Banoffee de Banana com Doce de Leite

  • Deixe seu dia mais doce com essa torta que irá surpreender toda sua família com tanta delícia, é fantástica!
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Eu sempre achei que fazer uma Banoffee de Banana digna de confeitaria era coisa de expert, até o dia que resolvi tentar uma versão simplificada aqui em casa. A Daiane, que é bem crítica com doces, deu o veredito: "É melhor que a daquela padaria famosa". Nem acreditei, mas foi o que ela disse.

O segredo tá na base de bolacha com manteiga, não pode economizar na manteiga, senão a massa desmancha na hora de cortar. Aprendi isso depois de algumas tentativas meio duvidosas. E o doce de leite? Prefiro fazer em casa, cozinhando a lata de leite condensado na pressão, porque o sabor fica mais autêntico e cremoso.

Essa receita é daquelas que engana pela simplicidade: em 40 minutos você tem uma sobremesa que parece saída de menu degustação. Vem comigo que vou te mostrar como transformar ingredientes básicos num espetáculo de sabor. A receita completa tá logo abaixo, passo a passo.

Receita de Banoffee de Banana com Doce de Leite: Saiba Como Fazer

Rendimento
12 fatias
Preparação
40 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 8 marcados

Para a base:

Para o recheio:

Para a cobertura:

Utensílios:

A primeira vez que fiz essa banoffee, usei menos manteiga na base e deu ruim, a massa não grudou direito. Agora sempre sigo essa medida certinha.

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

Fazendo a base crocante:

  1. Primeiro, pega as bolachas e quebra no processador. Se não tiver, coloca num saco plástico e amassa com um rolo, funciona quase tão bem, só fica um pouco menos uniforme.
  2. Derrete a manteiga no microondas, uns 30 segundos deve dar certo. Cuidado pra não explodir, já aconteceu comigo.
  3. Mistura a bolacha triturada com a manteiga derretida. Tem que ficar com textura de areia molhada, sabe? Se estiver muito seca, coloca mais um pouquinho de manteiga.
  4. Forra a forma com a mistura, apertando bem no fundo e subindo pelas laterais. Usa as costas de uma colher pra ajudar a compactar.
  5. Leva ao forno a 180°C por uns 5 a 10 minutos, só pra dourar levemente. Fica de olho porque queima fácil.

Montando as camadas:

  1. Enquanto a base esfria, descasca e corta as bananas em rodelas não muito finas, se ficarem muito fininhas, viram purê depois.
  2. Espalha o doce de leite sobre a base já fria. Se estiver muito firme, esquenta um pouquinho pra facilitar.
  3. Arruma as bananas por cima do doce de leite, fazendo uma camada bonita. Eu gosto de sobrepor um pouco as rodelas.
  4. Dica: passa um pouco de suco de limão nas bananas se não for servir logo, evita escurecer.

Preparando o chantilly:

  1. Num bowl limpo e seco, coloca o creme de leite fresco com o açúcar. Bate com fouet ou batedeira até ficar firme.
  2. O ponto certo é quando você vira o fouet e o creme fica lá em cima, não cai. Se não tiver fouet, uma batedeira comum resolve.
  3. Espalha o chantilly sobre as bananas com cuidado. Uso uma espátula de bolo pra deixar bem lisinho.
  4. Finaliza com canela polvilhada por cima. Gosto de fazer uns desenhos com o coador, fica bonito.

Hora de descansar:

  1. Tira o aro da forma com cuidado, se grudou em algum lugar, passa uma faca fina ao redor.
  2. Leva pra geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir. Eu prefiro deixar de um dia pro outro, fica ainda melhor.
  3. Essa torta rende bem na geladeira, dura uns 3 dias tranquilo. Se é que sobra, né?

Essa banoffee é daquelas receitas que todo mundo acha que é difícil, mas na verdade é bem simples. A Daiane sempre pede quando temos visita, virou nosso cartão de visitas doce. O mais legal é que você pode adaptar, já fiz com biscoito maisena, com chocolate granulado por cima, até com um pouco de café no chantilly.

O segredo mesmo tá na base bem compactada e no chantilly no ponto certo. Já tentou fazer banoffee antes? Conta aqui nos comentários se deu certo ou se teve alguma dúvida no preparo. Adoro trocar ideias sobre essas adaptações!

Quer dominar a Banoffee? Essas dicas vão te ajudar a fazer a melhor da sua vida!

Quanto tempo dura essa belezura?

Na geladeira, bem tampada com filme plástico, ela aguenta firme por até 3 dias. Mas tem um segredo: depois do primeiro dia, a base pode perder um pouco o crocante. É normal, mas ainda fica uma delícia.

Aqui em casa, a Daiane já tentou congelar uma vez, mas não recomendo muito. O chantilly fica meio esponjoso depois de descongelar e as bananas perdem a textura. Melhor fazer e consumir fresquinha, sério.

