14 Receitas de Arroz Com Legumes para Incrementar A Dieta

  • Veja como um prato simples pode te ajudar a manter a dieta.
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Arroz com legumes não é comida de quem está de dieta. É comida de quem sabe que sabor não precisa de desculpa.

Já tentei fazer isso com cenoura congelada, vagem que estava meio mole, e alho que tinha esquecido no fundo da geladeira por dois meses. Ficou melhor do que o da vez que comprei tudo fresco. Não foi milagre. Foi técnica: refogar devagar, deixar o alho soltar o cheiro sem queimar, e nunca adicionar a água antes de o arroz absorver o óleo.

Tem coisa mais honesta que um arroz que mostra a cor da cenoura, o cheiro da vagem, o sal que resolve tudo? Não. E quando você faz direito, ele vira o prato que ninguém quer deixar no prato. Nem eu. Nem Daiane. Ela nem sabe que é “saudável”. Só sabe que é bom.

Se você ainda acha que legumes no arroz é só para completar, talvez nunca tenha provado do jeito certo. O passo a passo tá logo abaixo. E se já fez, me diz: qual foi o legume que você achou que não ia dar certo… e deu?

Receita de Arroz Com Legumes – vagem e cenoura: Saiba Como Fazer

Rendimento
6 porções
Preparação
30 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 9 marcados

Tudo isso cabe numa panela média, e o custo dá menos de R$10. Já fiz com vagem que estava quase estragando, cenoura com pontinha murcha, e arroz que estava no fundo do armário. Ficou bom. Porque o que importa não é o que você tem, é como você usa.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 300g (1/6 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 280 kcal 14%
Carboidratos Totais 55.2g 18%
   Fibra Dietética 3.8g 15%
   Açúcares 2.1g 4%
Proteínas 5.8g 12%
Gorduras Totais 4.7g 6%
   Saturadas 0.7g 4%
   Trans 0g 0%
Colesterol 0mg 0%
Sódio 780mg 34%
Potássio 320mg 7%
Vitamina A 850µg 94%
Vitamina C 12mg 27%
Ferro 1.2mg 7%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Vegetariano: Sem ingredientes de origem animal
  • Vegano: Livre de produtos animais
  • Sem Lactose: Não contém laticínios
  • Boa Fonte de Fibras: Auxilia digestão
  • Rico em Vitamina A: Excelente fonte

Alertas & Alérgenos

  • Sódio moderado – Reduza sal para hipertensos
  • Naturalmente sem glúten (verifique ingredientes)
  • Insight: Rico em betacaroteno da cenoura; combinação equilibrada de carboidratos e fibras
  • Fonte de energia sustentável para atividades diárias

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Refogado base:

  1. Coloque o óleo na panela e deixe esquentar bem devagar. Não pule esse passo. Se o óleo não estiver quente, o alho e a cebola vão boiar e não soltar o cheiro certo.
  2. Enquanto o óleo aquece, amasse os 5 dentes de alho com o sal – isso libera o sabor sem precisar de liquidificador. Depois, pique a cebola e corte as cenouras e as vagens nos pedaços que você preferir.
  3. Quando o óleo estiver quente – mas não fumegando – adicione a cebola e deixe dourar levemente. Em seguida, junte as cenouras e as vagens. Mexa de vez em quando, sem pressa. Quer que eles soltem o cheiro, não queimem.
  4. Agora adicione o alho amassado com o sal. Misture bem e deixe cozinhar por mais um minuto. Esse é o momento em que a cozinha começa a cheirar como casa de verdade.
  5. Adicione o arroz lavado e misture tudo por uns dois minutos. Sim, o arroz vai tostar um pouquinho. É isso que faz ele absorver o óleo e o sabor dos legumes. Não pule isso.
  6. Despeje a água quente – ou fria, se for o que tiver. A temperatura não importa tanto quanto a quantidade. Deixe ferver, abaixe o fogo e tampe. Deixe cozinhar por cerca de 18 minutos, ou até a água secar e o arroz ficar macio, mas ainda com leve resistência.
  7. Se for usar o milho, espalhe por cima nos últimos 5 minutos de cozimento. Assim ele aquece sem perder a doçura.
  8. Prove antes de desligar. Talvez precise de um pouco mais de sal. Nunca confie só na medida. O paladar é mais confiável que qualquer colher.

Dicas úteis:

  • Se quiser finalizar com tempero verde – salsinha, cebolinha, o que tiver – jogue por cima só no prato, depois de servir. Assim ele não desaparece no vapor.
  • Esse arroz fica ótimo com um ovo frito por cima. Ou com um pedaço de queijo derretido. Mas não precisa. Ele já é bom assim.

