Torta de Bacalhau: Segredo Português que Vai Virar Tradição na Sua Mesa

  • Para aquele tradicional almoço em família ou em ocasiões especiais, fique por dentro das melhores versões!
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Farinha, água, sal e fermento. Só isso separa você de nunca mais comprar um pão francês meia-boca.

Brincadeira. Essa é a abertura clássica, mas hoje o assunto é outro clássico, só que salgado e que pede um pouco mais de técnica. A primeira vez que tentei uma receita de torta de bacalhau simples foi um desastre. O bacalhau ainda estava um tijolo de sal, a batata virou purê e o resultado nem o Titan, que é doido por carne, quis chegar perto. Foi vergonhoso.

Mas foi esse fracasso que me fez buscar um aprendizado real. Investi num curso de bases da cozinha portuguesa, onde o mestre ensinou o ponto exato do dessalgue e a importância de escorrer bem cada ingrediente para a torta não ficar uma sopa. Agora, essa receita é minha arma secreta para domingos especiais. A combinação do peixe desfiado com a cremosidade do requeijão e o toque azedinho da azeitona é, sem exagero, um espetáculo. Quer ver como se faz direito? O passo a passo está ali embaixo, testado e aprovado.

receita de torta de bacalhau simples e cremosa: saiba como fazer

Rendimento
6 a 8 porções
Preparação
45 min
Dificuldade
Médio

Ingredientes

0 de 9 marcados

Para a torta:

O bacalhau dessalgado você encontra em peixarias boas ou em alguns supermercados. Se for dessalgar em casa, planeje com 24 a 48 horas de antecedência, trocando a água de vez em quando. Não pule essa etapa, sério. Já tentei e… melhor nem falar.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 250g (1/4 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 485 kcal 24%
Carboidratos Totais 28.5g 9%
   Fibra Dietética 4.2g 17%
   Açúcares 3.8g 8%
Proteínas 35.8g 72%
Gorduras Totais 26.3g 48%
   Saturadas 12.1g 55%
   Trans 0.3g 2%
Colesterol 95mg 32%
Sódio 1,850mg 77%
Potássio 680mg 14%
Cálcio 420mg 42%
Ferro 2.8mg 16%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Alto em Proteína: Excelente para recuperação muscular
  • Sem Glúten: Naturalmente sem trigo ou glúten
  • Boa Fonte de Fibras: Das batatas e vegetais
  • Rico em Cálcio: Dos laticínios

Alertas & Alérgenos

  • Alto sódio – Principalmente do bacalhau; reduza o sal para hipertensos
  • Alta gordura saturada – Modere o consumo
  • Contém lactose – Muçarela e requeijão
  • Insight: Rico em proteínas de alta qualidade e cálcio; ideal para refeições principais

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Preparando a base e o recheio:

  1. Cozinhe as batatas: Coloque as batatas (com casca mesmo) numa panela com água e sal. Cozinhe até ficarem macias quando você espetar com um garfo, mas pare antes de começarem a se desmanar. Isso é importante, porque elas vão formar a base da torta e não podem virar purê. Deixe esfriar o suficiente pra você conseguir descascar e cortar em rodelas de uns 2cm de grossura.
  2. Preaqueça e prepare a travessa: Enquanto isso, ligue o forno em 200°C. Pega uma assadeira ou travessa que possa ir ao forno, de um tamanho legal. Unte generosamente o fundo e as laterais com azeite. Não seja tímido, esse azeite vai evitar grudar e ainda dar um sabor incrível.
  3. Monte a primeira camada: Arrume as rodelas de batata no fundo da travessa, formando uma camada única. Regue com mais um fio de azeite por cima. Essa vai ser nossa base, ela fica meio que dourada no forno, uma delícia.
  4. Misture o recheio: Em uma tigela grande, coloque o bacalhau já dessalgado e desfiado (tira as espinhas com cuidado, hein). Acrescente o milho escorrido, as azeitonas, a mussarela ralada e o requeijão. Tempere com pimenta-do-reino. Agora, sobre o sal: prove primeiro. O bacalhau e as azeitonas já dão uma boa salgada, então talvez nem precise. Misture tudo com as mãos ou uma colher grande até ficar bem combinado.

