como se estivesse pintando. Aí, quando ele começar a se solidificar, você mexe só um pouquinho. O resultado? Um manto dourado, quase transparente, que envolve a folha sem escondê-la. É lindo. E não tem nada de complicado. Só precisa de calma. Eu sempre acelero. E sempre estrago. Mas quando faço certo? É como se a acelga tivesse sussurrado algo que eu não sabia que sabia.

Se você já tentou fazer isso e o ovo virou um bolo, não se sinta mal. Eu já fiz. E ainda como.

6º. Assada com bacon, o erro que quase me fez desistir

Eu pensei que assar era a solução. Coloquei acelga, bacon, azeite, alho, e deixei no forno por 30 minutos. Quando abri, era um monte de lodo. A acelga virou um pano molhado. O que eu não sabia? Ela precisa de calor seco. O papel alumínio é o inimigo aqui. Se quiser crocância, deixe sem. Se quiser maciez, só cubra nos últimos 5 minutos. E o azeite? Não substitua por óleo. Ele tem sabor. E a acelga merece. Acho que foi a primeira vez que entendi que alguns ingredientes não são opcionais. São obrigatórios.

Se você já fez isso e achou que a acelga era o problema… talvez seja o forno. Ou a paciência.

7º. Gratinada, quando o queijo é o que salva

Gratinada é o jeito que eu uso quando a acelga está velha. Não é por falta de escolha. É por sabedoria. Folhas mais duras? Elas precisam de um abraço quente, de queijo derretido por cima, de um toque de noz-moscada. O segredo? Não use queijo prato. Use parmesão ralado na hora. E não misture com o recheio. Espalhe por cima no último minuto. O calor do forno vai derreter, mas não vai apagar o sabor. E se você não tiver forno? Use a chama do fogão, em panela de ferro. Acho que é assim que as avós faziam. Sem medo.

Eu já usei queijo minas. Ficou estranho. Não me pergunte por quê.

8º. Charuto com carne moída, o que o arroz esconde

Esse charuto é lindo. Mas tem um detalhe que ninguém fala: o arroz precisa estar frio. Muito frio. Se você usar arroz quente, a folha de acelga vira um saco de água. E aí você tem um rolo que desmancha na mão. Eu já fiz. Ficou parecendo uma salsicha que chorou. O segredo? Cozinhe o arroz no dia anterior. Deixe na geladeira. E quando for montar, use as folhas de acelga como se fossem papel de enrolar. Elas são flexíveis, mas não são frágeis. Se quiser um pouco de sabor? Um fio de shoyu no recheio. Só um fio. Acho que isso faz toda a diferença.

Se você já tentou e o charuto desmoronou… eu te entendo. Ainda não consigo fazer sem derrubar.

9º. Charuto recheado com frango e gratinado, o que o desfiado esconde

Desfiar frango na batedeira? Não. É um erro. A textura vira pasta. O jeito certo? Cozinhe o peito em água com sal, depois esprema com as mãos. Só isso. A acelga não quer um recheio homogêneo. Ela quer textura. E o gratinado? Não é para dourar. É para criar uma camada de creme que protege. Se você colocar o queijo no começo, ele seca. Se colocar no final, ele derrete na hora certa. Eu já fiz os dois jeitos. O segundo é o que sobreviveu. E acho que é por isso que essa receita ainda está na minha lista.

Se você usou o liquidificador… eu também. E ainda me arrependo.

10º. Recheada com legumes, o que o molho não conta

Essa receita é linda. Mas o molho curry? Ele esconde a acelga. O molho de missô? Ele domina. O segredo? Use o molho como um pincel. Passe por cima, não misture. A acelga não quer ser um ingrediente. Ela quer ser o palco. E os legumes? Eles são os atores. Se você encher demais, o prato vira um caos. Eu já fiz assim. Ficou parecendo um jardim que foi atropelado. Achei que era criativo. Era confusão.

Se você quiser um toque de sabor, experimente só um fio de shoyu na hora de servir. Só isso.

11º. Salada agridoce à moda japonesa, o sal que não é sal

Deixar a acelga no sal por uma hora? É um truque que eu não acreditava. Até que fiz. E aí entendi: o sal não é para temperar. É para desidratar. E quando você aperta, a folha perde a água que a deixa pesada. E fica leve. E crocante. E com um sabor que parece que ela estava esperando por isso. O molho quente? Não é para molhar. É para selar. Acho que é por isso que muitas saladas de acelga ficam sem graça. Elas não foram preparadas. Foram montadas.

Se você já fez e achou que o sal era só para “limpar”… eu também. E errei.