Você já fez isso com legumes que quase foram pro lixo? Eu já. E ainda assim virou o prato mais pedido da semana. Não é sobre perfeição. É sobre usar o que tem, com calma e respeito.

Se você tentou e achou que não ia dar certo… me conta. Qual foi o ingrediente que você duvidou? E que, no fim, fez toda a diferença? Escreve aí. Eu quero saber.

Quanto tempo dura e como guardar?

Esse arroz com legumes fica top na geladeira por até 3 dias, mas eu recomendo comer em até 48h porque a vagem perde um pouco a textura. Se quiser congelar, coloca em potinhos individuais – dura até 2 meses! Só toma cuidado pra não virar tijolo no freezer, né? Quando for esquentar, um fio de água antes de levar ao microondas ajuda a soltar.

Modo economia: faça render mais

Se a grana tá curta, bora de adaptação: troca a vagem por abobrinha (geralmente mais barata) e usa só 2 dentes de alho. Já fiz com arroz parboilizado que estava em promoção e ficou ótimo! Outra dica é comprar os legumes já cortados em feiras livres – as vezes sai mais em conta que comprar inteiro.

Os 3 pecados capitais do arroz com legumes

1) Cortar os legumes muito grandes – a cenoura fica dura enquanto o arroz já está pronto. 2) Colocar água demais e virar mingau (mede certinho as xícaras!). 3) Mexer sem parar achando que vai grudar – deixa o arroz respirar um pouco, só dá uma agitada de vez em quando. Já cometi todos esses, aprendi na marra!

Hack que ninguém te conta

Quer um truque secreto? Refoga os legumes separadamente primeiro, só depois junta com o arroz. Parece trabalho extra, mas a textura fica MUITO melhor – a Daiane me ensinou isso depois que eu fiz umas 3 vezes com os legumes meio borrachudos. Outra: se tiver aqueles saquinhos de tempero pronto de cebola e alho, pode usar pra dar um boost no sabor quando estiver com pressa.

Para todo mundo comer

Vegano? Já é! Low carb? Troca o arroz por couve-flor picada. Sem glúten? Naturalmente é. Quer aumentar a proteína? Joga um ovo cozido picado ou cubinhos de tofu na finalização. Minha prima fez a versão com quinoa no lugar do arroz e virou hit na família – só ajusta a água porque cada grão pede uma quantidade diferente.

O que serve junto?

Esse arroz é coringa: fica ótimo com um frango grelhado, carne moída ou até sozinho com umas torradinhas. Se quiser dar um up, faz um molho de iogurte com limão e hortelã pra dar um contraste. Bebida? Uma água com gás e limão ou, se for dia especial, uma cervejinha bem gelada combina demais.

Quer inovar? Tenta essas versões

• Arroz tropical: coloca pedacinhos de abacaxi e pimentão amarelo
• Versão mediterrânea: azeitonas pretas e tomate seco
• Arroz "chef": finaliza com nozes tostadas e raspas de limão siciliano
Uma vez improvisei com manga e castanha de caju – ficou estranho? Ficou. Gostoso? Pra caramba!

O ponto crítico: atenção aqui!

O segredo mesmo tá no refogado dos legumes – tem que estar no ponto certo antes de colocar o arroz. Se ficar pouco, fica cru. Se exagerar, vira papa. Espera a cebola ficar transparente e a vagem perder aquele verde muito vivo. E olha, não tenta acelerar colocando fogo alto, senão queima embaixo e fica cru em cima. Paciência é virtude!

Sobrou? Transforma!

Com as sobras dá pra fazer bolinho de arroz (só misturar com ovo e farinha), recheio de panqueca ou até uma sopa cremosa batendo no liquidificador com um pouco de caldo. As cascas da cenoura e da cebola? Lava bem e faz um caldo vegetal caseiro. A Daiane guarda num pote na geladeira e vai adicionando restos de legumes durante a semana – genial!

Dois fatos que vão surpreender

1) Esse prato era comida de marinheiro no século 19 – os legumes duravam mais nas viagens longas.
2) A vagem tem um aminoácido que realça o sabor do alho – por isso a combinação funciona tão bem! Descobri isso depois de anos fazendo e nunca tinha parado pra pensar.

De onde vem essa mistura?

