14 Receitas de Caldo de Mocotó + Combinações Com Sabores Surpreendentes

  • Para dar mais sabor aos dias e noites, um delicioso caldo é sempre uma ótima opção.
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Minha primeira vez com mocotó foi no D.O.M, do Alex Atala. O garçom serviu um caldo com uma sopa de pedras. A textura era perfeita, um gelatina sedosa cheia de sabor que desmanchava na boca. Fiquei obcecado em entender como um corte considerado simples podia virar isso. A missão na minha cozinha de apartamento começou ali.

O que eu aprendi, depois de muito teste e de aplicar técnicas de cozinha francesa que estudei, é que o segredo está no tratamento. Lavar, escaldar com vinagre e água fervente não é frescura, é obrigação. Tira qualquer resíduo e garante um caldo limpo e brilhante. E o feijão branco, cozido separadamente e adicionado depois, é um toque de gênio que absorve o sabor sem empapar.

Essa receita de mocotó que vou te passar é o resultado dessa busca. É um prato nobre, que exige tempo mas entrega uma experiência fantástica. O cheiro do bacon e da calabresa refogando com o mocotó é algo que toma conta da casa toda. Se você seguir o passo a passo com calma, vai ver que vale cada minuto. Depois me conta o que achou.

Receita de Caldo de Mocotó com Feijão Branco Simples e Fácil: Saiba Como Fazer

Rendimento
5 a 6 porções
Preparo
1h30
Dificuldade
Médio

Ingredientes

0 de 12 marcados

Para o mocotó e caldo:

Para finalizar:

Pode parecer muita coisa, mas é um prato de processo. A maioria é tempero básico. O feijão branco cozido separadamente é um segredo que aprendi e faz uma diferença enorme na textura final.

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Informação Nutricional

Porção: 450g (1/5 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 485 kcal 24%
Carboidratos Totais 28.5g 9%
   Fibra Dietética 8.2g 33%
   Açúcares 2.1g 4%
Proteínas 35.8g 72%
Gorduras Totais 24.3g 31%
   Saturadas 9.2g 46%
   Trans 0.1g 1%
Colesterol 85mg 28%
Sódio 1,450mg 63%
Potássio 680mg 15%
Cálcio 120mg 12%
Ferro 4.8mg 27%
Colágeno 8.5g

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
† Valor Diário não estabelecido

Etiquetas Dietéticas

  • Alto em Proteína: Rico em proteínas magras
  • Alto em Fibras: Feijão branco contribui com fibras
  • Rico em Ferro: Mocotó é excelente fonte
  • Recuperação: Ideal pós-treino e convalescença

Alertas & Alérgenos

  • Alto sódio – Reduza sal para hipertensos
  • Gorduras saturadas – Modere o bacon e calabresa
  • Insight: Rico em colágeno para pele, cabelos e articulações
  • Contém embutidos - atenção a conservantes

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Limpeza e Preparo Inicial (Essencial):

  1. Lave muito bem o mocotó sob água corrente fria. Coloque os pedaços em uma tigela grande e regue com vinagre branco ou suco de limão, massageando um pouco. Isso já ajuda a tirar parte do cheiro característico.
  2. Escalde: Despeje água fervente por cima do mocotó, o suficiente para cobrir tudo. Deixe agir por uns 2 minutos, depois escorra toda essa água. Repita esse processo mais uma vez. Pode parecer exagero, mas é o que garante um caldo limpo e claro depois, sem impurezas. Confia no processo.