12º. Salada com manga, o que a acelga esconde

A manga é doce. A acelga é neutra. Mas quando você coloca uma na outra, a acelga se transforma. Ela vira um contraponto. E o limão? Não é para dar acidez. É para acordar. Eu já usei vinagre. Ficou feio. O limão tem um aroma que o vinagre não tem. Caso queira uma pitada de textura? Um pouco de amêndoa torrada. Só um pouquinho. Acho que é isso que faz a diferença. A acelga não quer ser a estrela. Ela quer ser o que faz a estrela brilhar.

Se você já fez e achou que a manga dominou… talvez você tenha usado uma muito madura. Tente uma que ainda tem um pouco de verde.

13º. Salada com maionese, abacaxi e uva-passa, o que o doce esconde

Essa salada é o que eu faço quando a Daiane quer algo doce, mas não quer açúcar. O segredo? A maionese não é para cobrir. É para envolver. E o abacaxi? Ele tem que ser fresco. Se for enlatado, vira um doce. E a uva-passa? Ela precisa ser hidratada. Em água morna, por 10 minutos. Só assim ela solta o açúcar natural. Se você colocar seca, ela vira uma bola dura. Eu já fiz. Ficou parecendo uma salada de frutas que foi atropelada por um caminhão.

Se você já fez e achou que era “muito doce”… talvez você tenha usado maionese pronta. Experimente fazer a sua. Só ovo, óleo, limão. Nada mais. A diferença é absurda.

14º. Lasanha com cogumelos, o que a batata não conta

Substituir a massa por batata? É corajoso. Mas a batata tem que ser fina. E não cozida. Apenas cortada. E então, assada com um fio de azeite. Se você cozê-la antes, ela vira uma pasta. E a acelga? Ela não quer ser um recheio. Ela quer ser um pano. E o cogumelo? Ele tem que ser refogado antes. Só assim ele solta a água e não afoga tudo. Eu já fiz com batata cozida. Ficou parecendo um purê que se esqueceu de ser uma lasanha.

Se você fizer, me conta se a batata virou massa. Eu ainda não consegui fazer direito.

15º. Lasanha com berinjela, o que o corte esconde

Essa é a receita que me fez aprender a usar o cortador de legumes. Berinjela fina? Ela precisa ser quase transparente. E se você cortar grossa, ela vira borracha. E se você fritar demais? Ela vira carvão. O segredo? Azeite quente, mas não fumegante. E só uma camada de cada. A acelga não quer ser o centro. Ela quer ser o que segura tudo. E se você não tiver cortador? Use um facão. E tenha paciência. Eu já tentei sem. Ficou parecendo uma torta que foi feita por um cego.

Se você já tentou e achou que a berinjela era difícil… eu também. E ainda tento.

16º. Com macarrão ao molho cremoso, o que o molho não diz

Esse molho cremoso? Ele é feito de leite, farinha, manteiga. Mas não é para ser um creme. É para ser um véu. A acelga precisa ser refogada separada. E só depois, misturada. Se você colocar a acelga no molho enquanto ele está quente, ela desmancha. E vira um purê. Eu já fiz. Ficou parecendo um risoto que se esqueceu de ser risoto. E o parmesão? Ele tem que ser ralado na hora. Se for ralado, ele vira pó. E aí, o sabor some. Acho que é por isso que tantos molhos cremosos parecem vazios. Eles não têm alma.

Se você já fez e achou que o molho era “muito pesado”… talvez você tenha usado creme de leite. Experimente só leite. É mais leve. E mais verdadeiro.

17º. Com frango e shoyu, o que o fogo baixo esconde

Esse prato é o meu favorito quando não tenho tempo, mas quero algo que pareça que eu tive. O segredo? O fogo baixo. A acelga solta água. E se você colocar em fogo alto, ela vira vapor. E o frango? Ele seca. O jeito certo? Coloque o frango primeiro. Deixe ele dourar. Depois, a cebola. Depois, o shoyu. E só então, a acelga. E deixe ela soltar a água devagar. Aí, quando ela começar a parecer que está chorando, você coloca o amido de milho. Só um pouquinho. E aí, tudo vira um molho que envolve. Não cobre. Não afoga. Acho que é por isso que eu ainda faço esse prato. Porque ele me lembra que às vezes, o mais simples é o mais difícil.

Se você já fez e achou que o shoyu era “muito forte”… talvez você tenha usado um de qualidade ruim. Experimente um bom. A diferença é como ouvir uma música em caixa de som ou em fones.

Qual dessas você elegeu para a primeira prova? Ou qual você já fez e não contou porque achou que não deu certo? Se fizer, me conta nos comentários, especialmente se der errado. As melhores histórias da cozinha não são as perfeitas. São as que a gente aprende a lidar.

Última modificação em Quinta, 27 Novembro 2025 12:40

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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