Bacalhau à Lagareiro: Sabor do Mar em Casa

Um prato perfeito para as ocasiões especiais do dia a dia.
Bacalhau à Lagareiro: Sabor do Mar em Casa
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Todo mundo acha que bacalhau é coisa de festa. Eu também achei. Até que uma noite de quinta, sem plano, sem pressa, resolvi fazer o que minha avó fazia: simples, com muito azeite e paciência. Não foi para impressionar. Foi só porque tinha fome.

A receita de bacalhau à lagareiro não precisa de ocasião especial. Precisa de batata que não quebre, azeite de verdade, e alho que doura devagar, não queima. O segredo? Não adianta colocar tudo junto. A batata tem que assar sozinha primeiro. O refogado, depois. E o bacalhau, por último, só para aquecer, não cozinhar de novo.

Fiz essa versão três vezes antes de acertar. A primeira ficou salgada. A segunda, o alho virou carvão. A terceira? A Daiane pegou um pedaço de batata, provou, e disse: “isso aqui parece que alguém cuidou de você”. Ela não diz isso por carinho. Ela diz quando é verdade.

Se você pensa que bacalhau é difícil, ou só para Natal, dá uma olhada no passo a passo. E me conta: você já fez algo simples e acabou se sentindo cuidado por ele? Ou só tá esperando o feriado chegar pra tentar?

Receita de bacalhau a lagareiro: Saiba como fazer

Rendimento
Serve até 6 pessoas
Preparação
60 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

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Tudo que você encontra no mercado. Nenhum ingrediente estranho. O segredo não está no que tem, mas no que não faz: não mexe demais, não apressa, não tenta acelerar o tempo. O bacalhau sabe esperar.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 280g (1/6 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 485 kcal 24%
Carboidratos Totais 28.5g 9%
   Fibra Dietética 4.2g 15%
   Açúcares 5.8g 12%
Proteínas 35.8g 72%
Gorduras Totais 26.3g 34%
   Saturadas 3.8g 19%
   Trans 0g 0%
Colesterol 85mg 28%
Sódio 1,150mg 48%
Potássio 1,280mg 27%
Cálcio 65mg 5%
Ferro 2.8mg 16%
Vitamina D 12µg 60%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Alto em Proteína: Excelente para recuperação muscular
  • Sem Glúten: Naturalmente sem glúten
  • Sem Lactose: Não contém laticínios
  • Dieta Mediterrânea: Rico em azeite e peixe
  • Rico em Ômega-3: Benefícios cardiovasculares

Alertas & Alérgenos

  • Alto sódio – Atenção hipertensos (bacalhau é naturalmente salgado)
  • Alta caloria – Principalmente do azeite (gordura boa, mas calórica)
  • Contém peixe (alérgeno comum)
  • Insight: Rico em potássio (batatas) e vitamina D (bacalhau), combinação ideal para saúde óssea e muscular

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Prepare as batatas:

  1. Pré-aqueça o forno a 200°C. Em uma assadeira grande, espalhe um fio de azeite, só um fio mesmo. Coloque as batatas, sem cortar, e tempere com sal e pimenta. Mexa com as mãos, se puder. É mais fácil e mais humano do que usar colher.
  2. Leve ao forno por 30 minutos. Não abra antes disso. Elas precisam de calor seco, não vapor. Quando sair, vão estar levemente macias, mas ainda firmes. Se estiverem molezinhas, você passou do ponto. Já aconteceu. Não foi bonito.
  3. Saia do forno e, com um garfo, amasse levemente cada batata. Só o suficiente pra quebrar a casca e soltar um pouco de amido. Não vire purê. A ideia é que elas fiquem com bordas douradas, não derretidas.

