16 Receitas de Língua De Boi & Variadas Possibilidades Para Esse Prato

  • É fã de carnes excêntricas? Então esse corte pouco valorizado vai te surpreender.
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Tenho que confessar uma coisa. Eu também torcia o nariz para língua de boi, e olha que adoro experimentar. A ideia parecia estranha. Até o dia que um amigo argentino, em um churrasco aqui em casa, insistiu que eu provasse um pedacinho do que ele tinha feito. Fiquei sem reação, a textura era incrivelmente macia e o sabor, profundo, quase doce. Minha esposa Daiane, que é mais desconfiada com essas coisas, experimentou e até ela aprovou na hora.

Descobri que o segredo de uma boa receita de língua de boi está em tratar ela como um corte nobre, que é. Precisa de um preparo cuidadoso, quase como um ritual de respeito ao ingrediente. O método de cozinhar em duas etapas, primeiro para limpar e depois para absorver os sabores, aprendi em livros de técnica francesa. E o molho madeira com vinho tinto, ah, ele eleva tudo a outro patamar, criando uma combinação que não tem nada a ver com o que a gente imagina.

Se você tem curiosidade mas sempre teve um pé atrás, essa é a sua chance. O processo é mais tranquilo do que parece e o resultado vai te surpreender, te garanto. Vou te mostrar o passo a passo completo ali embaixo, desde como limpar até aquele molho final de restaurante.

Receita de língua de boi ao molho madeira: saiba como fazer

Rendimento
8 porções
Preparação
1h 40 min
Dificuldade
Médio

Ingredientes

0 de 15 marcados

Para a língua:

Para o molho madeira:

Você vai precisar também de sal e pimenta-do-reino a gosto durante o processo. A salsinha picada é para finalizar. Fica meio que uma lista grande, mas a maioria tá sempre na despensa. A língua em si é barata pra um corte que rende tanto.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 200g (1/8 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 385 kcal 19%
Carboidratos Totais 12.5g 4%
   Fibra Dietética 1.2g 5%
   Açúcares 2.8g 6%
Proteínas 28.4g 57%
Gorduras Totais 22.8g 29%
   Saturadas 7.2g 36%
   Trans 0.3g -
Colesterol 95mg 32%
Sódio 1,450mg 63%
Potássio 420mg 9%
Ferro 3.2mg 18%
Zinco 4.8mg 44%
Vitamina B12 2.8µg 117%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Low-Carb: Aproximadamente 12g/porção
  • Gluten-Free: Use farinha sem glúten
  • Alto em Proteína: 28g por porção
  • Rico em Ferro: 18% do VD

Alertas & Alérgenos

  • Alto sódio – Reduza shoyu para hipertensos
  • Contém glúten (farinha de trigo) e soja (shoyu)
  • Insight: Língua bovina é mais magra que outras carnes vermelhas e rica em vitamina B12
  • Para emagrecimento: reduza margarina e use shoyu light

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

O primeiro cozimento (para limpar e tirar a pele):

  1. Coloque a língua bovina inteira em uma panela de pressão. Esprema o suco do limão por cima e adicione 1 litro de água, o suficiente pra cobrir. Leve ao fogo alto até pegar pressão.
  2. Assim que a panela começar a chiar, abaixe o fogo para médio e deixe cozinhar por 20 minutos. Isso não é pra deixar macia ainda, é só pra soltar aquela pele grossa.
  3. Desligue o fogo, deixe a pressão sair naturalmente (tenha paciência) e abra a panela. Vai ver que a pele já começou a se soltar sozinha. Pega uma faca de ponta e vai ajudando a tirar toda aquela capa branca e grossa. Pode parecer trabalhoso, mas sai com uma facilidade que é até satisfatória. Depois, passa a língua descascada numa água corrente bem rápida.

