Pavlova: Doce Nuvem que Derrete na Boca

Aquela sobremesa que é simples de fazer, mas que a sua aparência impressiona.
Pavlova: Doce Nuvem que Derrete na Boca
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Se tem uma sobremesa que parece mágica só de olhar, é a pavlova. Crocante por fora, aérea por dentro, e com um creme que equilibra doce e acidez como poucos. Já tentei fazer essa receita três vezes antes de parar de chorar sobre a batedeira, sim, merengue é um teste de paciência (e de limpeza da cozinha depois).

O segredo tá em claras em temperatura ambiente, açúcar de confeiteiro peneirado e um forno que não mente na temperatura. Aprendi isso depois de um curso básico de confeitaria e de observar como chefs como Jamie Oliver tratam ovos como ouro líquido. Nada de pressa. Nada de cortar etapas.

Essa versão aqui leva cream cheese com iogurte natural, o que dá um contraponto perfeito à doçura do merengue. E as frutas vermelhas? São o toque final que transforma o doce em espetáculo , especialmente se você servir com um café fresquinho (a Daiane torce o nariz, mas até ela cede quando vê as frutas brilhando).

Dá uma conferida no modo de preparo abaixo. E depois me conta: foi difícil de resistir ou foi impossível?

(favorita) Receita de Pavlova de frutas vermelhas, Sobremesa Simples e Fácil: Saiba Como Fazer

Rendimento
9 porções
Preparação
25 min + 1h
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 9 marcados

Para o merengue:

Para o creme azedo:

Essa receita sai por uns R$ 35-40 dependendo da época das frutas. O investimento vale cada centavo – é sobremesa de restaurante chique por preço de mercado.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 150g (1/8 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 335 kcal 17%
Carboidratos Totais 62.5g 21%
   Fibra Dietética 1.2g 5%
   Açúcares 58.3g 116%
Proteínas 5.8g 12%
Gorduras Totais 7.2g 9%
   Saturadas 4.1g 21%
   Trans 0g 0%
Colesterol 18mg 6%
Sódio 85mg 4%
Potássio 120mg 3%
Cálcio 45mg 5%
Vitamina C 8mg 18%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Vegetariano: Sem carne animal
  • Sem Glúten: Naturalmente sem trigo
  • Rico em Vitamina C: Das frutas vermelhas

Alertas & Alérgenos

  • Alto teor de açúcar – 116% do VD por porção
  • Contém laticínios (cream cheese, iogurte)
  • Não recomendado para diabéticos
  • Insight: As frutas vermelhas fornecem antioxidantes que ajudam a combater radicais livres

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Dica importante: não faça isso em dia úmido. O merengue absorve a umidade do ar e fica melado – aprendi isso na terceira tentativa frustrada.

Fazendo o merengue:

