Se a ideia de bolinhos te animou, espera só para ver onde mais essa batata doce cozida pode te levar.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves).
Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos.
Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito.
Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.
2º. Panquecas que sustentam o dia
Autor: Paula Fit
Eu achava que panqueca doce e fofa era sinônimo de muita farinha e açúcar. Até testar essa versão. A batata doce cozida dá uma umidade e um corpo que dispensa um monte de coisa, sério. Fica aquela panqueca alta, que não murcha na hora de virar na frigideira, sabe? Dica de ouro: deixa a massa descansar uns cinco minutos antes de levar ao fogo. Parece besteira, mas a tapioca da massa hidrata e fica no ponto perfeito, sem ficar grudentona.
É o café da manhã ideal pra quem tem uma manhã agitada pela frente ou precisa de energia antes de treinar. Fica doce naturalmente, então eu costumo só finalizar com uma pitada de canela e uma fruta picada. Minha esposa Daiane adora fazer um lote no domingo e congelar, aí é só esquentar durante a semana. Funciona que é uma beleza.
3º. Linguiga e batata, tudo numa forma só
Autor: Delícias da Eleni
Isso aqui é a definição de jantar sem stress. Joga tudo na forma, tempera, cobre com papel alumínio e esquece no forno. A gordura que solta da linguiça vai penetrando na batata, que fica com um sabor incrível, meio defumado. A batata cozinha no vapor que fica ali dentro, então não resseca nunca.
O erro que a gente comete é não furar a linguiça antes. Se não fizer, ela pode estourar e a casquinha fica meio borrachuda. Fura com um garfo, deixa o sabor vazar e mingar por todo o fundo da forma. No final, tiro o alumínio e deixo mais uns minutinhos pra dourar. Praticidade que entrega um sabor de comida de domingo, num dia de semana qualquer.
Contrariando o que geralmente se pensa, a batata doce na omelete não deixa o negócio pesado. Pelo contrário. Ela dá uma cremosidade e tira aquele ar de "só ovo" que às vezes não sustenta. Eu bato os ovos bem, jogo na frigideira antiaderente bem quente e, quando começa a firmar embaixo, espalho aquele purê de batata doce por cima, com um pouco de queijo ralado. Dobre na metade e já era.
O resultado é uma omelete super recheada, nutritiva e que realmente segura a fome. Você não fica com aquela vontade de beliscar algo uma hora depois. Pra variar, às vezes coloro umas folhinhas de espinafre junto com o ovo. Fica lindo e ainda mais nutritivo.
Essa técnica é um daqueles pulos do gato que a gente aprende e nunca mais esquece. Joga a batata em cubos direto no açúcar na panela, sem água. Parece que vai queimar tudo, mas não. O açúcar derrete, vira um caramelo claro e vai cozinhando a batata no próprio vapor. Ela fica macia por dentro, com uma casquinha doce e brilhante por fora.
É perfeita pra servir como acompanhamento de uma carne mais salgada, tipo um pork chop. O contraste fica absurdo. Só cuidado na hora de mexer, no começo o açúcar gruda tudo, mas depois que dissolve e vira caldo, fica tranquilo. Uma receita que impressiona com muito pouco esforço.
Confesso que sou preguiçoso pra lavar batedeira. Essa receita caiu como uma luva. É tudo no bowl, misturando com uma colher de pau. A batata doce cozida e amassada garante que o bolo fique úmido por dias, e o leite condensado dá a doçura e aquele pesinho gostoso na massa. Fica com cara de bolo de padaria antiga, aquele que é simples mas todo mundo adora.
O ponto é não exagerar na farinha. Como a batata já é espessa, você precisa só do suficiente pra dar liga. Se colocar demais, o bolo fica seco. Eu peneiro a farinha aos poucos e paro de colocar quando a massa desgruda do bowl, mas ainda fica meio grudenta nas mãos. Esse é o sinal. Assa e fica uma beleza.
Depois de um dia cansativo, nada como um purê cremoso. O de batata doce tem um sabor mais aconchegante, sei lá. O segredo para ficar aveludado, sem pedacinhos, é passar a batata cozida ainda quente pelo espremedor. Liquidificador deixa muito pastoso, quase grudento. O espremedor dá aquela textura perfeita.
Aí, na panela, eu acrescento o leite já quente, quase fervendo. Se o leite estiver frio, o purê pode talhar. Mexo bem, coloco uma nozinho de manteiga e ajusto o sal. Fica liso, brilhante e com um cheiro que chama todo mundo pra cozinha. É o acompanhamento curinga para qualquer proteína.
Fazer a batata cozinhar junto com a carne é um golpe de mestre. Ela absorve todo o caldo saboroso e fica infinitamente melhor do que se fosse cozida separadamente. Para a carne ficar macia assim, o negócio é selar bem em fogo alto antes de acrescentar a água. Cria uma crosta escura cheia de sabor que depois se dissolve no cozimento.
Uso sempre patinho ou coxão mole. Coloco a batata em pedaços grandes para não desmanchar, e no final, ela fica inteira, mas macia como manteiga. O caldo fica ligeiramente adocicado e espesso, perfeito para jogar por cima de um arroz branco. Almoço de domingo garantido, sem frescura.
