Agora que você já viu como o robalo pode ser o centro da sua mesa, aqui vão outras versões que eu guardo na manga, não por serem famosas, mas porque realmente funcionam.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves).
Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos.
Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito.
Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. Moqueca com Camarão
autor: Unidos pesca artesanal
Se você já tentou moqueca com peixe fraco e acabou com uma sopa sem graça, essa aqui é a prova de que o robalo não deixa na mão. O segredo? Não adianta só botar leite de coco e pimenta, tem que deixar o peixe descansar no tempero por meia hora antes. Acho que foi Daiane quem me lembrou disso, numa noite que eu estava com pressa e ela só disse: “deixa ele respirar”. Funcionou. O peixe absorve o coco, o dendê, o camarão dá um salto de sabor. E não, não precisa de coentro em pó, só o verde fresco no final. Se fizer, me conta se o seu também ficou com aquele cheiro de praia dentro de casa.
3º. Frito
autor: Mimos da Tatau
Esse aqui é o clássico que todo mundo esquece. Frito não é sinônimo de pesado. O truque é secar bem as postas antes de passar na farinha, e eu uso farinha de trigo só na primeira camada, depois um pingo de óleo quente pra selar. Depois disso, o papel toalha não é pra tirar o óleo, é pra tirar a ansiedade. Porque aí você põe no prato e o crocante vira um som de verão. Acho que já comi essa versão com limão e sal grosso na varanda, com Titan tentando pular na cadeira. Não deixe o peixe esfriar. Se esfria, perde a alma.
Assar o peixe inteiro é quase um ritual. Não é só por causa da aparência, é porque o caldo que sai dentro da assadeira, com o limão e as ervas, vira um molho natural. Eu já fiz isso numa sexta-feira comum, sem convidados, e acabou virando jantar de domingo. A batata não é só acompanhamento, é esponja de sabor. Mas cuidado: não encha demais a assadeira. Se o peixe não tiver espaço pra respirar, fica com gosto de cozido. E isso, aí, não tem como consertar.
Esse é o prato que eu sempre tenho medo de fazer. Porque se o peixe não for super fresco, vira um risco. Mas quando dá certo? É como se a cozinha virasse um refúgio de verão. O suco de limão não é só para cozinhar, é para acordar o peixe. E sim, aquela colher de coentro em pó? Acho que não. Prefiro umas folhas picadas bem no final. O que realmente importa é o gelo. Coloque o peixe cortado num recipiente com gelo enquanto espera o limão fazer o trabalho. Se não tiver gelo, não faça. Sério. Já tentei sem. Não foi bonito.
Esse é o jeito que eu aprendi a amar o robalo. Não é só por causa da chama, é porque o fogo traz um sabor que o forno nunca pega. Mas o segredo não está nas ervas por dentro. Está em não virar o peixe mais de uma vez. Eu já virei duas vezes, e o resultado foi um peixe quebrado e triste. Depois disso, aprendi: se ele quer ficar inteiro, você tem que respeitar. E o alecrim? Deixa ele no fogo, não dentro. Ele queime, e aí sim, ele dá o aroma. É uma coisa que parece simples, mas muda tudo.
Se você nunca tentou sashimi em casa, acho que é por medo. Eu também tinha. Mas o robalo, por ser mais firme, é um dos poucos peixes que dá pra tentar sem se arrepender. O segredo? Congele por 48 horas antes de cortar. Não é pra matar bactéria, é pra endurecer a carne. Depois, corta fino, mas não tão fino. Se for muito fino, desmancha na boca. E o molho de soja? Só um pingo. O peixe tem que falar primeiro. Já fiz isso numa noite em que a Daiane estava cansada, e a gente só comeu isso, com gengibre e wasabi. Foi o jantar mais silencioso, e mais feliz, que tivemos.
Essa aqui é a surpresa. A crosta de castanha não é só para ficar bonita, é para dar um contraste que você não espera. Mas não use castanha torrada. Use crua, moída bem fina, e misture com um pouquinho de sal e pimenta do reino. Passe no peixe, e aí sim, assa. O calor da carne vai tostar a castanha por dentro. É como se ela estivesse viva. E o purê? Não precisa ser de mandioquinha. Pode ser de batata doce. Aí, você tem um prato que parece gourmet, mas que você fez com o que tinha na despensa. Já fiz isso num domingo de chuva. Ninguém perguntou o que era. Só pediu mais.