  1. Pré-aquece o forno a 150°C e forra uma assadeira com papel manteiga. Unte com um pouco de manteiga, não exagere, assim facilita para remover o papel no final.
  2. Dica de ouro para salvar sua pavlova: Essa é uma das receita mais delicadas que existem, e a temperatura é a chave, meu forno atinge no mínimo 180º, então é muito alto, a temperatura deve ficar abaixo de 150°C, para ficar sem um rachadinho se quer, 100°C. Se é o seu caso também, quando for assar, deixe o forno com uma abertura de pelo menos 3 cm, use uma colher de madeira ou silicone, ou simplesmente um pano de prato para menter aberto, isso fará a temperatura perfeita. Mantenha sua pavlova no andar mais alto do seu forno, se ele for a gás, e se elétrico, coloque na posição mais "fria" do forno, você precisa conhecer seu aparelho. A temperatura e a posição são fundamentais aqui para que ela não asse muito rápido e faça rachaduras, ou até queime. Já passei por essa frustração, então tenha paciência, asse como se estivesse assando um pudim lisinho :).
  3. Na batedeira, bate as claras em velocidade média até formar espuminhas. Aí adiciona as 5 gotas de limão e continua batendo. Pode acrescentar uma colher de amido, ajuda a dar mais elasticidade a massa.
  4. Agora vem a parte chata: vai adicionando os 800g de açúcar bem devagar, uma colher de cada vez, com a batedeira ainda ligada. Isso aqui demora uns 10-15 minutos – aproveita pra lavar alguma louça enquanto espera, caso sua batedeira seja automática.
  5. Para quando o merengue ficar brilhante e formar picos firmes. Se virar a vasilha e não cair, tá no ponto certo. Se passar pela sua cabeça de usar menos açúcar do que o descrito, não faça isso, o açúcar é o que fará nossa massa perfeita.
  6. Há duas formas de montar sua pavlova, em camadas duplas como um bolo ou uma única peça grande. As duas são muito bonitas, mas prefiro em camadas por conseguir espalhar bem o creme.
  7. Com uma espátula, espalha o merengue formando dois discos na assadeira. Faz formato de ninho – mais alto nas bordas, mais baixo no meio.
  8. Leva ao forno e não abre a porta por pelo menos 1h30! Depois completa as 2 horas totais. Desliga e deixa esfriar dentro do forno com a porta entreaberta. PS: o tempo para assar exige talento, no mínimo 1 hora para você ver como está ficando, cada forno tem seu grau de "violência". Se você notar que sua pavlova está começando a ficar marrozinha na base é um indicativo de que já está pronta e deve parar de assar imediatamente. E se estiver assando em dois andares do forno, preste bem atenção na que ficou mais próxima da fonte de calor.
  9. Essa é um receita fácil, mas requer todo o cuidado com a temperatura para ficar perfeita, seguindo as dicas que deixei, você vai ter sucesso.

Preparando o creme:

  1. Enquanto o merengue assa, faz o creme: numa tigela, mistura o cream cheese amolecido com o iogurte até ficar homogêneo.
  2. Adiciona os 80g de açúcar restantes, a baunilha, as raspas e o suco do limão siciliano. Mexe tudo com um fuê até incorporar.
  3. Leva à geladeira por pelo menos 1 hora – o creme fica mais firme e saboroso.

Montagem final:

  1. Quando o merengue estiver totalmente frio (isso é importante!), coloca um disco num prato de servir.
  2. Espalha metade do creme sobre o primeiro disco, depois coloca o segundo disco por cima.
  3. Cobre tudo com o resto do creme e decora generosamente com as frutas vermelhas.
  4. Sirve na hora – ou no máximo em 2 horas, senão o merengue perde a crocância.

Lembro da primeira pavlova que fiz - o merengue rachou todo e ficou com cara de cogumelo nuclear. A Daiane tentou disfarçar dizendo que "tinha personalidade", mas a gente ri até hoje lembrando daquela tragédia. Na segunda vez, esqueci o açúcar e virou uma nuvem salgada. Mas na terceira... ah, na terceira saiu tão linda que até tirei foto.

O segredo mesmo é não ter pressa na hora de adicionar o açúcar e respeitar o tempo de forno. E não se assuste se o merengue rachar um pouquinho - é normal, o creme e as frutas disfarçam tudo.

E aí, já tentou fazer pavlova antes? Como foi sua experiência? Me conta nos comentários se conseguiu essa textura de nuvem crocante por fora e macia por dentro!

Quer saber quantas calorias tem essa tentação?

Para informações nutricionais completas, incluindo o valor calórico preciso de 335 kcal por porção, confira nossa tabela nutricional detalhada logo abaixo da lista de ingredientes. A maior parte das calorias vem do açúcar, claro, mas as frutas salvam a vida com seus antioxidantes! Dá pra dizer que é uma "indulgência com ar de saúde" - ou pelo menos é o que eu falo pra mim mesmo quando repito o pedaço.