O segundo cozimento (para ficar macia e saborosa):

  1. Devolva a língua limpa para a panela de pressão (pode ser a mesma, só lave rapidinho). Agora adicione a cebola picada, os dentes de alho, as folhas de louro, o shoyu, o colorau, uma boa pitada de sal e pimenta-do-reino. Cubra com água nova de novo.
  2. Leve ao fogo até pegar pressão outra vez, e daí cozinhe por 30 minutos em fogo médio. Esse é o tempo que costuma deixar ela no ponto, macia mas ainda firme pra fatiar. Desligue e deixe a pressão sair sozinha de novo.
  3. Com cuidado, tire a língua da panela e reserve. Não jogue o caldo! Passe ele por uma peneira fina ou um coador de pano pra ficar limpinho. Meça e reserve 560 ml desse caldo dourado. O resto você pode usar pra regar a carne depois.

Dourando e preparando o molho madeira:

  1. Num refratário ou tábua, corte a língua em fatias não muito finas, com uns 2 cm de espessura. Aqueça as 4 colheres de óleo (ou azeite) numa frigideira grande em fogo médio-alto.
  2. Coloque as fatias e deixe dourar bem dos dois lados, uns 3 a 4 minutos por lado, até ficar com aquele bronzeado bonito. Enquanto isso, você pode regar com um pouquinho do caldo reservado que sobrou (fora os 560 ml) pra dar mais sabor e umidade. Quando estiverem douradas, tire e reserve em uma travessa.
  3. Na mesma frigideira (sem lavar, o fundo tem sabor), derreta a margarina em fogo médio. Adicione a farinha de trigo e mexa sem parar por uns 2 minutos, até formar uma pastinha dourada (é o roux).
  4. Adicione o vinho tinto aos poucos, mexendo vigorosamente pra desgrudar todo o fundo da frigideira e incorporar. Depois, vá adicionando os 560 ml do caldo reservado, também em porções, mexendo até engrossar e ficar liso. Deixe ferver um minuto.
  5. Desligue o fogo e misture a colher de mostarda. Prove e ajuste o sal, se precisar. O molho deve ter uma textura que cai bem da colher, nem muito grosso, nem ralo.

Finalização e servir:

  1. Regue as fatias de língua douradas na travessa com o molho madeira ainda quente. Finalize com a salsinha picada por cima.
  2. É isso. Pode servir direto, com um purê de batata bem cremoso ou um arroz branco soltinho pra aproveitar todo aquele molho. A primeira reação das pessoas é sempre a melhor parte.

Essa receita é um verdadeiro quebra-preconceito. Eu mesmo era cético, lembro que a Daiane ficou meio "sério?" quando eu disse que ia tentar. Mas depois de pronta, é um daqueles pratos que impressiona, e o melhor: a língua é um corte super econômico. O trabalho maior é só ter a paciência dos dois cozimentos e de tirar a pele, mas depois é só alegria (e um molho que você vai querer comer de colher).

O que acho mais gratificante é transformar um ingrediente que muita gente torce o nariz em um prato cheio de sabor e que rende uma boa conversa à mesa. Já fez língua alguma vez? Ou essa vai ser a primeira? Conta pra gente nos comentários como você se saiu, ou se ainda tá na fase do "preciso de coragem". Vale cada passo!

Quanto tempo dura essa delícia?

A língua ao molho madeira aguenta até 3 dias na geladeira, mas eu duvido que sobre! Se quiser congelar, dura 2 meses - só esquenta em banho-maria pra não ressecar. Uma vez deixei 5 dias na geladeira e a Daiane quase me matou, então aprendi a lição: ou come rápido ou congela!

Será que engorda?

Cada porção tem cerca de 385 calorias (conforme nossa tabela nutricional completa). Não é light, mas também não é um pecado mortal - ainda mais se servir com purê de mandioquinha que aí... bom, melhor nem continuar essa conta! A língua bovina é uma carne nutritiva e rica em proteínas, perfeita para quem busca ganho muscular.

