Rafael Gonçalves é um cozinheiro de mão cheia, apaixonado por receitas caseiras testadas na prática e cheias de memória afetiva.
Há anos transforma a cozinha de casa em laboratório de sabores, estudando técnicas de churrasco, confeitaria, cozinha brasileira, italiana e francesa para criar receitas simples, confiáveis e bem explicadas. No Sabor na Mesa, compartilha pratos que realmente prepara, testa e adapta para o dia a dia das famílias brasileiras.
Casado com Daiane há mais de 10 anos, Rafael acredita que cozinhar é uma forma de reunir pessoas, celebrar momentos e criar boas lembranças ao redor da mesa. Suas receitas unem experiência prática, pesquisa culinária e linguagem direta para ajudar qualquer pessoa a cozinhar melhor em casa.
Eu também já torci o nariz para pés de galinha, até descobrir que são uma mina de ouro culinária. A primeira vez que preparei aqui em casa, a Daiane fez aquela carinha de desconfiada, mas depois de experimentar virou fã. Até o Titan, que normalmente só se anima com carne vermelha, ficou rondando a cozinha com um interesse suspeito.
Eu quase fui expulso da cozinha da Daiane por causa de um pepino. Tentei fazer essa salada japonesa pela primeira vez e exagerei no vinagre, ficou intragável. Ela riu tanto que até o Titan saiu de fininho, e olha que bulldog francês nem liga pra comida ácida.
Eu sempre tive medo de glacê real. Achava que era coisa de confeiteiro profissional, daqueles que fazem aquelas decorações impossíveis. Até o dia que quebrei três batedeiras tentando acertar o ponto e quase desisti de vez. Foi quando lembrei das técnicas que aprendi nos cursos de confeitaria sobre o poder do ácido nas claras.
Quantas vezes você já jogou fora aquele pão francês que ficou duro na terceira manhã? Eu fazia isso direto, até descobrir que estava literalmente descartando ouro culinário. A Daiane quase me internou quando me viu guardando pães velhos no armário, mas hoje ela mesma pede pra eu fazer mais.