Isso aqui tem um quê de jantar romântico, mas é tão fácil que parece trapaça. Assa a batata inteira com casca até ficar macia, faz um corte no meio e abre. A polpa fica fofinha. Aí é só caprichar no recheio. Já fiz com frango desfiado ao molho branco, com brócolis e queijo, até com carne moída refogada.
A dica é não colocar o recheio muito úmido, senão a batata fica encharcada. Escorrer bem o que for de molho. Depois de montadas, é só dar uma voltinha no forno só para gratinar o queijo. Fica lindo no prato, sustenta bem e a melhor parte: suja pouca louça. O que a gente mais quer numa quarta-feira à noite, né?
Esse doce é uma experiência de textura. Ele fica firme, mas não duro, sabe? Dá para cortar em quadradinhos que mantêm o formato. O sabor é puro, bem de batata doce mesmo, sem máscaras. É aquele docinho que não enjoa, perfeito pra finalizar uma refeição ou tomar com um café forte.
O ponto é o mais importante. Você vai mexendo no fogo baixo até a massa começar a desgrudar do fundo da panela e formar uma bola. Parece que nunca vai acontecer, mas de repente, ela solta toda. É hora de tirar e colocar na forma. Paciência é a chave. O resultado é lindo e rende bastante.
Essa receita nasce de uma necessidade real: o fim do mês chegando e a geladeira meio vazia. Se tem batata doce, ovo e um pouco de farinha, você salva o lanche da tarde. A batata já cozida é a base, então a massa fica pronta em minutos. Dá para fazer doce, com uma pitada de canela, ou salgado, com ervas finas.
Para ficarem dourados e bonitos, eu passo um pouquinho de óleo nas mãos antes de moldar os bolinhos. Assim não gruda e cria uma casquinha mais uniforme no forno. Eles saem macios por dentro, com aquele sabor levemente adocicado que agrada todo mundo. A criançada devora.
Pão com batata doce é uma jogada genial para quem tem medo de trabalhar com fermentação. A batata ajuda a reter umidade e deixa a massa muito mais tolerante, menos suscetível a erros. Esse aqui fica com um miolo tão fofo e úmido que parece bolo. É ótimo para quem está começando no mundo dos pães caseiros.
Deixo a batata amassada bem fina, sem nenhum gruminho, para se incorporar completamente à farinha. E uso o leite morno, nunca quente, para ativar o fermento. O cheiro enquanto assa é divino. Corta ainda morno, passa uma manteiga e esquece. Vira o protagonista do café.
A Air Fryer é a melhor amiga da batata doce. Para cozinhar inteira, fura com um garfo, envolve em papel alumínio e deixa uns 40 minutos. Fica perfeita, sequinha por fora e cremosa por dentro. Mas a brincadeira fica séria quando você fatia fininho, tempera com sal e páprica e faz chips.
O segredo do chips é deixar as fatias bem, bem finas e uniformes. E não lotar a cesta. Elas precisam de espaço para o ar circular e ficarem crocantes. Sai uma porção gigante por uma fração do preço do pacote, sem conservante nenhum. Perigo: é viciante. É impossível parar de comer.
Massa de pizza com batata doce soa estranho, mas juro que funciona. Ela fica meio que uma massa estilo "pan", mais alta e macia, não aquela fina e crocante. É ótima para quem evita glúten ou só quer experimentar algo novo. A batata dá a liga que a farinha de trigo normalmente daria.
Usei farinha de arroz e deu super certo. A massa é bem grudenta no começo, então sovar com as mãos úmidas ajuda. E a pré-assada é essencial, senão o recheio molha tudo. Depois que sai do forno, ela fica firme por baixo, mas com um miolo bem fofinho. Uma experiência diferente e gostosa.
Para saber mais dessa receita incrível, acesse a receita acima e aproveite. Mas vou te adiantar: a graça tá na simplicidade. É misturar tudo numa tigela com uma colher. A batata doce cozida e amassada garante a cremosidade, então o bolo fica úmido mesmo sem muito óleo ou manteiga. É daqueles que você erra as medidas um pouco e ainda assim dá certo.
Fica perfeito para um café da tarde corriqueiro, sem pretensões. Polvilha açúcar de confeiteiro por cima enquanto ainda está morno, que derrete e faz uma casquinha doce. Bolo caseiro no sentido mais verdadeiro da palavra. Aquele que a gente faz mais pelo prazer de ter algo quentinho e feito em casa do que para impressionar.
Cansado de omelete e tapioca pura? Essa crepioca é a salvação. A batata doce dá um corpo e uma saciedade que a tapioca sozinha não consegue. A massa fica mais fácil de manusear na frigideira, não rasga fácil. E o sabor é neutro, combina com recheio doce ou salgado.
Eu bato ovo e a batata amassada primeiro, até ficar homogêneo. Depois acrescento a goma de tapioca e o sal. Se a mistura ficar muito espessa, coloco uma colher de água. A frigideira precisa estar bem quente antes de colocar a massa, senão gruda. Douro dos dois lados e recheio com o que tiver pela geladeira. Rotina de café da manhã transformada.
E então, qual será a primeira a quebrar a rotina na sua cozinha? Tem desde jantar rápido até doce para sobremesa, né? Me conta nos comentários se alguma te surpreendeu ou se já possui uma receita antiga com batata doce que é sucesso aí na sua casa. Adoro essas trocas!
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