Faça o refogado:

  1. Enquanto as batatas assam, aqueça o restante do azeite em uma panela. Coloque a cebola e as folhas de louro. Deixe refogar em fogo baixo, até a cebola ficar translúcida. Não deixe dourar. Se dourar, ela fica amarga.
  2. Quando a cebola estiver mole, adicione os alhos laminados. Fique perto. Eles douram rápido. Quando começarem a soltar o cheiro, apague o fogo. Não espere eles ficarem dourados. Só o suficiente pra que o azeite pegue o sabor.

Monte e asse:

  1. Retire as batatas do forno e espalhe-as pela assadeira, deixando um espaço no centro. Despeje um terço do refogado por cima das batatas. Se tiver aspargos, coloque agora, em volta.
  2. Coloque os lombos de bacalhau no centro. Regue com mais um pouco de azeite. Se tiver tomatinhos, espalhe por cima. Não misture. Deixe tudo em camadas. É assim que o sabor se organiza.
  3. Leve ao forno, já a 180°C, por mais 25 minutos. Não precisa mexer. Só observe. O bacalhau não cozinhará mais, só aquecerá. Se estiver mole, está pronto. Se ainda estiver duro, deixe mais 5 minutos.
  4. Retire do forno. Espalhe o coentro por cima. Nada mais. Não precisa de mais nada. Se quiser, um fio de azeite cru. Mas só se tiver um bom.

Essa receita não é para impressionar. É para acalmar. Pra quando o dia foi pesado, e você só quer sentar, comer algo que não exige esforço, mas que te faz sentir cuidado. Eu faço quando não tenho vontade de cozinhar. E ainda assim, acabo me sentindo como se tivesse feito algo importante.

A Daiane não fala muito quando come. Mas quando puxa um pedaço de batata, e depois um pedaço de bacalhau, e não fala nada, é porque está bom. E quando ela puxa o prato pra perto, sem pedir, é porque não quer que acabe. Se você já sentiu isso, mesmo que só uma vez, sabe que não é só comida. É um abraço sem palavras. Me conta: você já teve um prato assim? O que foi?

Quanto tempo dura? Dica quente (ou melhor, gelada)

Essa beleza dura até 3 dias na geladeira, mas eu recomendo comer no mesmo dia - o azeite tende a solidificar quando esfria, e requentar nunca fica igual. Se precisar guardar, esquente no forno com um fio de azeite por cima. E atenção: nunca, jamais, em hipótese alguma congele o bacalhau depois de pronto. Vira uma tragédia aquática.

Tá de dieta? Vamos às contas

Cada porção tem cerca de 485 calorias (valores detalhados na tabela nutricional completa abaixo da lista de ingredientes). Dá pra reduzir usando menos azeite (mas aí não é mais lagareiro, né?) ou trocando parte das batatas por abobrinha. Mas sério, às vezes vale a pena o pecado - especialmente considerando que é uma refeição rica em proteínas e gorduras boas.

Sem bacalhau? Pânico zero!

Se o bacalhau estiver caro demais (e sabemos que sempre está), dá pra usar postas de pescada branca ou até tilápia. Mas atenção: se for peixe fresco, reduza o tempo de forno pela metade. Já fiz com frango desfiado uma vez que a Daiane tava de dieta e ficou surpreendentemente bom - ela jurou que nunca contaria pra avó portuguesa dela.

Os 3 pecados capitais do bacalhau

1) Não dessalgar o bacalhau direito - deixa de molho trocando a água por 24h, no mínimo. 2) Exagerar no forno - bacalhau ressecado é crime. 3) Mexer demais - depois de montado na assadeira, deixe quieto! O segredo está nas camadas.

Hack do garfo que muda tudo

Quando for amassar as batatas, não seja educado. Dê umas esmagadas violentas pra criar texturas diferentes - partes mais lisas e outras crocantes. Isso faz o azeite penetrar de formas distintas. Confia!

O que beber com isso? (além de mais azeite)

Um vinho branco bem gelado é clássico, mas um espumante brut surpreende. Se for do time dos drinks, um gin tônico com rodelas de pepino combina estranhamente bem. E pra quem não bebe? Água com gás e limão pra cortar a gordura.

