16 Receitas de Feijão Andu + Combinações Variadas de Pratos e Preparos

  • Aprenda de maneira simples a fazer receitas com muito sabor para o seu dia a dia.
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O feijão andu foi uma descoberta pra mim, meio por acaso. Tinha uma feira aqui perto de casa que sempre vendia, e um dia resolvi comprar só pra ver qual era. A textura é diferente, né, um pouco mais firme que o carioca, e o sabor tem algo a mais, meio terroso. Dá vontade de experimentar de novo.

A melhor parte de fazer uma Receita de Feijão Andu em casa é que você pode brincar com os temperos. A base de alho, cebola e tomate é clássica, mas um truque que aprendi com um chef amigo meu, que estudou culinária baiana, é refogar bem a cebola até ficar bem dourada antes de botar o alho. Isso tira a acidez e dobra a doçura natural, que combina demais com o sabor do andu. A salsinha e cebolinha no final, frescas, são obrigatórias pra dar aquele toque vivo.

É um prato que parece simples, mas quando você prova a primeira colherada quente, percebe que tem camadas de sabor. A receita que preparei abaixo é o jeito que mais gosto de fazer, direto e saboroso. Se você nunca fez, tá na hora de tentar. Depois me conta nos comentários o que achou, sério, adoro saber.

Receita de Feijão Andu Verde: Saiba Como Fazer

Rendimento
10 porções
Preparo
15 min (mais tempo de cozimento)
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 7 marcados

Essa é a base. Se quiser, pode botar uma folha de louro enquanto cozinha, ou um pedacinho de bacon no refogado. Mas assim simples já fica muito bom, pra ser sincero.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 150g (1/10 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 180 kcal 9%
Carboidratos Totais 30.2g 10%
   Fibra Dietética 8.5g 34%
   Açúcares 2.1g 4%
Proteínas 12.3g 25%
Gorduras Totais 1.8g 2%
   Saturadas 0.3g 2%
   Trans 0g 0%
Colesterol 0mg 0%
Sódio 150mg 7%
Potássio 485mg 10%
Ferro 3.2mg 18%
Cálcio 85mg 9%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Vegano: 100% vegetal e natural
  • Gluten-Free: Sem glúten naturalmente
  • Alto em Fibras: Excelente para digestão
  • Baixa Gordura: Ideal para dietas leves

Alertas & Alérgenos

  • Insight: Rico em ferro - ótima opção vegetariana para prevenir anemia
  • Cozinhar bem elimina antinutrientes naturais do feijão andu
  • Pessoas com intestino sensível devem consumir com moderação inicial

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Preparando o Feijão:

  1. Primeiro, lave bem o feijão andu numa peneira sob a torneira. Escorra. Deixar de molho é opcional, ele cozinha rápido, mas se quiser, umas 2 horas já ajuda.
  2. Pega uma panela de fundo grosso e coloca um fio de óleo. Aquece em fogo médio. Joga a cebola picada e deixa refogar, mexendo de vez em quando. A ideia é ela ficar bem douradinha, quase caramelizada, não só transparente. Isso aqui é o segredo que mencionam.
  3. Quando a cebola estiver no ponto, acrescente o alho. Refogue junto por mais um minuto, só até perfumar, cuidado pra não queimar.

Cozinhando e Finalizando:

  1. Adicione o feijão lavado (e escorrido, se tiver deixado de molho) na panela. Mistura bem com o refogado por um minuto.
  2. Coloque sal a gosto. Cobre tudo com água quente, aqueles 3 dedos a mais que falei. Tampe a panela parcialmente, deixando uma fresta.
  3. Deixe cozinhar em fogo médio-baixo por uns 15 minutos, mas fica de olho. Pode ser que precise de mais água, ou de mais tempo. O feijão andu tem que ficar macio, mas ainda com uma textura, não desmanchando.
  4. Quando o feijão estiver no ponto que você gosta, desligue o fogo. Agora jogue o tomate picado e o cheiro verde (salsinha e cebolinha). Mexe delicadamente só pra incorporar. O calor residual vai cozinhar o tomate levemente.
  5. Deixa descansar por 5 minutinhos tampado. Serve quente. É isso.