Montagem e forno:

  1. Espalhe o recheio: Despeje toda a mistura de bacalhau por cima da camada de batatas. Usa uma colher ou espátula para distribuir igualmente, pressionando levemente para compactar um pouco.
  2. O toque final (quase): Se quiser, dá pra colocar mais umas azeitonas por cima pra enfeitar. Eu gosto de fazer isso, fica bonito na mesa.
  3. Asse: Leve a travessa ao forno preaquecido e asse por uns 25 minutos, ou até você ver as bordas borbulhando e o queijo por cima derreter e dourar um pouco. Não tem um tempo exato, porque cada forno é um forno. O importante é ficar com aquele cheiro maravilhoso e a superfície atraente.
  4. Descanso é preciso: Tira do forno e deixa descansar por uns 5 a 10 minutos antes de servir. Isso ajuda a firmar e fica mais fácil de cortar em pedaços. E também evita que alguém queime a língua com o requeijão, já aconteceu aqui.

E é isso. Pode parecer receita de ocasião especial, mas eu te garanto que qualquer domingo vira especial com essa torta na mesa. A textura é um negócio absurdo, tem o sabor marcante do bacalhau, a cremosidade do requeijão, aquele toque salgado da azeitona. Funciona super bem com uma salada verde simples do lado, pra equilibrar.

O que acharam? Já fizeram alguma versão parecida? Eu já tentei adicionar creme de leite uma vez, mas a Daiane preferiu assim, mais tradicional. Me conta nos comentários se você faz diferente, ou se essa foi sua primeira vez. E se der certo, tira uma foto! Adoro ver os resultados de vocês.

Outro saber de peixe super clássica é a torta de sardinha de liquidificador, aproveite.

Quanto tempo dura essa belezinha?

Na geladeira, a torta de bacalhau aguenta até 3 dias se você guardar direitinho em um pote hermético. Se quiser congelar, pode deixar até 1 mês - mas eu recomendo descongelar na geladeira por 12 horas antes de esquentar no forno pra não ficar aquela textura esquisita. Uma dica da Daiane: se for congelar, deixe sem o requeijão e acrescente na hora de assar!

Olha o tamanho do estrago (calórico)

Uma porção de 250g dessa torta tem aproximadamente 485 kcal, conforme nossa tabela nutricional completa. Mas quem tá contando, né? Vale cada garfada! Se quiser reduzir, dá pra usar requeijão light e menos muçarela - mas aí já fica menos gostoso, eu avisei.

Se faltar ingrediente, bora improvisar!

• Sem bacalhau? Tenta com frango desfiado ou até atum enlatado (fica bom, juro!)
• Muçarela muito cara? Queijo prato derrete bem também
• Azeitona não é sua praia? Pimentão assado picado fica incrível
• Vegano? Substitua o requeijão por creme de castanha de caju e use "queijo" vegetal

Truques que ninguém te conta

1. Cozinhe as batatas no micro-ondas: perfure com garfo, envolva em papel toalha úmido e 8 minutos em potência alta. Economiza 20 minutos!
2. Para o bacalhau não ficar salgado demais: deixe de molho no leite por 1 hora antes de desfiar
3. Quer um gratinado perfeito? 2 minutos no grill do forno no final - mas fica de olho pra não queimar!

Os 3 pecados capitais da torta de bacalhau

1. Batata muito mole - vira purê e perde a estrutura. Ela deve estar firme ainda!
2. Excesso de sal - lembre que o bacalhau e as azeitonas já são salgados
3. Assar em forno fraco - precisa estar bem quente pra gratinar direito. Se tiver termômetro, 180°C é o ideal

O que serve junto?

• Uma vinagrete de limão siciliano corta a gordura perfeitamente
• Pão italiano quentinho pra limpar o prato (crime deixar aquele creme perdido)
• Vinho branco seco - um Sauvignon Blanc combina demais
• Para os fãs de cerveja: uma pilsen bem gelada é tiro e queda

Quer inovar? Tenta essas versões malucas

• Torta de bacalhau com banana-da-terra: substitua metade das batatas por banana cozida (incrível!)
• Versão portuguesa: acrescente cebola caramelizada e noz-moscada
• Torta-rápida: use batata palha no lugar das batatas cozidas (sim, funciona!)
• Com toque brasileiro: jogue farofa crocante por cima antes de assar

Para todo mundo comer

• Low carb: troque a batata por couve-flor cozida e espremida
• Sem lactose: use queijos veganos e creme de castanhas
• Keto: aumenta a gordura com cream cheese e bacon picado
• Proteica: acrescente claras cozidas picadas no recheio

A parte mais chatinha (e como facilitar)

Dessalgar o bacalhau pode ser um porre, né? Eu descobri um macete: compre o bacalhau já dessalgado (sim, existe!) ou use o método rápido: ferva por 5 minutos, descarte a água e repita. Perde um pouco de sabor, mas em emergências salva! Outra: se o bacalhau estiver muito salgado mesmo depois do preparo, espalhe batata crua ralada sobre ele por 15 minutos - ela absorve o excesso de sal.