Versão "quase pizza" que vai te surpreender

Depois de pronto, jogue queijo parmesão ralado grosso e leve por 2 minutos no forno alto. Vai criar uma crosta maluca de queijo e azeite que lembra borda de pizza. Minha invenção mais questionável (e vitoriosa).

Sobrou? Vira pasteizão!

Desfia o bacalhau, mistura com as sobras de batata e faz uma massa rápida de farinha, água e óleo. Enrola tipo pastel e frita. Fica tão bom que dá vontade de fazer extra só pra sobrar.

O momento crítico: quando tirar do forno?

O bacalhau deve estar firme mas se desfazendo levemente ao pressionar. Se estiver soltando água, passou do ponto. Dica infalível: enfie um palito no centro e encoste no queixo - deve estar levemente morno, não quente.

Modo chef estrelado (com um toque barato)

Antes de servir, regue com azeite trufado (compra aqueles pequenos que custam um rim não). Ou jogue flores de alecrim fritas por 10 segundos em azeite bem quente. Vai dar um ar de MasterChef com investimento mínimo.

Se tudo der errado... (modo SOS)

Bacalhau salgado demais? Mergulhe em leite morno por 15 min. Batatas cruas? Microondas por 3 min antes de finalizar no forno. Azeite queimou? Coe e comece de novo (e reze). Já passei por tudo isso, e sobrevivemos.

De onde vem essa maravilha?

O "lagareiro" vem dos lagares de azeite em Portugal - era a comida dos trabalhadores que usavam azeite fresquinho. Curiosidade: originalmente se fazia com batatas cozidas no azeite, não assadas. Mas hoje a versão assada é mais comum (e menos gordurosa, se é que dá pra dizer isso).

2 segredos que ninguém conta

1) O alho laminado (não picado) faz diferença absurda - libera sabor sem queimar. 2) Deixar os tomates inteiros evita que a receita fique aquosa. E bônus: se o bacalhau vier com pele, deixe - fica crocante e protege a carne.

Harmonização além do prato

Sirva com pão italiano velho (sim, duro mesmo) pra mergulhar no azeite. E de sobremesa? Laranja com canela - o ácido corta a gordura. A Daiane achou estranho até experimentar, hoje é tradição em casa.

Perguntas que todo mundo faz

Posso usar bacalhau fresco? Pode, mas aí não é lagareiro - vira apenas peixe assado. Douro o alho separado? Não precisa, na receita tradicional ele fica mais suave. Posso fazer sem batata? Tecnicamente sim, mas aí é como um show sem plateia.

Sabia que...

Em Portugal, muitos restaurantes servem o bacalhau lagareiro ainda na assadeira de barro, fumegando. E tem uma lenda que diz que o prato foi inventado quando um cozinheiro derrubou uma garrafa de azeite no bacalhau assando e decidiu fingir que foi de propósito. Genial, né?

Um banquete lagareiro: o bacalhau como estrela e seus parceiros de palco

Se tem um prato que merece uma plateia de acompanhamentos à altura, é o bacalhau a lagareiro. Aqui em casa, quando esse nobre peixe entra em cena, a gente monta um verdadeiro festival de sabores - e hoje vou te mostrar como replicar essa experiência sem precisar de passagem para Portugal!

Para abrir o apetite

Nada como começar com aquela bolinha de queijo que a Daiane adora fazer nos fins de semana. Crocante por fora, derretendo por dentro - é o tipo de coisa que some do prato antes de você perceber. Se quiser inovar, essas receitas com queijo gouda podem surpreender, especialmente se você é do time que gosta de um toque mais defumado.

Ou então, que tal um patê de atum caseiro? Rápido, fácil e perfeito para espalhar num pãozinho enquanto o forno termina seu trabalho principal. Aqui em casa sempre rola uma disputa silenciosa pela última colherada...