Essa empanagem com farinha de milho e trigo? É o jeito mais fácil de fazer um peixe crocante sem fritar como um peixe de lanchonete. Mas o truque? Deixe a mistura secar por 10 minutos antes de fritar. Isso faz a crosta grudar. E não, não é só para ficar crocante, é pra evitar que a farinha solte no óleo e fique amarga. Já tentei sem esse passo. Foi um desastre. Aí, aprendi: às vezes, a paciência é o tempero mais importante.
Com certeza essa é a que eu costumo fazer quando não tenho tempo pra limpar peixe inteiro. Mas não pense que é uma versão “barata”. O papel alumínio não é só para prender o vapor, é para criar um forno dentro do forno. E os vegetais? Não são só acompanhamento. Eles são o fundo de sabor. Quando o peixe cozinhar, o suco dele se mistura com o doce da cenoura, o amargo da cebola. E aí, quando você abre, é como se a cozinha tivesse feito um sopro. Eu já fiz isso só para mim e a Daiane, sem falar nada. Ela só disse: “você fez algo bom hoje”. Não precisei dizer o que era.
O molho de mostarda é o que faz essa receita virar algo especial. Mas não use mostarda pronta. Faça com grãos, vinagre e um pouco de mel. Deixe descansar. Aí, quando colocar no peixe, é como se o sabor tivesse dormido e acordado com fome. As batatas? Corte em cubos grandes. Se for fina, vira purê. E o segredo? Não regue o peixe com o molho antes de assar. Passe só no final, quando ele já estiver quase pronto. Aí, o molho doura. E fica com um sabor que você não esquece. Já comi isso com vinho branco, na frente da TV. Não foi um jantar elegante. Mas foi o melhor da semana.
Essa é a receita que me fez acreditar que o robalo pode ser surpreendente. A farofa de banana? Não é doce. É salgada, com cebola, alho, e um fio de azeite. E o segredo? Não coloque a farofa toda dentro. Deixe um pouco por fora, no fundo da travessa. Quando assar, ela fica crocante. E o peixe? Ele absorve o doce da banana, mas não vira sobremesa. É um equilíbrio que eu nunca tinha imaginado. Já fiz isso uma vez e o Titan ficou encarando a travessa como se fosse um milagre. Talvez tenha sido. Ainda não sei.
Se você pensa que peixe e massa não combinam, essa receita vai te mostrar o contrário. Mas não use molho pronto. O peixe precisa ser desfiado e refogado com alho, azeite e um pouquinho de vinho branco. Só depois, junte o molho de tomate. E a massa? Cozinhe ela meio ponto. Porque ela vai terminar de cozinhar no molho. É o que faz a diferença. Já fiz isso numa noite que a Daiane disse: “não quero cozinhar”. Eu fiz. Ela comeu. E não disse nada. Mas limpou o prato. Isso é o suficiente.
Isso aqui é o que eu chamo de “cozinha que não precisa de explicação”. A farinha, a manteiga, o azeite, é simples. Mas o segredo? A manteiga tem que derreter devagar. Se ferver, queima. E o peixe? Não mexa. Deixe ele se soltar sozinho. Se você tentar virar antes, ele vai se desfazer. Já fiz isso uma vez e fiquei com um monte de pedaços no fundo da panela. Aprendi: às vezes, o melhor que você pode fazer é esperar. E quando ele dourar? Só um pouco de limão. Nada mais. É como se o peixe estivesse sussurrando.
Essa é a receita que eu sempre esqueço que existe. Porque parece fácil demais. Mas o molho de camarão? Tem que ser feito antes. Não é só botar os camarões no fogo e depois colocar o peixe. O camarão precisa soltar o sabor, e aí sim, o peixe entra. E o gratinado? Não precisa de queijo. O molho já é suficiente. Se você colocar queijo, você apaga o peixe. Já fiz isso uma vez. Ficou pesado. Aí, aprendi: às vezes, menos é mais. E o mais importante? Sirva quente. Se esfriar, o molho vira um líquido triste. E ninguém merece isso.
E aí, qual delas você vai provar antes? Nem todas são fáceis, mas todas valem a tentativa. Se cozinhar alguma delas, me conta aqui: o que mudou? O que surpreendeu? A cozinha não é só sobre acertar, é sobre descobrir. E eu quero saber o que você achou.
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