Trocas que salvam

• Sem vinho tinto? Usa suco de uva integral + 1 colher de vinagre balsâmico
• Vegano? Troca a margarina por óleo de coco e o shoyu por molho inglês
• Alérgico a glúten? Farinha de arroz no lugar da trigo e shoyu sem glúten
• Detesto mostarda (sim, existe gente assim!) - usa pasta de alho assado

Os 3 pecados capitais da língua

1. Não cozinhar o suficiente na primeira etapa - a língua fica dura que nem sola de sapato
2. Colocar vinho gelado no molho - o choque térmico pode talhar tudo
3. Cortar a língua quente - espere 10 minutinhos ou vira um bagunça

Truque de mestre

Joga 1 colher de café em pó no molho quando estiver quase pronto. Sério! Dá um depth de sabor absurdo - aprendi com um chef italiano no Mercado Municipal. Só não conta pra ninguém que é segredo...

O que serve junto?

• Purê de aipim com nata (clássico dos clássicos)
• Arroz branco soltinho pra pegar o molho
• Uma taça de Malbec argentino (combinação perfeita)
• Picles de pepino pra cortar a gordura
• Se quiser inovar: polenta cremosa com gorgonzola!

Versão "surpresa-me"

Faz tudo igual, mas no final joga umas fatias de abacaxi grelhado por cima. Parece loucura, mas o doce com o salgado fica divino. A Daiane fez cara feia quando sugeri, mas depois pediu bis!

A parte mais chatinha

Tirar a pele da língua parece trabalho de cirurgião, mas tem um macete: depois do primeiro cozimento, mergulha rapidão em água gelada. A pele sai que nem meia velha! Se ainda resistir, passa a faca no sentido contrário ao dos "pelinhos".

Modo "conta no vermelho"

• Compra a língua em promoção no açougue (geralmente às quartas)
• Substitui o vinho por suco de uva integral (3x mais barato)
• Usa óleo comum no lugar do azeite
• Faz o caldo com cubos de carne em vez do shoyu

Elevando o nível

Finaliza com trufas raladas na hora (ou, se não tiver herdeiro, usa shimeji salteado no azeite). Serve em prato aquecido e decora com microgreens. Pronto, virou prato de restaurante estrelado!

Socorro, deu ruim!

• Molho muito grosso? Dilui com água quente e bate no liquidificador
• Molho muito líquido? Mistura 1 colher de maisena com água fria e acrescenta
• Língua dura? Corta em cubos, joga no feijão e finge que era a ideia original
• Queimou o fundo? Passa pra outra panela e não mexe no fundo preto!

De onde veio essa receita?

O molho madeira é francês (sauce madère), mas a língua de boi é paixão mundial - dos tacos mexicanos ao ragu italiano. Essa versão é uma adaptação brasileiríssima, com nosso querido colorau e shoyu entrando na dança. Falando nisso...

Tupiniquim total

Troca o vinho por cachaça envelhecida (sim, funciona!), usa farofa de bacon como acompanhamento e finaliza com couve mineira refogada. Se quiser o carioca version, coloca pimenta malagueta no molho!

2 fatos que ninguém te conta

1. A língua tem MUITO menos colesterol que outras carnes vermelhas (surpresa!)
2. Esse prato era considerado afrodisíaco na Europa medieval - não me responsabilizo pelos resultados!

Perguntas que sempre fazem

Posso usar panela normal? Pode, mas vai demorar o triplo do tempo
Congela bem? Melhor congelar sem o molho
Por que limão no início? Amacia a carne e tira o cheiro forte
Vale a pena fazer menos? Não, o trabalho é o mesmo - faz tudo e congela!

Sabia que...

Na Segunda Guerra, língua de boi enlatada era considerada iguaria pelos soldados? E que no Japão eles comem língua de boi finíssima grelhada (chama-se gyutan)? Pois é, quase fiz um intercâmbio culinário sem sair de casa!

E aí, bora fazer?

Depois que experimentei essa receita, nunca mais olhei pra língua de boi com cara de nojo. Conta aqui nos comentários se arriscou - e se descobriu algum truque novo! E se ainda não seguiu a gente no @sabornamesaoficial, tá perdendo as melhores dicas...