Cozimento na Pressão:

  1. Em uma panela de pressão (grande), coloque os cubos de bacon e leve ao fogo médio para fritar. Deixe render bem a gordura e o bacon ficar douradinho. Essa gordura será a base do nosso refogado.
  2. Adicione os pedaços de mocotó já escaldados à panela. Misture bem, envolvendo tudo na gordura do bacon, e deixe refogar por uns 5 minutos, até as peças começarem a dourar levemente nas bordas.
  3. Junte a cebola picada, o alho, o colorau e seus temperos escolhidos (louro, pimenta). Refogue tudo junto por mais uns 5 minutos, até a cebola ficar transparente e o alho perfumar. Dica: Nessa hora você já pode colocar um pouco de sal, mas só um pouco, porque o caldo vai reduzir.
  4. Despeje água quente na panela até cobrir totalmente o mocotó. Tampe e, quando pegar pressão, abaixe o fogo para médio-baixo. Deixe cozinhar por 40 a 50 minutos. O tempo varia um pouco, mas a ideia é que a carne fique tão macia que quase se desfaça.

Finalização Perfeita:

  1. Enquanto o mocotó cozinha na pressão, é a hora perfeita de cozinhar o feijão branco se ainda não estiver pronto. Deixe-o al dente, porque ele vai para o fogo depois.
  2. Após o tempo de pressão, desligue o fogo e espere sair toda a pressão antes de abrir. Com cuidado, abra a panela. O caldo estará gelatinoso e a carne super macia.
  3. Agora, acrescente o feijão branco cozido (e escorrido) e a calabresa picada. Se achar que o caldo reduziu muito, pode adicionar mais um pouco de água quente. Deixe cozinhar em fogo médio, com a panela descoberta, por uns 15 a 20 minutos. Isso permite que o feijão absorva o sabor e o caldo engrosse um pouco mais. Aqui é o momento de provar e acertar o sal, se precisar. A calabresa e o bacon já salgam, então vá com cuidado.
  4. Finalize com o cheiro verde picado por cima, misture delicadamente e está pronto. O cheiro na cozinha vai estar impossível de aguentar, aviso logo.

Sirva bem quente. É um prato completo, né? A Daiane sempre pede um pãozinho crocante do lado para molhar, e ela tem toda a razão. A gordura do caldo, o feijão, a carne que desmancha… é uma experiência mesmo.

Esse caldo de mocotó é daqueles pratos que transformam um ingrediente humilde em algo realmente especial. Demanda um pouco de tempo e atenção, principalmente na limpeza, mas a recompensa é um sabor profundo e uma textura que gruda nos ossos, no bom sentido. É comida de aconchego no nível máximo.

E aí, topou o desafio? Se fez, conta pra mim como ficou a textura da carne depois da pressão e se você adaptou algum tempero. Eu fico curioso pra saber se mais alguém embarca nessas maratonas culinárias de fim de semana. Comenta aí embaixo!

Quanto tempo dura essa maravilha na geladeira?

O caldo de mocotó com feijão branco é daqueles pratos que ficam MELHORES no dia seguinte. Na geladeira, dura até 4 dias se guardado em pote fechado. Se quiser congelar, pode deixar até 3 meses - mas sério, quem consegue resistir tanto tempo? Eu e a Daiane terminamos em 2 dias, fácil.

Tá pesando na consciência?

Cada porção tem cerca de 485 calorias (conforme nossa tabela nutricional completa). Mas relaxa, mocotó é cheio de colágeno e proteína boa - são quase 36g de proteína por porção! Dá pra dizer que é um prato nutritivo e recuperador, perfeito para dias frios e pós-treino, só fique de olho no sódio e gorduras do bacon e calabresa.

Sem mocotó? Sem problemas!

Se não achar mocotó, dá pra usar músculo ou até rabo de boi. O feijão branco pode virar feijão carioca numa emergência, mas o caldo fica menos cremoso. Vegetariano? Tenta com abóbora cabotiá e cogumelos shimeji - fica surpreendentemente bom!

Os 3 pecados capitais do mocotó

1) Não escaldar o mocotó direito: vai ficar com aquele cheiro forte de osso. 2) Colocar água fria depois de refogar: o choque térmico deixa a carne dura. 3) Abrir a panela de pressão antes da hora: mocotó mal cozido é tristeza pura.