Não jogue nada fora!

• A água do cozimento das batatas vira um ótimo caldo para sopas
• Cascas de batata? Torne com azeite e sal como chips
• Sobrou torta? Faz bolinhos fritos no dia seguinte (bata com ovo e farinha de rosca)
• O azeite da lata de azeitonas pode ser usado para temperar saladas

Modo chef Michelin

Para impressionar: finalize com azeite trufado e lascas de bacalhau confit. Use mussarela de búfala ao invés da comum e substitua o milho por aspargos frescos. Na hora de servir, polvilhe páprica defumada e folhas de endro. Vai por mim, faz diferença!

De festa junina a jantar chique

• Para eventos: faça em forminhas individuais
• Café da manhã especial: sirva com ovos pochê por cima
• Festa infantil: transforme em "cupcakes" de bacalhau
• Piquenique: asse em formato de torta salgada firme

Se tudo der errado...

A torta ficou aguada? Bata no liquidificador com um pouco de creme de leite e vira uma sopa incrível! Queimou embaixo? Raspe a parte ruim e disfarce com farofa. Ficou sem graça? Um banho de molho de pimenta caseiro resolve. Já salvei várias tortas assim, inclusive uma que a Daiane quase jogou fora - hoje é nossa piada interna.

De onde veio essa ideia?

A torta de bacalhau é uma adaptação brasileira do tradicional bacalhau à Brás português. Nossa versão é mais cremosa e menos "seca" que a original, graças ao requeijão - ingrediente que os portugueses não usam. Curiosidade: em Portugal, chamam nossa versão de "bacalhau à brasileira"!

2 fatos que vão te surpreender

1. O milho verde não existe na receita original - foi uma invenção brasileira que pegou!
2. Na década de 1950, essa torta era considerada comida de pobre - hoje é estrela de restaurantes caros. Como o mundo dá voltas!

Perguntas que todo mundo faz

Posso fazer sem azeitona? Pode sim, mas perde um pouco do contraste de sabores.
Congela bem? Congela, mas o requeijão pode ficar um pouco granuloso - melhor acrescentar fresco.
Qual bacalhau usar? O lombo é o melhor, mas o mais barato (postas) funciona também.
Por que minha torta desmancha? Provavelmente as batatas estavam muito cozidas ou você não deixou descansar 10 minutos antes de cortar.

Harmonização que vai te surpreender

Experimente servir com geleia de pimenta - o doce-picante combina absurdamente com o cremoso do prato. Outra combinação inusitada que descobri por acaso: picles de pepino cortadinhos por cima. O ácido corta a gordura e dá um crunch delicioso!

E aí, bora fazer?

Essa torta já salvou vários almoços de domingo aqui em casa. A primeira vez que fiz, exagerei no sal e tive que improvisar - hoje já virou minha especialidade! Conta nos comentários como ficou a sua, se inventou alguma variação ou se descobriu algum truque novo. E se tiver dúvida, é só perguntar - respondo tudinho!

Completa a Experiência: O Que Servir com Torta de Bacalhau

Depois de preparar aquela torta de bacalhau que vai deixar todo mundo com água na boca, é hora de montar o resto do menu. Aqui vão algumas sugestões que combinam perfeitamente e vão transformar seu prato em uma refeição memorável. Dai já adianto: cuidado com o segundo prato, porque é fácil perder o controle!

Para Fechar com Chave de Ouro

Pescada amarela irresistível: Se quiser manter o tema de peixes, essa opção é leve e saborosa, perfeita para quem ama frutos do mar.

Arroz de tomate: Um clássico que nunca falha, com aquele toque levemente ácido que corta a gordura da torta.

Frango assado com alecrim: Para quem quer uma opção de carne que não dispute os sabores, mas complete a refeição.