Quanto tempo dura? Dica polêmica:

O merengue puro dura até 3 dias em pote hermético (fica meio borrachudo, mas ainda bom). Já montada com o creme e frutas: no máximo 12 horas na geladeira! Sério, a umidade transforma o negócio num pântano açucarado. A Daiane uma vez insistiu em guardar por 2 dias... virou sopa de merengue. Aprendemos na dor.

Os 3 pecados capitais da pavlova

E como evitar o apocalipse doce

1. Bater as claras em bowl sujo de gordura - Um mísero vestígio de gema e suas claras viram um fracasso molengo. Lave e seque SUPER bem!
2. Abrir o forno antes da hora - A pavlova é dramática. Qualquer corrente de ar faz ela murchar e rachar. Resista à tentação!
3. Colocar frutas muito antes de servir - A acidez faz "derreter" o merengue. Decore só na hora, ou use frutas menos ácidas como manga.

Truque secreto de confeiteiro

Quer um merengue EXTRA crocante por fora e marshmallow por dentro? Depois de assar, desligue o forno e deixe a pavlova lá dentro até esfriar completamente (sim, pode ser de um dia pro outro). A secagem lenta evita rachaduras e dá textura perfeita. Juro que funciona!

Sem cream cheese? Sem problemas!

O creme azedo tradicional leva sour cream, mas adaptei com o que tem na despensa:
- Vegano: misture castanha-de-caju hidratada batida com suco de limão e açúcar de coco
- Mais leve: troque metade do cream cheese por ricota batida
- Emergência: use chantilly comum (fica mais doce, mas salva)
Obs: já testei com requeijão uma vez... não recomendo, viu?

Pavlova para todo mundo

- Sem lactose: cream cheese e iogurte veganos (hoje tem ótimas opções de base vegetal)
- Low carb: troque o açúcar por eritritol + 1 colher de sopa de xarope de agave (o merengue fica menos estável, mas funciona)
- Sem glúten: já é naturalmente sem glúten, só cuidar contaminação cruzada
- Diabéticos: reduza o açúcar pela metade e incremente com canela no merengue

O que servir com essa belezinha?

- Café expresso forte (corta a doçura)
- Espumante doce (combinação clássica australiana)
- Chá de hibisco gelado (contraste incrível)
- De sobremesa depois de um curry picante - trust me, é mágico!

Pavlova não é só de frutas vermelhas!

- Tropical: manga, maracujá e coco ralado
- Outono: pera caramelizada, nozes e mel
- Chocólatra: merengue com cacau em pó e creme de avelã
- Festivo: morangos + kiwi + mirtilo (cores da bandeira australiana!)
Minha ousadia favorita? Bacon crocante por cima do merengue. Julgue depois de experimentar!

O ponto do merengue te assusta?

Olha, já estraguei 3 receitas até aprender: quando bater as claras, vire a vasilha de cabeça pra baixo. Se não cair, tá no ponto! Outro teste é enfiar uma colher no meio - se ficar em pé firme, como um pico de montanha, pode parar de bater. E NÃO use batedeira na velocidade máxima, vai deixar o merengue quebradiço.

Se tudo der errado...

- Merengue virou líquido? Vira suspiro! Coloque colheradas em assadeira e asse em fogo baixo por 1h.
- Rachou feio? Quebre em pedaços e monte tipo "Eton Mess" (sobremesa britânica que glorifica a bagunça)
- Queimou por baixo? Lixe a parte carbonizada com ralador (juro que ninguém vai notar)
- Frutas liberaram água? Escorra e passe um pano antes de decorar

Faça no modo "conta de luz alta"

- Use claras pasteurizadas (dura meses na geladeira e não desperdiça gemas)
- Substitua frutas vermelhas por banana + goiabada (corte em cubinhos)
- Açúcar impalpável caseiro: bata açúcar comum no liquidificador com 1 colher de amido de milho
- Asse duas pavlovas de uma vez e congele uma sem o creme (dura 1 mês)

A briga internacional da pavlova

A Nova Zelândia e Austrália disputam a criação nos anos 1920 (homenagem à bailarina russa Anna Pavlova). Os kiwis têm receitas publicadas primeiro, mas os aussies popularizaram. Curiosidade: a versão original nem levava frutas - era só merengue com chantilly! Imagina só o açucarado...