Essa combinação de arroz com legumes é super comum no Mediterrâneo e na Ásia, mas cada região tem seu toque. A versão brasileira geralmente leva o que tem na feira – por isso é tão flexível. Curiosidade: em Portugal costumam colocar chouriço, já na Índia usam muitas especiarias. O legal é que você pode criar sua própria versão!

Perguntas que sempre me fazem

Posso usar arroz integral? Pode, mas aumenta o tempo de cozimento em uns 15 minutos e coloca mais água.
Congela bem? Sim, mas os legumes ficam mais macios – se for congelar, cozinha eles menos inicialmente.
Por que meu arroz sempre gruda? Provavelmente tá mexendo demais ou a panela não é boa – investe numa antiaderente decente que resolve 80% dos problemas.

Harmonização de sabores

O doce da cenoura + o amargo da vagem + o umami do alho criam um equilíbrio sensorial da hora. Se quiser brincar com contrastes, coloca um pouco de gengibre ralado no final ou umas passas (sim, eu sei que parece estranho, mas experimenta!). E se for servir pra visita, finaliza com um fio de azeite extra virgem – o aroma que isso libera é de deixar qualquer um com água na boca.

Elevando o nível

Quer impressionar? Usa azeite trufado no refogado e finaliza com flores comestíveis ou microfolhas. Já fiz numa janta aqui em casa e todo mundo tirou foto antes de comer (até eu, que nem sou muito de postar comida). Outra dica: corta os legumes em tamanhos iguais – além de cozinhar uniforme, fica lindo no prato.

Se tudo der errado...

Queimou embaixo? Tira a parte de cima e transfere pra outra panela, coloca um pouco mais de água e deixa no fogo baixo. Ficou aguado? Abre a tampa e deixa evaporar, mexendo de vez em quando. Sem vagem? Espinafre baby salva. Uma vez eu deixei ferver demais e virou papa – solução? Transformei em creme de legumes batendo no liquidificador e servindo com croutons. Criatividade é tudo!

Sabia que...

Na China, cortar os legumes em cubinhos iguais não é só estética – acredita-se que alimentos com tamanho uniforme cozinham de forma mais equilibrada e harmonizam melhor a energia do prato. E olha que legal: a combinação de arroz com legumes existe em praticamente todas as culturas, cada uma com seus ingredientes locais. Prova que boa comida é universal!

Combinações que vão fazer seu arroz com legumes brilhar!

Depois de preparar aquele arroz com legumes que todo mundo ama (aqui em casa a Daia sempre pede pra repetir!), você vai querer completar a refeição com outros pratos que combinam perfeitamente. Separei algumas sugestões que são sucesso garantido na mesa!

Para começar com o pé direito

Sopa de ervilha simples (veja o preparo): Leve e cremosa, essa sopa é um abraço em forma de comida, perfeita para dias mais fresquinhos.

Sopa de legumes simples e fácil (preparo completo): Cheia de nutrientes e sabor, combina demais com o arroz e ainda deixa a refeição mais colorida.

Sopa de feijão simples e fácil (nossa receita): Um clássico que nunca falha, especialmente quando bate aquela vontade de algo reconfortante.

Bruschetta de tomate e manjericão: Crocante, fresca e super prática de fazer - ótima para quando quer algo leve antes do prato principal.

Pratos principais que roubam a cena

Filé de frango simples (veja a receita aqui): Macio, suculento e versátil - aqui em casa é sempre a primeira opção quando não sabemos o que fazer.

Moqueca de tilápia (preparo aqui): O contraste do peixe bem temperado com o arroz de legumes é simplesmente divino. Cuidado que vira vício!

Coxa de frango assada no forno simples: Crocante por fora, suculenta por dentro - perfeita para quando queremos algo mais "recheado".

Peixe frito (veja todos os detalhes): Clássico que nunca sai de moda, especialmente quando acompanhado de um bom arroz. A Daia sempre lembra da casa da vó quando faço!

Frango xadrez vegetariano: Se quiser manter a pegada dos legumes, essa versão sem carne é surpreendentemente saborosa.

Para terminar com chave de ouro

Bolo de coco simples e fácil: Úmido e cheio de sabor, esse bolo é daqueles que desaparece em minutos na mesa de sobremesa.

Parfait: Leve, fresco e lindo de se ver - perfeito pra quando quer algo doce sem pesar muito.

Macarons (cliquei aqui): Pra quem quer impressionar (ou se mimar), esses docinhos franceses são um mimo pós-refeição.

Mousse de maracujá: Azedinho e refrescante, combina demais depois de uma refeição mais encorpada.

Para acompanhar e completar

Suco de abacaxi com hortelã: Refrescante e combina com praticamente tudo - nosso coringa para refeições.