Acompanhamentos Que Roubam a Cena

Salada verde com limão siciliano: Fresca e crocante, ela equilibra perfeitamente a riqueza da torta.

Batatas rústicas assadas: Crocantes por fora e macias por dentro, quase tão irresistíveis quanto a torta.

Purê de mandioquinha: Cremoso e reconfortante, combina tão bem que parece feito sob medida.

Doce Final Para uma Refeição Salgada Perfeita

Bolo vulcão muito fácil: Simples, mas impactante, com aquele miolo molhadinho que derrete na boca.

Pudim de leite condensado: Clássico, cremoso e aquele toque de caramelo que todo mundo ama.

Mousse de maracujá: Leve, refrescante e azedinha, perfeita para limpar o paladar.

Bebidas para acompanhar o seu prato favorito

Água com gás e limão: Simples, mas eficaz para refrescar entre uma garfada e outra.

Suco de abacaxi com hortelã: Doce, ácido e refrescante, combina demais com pratos saborosos.

Chá gelado de pêssego: Levemente adocicado e superfácil de preparar para acompanhar a refeição.

E aí, curtiu as sugestões? Aqui em casa a gente testa todas as combinações antes de recomendar, então pode confiar que vai dar certo! Conta pra gente nos comentários se você experimentou alguma dessas ideias ou se tem outra combinação secreta que sempre funciona aí na sua casa.

Feita a receita principal, que tal explorar outros jeitos incríveis de preparar a torta de bacalhau?

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.

2º. A Tradição do Purê

autor: Mania de Cozinhar

A primeira vez que fiz com purê de batata achei que ia dar errado, sabe? A textura fica tão delicada que parece que vai desmanchar tudo na hora de montar. Mas é justamente isso que torna essa versão tão especial. O purê abraça o bacalhau, criando uma cremosidade que quase dispensa qualquer outro molho. A dica que eu aprendi da pior maneira é: espere o purê esfriar completamente antes de misturar com o peixe. Se estiver quente, vira uma pasta grudenta e perde o ponto. Já errei isso, e foi um desastre que serviu só para o Titan — e olhe lá.

E sobre a lenda de que a batata ajuda se engolir um espinho, não sei se é verdade científica, mas confesso que fico mais tranquilo servindo assim para visita. É uma segurança psicológica, pelo menos.

3º. A Cremosinha que Derrete na Boca

autor: Osanete Batista

Essa aqui é a definição de comfort food. É aquela torta que você leva à mesa e todo mundo já sabe que vai precisar de um pãozinho para garfar o último pedacinho de molho da travessa. O segredo, pra ser sincero, está no ponto de umidade. Muita gente tem medo de deixar molhadinha e acaba fazendo uma coisa seca. O truque é escorrer muito, muito bem o bacalhau e a batata depois de cozidos, aí você controla a cremosidade com o requeijão e o creme de leite. Parece contra intuitivo, mas funciona.

Uma ocasião que ela brilha demais? Num jantar íntimo, com uma salada verde bem ácida do lado. O contraste é sensacional. Já tentou servir assim?

4º. Com a Surpresa do Palmito

Essa versão capixaba com palmito foi uma descoberta recente pra mim. O palmito traz uma acidez e uma crocância que quebram a riqueza do bacalhau de um jeito brilhante. Fica mais leve, sabe? Um erro comum é usar o palmito direto da conserva, aí o sabor fica muito dominante e a torta pode ficar ácida demais. Eu gosto de lavar bem em água corrente e até deixar de molho uns minutinhos em água limpa. Tira aquele gosto intenso de vinagre e deixa só a textura e o sabor suave.

É uma torta de bacalhau fácil de preparar e que realmente fica show. Se você gosta de explorar sabores, dá uma olhada também na torta de abobrinha simples que tenho aqui no site, ela tem essa pegada de vegetal que complementa o prato.

5º. Acelerada no Liquidificador

Eu sou do time que acha que praticidade não é inimiga do sabor. Essa de liquidificador é a prova. É a salvação quando bate aquela vontade de uma torta caseira mas o dia foi corrido. A massa fica incrivelmente lisa e uniforme, e o crescimento no forno é lindo. Só toma cuidado com um detalhe: o recheio. Como a massa é rápida, você precisa ter o recheio já pronto e frio. Se jogar um recheio morno ou quente em cima da massa crua, a textura pode ficar embolada.

