Preparando a base seca:
- Pega uma tigela média e coloca o amido de milho, a farinha de trigo e o açúcar. Mistura bem com um fuet – eu faço isso uns 2 minutos até ficar tudo uniforme. Não precisa peneirar junto, mas se quiser pode.
Eu jurva que bem casado era daqueles doces impossíveis de fazer em casa. Até aceitar o desafio num curso de confeitaria e descobrir que o segredo tá no ponto exato da massa. A primeira leva ficou tão dura que minha esposa Daiane brincou que eram "bem divorciados". Mas a gente riu junto e fui tentando até acertar.
Depois de testar essa receita umas dez vezes, aprendi que a manteiga na temperatura ambiente é crucial, e que o amido de milho faz toda diferença na textura. Hoje faço tanto que até o Titan já reconhece o cheiro da goiabada derretendo, fica ali, de orelha em pé, esperando algum deslize meu.
Esse bem casado tradicional caseiro vai te surpreender pela simplicidade. A massa derrete na boca, o recheio cremoso equilibra perfeitamente, e o açúcar de confeiteiro dá aquele toque final digno de confeitaria. Quer impressionar na próxima festa? A receita completa tá aqui embaixo, testada e aprovada aqui em casa.
Usei margarina mesmo, mas se preferir manteiga também funciona. Só toma cuidado com a temperatura, tem que estar bem mole para incorporar direito na massa.
Essa receita de bem casado é daquelas que impressiona todo mundo, mas na real é bem tranquila de fazer. O segredo mesmo tá em não assar demais e na hora de sovar a massa até chegar no ponto certo. Na primeira vez eu exagerei no forno e ficaram duros, mas agora já peguei o jeito.
E aí, qual você prefere: com goiabada ou doce de leite? Conta aqui nos comentários qual versão fez e se descobriu algum segredo novo. Adoro saber das adaptações de cada um!
Essa é sempre a primeira dúvida! O bem casado caseiro dura até 10 dias em temperatura ambiente, num pote fechado. Se botar na geladeira, estica pra 15 dias, mas confesso que aqui em casa nunca dura tanto, a Daiane adora e some rápido.
Para congelar: usa bandejas em vez de sacos, e deixa um espaço entre eles pra não grudarem. No freezer dura de 30 a 60 dias tranquilo. Quando for descongelar, tira direto pra geladeira um dia antes.
Já errei tanto que poderia dar aula do que não fazer:
1. A Margarina Dura: Se a margarina não estiver realmente em temperatura ambiente, a massa não incorpora direito. Fica esfarelenta, não sova. Deixa fora da geladeira umas 2 horas antes, no inverno até mais.
2. O Forno Ansioso: Abrir o forno antes da hora é fatal. E cada forno é um forno, no meu dou 8 minutos, mas pode ser que no seu precise de 10. Fica de olho pelo vidro, quando as bordinhas começarem a dourar já tá no ponto.
3. O Açúcar Errado: Já tentei com açúcar refinado uma vez pra ver no que dava... não deu certo. O açúcar de confeiteiro é essencial porque é fininho e gruda direitinho.
Esse é o passo mais delicado. A massa começa farelenta, você acha que nunca vai dar certo. Mas vai sovando com as mãos que magicamente ela para de grudar nos dedos e fica lisinha.
Se depois de 5 minutos ainda estiver grudando, coloca mais uma colher de farinha. Se estiver quebrando muito, um pouquinho mais de margarina. O ponto ideal é quando você consegue fazer uma bolinha sem ela rachar.
Uma dica que aprendi: se o tempo estiver muito quente, trabalha com pedaços menores e guarda o resto na geladeira enquanto modela. A massa esquenta rápido na mão.
Esqueceu algum ingrediente? Sem problemas:
Sem açúcar de confeiteiro? Faz o seu: bate açúcar cristal com duas colheres de amido de milho no liquidificador até virar pó. Funciona igual!
Prefere manteiga? Pode trocar pela margarina, mas a massa fica um pouquinho diferente, mais quebradiça.
