- Pré-aqueça o forno a 180°C. Enquanto isso, seque bem a costela com papel-toalha – isso ajuda o sal a grudar direito. Tempere com sal grosso, pimenta-do-reino moída na hora e, se quiser, uma pitada leve de tempero para churrasco. Não esfregue com força; basta espalhar com as mãos.
- Embrulhe a peça inteira em duas camadas de papel alumínio, bem fechadas, como se fosse um presente. Isso cria um microambiente úmido que cozinha a carne lentamente, derretendo a gordura sem ressecar. Leve ao forno por 2 horas nesse “pacotinho”.
- Passado esse tempo, abra o alumínio com cuidado – vai sair bastante vapor! – e descarte o líquido acumulado (é gordura e suco, mas mantê-lo deixa a carne encharcada). Volte a costela ao forno, agora descoberta, por mais 30 minutos ou até a superfície dourar e formar aquela casquinha crocante que todo mundo ama.
- Retire do forno e deixe repousar por 10 minutos antes de cortar. Isso faz a umidade se redistribuir – pular esse passo é o erro mais comum. Depois, corte entre os ossos com uma faca afiada. Se quiser, salpique salsinha fresca por cima na hora de servir.
Meu primeiro encontro com a costela gaúcha foi quase uma decepção. Comprei uma peça linda, segui uma receita qualquer da internet, e resultado: uma carne dura que mais parecia sola de sapato. Foi aí que entendi que costela do sul exige técnica, não só ingredientes.
Depois de fazer um curso específico sobre cortes bovinos, aprendi que o segredo da costela gaúcha autêntica tá no tempo lento. Não adianta correr. A ponta de agulha precisa daquele calor indireto por horas, deixando a gordura derreter sem pressa. É como dizem no RS: pressa é inimiga do bom churrasco.
Essa versão que vou te mostrar é a que faço sempre pra visitas especiais. A Daiane adora quando preparo, e até o Titan fica mais agitado com o cheiro que toma a casa toda. É impressionante como três ingredientes básicos, com técnica certa, viram um prato memorável.
Quer evitar meus erros iniciais? Vem que te mostro o método passo a passo. Depois comenta comigo se conseguiu aquela carne que desmancha no garfo!
Tabela de conteúdo:
Receita de costela gaúcha no forno: Saiba Como Fazer
Ingredientes
Essa receita é surpreendentemente simples – gastei menos de R$60 com uma peça boa em São Paulo. O segredo tá na qualidade da carne e no tempo. Já tentei com costela sem osso e não deu certo: perdeu suculência e estrutura. Invista na ponta de agulha inteira.
Informação Nutricional
Porção: 200g (1/10 da receita)
| Nutriente | Por Porção | % VD* |
|---|---|---|
| Calorias | 520 kcal | 26% |
| Carboidratos Totais | 0g | 0% |
| Fibra Dietética | 0g | 0% |
| Açúcares | 0g | 0% |
| Proteínas | 45g | 90% |
| Gorduras Totais | 36g | 45% |
| Saturadas | 16g | 80% |
| Trans | 0g | 0% |
| Colesterol | 150mg | 50% |
| Sódio | 850mg | 37% |
| Potássio | 480mg | 10% |
| Ferro | 3.5mg | 19% |
| Zinco | 8mg | 73% |
*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
Etiquetas Dietéticas
Alertas & Alérgenos
Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.
Modo de preparo
Já fiz essa costela em dias de semana, fim de semana, aniversário e até como “pedido de desculpas culinário” depois de esquecer um compromisso – funcionou melhor que flores, diga-se de passagem. O cheiro toma a casa inteira e o Titan fica rondando a cozinha desde a primeira hora. Daiane sempre pergunta: “vai ter arroz?” – porque, segundo ela, essa costela pede um acompanhamento simples pra brilhar sozinha. Se você testar, me conta nos comentários? A carne desmanchou no garfo? Ficou muito salgada? Ou foi aquele sucesso que você repete toda vez que quer impressionar sem parecer que se esforçou muito?
Quanto tempo dura? Dicas de armazenamento
Essa costela no forno fica incrível ainda quentinha, mas se sobrar (difícil, eu sei), guarde na geladeira por até 3 dias. Dica de ouro: esquenta no forno com um pouquinho de água ou caldo de carne pra não ressecar. Se quiser congelar, embala bem em porções individuais e dura até 2 meses - mas confesso que nunca dura tanto aqui em casa.