Água aromatizada com limão e gengibre: Leve, saudável e super fácil de fazer - ótima para quem quer algo sem açúcar.

Chá gelado de pêssego: Doce naturalmente e super refrescante, especialmente nos dias mais quentes.

E aí, qual combinação você vai testar primeiro? Aqui em casa já testamos todas (algumas várias vezes!) e cada uma tem seu momento especial. Conta pra gente nos comentários se alguma dessas sugestões virou hit aí na sua casa também!

Conheço agora outras variações para fazer um delicioso arroz com legumes

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.

2º. Arroz indiano

Autor: Alessandra Nirwan

Arroz indiano não é só especiarias. É memória. É o cheiro de canela e cravo que entra pela janela e te leva de volta pra cozinha da sua avó, mesmo que ela nunca tenha feito. O segredo? Não torre as especiarias direto no óleo. Deixe o óleo aquecer, jogue as sementes, espere elas estourarem como pipoca minúscula. Só então coloque o arroz. A hortelã? Não cozinhe. Jogue por cima no final, como um sopro. Já fiz isso numa noite de vento, e o Titan ficou sentado na porta da cozinha, como se estivesse esperando alguém chegar. Talvez tenha sido sorte. Ou talvez o arroz tenha chamado.

3º. Feito no forno

Autor: Mussinha

Forno não é só para gratinar. É para esconder. Esconder o fato de que você não teve tempo de refogar direito. Mas aí vem o truque: não use queijo ralado. Use fatias finas de parmesão. Coloque entre camadas de arroz e legumes. Quando derrete, vira um véu. Não um teto. E se você usar o arroz do almoço? Melhor ainda. O grão já absorveu o sabor. O forno só reforça. Já fiz isso numa sexta-feira cansada. A Daiane comeu em silêncio. Depois perguntou: “Isso é do restaurante?” Respondi que era só arroz. Ela sorriu. Foi o suficiente.

4º. Usando talos de legumes

Talos não são descarte. São sabor escondido. O talo de couve? Cortado bem fino, refogado devagar com alho, vira um doce de terra. O de brócolis? Fica crocante, quase como um vegetal de contraste. Nunca jogue fora. E nunca cozinhe junto com os legumes principais. Faça uma base separada: aqueça um fio de azeite, doure o talo por 5 minutos, só então misture ao arroz. Acho que foi Daiane quem me ensinou isso. Não lembro se foi nessa vez ou na outra. Mas o cheiro? Nunca esqueci.

5º. Opção cremosa com arroz integral

Arroz integral não precisa ser duro. Só precisa de respeito. Deixe de molho por 30 minutos antes de cozinhar. E não use água. Use caldo, de legumes, feito com os talos que você guardou. O segredo da cremosidade? Não adicione creme de leite. Adicione uma colher de manteiga no final, quando o arroz ainda estiver quente. Mexa devagar. O calor libera o amido. O amido vira creme. Caso queira uma pitada de noz-moscada? Uma pitada. Só uma. Acho que foi o Titan que me olhou feio quando eu coloquei duas. Não repeti.

6º. Feito na panela de pressão

Panela de pressão é para pressa. Mas não para pressa sem jeito. Não jogue tudo junto. Refogue o alho, a cebola, o sal, só então o arroz. Espere ele soltar um cheiro de torrado. Só então adicione o caldo e os legumes. Feche. 7 minutos. Desligue. Espere a pressão cair sozinha. Abra. Mexa. O arroz fica soltinho, os legumes mantêm a cor. Já fiz isso com vagem que estava quase estragada. Ficou melhor que o da vez que comprei fresca. Acho que foi sorte. Ou talvez o tempo tenha feito o que o fogo não conseguiu.

7º. Opção a grega

Uva passa no arroz? Sim. Mas não como doce. Como contraste. Deixe as passas de molho em água morna por 10 minutos, só assim elas perdem a dureza. Frutas cristalizadas? Só se for uma pitada. Muito mais. Vira sobremesa. O segredo? Jogue tudo no final. O calor do arroz amolece. O sabor fica limpo. Já fiz isso para um jantar de amigos. Ninguém acreditou que era só arroz. Um deles disse: “Isso parece que veio da Grécia.” Respondi: “Não. Veio da geladeira.” Ele riu. E voltou para a segunda porção.