O legal desse feijão é que ele não vira uma pasta. Cada grão fica inteiro, macio por dentro, e aquele caldo que se forma fica cheio de sabor do refogado. Fica ótimo com arroz branco, uma farofa crocante, ou até como base pra um prato mais elaborado.

Eu costumo fazer uma panela no domingo e durma a semana. Reaquece que fica ótimo. Se você testar, me fala aí nos comentários se concordou com a dica da cebola bem dourada, e se colocou algum tempero extra. Adoro ver as variações que cada um cria.

Quanto tempo dura? Guarda bem?

Esse feijão-andu verde é daqueles que melhora no dia seguinte - sério, o sabor fica mais encorpado! Na geladeira, dura até 4 dias num pote fechado. Se quiser congelar, bota em porções individuais e dura 3 meses fácil. Dica da Daiane: etiqueta com a data pra não esquecer lá no fundo do freezer (já aconteceu aqui, confessa aí se com você também!).

E as calorias, hein?

Cada porção tem cerca de 180 kcal - bem leve! Mas claro que se você mandar aquele arroz branco e farofa por cima, a conta muda. Pra quem tá de olho na proteína, essa receita tem aproximadamente 12g por porção. Nada mal, né? Confira a tabela nutricional completa logo acima para todos os detalhes!

Sem andu? Sem problemas!

Se não achar feijão-andu verde (às vezes some dos mercados), pode substituir por feijão-fradinho ou até mesmo feijão-branco. O gosto muda um pouco, mas fica bom do mesmo jeito. Pra quem quer um toque especial, testa com feijão-verde francês - fica um luxo!

Hack que ninguém te conta

Quer deixar esse feijão-andu ainda mais cremoso? Quando estiver quase pronto, amasse alguns grãos com o fundo da colher contra a lateral da panela. Cria uma textura incrível! E se tiver pressa, usa água fervendo desde o começo - corta uns 5 minutos do cozimento.

Os 3 pecados capitais do feijão-andu

1) Colocar água fria - demora mais e o grão pode ficar duro por dentro. 2) Exagerar no sal no início - melhor ajustar no final. 3) Cozinhar demais - vira papa! 15 minutinhos são suficientes, juro.

Dietas especiais? Bora adaptar!

Low carb: reduz o tempo de cozimento pra deixar os grãos mais firmes. Vegano: já é! Sem glúten: naturalmente safe. Proteico: acrescenta cubinhos de tofu grelhado no final. Low fodmap: troca a cebola por cebolinha verde (só a parte verde!).

O que serve junto?

Clássico: arroz branco soltinho e uma farofa crocante. Gourmet: purê de inhame e couve refogada no alho. Lanchinho: dentro de uma tortilha com queijo coalho. E pra beber? Uma cerveja bem gelada (pra quem curte) ou suco de caju geladíssimo - combinação perfeita!

Modo chef Michelin

Põe um fio de azeite trufado na hora de servir e uns tomates cereja assados por cima. Se quiser impressionar mesmo, faz um crostini de pão italiano torrado pra acompanhar. Fica tão chique que parece que você pediu no MasterChef!

Feijão-andu no modo crise

Dá pra fazer essa receita gastando pouco: compra o feijão a granel (sai mais barato), usa tempero caseiro (aqueles que já tem na despensa) e se não tiver salsinha fresca, vai de desidratada mesmo. Fica gostoso do mesmo jeito e seu bolso agradece.

O ponto do feijão-andu

A parte mais chata é acertar o ponto dos grãos - nem duro, nem empapado. Dica infalível: prova uns 3 grãos diferentes (sério, não confie em só um!) quando faltar uns 2 minutos pro tempo acabar. Se estiverem macios porém firmes, é hora de desligar.