O time de apoio

Batata assada no forno é quase obrigatória, né? Douradinhas, levemente salgadas - essas aqui ficam perfeitas para absorver o azeite do bacalhau. Mas se quiser dar uma variada, experimente uma salada de lentilha: dá um contraste incrível com a textura do peixe.

E olha, não subestime o nabo! Cozido direitinho, fica com uma doçura que combina demais com os sabores mais intensos do prato principal. A Daiane sempre brinca que é o "ator coadjuvante que rouba a cena".

Para fechar com chave... de ouro doce

Depois de tanta riqueza de sabores, nada como uma tarte tatin para equilibrar. O contraste do caramelo com a acidez da maçã é perfeito para limpar o paladar. Mas se você é do time dos bolos (como eu), esse de limão simples é uma tentação - e fica pronto rapidão!

Nos dias mais quentes, um sorvete de flocos caseiro pode ser a salvação. A gente sempre faz um pouco a mais porque... bem, você sabe como é né? Nunca sobra para o dia seguinte!

Bebidas: Sugestões para quem busca o acompanhamento perfeito

Um chá de camomila bem feito é o nosso preferido para acompanhar refeições mais encorpadas como essa. Acalma o estômago e prepara tudo para a sobremesa. E se for inverno, a gente esquenta um pouco mais - perfeito para aqueles jantares prolongados de domingo.

E aí, qual combo você vai testar primeiro? Conta pra gente nos comentários se resistiu à tentação de repetir o prato três vezes... porque aqui em casa é sempre um desafio!

A sua próxima versão favorita está aqui

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.

2º. Com batatas ao murro, quando a batata vira o protagonista

Autor: Receitas

Eu já usei batata de qualquer jeito no bacalhau. Resultado? Virou purê. Aí vi esse vídeo e entendi: não é só assar. É esmagar. Depois de assar, você pisa nas batatas com a colher de pau, não para esmagar, mas para quebrar a casca e deixar o azeite entrar. É como se a batata abrisse os braços pra receber o sabor. Fiz isso uma vez e Daiane disse: “isso aqui parece que alguém fez pra você se sentir cuidado”. Acho que foi a primeira vez que ela usou essa frase sem rir. A batata não é acompanhamento. Ela é o abraço.

Talvez você pense que é só para festa. Mas e se for pra quando você precisa se sentir bem, sem motivo?

3º. No forno, o que acontece quando você desiste do fogão

Autor: Temperos e Sabores

Eu sempre achei que bacalhau exigia atenção constante. Até que uma vez, com Titan me olhando com aquela cara de “você vai me alimentar ou não?”, joguei tudo no forno e saí pra tomar café. Voltei depois de 40 minutos. O bacalhau estava dourado, as batatas tinham absorvido o azeite como se fossem esponjas, e o alho… o alho tinha virado ouro. Não queimei. Não fritou. Apenas… se rendeu. O segredo? Temperar tudo antes de colocar no forno, e não mexer. Deixe o calor fazer o trabalho. Fiz isso duas vezes. A primeira foi por preguiça. A segunda, por descoberta.

Se você acha que cozinha exige estar sempre no fogão… talvez só não tenha confiado no forno.

4º. Tradicional, quando o sabor não precisa de explicação

Eu já tentei fazer bacalhau à lagareiro como se fosse uma prova de concurso. Medir tudo. Pesar o alho. Contar os minutos. Aí vi esse vídeo e entendi: não é ciência. É memória. O azeite tem que ser o mesmo que sua avó usava, ou pelo menos parecido. O alho tem que dourar devagar, não por cronômetro, mas por olhar. Fiz essa versão uma noite, e Daiane não falou nada. Só pegou o garfo, comeu, e disse: “isso é igual ao que a minha mãe fazia”. Não era. Mas o sentimento era. Acho que é isso que a gente busca, né? Não a receita. O sentimento.

Se você ainda acha que precisa ser português pra fazer isso direito… talvez só não tenha dado tempo ao tempo.