Será que engorda? (Vamos falar de calorias)
Cada porção de 200g tem aproximadamente 520 calorias, conforme detalhado na nossa tabela nutricional completa. Mas quem tá pensando em calorias quando o cheiro dessa costela invade a cozinha? Eu pelo menos desisto na hora. Se quiser reduzir, tira o excesso de gordura antes de assar - mas a Daiane sempre me diz que é a gordura que dá o sabor (e ela tá certa). Apesar das calorias, é uma excelente fonte de proteína para quem busca ganho muscular.
5 erros que vão arruinar sua costela
1. Não preaquecer o forno - vai assar desigual. 2. Colocar pouquissimo sal - carne grande precisa de bastante tempero. 3. Abrir o papel alumínio antes da hora - deixa secar. 4. Cortar logo depois de pronta - deixa descansar 10 minutos! 5. Usar assadeira muito pequena - a carne precisa de espaço pra respirar.
Hack que mudou minha vida (ou pelo menos minha costela)
Coloca uma cama de cebolas e alho por baixo da carne antes de enrolar no papel alumínio. Elas vão caramelizar e criar um caldinho que deixa a carne ainda mais suculenta. Outra? Na última etapa, pincela com mel ou açúcar mascavo pra dar um glaze incrível. Sério, faz isso!
Sem sal grosso? Sem problemas!
Se não tiver sal grosso, usa sal comum mesmo, mas aumenta um pouco a quantidade. O tempero pra churrasco pode ser substituído por uma mistura caseira: páprica, alho em pó, cebola em pó e um toque de cominho. Já testei até com café em pó (sim, café!) que dá um sabor defumado incrível.
Versões para todo mundo comer
Low carb? Tá safe, carne é proteína pura. Sem glúten? Naturalmente não tem. Para os veganos... bom, aí complica (mas já vi gente fazendo com jaca, não sei se funciona). Se quiser aumentar as proteínas, serve com um ovo frito por cima - combinação mortal de gostosura.
O que serve junto? (Dica: não estrague com salada)
Mandioca frita é o casamento perfeito. Arroz branco simples pra não competir com o sabor. Vinho tinto encorpado ou uma cerveja bem gelada. E polenta! Ah, a polenta... Já tentou fazer um purê de abóbora com bacon? Fica divino. Mas se botar brócolis cozido do lado, eu chamo a polícia.
Quer inovar? Faz assim...
Versão apimentada: acrescenta pimenta dedo-de-moça na marinada. Versão cervejeira: rega com cerveja escura antes de fechar o papel alumínio. Versão "falso churrasco": passa fumaça líquida antes de assar. Minha preferida? Coloca fatias de laranja por cima - o ácido corta a gordura e fica surreal.
Modo chef Michelin (com um toque de pobre)
Na última etapa, pincela com manteiga derretida com alecrim. Decora com flores de alcaparra e microfolhas (ou salsinha bem picadinha se não tiver frescura). Serve em tábua de madeira com faca de serra - o visual já vale a foto no Instagram @sabornamesaoficial.
Se tudo der errado... (modo desespero)
Ficou seca? Corta em cubos e faz um feijão tropeiro. Queimou por fora? Raspa a parte preta e disfarça com molho barbecue. Não dourou? Dá uma passada rápida na frigideira com manteiga. Aprendi isso quando deixei a costela 1 hora a mais no forno (a Daiane não deixa eu esquecer esse dia).
De onde vem essa maravilha?
A costela no forno é uma adaptação urbana do tradicional churrasco gaúcho, pra quem não tem espaço ou tempo pra churrasqueira. Os gaúchos puristas torcem o nariz, mas até eles concordam que o resultado fica bom pra caramba. O segredo tá no cozimento lento que derrete a gordura e deixa a carne desmanchando.
2 coisas que ninguém te conta
1. O melhor dia pra fazer é no dia seguinte à compra - a carne "descansa" e fica mais macia. 2. Se colocar uma xícara de água quente no forno durante o preparo, cria vapor e impede que resseque. Detalhe que aprendi com um açougueiro aqui de São Paulo e nunca mais esqueci.
Perguntas que todo mundo faz
Pode usar costela congelada? Pode, mas descongele na geladeira antes.