Sobrou? Transforma!

Feijão-andu verde é versátil: no dia seguinte vira sopa (bate com um pouco de caldo), recheio de panqueca ou até patê (amassa com um garfo e mistura com cream cheese). A água do cozimento? Rica em nutrientes - usa pra regar plantas ou como base pra outros caldos.

Sabia que...

O feijão-andu verde tem propriedades anti-inflamatórias? E mais: na Índia, onde ele é super tradicional, costumam usar as folhas da planta também - são comestíveis e cheias de nutrientes! Quem diria, né?

De onde vem essa iguaria?

Esse feijãozinho veio da África e se adaptou super bem ao Brasil, principalmente no Nordeste. Curiosidade: em alguns lugares chamam de "feijão-verde" ou "feijão-frade". E tem quem jure que é parente do feijão-de-corda - mas essa é outra história!

Perguntas que sempre me fazem

Precisa deixar de molho? Não obrigatório, mas se fizer, 30 minutinhos bastam.
Pode na panela de pressão? Pode, mas reduz pra 8 minutos depois do chiado.
Congela bem? Super! Fica bom até depois de 3 meses no freezer.

Quer inovar? Testa essas versões!

• Com coco: acrescenta 50ml de leite de coco no final - sabor nordestino garantido!
• Apimentado: joga uma pimenta dedo-de-moça picada no refogado.
• Cremoso: bate metade no liquidificador e mistura de volta.
• Com bacon: porque tudo fica melhor com bacon, né? (vegetarianos, ignorem essa!)

Harmonização que é puro luxo

O sabor terroso do feijão-andu combina demais com coisas frescas: queijo coalho grelhado, rodelas de cebola roxa em conserva ou até pedacinhos de manga verde. E pra fechar com chave de ouro, um cafezinho coado na hora - trust me, você vai me agradecer depois!

Já errei pra você não errar

Uma vez coloquei água demais e virou sopa - solução? Deixei ferver sem tampa pra evaporar. Outra vez esqueci o sal completamente (tristeza) - salvei com um caldo de legumes concentrado. Moral da história: mesmo dando ruim, sempre tem conserto!

Se TUDO der errado...

Queimou o fundo? Passa pra outra panela rápido e não mexe no que ficou grudado. Ficou aguado? Tira um pouco do caldo e engrossa com maisena dissolvida em água fria. Sem tempero? Um tablete de caldo de legumes resolve (mas não conta pra ninguém que eu sugeri isso!).

Curiosidade que vai impressionar seus amigos

Na África, o feijão-andu é chamado de "feijão dos pobres", mas aqui no Brasil virou gourmetização pura! E tem mais: ele é primo distante do feijão-preto - dá pra acreditar? Agora conta aí nos comentários: já conhecia esse feijão ou vai ser sua primeira vez?

Completa a refeição: combinações perfeitas para seu feijão andu

Depois de preparar aquele feijão andu que vai deixar todo mundo com água na boca, que tal montar um menu completo? Aqui vão nossas sugestões testadas e aprovadas - a Daia adora quando faço essas combinações aos domingos!

Para começar com o pé direito

Torta de frango cremosa (link): Crocante por fora e cremosa por dentro, perfeita para abrir o apetite.

Torta de liquidificador salgada: Prática e versátil, combina com tudo - inclusive com nosso feijão especial.

Salada de pepino com cebola roxa e hortelã: Refrescante e leve, ótimo contraste com o sabor marcante do feijão.

Dica bônus: Mini pastel de carne moída é sempre sucesso aqui em casa quando queremos algo rápido e gostoso.

Pratos principais que casam perfeitamente

Escondidinho de carne de sol (passo a passo no link): O cremoso do purê com a carne salgada é match perfeito com o feijão.

Carne de panela (receita aqui): Macia e suculenta, vai bem com o sabor terroso do andu - combinação clássica!