Língua de Boi e Companhia: Um Banquete Para Quem Não Tem "Língua" de Brincadeira

Se tem um prato que divide opiniões mas conquista paladares, é a língua bovina. Aqui em casa, a Daiane sempre torce o nariz no início, mas depois repete (e como repete!). Montamos um menu completo pra você não ficar só na "conversa fiada" - hora de botar a boca no trombone!

Para Começar Com o Pé Direito (ou com a Língua Fora)

Bolinho de aipim (nosso preparo): Crocante por fora, macio por dentro - igual personalidade de paulistano. Ótimo para enganar a fome enquanto o prato principal não fica pronto.

Quiche de alho-poró: Sofisticado sem ser metido. Combina tão bem que parece que foi inventado pra acompanhar nossa estrela do dia.

Pão de queijo com creme de leite irresistível que todo mundo ama: Mineiro que mora no coração - e no estômago - de todo brasileiro. A Daiane faz uns mini pra gente beliscar antes do almoço.

Lado B (de Boi, é claro)

Purê de batata baroa: Amanteigado que só, derrete na boca feito sorvete no verão de São Paulo. Nem parece que é vegetal.

Farofa de banana-da-terra: Doce e salgada como a vida. Quando faço, sempre acaba antes do prato principal - sinal de que tá bom!

Vinagrete de manga: Aquele contraste do ácido com o doce que corta a gordura na medida certa. Parece frescura, mas faz toda diferença.

Para "Lamber" os Beiços

Pudim de geladeira (todas as dicas no link): Clássico que nunca falha. Aquele que fica melhor no dia seguinte - se sobrar, claro.

Bombom de leite ninho (clique aqui para a versão fácil): Nostalgia em forma de doce. Lembra lanche de infância, mas com cara de adulto.

Pavê de limão (veja como prepará-lo): Refrescante depois de uma refeição robusta. A Daiane adora - e olha que ela nem é muito fã de cítricos!

Bebidas: Sugestões para pratos com personalidade única

Suco de beterraba com laranja (o preparo): Cor de rosa, saúde pura. Combina tanto que parece que foi feito pra acompanhar pratos encorpados.

Água aromatizada com gengibre e hortelã: Sem álcool, mas com personalidade. Refrescante e ajuda na digestão - porque depois dessa refeição, todo mundo merece uma ajudinha.

E aí, vai encarar esse menu ou vai ficar só na "língua"? Se fizer em casa, conta pra gente como ficou - e se conseguiu convencer os mais reticentes a experimentar!

Superou o preconceito? Agora bora explorar o que dá pra fazer com essa carne surpreendente.

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.

2º. O clássico reconfortante: com batatas desmanchando

autor: Cozinhe com a Dani

Essa é a porta de entrada ideal, a receita que acalma qualquer receio. A Dani mostra um cozido daqueles que enchem a casa de um cheiro bom, onde as batatas absorvem o caldo da carne e ficam tão macias que quase não precisam de garfo. A língua, já tratada, só precisa desse banho demorado pra ficar perfeita.

É a ocasião onde ela brilha: um almoço de domingo em família, com todo mundo em volta da mesa. Não tem erro, é puro conforto alimentar. Serve com um arroz soltinho e já era, ninguém vai querer conversar até terminar o prato.

3º. No espeto: o segredo dos bons churrascos

autor: BBQ Em Casa - Receitas De Churrasco

Pra ser sincero, foi numa churrasqueira que eu me convenci de vez. O canal BBQ Em Casa ensina o passo a passo crucial: cozinhar a língua primeiro até ficar macia, e só depois levar à brasa para pegar o aroma defumado e aquela crosta saborosa. É isso que evita aquele desastre de carne borrachuda no espeto.

A dica de ouro é o tempero depois de cozida. Azeite, sal grosso moído na hora e pimenta preta já bastam. O sabor já é tão rico que não precisa de muito. Vai surpreender até o tio que acha que sabe tudo de churrasco.