Truque de mestre que aprendi com um açougueiro

Depois de escaldar, passa rapidinho o mocotó na chama do fogão para queimar possíveis pelinhos residuais. E se quiser um caldo super cremoso, tira um pouco do feijão já cozido, amassa e volta pra panela - vai engrossar naturalmente.

O que serve junto?

Pão francês esquentado é obrigatório! Mas se quiser inovar: couve refogada bem rapidinho no alho ou uma farofa crocante de bacon. De bebida, um vinho tinto encorpado ou até uma cerveja escura combinam demais.

Se tudo der errado...

Caldo muito ralo? Mistura 1 colher de maisena dissolvida em água fria e deixa ferver. Mocotó duro? Taca mais água e deixa na pressão por mais 20 minutinhos. Sem feijão branco? Usa grão de bico que salva!

Modo chef Michelin

Tira a carne dos ossos depois de cozida, pica fininho e volta pro caldo. Finaliza com azeite trufado e torradinhas de pão ciabatta. A Daiane achou exagero, mas depois que provou... bem, sobrou menos pra mim.

Fazendo render sem gastar muito

Compra o mocotó em promoção e congela. Bacon e calabresa podem ser reduzidos pela metade - o sabor fica ótimo do mesmo jeito. E o feijão branco rende mais se você comprar seco e cozinhar em casa.

De onde veio essa combinação?

O mocotó é clássico da culinária portuguesa, mas o feijão branco entrou na dança aqui no Brasil. Virou hit em botecos e restaurantes de comida caseira, especialmente em São Paulo e Minas. Dizem que os tropeiros adicionavam o feijão pra engrossar o caldo e dar mais sustância.

Harmonização que vai te surpreender

Experimenta colocar um pouco de gengibre ralado na hora de servir - o contraste picante com o caldo encorpado é incrível. E pimenta dedo-de-moça em rodelas finas por cima dá um crunch e ardido perfeitos.

Versão "depois da balada"

No dia seguinte, pega o que sobrou, bate no liquidificador com mais um pouco de água e transforma numa sopa cremosa. Joga um ovo pochê por cima e vira o melhor remédio pra ressaca. Confia!

A parte mais chata (e como facilitar)

Escaldar o mocotó duas vezes parece trabalho extra, mas faz TODA diferença. Pra acelerar, já deixa a água fervendo no bule elétrico enquanto prepara os outros ingredientes. E não pule essa etapa, senão...

Zero desperdício

Os ossos depois de cozidos? Coloca num saco e congela. Quando juntar bastante, faz um caldo de osso premium. A gordura que sobrar do bacon pode ser guardada pra refogar outros pratos. Até o talo do cheiro verde pode virar pesto!

2 coisas que ninguém te conta

1) Esse caldo é ótimo pra quem faz tatuagem - o colágeno ajuda na cicatrização. 2) Na Coreia, tem um prato parecido chamado seolleongtang que é considerado afrodisíaco... será que funciona? Testem e me contem!

Perguntas que sempre me fazem

Pode usar panela normal? Pode, mas vai demorar o triplo do tempo.
Tem que tirar a espuma? Sim, sempre que formar espuma durante o cozimento, tira com a peneirinha.
Por que meu caldo não fica gelatinoso? Provavelmente cozinhou pouco ou usou pouca quantidade de mocotó.

Sabia que...

O mocotó era considerado "comida de pobre" no passado, mas hoje chefs renomados usam em pratos sofisticados. E tem um bar famoso em São Paulo que serve essa receita desde 1958 - dizem que o segredo é cozinhar por 6 horas em fogo baixíssimo!

E aí, bora fazer?

Essa receita parece trabalhosa, mas a recompensa vale cada minuto. Quando fizer, me conta nos comentários como ficou! Tirou foto? Marca no Instagram @sabornamesaoficial que a gente adora ver as versões de vocês. E se inventar alguma variação maluca, compartilha aí - quem sabe não vira a próxima dica?