Picanha assada (cliquei aqui): Para quando queremos dar um upgrade na refeição, não tem erro.

Plus: Frango assado com farofa de bacon fica divino ao lado do feijão, experimente!

Para fechar com chave de ouro

Torta de abacaxi surpreendente: O doce azedinho corta a densidade da refeição principal.

Bolo de fubá com queijo (aqui): Caseiro e comfort food pura, lembra infância na roça.

Mini pudim tradicional: Clássico que nunca falha - e na versão mini fica mais prático!

Dica extra: Brigadeiro de colher é sempre bem-vindo, principalmente quando a turma é grande.

Para acompanhar

Suco de abacaxi com hortelã: Refrescante e ajuda na digestão dos sabores intensos.

Água de coco gelada: Natural e leve, ótima para equilibrar a refeição.

Suco de manga com gengibre: O picante do gengibre complementa muito bem o prato principal.

Obs: Aqui em casa não bebemos, mas se for servir convidados, uma sangria de frutas faz sucesso!

E aí, qual combinação vai testar primeiro? Conta pra gente nos comentários como ficou seu menu completo - e se sobrou espaço para a sobremesa!

O andu é versátil pra caramba. Se você curtiu o básico, espera só pra ver essas ideias.

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.

2º. Quando a fome pede algo robusto: bacon e calabresa

autor: Receitas da Nat

Cenário específico: fim de semana, aquela vontade de um feijão que seja quase uma refeição completa. Essa combinação com bacon, calabresa e até carne seca resolve isso. A gordura do bacon e o sabor defumado da calabresa abraçam o feijão andu, que é mais firme, e criam um caldo incrivelmente saboroso. É uma adaptação inteligente do feijão tradicional para quem quer mais presença no prato.

Uma dica que não tá no vídeo, talvez: se for usar carne seca, dessalga bem e refoga ela primeiro, pra soltar um pouco da gordura. Isso vai ser a base de sabor de tudo. Fica um prato tão encorpado que quase dispensa o arroz, mas eu não dispenso, claro.

3º. Farofa que vira o protagonista da mesa

autor: Bete com carinho

Eu particularmente detesto quando a farofa é só uma coisa seca e sem graça, sabe? Essa receita muda completamente o jogo. O feijão andu cozido e misturado na farinha de mandioca adiciona uma umidade e um sabor que você não consegue parar de comer. A impressão que ela sempre causa é um as pessoas perguntarem "o que tem nisso?" e depois voltarem para pegar mais.

O segredo, pra mim, está no ponto da farinha. Você joga no refogado do feijão e mexe até ela absorver todo o sabor, mas sem deixar ficar encharcada. Fica soltinha, mas cada grão tem gosto. Perfeita para um churrasco diferente ou até como acompanhamento de um ovo frito no café da manhã, já fiz e fica incrível.

4º. Baião de dois, só que com uma personalidade única

Diferente do baião tradicional com feijão verde, a versão com andu tem um sabor mais terroso e uma textura que segura o cozimento sem virar pasta. É a ocasião perfeita para um almoço de domingo sem muito trabalho, uma panela só que alimenta todo mundo e deixa a casa cheirando bem. A dica sobre o sal do charque é de ouro, já me perdi nisso uma vez e o prato ficou intragável.

Eu gosto de finalizar com bastante coentro fresco. O contraste do verde com a cor do feijão fica lindo, e o sabor cítrico do coentro corta a riqueza da carne. É um prato completo, cheio de história e sabor. Se você nunca fez baião com andu, essa é a sua chance.

5º. Feijão branco andu: simplicidade que engana

Confissão pessoal: eu nunca tinha pensado em fazer o andu branco, só cozido no caldo verde. Mas esse vídeo me mostrou uma versão que brilha justamente pela pureza. Cozinhar bem, até ficar macio mas sem desmanchar, e temperar com cuidado é a chave. É um erro comum querer colocar muitos sabores e acabar escondendo o gosto próprio do feijão, que é delicioso.