4º. Caldinho de petisco, perfeito pra cerveja

Isso aqui é uma jogada de mestre pra quem acha que língua é só prato principal. A Tatiane transforma em um petisco, e que petisco. O caldo fica encorpado, com a gordura da própria carne e um toque generoso de páprica defumada. A carne, cortada em cubinhos, fica perfeita para espetar com um palito.

É a solução para um encontro descontraído. Coloca uma panela no meio da mesa, um monte de pãozinho pra mergulhar e cerveja bem gelada. A conversa flui e a panela vai esvaziando sem ninguém perceber.

5º. Sanduíche de língua desfiada (sim, existe!)

Essa receita é para quem já se aventurou e quer levar a língua para um território completamente casual. O "Cansei de Ser Chef" tem essa pegada descomplicada de boteco. A carne, depois de bem cozida, é desfiada e voltada pra uma panela com um molho rápido – pode ser barbecue, pode ser um vinagrete mais encorpado.

O resultado é uma carne desfiada suculenta, que não tem nada a ver com a textura que você imagina. Coloca num pão de hambúrguer com uma folha de alface crocante e pronto: tem um jantar diferente, rápido e que rende elogios. Uma adaptação inteligente que descobri e agora vira coringa.

6º. Na pressão, porque tempo é dinheiro

A Bete descomplica o que pode parecer um processo longo. A panela de pressão é a grande aliada aqui, reduzindo o cozimento para menos de uma hora. O truque dela é começar com água gelada – acho que isso ajuda a carne a não se contrair muito rápido, fica mais macia.

Ela também sugere jogar legumes junto, tipo cenoura e batata, para cozinhar no mesmo caldo. Mata a fome e limpa menos louça, dois problemas resolvidos de uma vez. É a receita para os dias úteis em que você quer um cozido caseiro, mas não tem três horas livres.

7º. Com macaxeira: um abraço do Nordeste

Tem combinação mais brasileira? A mandioca cozida até ficar cremosa por dentro e levemente dourada na superfície é o acompanhamento que a língua merece. A textura das duas juntas é um espetáculo: a maciez intensa da carne com o creme da macaxeira.

A Paty tem aquela simpatia no vídeo que passa confiança, como se estivesse te ensinando na cozinha dela. Essa receita traz uma memória afetiva de comida de raiz, daquelas que alimentam o corpo e a alma. Não tem como não se sentir em casa.

8º. Direto na churrasqueira, sem medo

Esse vídeo é direto ao ponto, feito para quem já manja do básico do churrasco mas quer inovar. A ênfase é na praticidade: ingredientes básicos que todo mundo tem. Eles reforçam o passo que não pode pular: cozinhar antes. Depois disso, é só coragem para levar ao carvão e paciência para dourar devagar.

O resultado é uma peça inteira com aquela casquinha tostada por fora e uma umidade interna que você não acredita. Vai ser o centro das atenções na próxima reunião de amigos.

9º. À milanesa: quando o empanado vira luxo

Quem diria, né? Fatie a língua cozida em bifes não muito grossos, passe na farinha, no ovo e na farinha de rosca. Frite e tenha um dos empanados mais macios e saborosos da sua vida. A crosta dourada contrasta com a textura aveludada de dentro.

É uma reação que ela sempre provoca: "Isso é língua? Sério?". Perfeito para resetar a cabeça de quem tem preconceito. Serve com arroz, fritas e uma saladinha de limão. Simplesmente funciona.

10º. Cozida na cerveja preta (fica absurdamente macia)

Esse é um daqueles métodos que transformam completamente o caldo. A cerveja preta, com seu amargor e notas de malte, reduz e cria um molho denso, escuro e cheio de personalidade. Ela não deixa gosto de pub na carne, só intensifica o sabor umami e garante uma maciez fora do comum.