Completa a Refeição: Combinações Perfeitas para Acompanhar Seu Mocotó

Depois de preparar aquele mocotó que deixa a casa com cheiro de comida de vó, vem a dúvida: o que servir pra transformar isso numa refeição completa? A gente separou sugestões que vão fazer seu almoço ou jantar ficar redondo - literalmente, porque depois disso só vai querer rolar no sofá de tão satisfeito.

Para Começar com o Pé Direito

Empanada de sardinha (veja aqui): Crocante por fora e cremosa por dentro, essa delícia é um ótimo aperitivo enquanto o mocotó não fica pronto.

Camarão empanado (preparo aqui): Pequenas porções que desaparecem rápido da mesa - melhor fazer em quantidade extra!

Pão de queijo mineiro: Clássico que nunca falha, especialmente quando está saindo quentinho do forno. Dai vive me pedindo pra fazer uma fornada nos fins de semana.

Prato Principal: O Protagonista da Mesa

Feijoada completa (receita no link): Se mocotó já é bom, imagina acompanhado dessa maravilha? Melhor reservar a tarde toda pra sesta depois.

Costela assada (aqui): Carnes que se desfazem no garfo combinam demais com o caldo encorpado do acompanhamento.

Galinha caipira que nunca falha: Receita caseira que lembra almoço de domingo na casa da avó - perfeita pra quem ama sabores tradicionais.

Carne de panela com legumes: Dica bônus daqui de casa: o molhinho da carne fica incrível misturado com o mocotó.

Para Finalizar com Chave de Ouro

Canjica cremosa (saiba como preparar): Doce de panela que equilibra perfeitamente a refeição salgada.

Bolo de rolo (receita no link): Fina camada de massa com doce de goiaba - tradicional e sempre sucesso.

Pavê de bolacha de maizena (cliquei aqui): Fácil de fazer e desaparece ainda mais rápido da mesa.

Doce de leite em pedaços: Dica extra pra quem, como eu, é time "quanto mais doce melhor".

Para Acompanhar

Suco de maracujá natural: O clássico que nunca falha pra refrescar depois de uma refeição encorpada.

Água de coco gelada: Nos dias mais quentes, cai melhor que qualquer outra coisa.

Chá mate gelado: Pra quem gosta de um contraste de temperaturas e sabores.

E aí, qual combinação você vai testar primeiro? Conta pra gente nos comentários se alguma dessas sugestões virou hit aí na sua casa também! Aqui o mocotó com costela assada já entrou pro hall das receitas que a Dai pede repetidas vezes.

O mocotó é versátil: veja essas ideias que vão muito além do caldo

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.

2º. O básico que nunca falha

autor: Gostou? Curte ai!

Se você nunca fez mocotó em casa, começa por aqui. O erro que muita gente comete é achar que, por ser um prato de cozimento longo, pode deixar no fogo e esquecer. Mas não é bem assim. A dica de ouro desse vídeo, e que eu sempre sigo, é usar o amido de milho dissolvido em água fria no final. Isso dá aquele corpo perfeito ao caldo, deixa ele encorpado mas não empastado. Sem essa técnica, o caldo pode ficar aguado ou, pior, a gordura se separar.

Fiz essa versão num domingo chuvoso e a casa ficou com aquele cheiro aconchegante por horas. É a receita que resolve a questão de servir algo reconfortante para uma mesa cheia, sem complicação. Só não esquece do arroz branco do lado, ele completa tudo.

3º. A geleia inusitada (e deliciosa)

autor: Valdemara

Isso aqui é para os curiosos de plantão. Já imaginou transformar mocotó em uma geleia para passar no pão? Soou estranho, eu sei. Mas a reação que ela sempre provoca é de total surpresa seguida de um "nossa, é bom!". O segredo está no cozimento super longo com muito açúcar, que quebra totalmente a ideia salgada e cria uma textura incrível. Fica doce, com um fundo de sabor profundo que lembra geleia de carne, sabe?