2 fatos que vão surpreender

1. O vinagre (ou limão) não é só pra clarear - a acidez fortalece a estrutura proteica do merengue!
2. Pavlovas mini são MELHORES que uma grande - maior proporção de crocância vs. fofura. Faça em forminhas de cupcake (reduza o tempo de forno)

Harmonização pro paladar avançado

Experimente:
- Pimenta-do-reino moída na hora sobre as frutas (realça o doce)
- Folhas de manjericão ou hortelã entre as camadas
- Um fio de azeite de oliva extravirgem no prato (sim, sério!)
- Sal grosso flor de sal como contraste final

Perguntas que sempre me fazem

Posso congelar? Só o merengue cru (antes de assar) ou já assado SEM creme. Com recheio vira gelo doce.
Por que rachou? Ou bateu demais as claras, ou o forno estava quente demais, ou você abriu a porta cedo demais. Pick your poison.
Posso fazer sem batedeira? Pode, mas vai parecer que malhou por 3 horas seguidas. Fuê só em último caso!

O segredo científico da pavlova perfeita

O açúcar não é só pra adoçar - ele cria uma crosta cristalizada que segura o vapor interno, cozinhando o merengue "por dentro". Por isso precisa ser adicionado aos poucos! E o baixo forno? Permite que a água evapore lentamente sem queimar. Química gostosa essa, né?

Completa a experiência: o menu perfeito para acompanhar sua Pavlova

Depois de preparar aquela Pavlova perfeita, leve e doce, que tal montar uma refeição completa que harmonize com essa sobremesa incrível? Aqui vão nossas sugestões favoritas, testadas e aprovadas aqui em casa – a Daia sempre dá o veredito final!

Para começar com o pé direito

Ravioli simples e fácil: massa fresquinha que derrete na boca, perfeita para abrir o apetite sem pesar antes da sobremesa.

Copa lombo suíno surpreendente: cortes finos e suculentos, ótimos para servir como tira-gosto. Aqui em casa sempre fazemos um pouco a mais porque... bem, nunca sobra!

Bruschetta de tomate seco: crocante, leve e com aquele toque mediterrâneo que combina demais com refeições de final de semana.

Pratos principais que fazem jus à Pavlova

Bolo de mandioca (aipim/macaxeira): sim, bolo como prato principal! Essa versão salgada é uma paixão nossa, especialmente nos almoços de domingo.

Caldo de mandioca simples e fácil: para os dias mais frescos, nada como um caldo reconfortante que deixa todo mundo com aquela sensação gostosa de comida caseira.

Frango ao molho de laranja: o contraste do doce e ácido fica perfeito quando seguido pela doçura da Pavlova. Receita da vovó que nunca falha!

Acompanhamentos que roubam a cena (mas deixam espaço para a sobremesa)

Purê de batata-doce com nozes: cremoso com a crocância das nozes - a Daia adora e sempre pede por mais.

Legumes grelhados no azeite: simples, rápido e combina com tudo. Nosso coringa dos jantares de semana.

Arroz branco soltinho: clássico que nunca sai de moda, especialmente quando regado com aquele caldinho do frango.

Bebidas perfeitas para acompanhamentos sofisticados

Água aromatizada com limão siciliano e hortelã: refrescante sem competir com os sabores da refeição.

Suco de maracujá natural: o ácido ajuda a equilibrar o paladar antes da sobremesa.

Chá gelado de pêssego: doce sem exagero, ótimo para acompanhar a refeição toda.

E aí, qual combinação vai testar primeiro? Aqui em casa já temos nossa favorita (não vou contar qual é, mas envolve o ravioli e o suco de maracujá). Conta pra gente nos comentários se alguma dessas combinações conquistou sua família como conquistou a nossa!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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