Use uma cerveja que você beberia, mas não precisa ser a mais cara. A dica não óbvia que aprendi: joga uma colher de mel junto na panela. Corta um pouquinho o amargor e dá um brilho incrível ao molho final. Confia.

11º. Com legumes: o equilíbrio perfeito no prato

A Bete volta com uma proposta sensata. A língua é rica, então um acompanhamento de legumes salteados ou cozidos no vapor traz frescor e equilíbrio. Abobrinha, cenoura em rodelas, brócolis... coisas simples.

É sobre comer bem, sem culpa, mas com muito prazer. O útil e o agradável, como ela mesma diz. Essa receita te ensina a montar um prato colorido e nutritivo, onde a carne é a estrela, mas não a única atração.

12º. Assada no forno, para um dourado perfeito

O forno é ótimo para quem quer controle. Depois de cozida, você pincela a língua com um pouco do próprio caldo gorduroso (ou azeite) e leva para assar em fogo alto por alguns minutos. A superfície carameliza, fica com um glazed lindo e aquece por igual.

É o método ideal para quando você quer servir a peça inteira à mesa, para depois fatiar na frente de todo mundo. Parece coisa de chef, mas é só saber usar o forno direito. Dá um ar sofisticado a qualquer jantar.

13º. Ao vinho tinto, o molho clássico que nunca erra

Se tem uma combinação que eleva qualquer carne nobre, é o vinho tinto. A Alessandra acerta ao dizer que não precisa ser um vinho caro. Um bom corriqueiro de mesa já resolve. O álcool evapora, o açúcar da uva carameliza e a acidez corta a gordura, formando um molho aveludado e profundo.

Guarde o vinho melhor para beber, mesmo. Essa técnica é sobre sabor, não sobre status. Faz a língua parecer ainda mais especial, digna de uma comemoração.

14º. Risoto cremoso com toque brasileiro

O Chef José Luiz traz uma elegância acessível. Em vez de usar a língua cozida e fatiada por cima, ele integra pedacinhos ao risoto nos últimos minutos, para que eles aqueçam e seus sabores se misturem ao arroz. O resultado é um risoto cremoso, com aquele toque italiano, mas com a alma do nosso ingrediente.

É uma receita que prova como a língua pode ser versátil, indo do mais rústico ao mais refinado sem perder sua essência. Perfeito para impressionar numa ocasião especial.

15º. Sobre um colchão de polenta cremosa

Esse aqui é pura textura e conforto. A polenta cremosa, feita com caldo do cozimento da própria língua, é um acompanhamento genial. Ela é suave, um pouco doce, e faz um contraste maravilhoso com a carne mais densa.

O Crispim ainda dá dicas de um molho rápido para finalizar. É um prato que sacia de um jeito bom, daqueles que a gente termina e fica só olhando para o prato vazio, satisfeito. Combina demais com um dia mais frio.

16º. Recheada: a obra-prima para fechar com chave de ouro

Guardei essa pro final porque ela é, de fato, especial. A técnica de abrir a língua cozida, rechear (pense em um farofinha de linguiça, ou espinafre com ricota) e enrolar de novo antes de dourar é trabalhosa, mas o resultado é espetacular.

Cada fatia serve como um medalhão completo, com surpresa no centro. É a receita para quando você quer comemorar, se presentear ou mostrar todo o potencial desse corte incrível. Depois dessa, você vira fã de carteirinha.

E aí, qual dessas te fez repensar a língua de boi? Ela é muito mais que um ingrediente, é um convite à criatividade na cozinha. Se você se aventurar em alguma, volta aqui pra contar como foi a experiência, adoro ouvir essas histórias!

Última modificação em Segunda, 08 Dezembro 2025 11:25

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

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Comentários  

0 Lucas Franco
Posso usar o caldo que sobrou para arroz? Não quero desperdiçar.
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0 Rafael Gonçalves
Perfeito para arroz, feijão ou até molho de macarrão.
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0 Sabrinasushi
Usei no arroz de cogumelos. Ficou gourmet.
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