Fica ótimo como base para saladas mais robustas, ou até como um purê. A dica de "experimentar e temperar a gosto" parece óbvia, mas é o que faz diferença. Às vezes só um bom azeite, sal e pimenta na hora de servir são suficientes. É humilde, mas cheio de personalidade.

6º. A dupla imbatível: arroz e andu

Começo com uma pergunta genuína: tem combinação mais brasileira que arroz e feijão? Essa receita eleva o clássico. O toque de bacon e o azeite de coco - sim, azeite de coco - dão um twist moderno e super saboroso. O azeite de coco não deixa gosto doce, viu, só um aroma leve e uma gordura de qualidade que casa muito bem com o sabor terroso do andu.

É a receita para o dia a dia que não enjoa. Fiz aqui e o resultado foi um arroz perfumado e um feijão com camadas de sabor. Aprendi que refogar o feijão já cozido junto com o arroz por uns minutos faz eles se integrarem de um jeito especial. Prático e genial.

7º. O sabor do dendê entrando em cena

Essa receita traz uma memória afetiva forte, me lembra muito da culinária baiana. O azeite de dendê não é só um ingrediente, é uma transformação completa. Ele dá uma cor linda, um sabor único e aquele perfume inconfundível. A receita evita o erro de usar dendê velho ou de má qualidade, que pode amargar.

A lista de ingredientes com gengibre e limão é o que balanceia a riqueza do dendê. Se você nunca trabalhou com dendê, esse vídeo é um ótimo começo. Fica um prato vibrante, cheio de personalidade, que impressiona qualquer um. Sirva com pirão ou angu, combina demais.

8º. Bacon, o clássico que nunca desaponta

Às vezes a gente precisa do clássico, daquela combinação que você sabe que vai dar certo. Bacon e feijão andu é exatamente isso. O verde do feijão com o dourado do bacon frito é visualmente lindo, e o sabor é reconfortante puro. É a receita para quando você não quer correr riscos e precisa de um acompanhamento garantido.

Um insight: não jogue fora a gordura que o bacon soltou. Use ela para refogar a cebola e o alho do feijão. Isso vai levar o sabor defumado para todo o prato, não só nos pedacinhos. Simples, mas faz uma diferença absurda. Arroz branco soltinho é companhia obrigatória.

9º. Caldo espesso e cheio de personalidade

Essa receita resolve a questão do feijão que às vezes fica com um caldo ralo e sem graça. Aqui, ele fica cremoso, quase como um ensopado, e o cheiro verde no final é o toque de genialidade. É a ocasião perfeita para um dia mais frio, ou para servir numa tigela funda como prato principal, com uma cebola roxa em conserva por cima.

Fácil de fazer e, como o vídeo mostra, não tem mistério. A dica é não ter pressa, deixar o feijão cozinhar bem no caldo para ele engrossar naturalmente. Se ficar muito grosso, é só acrescentar um pouco de água quente. É daquelas receitas que você aprende e repete sempre.

10º. Farofa com carne seca: o sabor da roça na cidade

Se a farofa anterior era uma surpresa, essa aqui é uma declaração de amor. Carne seca desfiada e torresmo crocante elevam o feijão andu a outro patamar. É uma adaptação inteligente do tropeiro, mas com a textura única do andu. O problema que ela resolve é o de uma guarnição que precisa ser substancial e saborosa o suficiente para acompanhar uma carne mais simples, como um frango assado.

Acho que o segredo está em deixar o torresmo por último, para manter a crocância. Nada pior que um torresmo murcho. Essa farofa é completa, quase uma refeição por si só. Já fiz para visitas e sempre pedem a receita.

11º. A trindade sagrada: louro, tomate e cebola

Essa é a prova de que, com bons ingredientes de base, você não precisa de muito. O louro fresco - quer dizer, se conseguir, se não, o seco funciona - o tomate maduro e a cebola bem refogada criam um sabor profundo que celebra o próprio feijão. É um erro comum subestimar o poder de um bom refogado, e essa receita não comete esse erro.