5º. À minhota, o que acontece quando você adiciona cor e coragem

Eu nunca pensei que vinho branco e tomate poderiam ir com bacalhau. Aí vi esse vídeo e entendi: não é para substituir. É para expandir. O refogado de cebola, pimentão, tomate, azeitona e um fio de vinho… ele não encobre o peixe. Ele o abraça. Fiz uma vez, e Daiane disse: “isso aqui parece que o mar resolveu vir pra casa”. Não sei se foi o vinho, ou se foi o jeito que ela comeu. Mas ela não parou de comer. E eu não liguei. Acho que o sabor tem um jeito de mudar a regra.

Se você acha que bacalhau é só azeite e alho… talvez só não tenha provado com cor.

6º. Polvo, quando o mar não quer só um peixe

Eu já comi polvo em Lisboa. Ficou na minha cabeça. Aí, em casa, tentei fazer bacalhau e pensei: e se fosse polvo? Achei que ia ser loucura. Mas o segredo é o mesmo: cozido, depois assado, com azeite e alho. O polvo não precisa de muita coisa. Só precisa de tempo. Fiz uma vez, e Titan ficou encarando a bandeja como se estivesse em uma missão sagrada. Acho que ele entendeu: isso não era comida. Era reverência. O polvo é mais difícil de preparar, mas mais fácil de amar.

Se você acha que bacalhau é o único que merece esse tratamento… talvez só não tenha dado chance ao polvo.

7º. Com ovo, o que acontece quando você adiciona um toque de ternura

Eu nunca pensei em colocar ovo no bacalhau. Achei que ia estragar. Aí vi esse vídeo e entendi: não é para misturar. É para repousar. O ovo cozido, cortado ao meio, é colocado por cima, só no final. A gema escorre, e vira um molho natural. Fiz uma vez, e Daiane disse: “isso aqui é como se o prato tivesse abraçado a gente”. Acho que é isso que a gente quer, né? Não um prato perfeito. Um prato que te abraça. A gema não é ingrediente. É carinho.

Se você ainda acha que ovo e bacalhau são incompatíveis… talvez só não tenha provado com calma.

8º. Com brócolis, quando a saúde não pede permissão

Eu já tentei colocar brócolis no bacalhau e virei um desastre. Ficou amargo. Ficou duro. Ficou triste. Aí vi esse vídeo e entendi: não cozinhe o brócolis. Ele não quer ser macio. Ele quer ser presente. Cortado em floretes, e colocado no forno nos últimos 10 minutos. Aí, ele fica com um toque de fumaça, e o sabor se mistura sem invadir. Fiz uma vez, e Daiane disse: “isso aqui parece que alguém pensou em mim”. Acho que é o que a gente quer, né? Não só comida. Pensei em você.

Se você acha que brócolis estraga o bacalhau… talvez só não tenha feito certo.

9º. Com legumes, quando o prato vira uma conversa

Eu já fiz bacalhau com legumes e achei que era só para encher o prato. Até que uma vez, coloquei cenoura, cebola, pimentão e batata, tudo cortado igual, assado junto. O resultado? Um prato que parecia ter sido feito por alguém que se importava. Não por técnica. Por intenção. O segredo? Não misture os legumes no início. Deixe cada um assar no seu tempo. A batata primeiro. Depois os outros. E o bacalhau, só no final. Fiz isso numa noite de chuva, e Daiane disse: “isso aqui parece que alguém se lembrou de mim”. Acho que é o que a gente quer, né? Não um prato. Uma lembrança.

Se você acha que legumes são só para quem quer ser saudável… talvez só não tenha provado com carinho.

Qual receita vai ser a pioneira aí na sua casa? A que leva ovo? A que usa vinho? Ou a que só precisa de azeite, alho e um pouco de paciência? Quando preparar alguma, me conta nos comentários: você também sentiu que o bacalhau, de tão simples, virou algo maior? Porque eu acho que, às vezes, o que mais alimenta a gente… não é o que tem mais sabor. É o que tem mais memória.

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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