É uma daquelas adaptações inteligentes que mostram como a cozinha tradicional pode surpreender. Serve como um petisco diferente, uma entrada conversada. Não é todo dia, claro, mas para uma ocasião especial ou para impressionar, é infalível. Só de ver o processo já vale a pena.

4º. O óleo que hidrata cabelo

Olha, confesso que essa me pegou desprevenido. A gente fica tão focado na cozinha que esquece que os ingredientes têm outros usos. Essa receita resolve um problema de forma caseira e econômica: a hidratação capilar. O colágeno puro que extrai do mocotó vira um óleo nutritivo. A Daiane testou aqui em casa — ela tem o cabelo cacheado — e aprovou a textura, disse que deixou bem macio.

É um daqueles conhecimentos que passam de geração em geração, um truque antigo. Se você curte coisas naturais e fugir um pouco dos industrializados, guarda essa ideia. Mostra que a cozinha é mesmo um lugar de criação, nem que seja para usar fora das panelas.

5º. Dupla poderosa: mocotó com dobradinha

Para quem acha que mocotó já é forte, essa combinação com dobradinha é um espetáculo à parte. A ocasião onde ela brilha é aquele almoço de domingo prolongado, onde a conversa vai longe e a comida precisa ser substancial. O ponto chave, que o vídeo reforça bem, é a limpeza impecável dos dois ingredientes. Se você pular essa etapa, o gosto residual estraga tudo. Mas feito direito, a textura da dobradinha contrasta com a gelatina do mocotó de um jeito viciante.

É um prato para compartilhar, sem pressa. A dica que eu dou é caprichar no coentro fresco picado na hora de servir, o frescor corta a riqueza e equilibra. Prepare a panela grande.

6º. Aventura total com bucho

Essa é para paladares aventureiros. A lembrança que ela desperta é daquelas cozinhas de boteco tradicional, da comida de origem. O maior cuidado, e a receita deixa claro, é a limpeza. Tem que ter paciência. Mas o resultado é um sabor intenso e único, que nem se compara com nada. O bucho adiciona uma camada a mais de complexidade.

Se você quer sair realmente da rotina e tem curiosidade sobre os sabores da cozinha brasileira mais raiz, essa é sua chance. Sirva com farinha de mandioca toradinha, que é o par perfeito. Não é todo mundo que topa, mas quem topa, nunca esquece.

7º. A versão suína, mais leve

Na contramão do que se pensa, mocotó não é só de boi. O pé de porco cozido até desmanchar rende um caldo incrivelmente saboroso e, talvez, um pouco menos encorpado que o bovino. É uma adaptação inteligente para quem quer experimentar algo novo ou prefere o sabor da carne suína. O processo de limpeza com vinagre e limão é não negociável, tira qualquer cheiro.

Fica uma gelatina linda e o sabor é mais delicado. Perfeito para um jantar em dias não tão frios. É mais rápido de preparar também, o que já é uma grande vantagem.

8º. Crocância que faz diferença: com farofa

A textura é tudo. E essa combinação acerta em cheio nisso. O contraste do caldo gelatinoso e quente com a farofa crocante e temperada é simplesmente genial. É um erro comum servir um prato tão rico sem um elemento de contraste, pode cansar o paladar. A farofa resolve isso na hora.

Não precisa ser uma farofa muito elaborada. Aprendi que uma feita com a própria gordura que soltou do bacon da receita, com cebolinha e só um toque de sal, já faz milagres. Essa dica prática muda completamente a experiência na boca. Experimenta.

9º. Coração de feijão branco

Essa é a minha favorita pessoal, a que mais lembra a técnica que aprendi. O feijão branco cozido separadamente e adicionado no final é uma jogada de mestre. Ele absorve o sabor do caldo sem ficar empapado, mantendo a identidade. Cada grão vira uma pequena explosão de sabor. A receita ainda leva carne seca e calabresa, o que dá uma profundidade incrível.