Fica com "bastante sustância", como dizem mesmo. É um feijão honesto, que não depende de carnes para ser incrível. A sugestão de pimentões coloridos é ótima para dar um toque doce e cor. Perfeito para um almoço vegetariano nutritivo e cheio de sabor.

12º. Tropeiro que é uma festa no prato

Para o almoço de domingo que precisa ser especial, essa é a escolha. O tropeiro de andu com essa lista generosa de ingredientes - linguiças, banana da terra, torresmo - é uma verdadeira celebração. Cada garfada é uma descoberta de sabor e textura diferente. A sensação que ela nunca deixa de provocar é um silêncio respeitoso à mesa, seguido de um "nossa, que bom".

É um prato que demanda um pouco mais de tempo e organização, mas o resultado compensa cada minuto. A dica é preparar tudo antes, deixar os ingredientes picados e prontos, aí a execução fica mais tranquila. Vale cada esforço.

13º. Refogado vegano que conquista qualquer um

Começo com um contraste: diferente do que todo mundo pensa, comida vegana pode ser incrivelmente saborosa e satisfatória. Esse refogado com carne de soja é a prova. O andu e a soja texturizada formam uma dupla de texturas interessantes e absorvem os temperos de um jeito incrível. O aroma que toma a cozinha realmente engana, parece que tem carne.

É uma receita prática, barata e que agrada a todos, não só veganos. Sirva com arroz integral e uma salada fresca. É um prato inteligente para quem quer variar a proteína do dia a dia sem complicação.

14º. Legumes e banana da terra: a versão nutritiva

Essa receita brilha quando você quer uma refeição colorida, cheia de nutrientes e que ainda assim seja reconfortante. A banana da terra cozida com o feijão e os legumes adiciona um toque levemente adocicado e uma cremosidade que deixa o caldo maravilhoso. É um prato completo, equilibrado e que faz bem de verdade.

Perfeito para quem tá tentando colocar mais vegetais no dia a dia sem abrir mão do sabor. A dica é cortar os legumes em pedaços que tenham tempos de cozimento similares, ou ir adicionando na panela na ordem certa. Fica lindo no prato e melhor ainda no paladar.

15º. Costelinha de porco: a combinação que nunca falha

É, costelinha e feijão são melhores amigos. Essa receita é uma explosão de sabor justamente por causa da técnica de fritar a costelinha primeiro. Isso sela os sucos, deixa a pele crocante e a gordura que derrete vai temperar o feijão todo. É um prato para momentos de merecimento, sabe?

Deixa o feijão cozinhar bem com os temperos e a costelinha já frita, para os sabores se misturarem. O resultado é um caldo espesso e uma carne que quase desmancha. Um arroz branco, uma couve refogada e você tem uma festa na mesa. Simplesmente não tem erro.

16º. Chá das folhas: o segredo que pouca gente conhece

Essa é uma daquelas dicas não óbvias que aprendi com pessoas que têm mais conexão com a terra. As folhas do feijão andu fazem um chá nutritivo e com um sabor herbáceo interessante, meio terroso também. Não é um chá doce ou frutado, é algo mais robusto, que aquece de verdade.

É fundamental usar folhas frescas e bem lavadas. Ferva a água, desligue o fogo e só então coloque as folhas, deixando em infusão por uns 5 minutos. Coa e bebe sem açúcar. É mais uma forma de aproveitar a planta por completo, um conhecimento tradicional que vale a pena preservar e experimentar.

Olha só quanta coisa dá para fazer com um só ingrediente, né? Do caldo encorpado ao chá das folhas, o feijão andu é pura versatilidade. Me fala aí, qual dessas te deu mais vontade de experimentar? Se fizer alguma, volta para contar como foi a experiência na sua casa. Trocar essas descobertas é a melhor parte!

Última modificação em Segunda, 08 Dezembro 2025 11:23

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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