Faço muito dessa forma quando a Daiane chega em casa e pergunta se a gente não inventa algo diferente para o jantar. Em meia hora estamos com um cheirinho incrível na cozinha.

6º. O Toque do Requeijão

Requeijão na torta de bacalhau é meio que uma trapaça que dá certo, né? Garante a cremosidade sem você precisar ficar calculando mil coisas. O que eu gosto nessa receita é que ela resolve aquele problema do purê ficar com grumos. Quando você acrescenta o requeijão ainda no fogo e mexe bem, ele ajuda a emulsionar tudo, deixando um creme liso e sedoso. Já usei colher de pau, fouet… no final, o que funciona mesmo é paciência e fogo baixo.

Dica de ouro: se for usar requeijão tipo cremoso de copo, atenção extra ao sal do bacalhau. Dessalga bem, porque o requeijão já tem seu sabor. Já cometi esse deslize e a torta ficou intragável. Aprendi do jeito difícil.

7º. Gratinada e Imponente

Tem coisa melhor que a casquinha crocante de queijo gratinado? Essa receita é pura terapia visual. Você tira do forno e parece aqueles pratos de programa de TV. O segredo não é só jogar queijo ralado por cima. Eu gosto de fazer uma misturinha: um pouco de parmesão ralado fino para dar sabor e um queijo mussarela ralado grosso para derreter e formar aquelas pontas douradas lindas. Fica um espetáculo.

É a escolha certa para quando você quer impressionar sem muito esforço extra. Só lembra de deixar a torta quase totalmente assada antes de colocar o queijo, senão ele queima e a massa ainda fica crua por dentro. Falo por experiência própria.

8º. Para um Natal Diferente

Sabe aquele Natal em que você quer fugir do peru e do tender, mas não quer algo muito maluco? Essa torta é a resposta. Ela tem a sofisticação do bacalhau, que é clássico, mas numa apresentação mais familiar e confortável que um bacalhau inteiro. A manteiga no purê — sim, manteiga, sem margarina — faz toda diferença no sabor. Dá um toque rico e aveludado que combina perfeitamente com as festas.

E ela é linda de servir. Com uma decoração simples de salsa e cebolinha fresca e talvez uma batata palha por cima, fica digna de capa de revista. Se quiser mais ideias de pratinhos práticos para datas assim, confira essa torta salgada simples aqui do site também.

9º. A Clássica Capixaba

Essa é a receita que te transporta para o Espírito Santo. O palmito não é coadjuvante, é estrela junto com o bacalhau. Usar um vidro inteiro pode parecer exagero, mas não é. Ele dilui o sabor intenso do peixe e adiciona uma camada de sabor vegetal incrível. Fica equilibrado. Acompanhar com uma saladinha de folhas verdes com um vinagrete leve é obrigatório, corta a riqueza na medida certa.

É um prato que pede companhia, conversa e uma mesa cheia. Não faça só para você, chama os amigos. A reação sempre é a mesma: surpresa pelo quanto os sabores combinam.

10º. Com Batata em Rodelas

Diferente do que parece, essa não é só uma questão de apresentação. Quando você faz camadas de batata em rodelas e recheio, cada garfada tem uma textura diferente. A batata fica macia mas ainda com um corpo, não vira um purê. É uma delícia. O cuidado maior é na hora de cortar as batatas. Se forem muito finas, desmancham. Muito grossas, não cozinham direito. Acho que a medida certa é uns 3 a 4 milímetros, mais ou menos a espessura de uma moeda.

É uma técnica que parece chique, mas é super acessível. E rende umas fotos lindas para o Instagram, só pra constar.

11º. Dupla Cremosidade: Creme de Leite e Requeijão

Essa é para quem não tem medo de ser feliz — e cremoso. A combinação dos dois cremes dá uma textura que é quase um mousse salgado, muito boa. O alho-poró que a receita leva é um toque de gênio, dá um sabor suave e aromático que fica incrível com o peixe. Só não pode ter pressa na hora de refogar o alho-poró, tem que deixar ficar bem macio, quase derretendo, senão fica com aquele fio fibroso chato.

E a dica da forminha de fundo removível é válida. Como é bem molhadinha, se você tentar desenformar de uma forma comum, pode virar uma bagunça. Aprendi isso na prática, claro.