Outras essências: A baunilha é clássica, mas já fiz com essência de amêndoas e ficou incrível. Ou então raspa a semente de uma baunilha de verdade, o sabor fica mais complexo.
Cansou do tradicional? Essas são minhas favoritas:
Bem Casado de Doce de Leite: Um opção é colocar uma lata de leite condensado na panela de pressão e fazer o doce de leite perfeito para rechear. Leve ao fogo por 20 minutos na pressão.
Com Nozes: Adiciona nozes picadas bem fininhas na massa, dá uma crocância que combina demais.
Tropical: Mistura coco ralado no recheio de goiabada, parece esquisito mas fica viciante.
Chocolate: Substitui 2 colheres de amido por cacau em pó na massa, vira um casadinho de chocolate.
Recheio Duplo: Uma camada de goiabada, uma de doce de leite, para quem não consegue decidir.
Já vendi em algumas encomendas e aprendi bastante:
Faz em grande quantidade, o trabalho é basicamente o mesmo. E congela parte da produção nas bandejas, assim sempre tem estoque.
Invista em embalagens bonitas, aqueles saquinhos celofane com fita dourada fazem toda diferença. E uma etiquetinha com o nome personalizado.
Para eventos como casamentos, faz versões mini, corta com copo menor e fica mais delicado. Cabe mais na bandeja e o custo é quase o mesmo.
Quer impressionar mesmo? Esses detalhes fazem diferença:
Peneira o açúcar de confeiteiro por cima, fica mais uniforme e profissional.
Usa um saco de confeiteiro para o recheio, coloca a goiabada num e aplica com bico liso, fica perfeito.
Finaliza com fios de chocolate derretido, faz uns risquinhos por cima com chocolate meio amargo.
Serve em forminhas de papel, aquelas rendadas deixam lindos na bandeja.
1. A Ciência do Amido: O amido de milho não é só para dar liga, ele interfere diretamente na textura "derretente" do bem casado. Ele quebra a formação de glúten da farinha, resultando numa massa mais curta e que literalmente derrete na boca. É química pura a seu favor!
2. O Ponto Exato da Goiabada: Não é só amassar qualquer goiabada. Se estiver muito dura, 10 segundos no microondas resolvem. Mas cuidado: se esquentar demais, vira calda e encharca a massa. O ideal é que dê para espalhar mas ainda mantenha um pouco de corpo.
O bem casado é 100% brasileiro, criado provavelmente no século XX pelas doceiras portuguesas que se estabeleceram aqui. O nome vem da simbologia do casamento, duas metades que se completam perfeitamente.
Interessante que em Portugal existe algo similar chamado "queijinho do céu", mas nossa versão com goiabada ou doce de leite é bem brasileira mesmo. Virou tradição em casamentos, mas hoje em dia faz sucesso em qualquer comemoração.
Posso fazer a massa antes? Pode sim! A massa crua dura 2 dias na geladeira, só embrulha em filme plástico.
E se não tiver cortador? Copo funciona perfeitamente! Ou então modela bolinhas e achata com a mão, fica rústico mas gostoso.
Como evitar que queime embaixo? Usa duas assadeiras empilhadas ou coloca na grade mais alta do forno.
Posso congelar montado? Pode, mas o açúcar pode umedecer. Melhor congelar os discos assados e montar na hora.
Olha só, se tem uma coisa que me lembra festa de família (aquela bagunça boa, com mesa farta e todo mundo falando alto) é um bolo bem casado. Minha tia fazia um que até os vizinhos pediam receita, e olha que ela nem anotava direito, ia "no olho".
Com café forte é clássico, mas experimenta com chá de camomila, o contraste é interessante. Ou então com espumante doce em ocasiões especiais.
Em bandejas mistas, combina com docinhos de coco e brigadeiros, fica uma variedade legal.
E aí, preparado para se tornar mestre dos bem casados? Confesso que ainda me surpreendo com como algo tão simples pode ficar tão especial. Agora quero saber de você: já fez essa receita? Teve algum desafio? Descobriu alguma variação diferente? Conta tudo nos comentários, adoro trocar experiências e aprender com vocês!
O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.
Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.
Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?
Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.
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