8º. No forno com frango

Reaproveitar arroz? Sim. Mas não como sobra. Como base. Monte camadas: arroz, legumes, frango desfiado, mais arroz, mais legumes. Finalize com queijo ralado, mas não muito. O forno não é para derreter. É para unir. O vapor se prende. O sabor se funde. Já fiz isso com o arroz do almoço, o frango da véspera, e a cenoura que ninguém queria. Ficou tão bom que a Daiane disse: “Isso aqui parece que foi feito para isso.” Não foi. Foi feito porque não tinha outra opção. E às vezes, a melhor coisa nasce do que sobrou.

9º. Usando vieiras

Vieiras não são para festa. São para silêncio. Elas não pedem tempero. Pedem atenção. Refogue em fogo médio, só com um fio de azeite e uma pitada de sal. Nada mais. Quando começarem a dourar pelas bordas, jogue no arroz. Mexa com cuidado. O sabor é do mar, mas leve. Como se o oceano tivesse sussurrado. Já tentei com alho. Ficou pesado. Depois, com limão. Ficou agressivo. Agora? Só sal. E um pouco de pimenta-do-reino. Talvez tenha sido sorte. Ou talvez eu tenha aprendido que menos é mais.

10º. Acrescentando calabresa

Calabresa não é para esconder legumes. É para acompanhá-los. Corte em rodelas finas, coloque na panela seca, sem óleo, e deixe soltar a gordura. Só depois, jogue os legumes. O óleo da calabresa é o tempero. O sal? Não precisa. A defumação já faz isso. Já fiz isso com repolho e batata. Ficou tão bom que o Titan ficou olhando da porta. Não pediu. Só ficou. Acho que entendeu.

11º. Adicionando repolho e carne

Repolho não é para virar purê. É para manter a textura. Corte em tiras finas, refogue com a carne, mas não misture tudo de uma vez. Primeiro, doure a carne. Depois, jogue o repolho. Espere ele murchar, mas não desaparecer. Só então, adicione o arroz. O sabor fica limpo. A cor, viva. Já tentei com repolho picado. Ficou como sopa. Não repeti. Ainda bem.

12º. Adicionando camarão

Camarão não é para cozinhar. É para tocar. Refogue em fogo médio, só até mudar de cor. Se você virar de costas, ele vira borracha. Se você deixar muito tempo, ele vira um pedaço de borracha. O segredo? Jogue no arroz quase no final. O calor dele termina o cozimento. O sabor? Doce. Do mar. E se você quiser um toque de limão? Esprema por cima na hora de servir. Não misture. Só solte. Já fiz isso para um jantar. Ninguém falou. Só comeu. E depois, olhou pra mim como se eu tivesse feito algo mágico. Talvez tenha sido. Ou talvez só tenha sido atenção.

13º. Feito no micro-ondas

Micro-ondas não é trapaça. É estratégia. Mas não jogue tudo junto e aperte o botão. Aqueça o caldo primeiro. Misture com o arroz e os legumes. Cubra com um pano limpo, não plástico. Deixe por 5 minutos. Mexa. Deixe mais 2. O vapor faz o milagre. Já fiz isso quando o gás acabou. Ficou tão bom que a Daiane perguntou: “Você comprou isso pronto?” Respondi: “Não. Foi o micro-ondas.” Ela não acreditou. Mas comeu. E não sobrou nada.

14º. Acrescentando carne moída

Carne moída não é para virar massa. É para virar sabor. Refogue com alho e cebola. Deixe soltar a gordura. Não deixe grudar. Quebre os pedaços com a colher. Só então, jogue os legumes. Não misture o arroz ainda. Espere o molho engrossar. Só então, acrescente o arroz. Mexa devagar. O segredo? Um pouco de tomate concentrado. Só uma colher. Não vira molho. Vira cor. Vira profundidade. Já tentei sem. Ficou plano. Depois, com. Ficou como se tivesse sido feito por alguém que sabia o que fazia. Talvez tenha sido sorte. Ou talvez eu tenha aprendido.

E aí, já sabe por qual vai iniciar? Seja qual for, me conta depois, eu quero saber se você também ficou parado diante do prato, sem falar, só comendo. E se tiver feito alguma variação que não está aqui? Comenta aí. A cozinha não é um manual. É um diálogo. E você, o que acrescentou?

Última modificação em Quinta, 27 Novembro 2025 09:01

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

Instagram icon https://www.instagram.com/raf.gcs

Comentários  

0 Bri_Brasil
Adicionei cheiro-verde no final, como diz a dica. Faz toda a diferença, parece outro prato.
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0 Simone Cozinha
eu coloco manjericão também. Fica com um toque italiano.
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0 Bri_Brasil
Anotado!
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