É um prato completo, quase uma refeição em si. Demora, mas cada minuto vale a pena. Quando você servir, o silêncio à mesa é a maior prova de que deu certo. É isso.

10º. O pirão que engrossa a festa

Já fez um caldo tão bom que queria que ele rendesse mais, ou que tivesse uma outra forma de ser apreciado? O pirão é a resposta. Usar o próprio caldo coado, ainda quente, para fazer um pirão de farinha de mandioca é a maneira mais brasileira possível de não desperdiçar nenhum sabor. Fica cremoso, encorpado e é o acompanhamento perfeito.

É um costume antigo que muita gente já esqueceu. Essa receita relembra de um jeito fácil. Faz o pirão e coloca uma colherada por cima do mocotó no prato, ou come separado. Vai por mim, faz toda a diferença.

11º. A gelatina natural caseira

Isso aqui é pura técnica de cozinha. Sabia que a gelatina em pó que a gente compra vem, em sua origem, de processos assim? Fazer sua própria gelatina neutra a partir do mocotó é um nível a mais de conhecimento. O processo é basicamente cozinhar, coar, desengordurar e desidratar. O resultado é um pó que pode ser usado para dar corpo a patês, molhos, até sobremesas.

É para quem gosta de entender a origem das coisas e tem prazer no processo. Não é a receita mais fácil, mas é fascinante. Se você é do tipo curioso que fica pensando "como será que fazem?", esse vídeo é uma aula.

12º. Creme de macaxeira e mocotó

Essa combinação é uma descoberta. A macaxeira cozida e amassada dá uma base cremosa e levemente adocicada que se casa perfeitamente com o sabor profundo do mocotó desfiado. É uma maneira de transformar o prato em algo mais homogêneo, um creme grosso que pode ser servido como entrada em taças, por exemplo.

É inusitado, mas funciona. A ocasião perfeita para ela é numa reunião mais informal, onde você quer servir algo que gere conversa. "O que será isso?" É a primeira pergunta. A resposta agrada quase todo mundo. Uma dica não óbvia: bate um pouco do caldo no liquidificador com a macaxeira para ficar ultra liso.

13º. Legumes que abraçam o caldo

Se você quer adicionar vegetais e nutrientes, essa é a rota. A sacada é cozinhar batata e cenoura na própria água do mocotó depois que a carne já está macia. Os legumes absorvem o sabor e ainda ajudam a engrossar ligeiramente o caldo com seu amido natural. É uma maneira de tornar o prato mais equilibrado e completo num só tacho.

Fica colorido e ainda mais reconfortante. Perfeito para quem quer uma refeição única e potente. Só cuidado para não cozinhar demais os legumes, senão eles desfazem. Você quer pedaços que ainda se sustentem.

14º. A ideia ousada: mocotó de frango

Olha, pelo nome a gente estranha, né? Mas na prática, é mais como um ensopado ou um frango desfiado bem molhadinho, engrossado com purê de batata. É gostoso, é prático e é uma forma de trazer o conceito do prato — um guisado encorpado — para quem talvez tenha receio do mocotó tradicional.

É uma receita família, que rende bastante e agrada a maioria. O ovo cozido picado por cima no final é o toque clássico que faz falta se você não colocar. Se você tá buscando um sabor reconfortante mas com um ingrediente mais corriqueiro, essa vai te salvar. É fácil e direto.

Ufa, quanta variedade, né? O mocotó é daqueles ingredientes que a gente subestima até conhecer suas possibilidades. Das clássicas às mais criativas, tem uma para cada momento e cada curiosidade. Qual dessas chamou mais sua atenção? Se você se aventurar em alguma, depois volta aqui para contar como foi a experiência, que trocar ideia sobre isso é sempre bom.

Última modificação em Segunda, 08 Dezembro 2025 01:11

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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