12º. A Versão Gigante com Repolho

Olha, essa receita com repolho é para eventos. Aniversário, festa na firma, almoço de domingo com a família toda. O repolho cozido junto perde a força e adiciona um volume e uma suavidade ao recheio que fica muito interessante, quase como uma massa extra. É uma forma inteligente de render e deixar o prato menos pesado, porque o repolho é leve.

Realmente, para o dia a dia fica grande demais. Mas guarda a ideia para a próxima vez que você se voluntariar para levar um prato principal para uma confraternização. Vai ser um sucesso e ninguém vai adivinhar o ingrediente secreto.

13º. Massa Podre (a Mágica Crocante)

A massa podre é outro nível. Ela é folhada, crocante e quebradiça, mas ao mesmo tempo bem diferente da massa folhada comum. O segredo está na manteiga gelada e em não trabalhar a massa demais. Você literalmente esfarela os ingredientes com as mãos até juntar. Se a massa ficou lisa e homogênea, já passou do ponto. Ela tem que parecer uma farofa úmida que, quando pressionada, forma uma bola.

E a regra de ouro: recheio sempre frio, massa sempre gelada e forno bem preaquecido. Se você colocar um recheio morno, a manteiga derrete antes de assar e você perde toda a textura. É uma das técnicas mais gratificantes de dominar na cozinha, vale cada tentativa.

14º. Sem Glúten e Surpreendente

Para quem precisa ou quer evitar o glúten, essa versão com farinha de arroz é uma luz no fim do túnel. A massa fica boa, sério. Não fica igual à de trigo, é claro, tem uma textura um pouco mais arenosa, mas é gostosa e funciona perfeitamente como veículo para aquele recheio maravilhoso. O parmesão ralado na massa ajuda muito a dar sabor e estrutura.

É uma ótima opção para a Páscoa quando tem convidados com restrições. Todo mundo merece comer uma torta de bacalhau gostosa, né? Fica a dica.

15º. A Base com Farinha de Trigo

Em certos momentos, a gente só quer o clássico que nunca falha. A massa com farinha de trigo é isso: confiável, fácil de manusear e fica com uma casquinha dourada linda. O ponto que acho mais importante nessa receita é pré-cozinhar bem o recheio. Não adianta só misturar os ingredientes crus e esperar que cozinhem no forno junto com a massa. O bacalhau e os temperos precisam se encontrar na panela antes, senão o sabor fica disperso, meio cru.

E sobre a manteiga no refogado, não tenha dúvidas. Margarina não dá o mesmo sabor, nem a mesma textura. Vai de manteiga, o resultado é outro.

16º. Um Toque Tropical com Leite de Coco

Essa é curiosa, né? Leite de coco com bacalhau. Parece estranho, mas jura que funciona. O coco não fica doce, ele dá uma gordura e um aroma tropical que suaviza o peixe. Fica uma combinação exótica e muito gostosa. A receita ensina a fazer o leite em casa, que é o ideal, mas se a correria for grande, um leite de coco industrializado de boa qualidade também resolve. Só evita os que têm muito açúcar ou conservantes com sabor forte.

É uma versão para sair da rotina e surpreender o paladar. Quem experimenta sempre fica com aquela cara de 'nossa, que diferente... e que bom!'.

17º. A Molhadinha e Colorida

Pra fechar com estilo, essa torta molhadinha e cheia de cor. O uso de pimentões de cores diferentes não é só vaidade, cada um dá um sutil sabor diferente. O amarelo é mais suave, o vermelho é mais adocicado. Misturar fica lindo e delicioso. E a camada de queijo por cima, gratinando, cria essa contradição perfeita: crocante por cima, cremoso por dentro.

Essa seleção toda mostra como um único prato pode ter mil caras, né? O bacalhau é versátil demais. Se você se inspirar e fizer alguma, volta aqui para me contar nos comentários como ficou. Adoro trocar ideias sobre essas experiências na cozinha. E se quiser explorar outras tortas salgadas práticas, dá uma olhada na receita de torta de calabresa e na a receita de torta de salsicha que tenho aqui no Sabor na Mesa também.

Última modificação em Segunda, 08 Dezembro 2025 10:39

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

Instagram icon https://www.instagram.com/raf.gcs

Comentários  

0 Cíntia Dalila Martin
simples e creme demais, adorei
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