Por que enrolar no papel alumínio? Cria um ambiente úmido que deixa a carne suculenta.
Como saber se está no ponto? Quando a carne começar a se desprender do osso.
Precisa virar a carne? Não, deixa quietinha no forno que ela se vira sozinha.
Sabia que...
A ponta de agulha é considerada a parte mais nobre da costela porque tem a quantidade perfeita de carne e gordura. E tem um truque dos restaurantes: eles costumam amarrar a costela com barbante antes de assar pra manter o formato - eu nunca lembro de fazer isso e sempre dá certo mesmo assim.
Conta pra gente!
Já fez essa receita? Deu certo? Inventou alguma variação maluca? Conta nos comentários como foi sua experiência - e se tiver alguma dica secreta, compartilha com a gente! Prometo ler todos (e roubar as melhores ideias para a próxima costela que fizer aqui em casa).
Costela Gaúcha: Um Banquete que Vai Fazer Seu Domingo Virar Festa
Quer impressionar naquele almoço de família ou simplesmente se esbaldar num churrasco top? Essa combinação vai transformar sua costela gaúcha num banquete completo - e ainda te salvar daquele trabalho de pensar em harmonizações!
Para Começar com o Pé Direito
Pão de queijo com polvilho azedo que nunca falha: Crocante por fora, macio por dentro e aquele azedinho característico que combina demais com churrasco. Aqui em casa é sempre a primeira coisa que desaparece!
Bolinho de mandioca com queijo (tutorial completo aqui): Quer algo diferente? Esses bolinhos são a cara do Brasil e dão um toque especial antes da costela entrar em cena.
Os Acompanhamentos que Roubam a Cena
Polenta com carne moída (aqui): Cremosa e substanciosa, perfeita para "segurar" a gordura da costela. A Daiane sempre pede pra fazer em dobro!
Cuscuz de frigideira irresistível que todo mundo ama: Prático, rápido e fica incrível com aquela pimentinha. Ideal pra quando a fome aperita e você não quer esperar muito.
Doce Final (Ou Não Tão Final Assim)
Mousse de maracujá com tang (receita completa): Leve, refrescante e azedinha - o contraste perfeito depois de uma refeição robusta. Cuidado que vicia!
Bolo de fubá com laranja (saiba mais): Um clássico com twist cítrico. Fica ótimo com café e é aquela sobremesa que todo mundo aceita, mesmo cheio.
Bebidas: A bebida certa para cada tipo de prato
Pink lemonade (receita completa): Doce, azedinha e linda de se ver - refresca sem competir com os sabores da costela. Perfeita pra dias quentes!
E aí, qual combo vai testar primeiro? Aqui em casa a polenta com carne moída e o mousse são campeões absolutos! Conta pra gente nos comentários se alguma combinação virou hit aí na sua casa também - ou se descobriu algum outro acompanhamento matador pra costela gaúcha.
Se você achou que costela gaúcha só se faz na churrasqueira, prepare-se: selecionei 10 jeitos diferentes de transformar esse corte em pura emoção culinária.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito.
2º. Assada no forno, com jeitinho caseiro
autor: Louca por comida
Essa versão é um salva-vidas pra quem não tem churrasqueira, e funciona melhor do que muita gente imagina. O truque está nas rodelas grossas de cebola no fundo: elas criam uma cama úmida que impede a carne de ressecar enquanto assa. Já tentei sem e o resultado foi bem mais seco.
Depois que a costela amolece, tirar o papel alumínio e deixar dourar é essencial. É nesse momento que ela ganha aquela casquinha crocante por fora e macia por dentro. Perfeita pra um domingo preguiçoso.
3º. Na panela de pressão, sem água
autor: Receitas de cada dia
Cozinhar carne na pressão sem água parece loucura, mas faz todo sentido aqui. O vapor vem da própria gordura e sucos da carne, concentrando sabor em vez de diluir. Eu testei com shoyu e achei que deu um toque umami que equilibrou bem o sal grosso.
Só cuidado com o tempo: 45 minutos costumam ser suficientes. Passou disso, corre o risco de desmanchar demais. Ideal pra quem quer algo rápido, mas com cara de feito com calma.
4º. Na churrasqueira, como manda a tradição
Aqui é o caminho dos puristas: só carne, sal e fogo de lenha. Nada de temperos extras, molhos ou firulas. O segredo tá na altura da grelha e na paciência, fogo baixo por várias horas faz a mágica acontecer. Uma vez deixei impaciente e virei a peça cedo demais. Resultado? Queimada por fora, dura por dentro.
Se for seguir essa versão, prepare o vinagrete com antecedência. A acidez corta a gordura e equilibra tudo. E não esqueça da farofa, ela absorve o caldo que escorre e vira quase uma sobremesa salgada.
5º. Curada e defumada, estilo gourmet
Essa é pra quem quer impressionar, e tem um defumador (ou criatividade pra improvisar). A cura prévia com sal e açúcar realça o sabor da carne, e a defumação dá aquela nota terrosa que lembra churrasco de interior. Já fiz com lascas de carvalho e o aroma tomou conta do quintal inteiro.
Não é o método mais rápido, mas o resultado compensa. A textura fica úmida, quase sedosa, e o sabor tem camadas. Se for tentar, comece a cura de véspera. Vale cada minuto.
6º. Na pressão com cebola caramelizada
Cebola + carne na pressão = combinação poderosa. Enquanto a costela amolece, a cebola se dissolve em um molho natural doce e profundo. As batatas e cenouras entram quase no final pra não virarem purê. Uma vez esqueci de ajustar o tempo e as batatas sumiram, virei sopa de costela sem querer.
Dica: use cebola branca ou amarela, nunca roxa. Ela tem mais açúcar natural e carameliza melhor. E finalize com salsinha fresca, o contraste de cor e frescor faz toda a diferença.
7º. Na airfryer, sim, é possível!
Confesso que fiquei cético quando vi essa ideia. Costela na airfryer? Mas testei e, pra minha surpresa, funciona, desde que você corte em pedaços menores. O calor circulante doura bem, e o pouco de gordura que solta mantém a umidade.
Só não espere o mesmo efeito de uma peça inteira assada por horas. É uma versão express, ótima pra dias corridos ou pra quem mora em apartamento. Acompanha bem uma saladinha simples e uma farofinha crocante.
8º. Com pequi, toque do cerrado
O pequi traz um aroma único, cítrico, floral, quase medicinal, que combina surpreendentemente bem com a gordura da costela. Não é pra todo mundo, mas quem curte, ama. Eu costumo escaldar os caroços antes de usar, pra reduzir o risco de espinhos.
Se for experimentar, vá com calma na quantidade. Um ou dois caroços são suficientes pra perfumar a panela inteira. E sirva com arroz branco, ele absorve o caldo dourado e vira o prato principal.
9º. Com batata assada junto
Juntar batata na mesma assadeira é uma jogada inteligente: ela absorve a gordura da costela e vira uma espécie de acompanhamento auto-suficiente. Já fiz isso num almoço aqui em casa e ninguém pediu pão, as batatas sumiram primeiro.
Use batatas médias com casca, corte ao meio e tempere só com sal grosso. Elas ficam crocantes por fora e macias por dentro. E se sobrar, esquenta no dia seguinte, fica ainda melhor.
10º. Panela de pressão, versão desmancha-garfo
Essa é a opção pra quando você quer o máximo de sabor com o mínimo de esforço. A carne cozinha nos próprios sucos, e o resultado é tão macio que dá pra cortar com colher. Já errei ao usar fogo alto demais e a carne ficou seca, o segredo é manter a pressão baixa depois que a panela pitar.
Funciona bem com qualquer corte de costela, mas prefiro a ponta de agulha. Tem mais gordura intramuscular, o que ajuda a manter a umidade durante o cozimento.
11º. Com molho barbecue, estilo Outback
Se você é do time que ama aquele molho doce, ácido e levemente picante, essa versão vai te conquistar. O molho barbecue caseiro, feito com ketchup, vinagre, mel e pimenta, penetra na carne durante o assado e cria uma crosta brilhante.
Pra não ficar enjoativo, eu reduzo um pouco o açúcar da receita e aumento o vinagre. E aplico o molho só na última meia hora de forno, senão queima. Fica com cara de restaurante, mas feito na sua cozinha.
Qual dessas versões te deu mais vontade de ligar o fogão ou acender a churrasqueira? Cada uma tem seu momento: tradicional, rápido, ousado ou caseiro. Depois que fizer, volta aqui e me conta como foi, adoro saber como essas receitas ganham vida na sua casa!
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