Os 3 pecados capitais da Banoffee (e como evitar)

Já errei tanto fazendo essa receita que até a Day falava "de novo, Rafael?". Anota aí:

Primeiro: base com pouca manteiga. Se a mistura de bolacha não ficar com textura de areia molhada, na hora de cortar vira uma guerra. A medida da receita é sagrada.

Segundo: doce de leite muito firme. Se você comprar pronto e ele estiver duro, esquenta um pouquinho no microondas antes de espalhar. Assim não destrói a base na hora de montar.

Terceiro: chantilly que vira líquido. O bowl tem que estar limpo e seco, sério. E o creme de leite bem gelado. Já aconteceu de eu ter que fazer de novo porque o primeiro virou uma sopa.

Trocas inteligentes para quando falta algo

Sem bolacha simples? Use maisena, ou até aquelas de água e sal. Fica diferente, mas ainda bom. Uma vez usei biscoito de chocolate e a Day adorou, mas aí fica bem doce.

Se não tem creme de leite fresco para o chantilly, dá para usar o chantilly pronto em lata. Não fica tão bom, mas quebra o galho. Ou então faz um creme chantilly com o de caixinha mesmo, seguindo as dicas do site.

Para quem não come lactose: use manteiga sem lactose, doce de leite vegano (tem de amendoim que fica incrível) e chantilly de bebida vegetal. Já testei para uma visita e funcionou.

Versões para todo mundo aproveitar

Sem glúten: troca a bolacha por uma versão sem glúten. As de arroz funcionam bem, mas precisa de um pouco mais de manteiga para ligar.

Low carb: essa é mais ousada, mas já fiz. A base fica com amêndoas moídas, manteiga e adoçante. O recheio com doce de leite low carb (tem várias receitas por aí) e bananas verdes. Fica diferente, mas mata a vontade.

Versão proteica: no chantilly, mistura whey protein sabor baunilha. Fica uma delícia e dá uma turbinada. Só não exagera para não ficar amargo.

Hacks que mudam tudo (e ninguém conta)

Quer uma base perfeita? Usa o fundo de um copo para apertar a massa. Fica bem mais lisa e compacta do que com a colher.

Para o chantilly bater mais rápido: deixa o bowl e o fouet no congelador por 10 minutos antes. Parece bobagem, mas faz uma diferença absurda.

E essa é de ouro: passa um fio de chocolate derretido na base antes de colocar o doce de leite. Além de ficar mais gostoso, cria uma barreira que mantém a base crocante por mais tempo. Aprendi com um confeiteiro e nunca mais deixei de fazer.

A parte mais crítica: a hora de desenformar

Isso aqui já foi meu pesadelo, até que a Day deu a ideia: passa uma faca longa e fina ao redor TODO, não pode pular nenhum pedaço. Depois, abre o aro removível devagar, começando por um lado.

Se ainda assim estiver grudando, esquenta um pano úmido e envolve a forma por uns 30 segundos. O calor ajuda a soltar a manteiga. Funciona que é uma maravilha.

Cansou do tradicional? Inventa!

Já fiz versão com café: coloca uma colher de café solúvel no chantilly. Fica com um sabor incrível, principalmente para servir depois do almoço.

Versão tropical: no lugar da banana, usa manga palmer. E no chantilly, raspa um pouco de coco ralado. Parece estranho, mas combina demais.

Para os chocólatras: entre a base e o doce de leite, coloca uma camada de ganache de chocolate meio amargo. Aí sim, vira uma sobremesa de restaurante chique.

O que servir junto?

Um café espresso forte é o clássico, mas um chá preto com bergamota também fica incrível. A acidez corta a doçura na medida certa.

Se for para uma ocasião especial, serve com uma bola de sorvete de baunilha. O quente com o frio é sempre uma combinação vencedora. E para beber, um licor de café ou até mesmo um whisky mais suave.

Da festa infantil ao jantar chique

Para aniversário: faz em potinhos individuais. Fica mais fácil de servir e as crianças adoram. Decora com confeitos coloridos.

Jantar romântica: monta em taças de sobremesa, faz uma camada bem bonita e finaliza com raspas de chocolate meio amargo. A Day sempre pede quando a gente faz um jantar especial em casa.

Festa de família: faz na forma tradicional mesmo, mas decora com chantilly pipocado e nozes picadas. Fica linda na mesa e rende bastante.

Deu tudo errado? Calma, tem salvação

A base quebrou toda? Transforma em um trifle. Coloca os pedaços no fundo de taças, depois o doce de leite, bananas e chantilly. Ninguém vai nem perceber que não era a ideia original.

O chantilly não bateu? Dá uma olhada nas dicas de creme chantilly do site. Se mesmo assim não deu certo, usa chantilly em spray. Não é o ideal, mas quebra o galho.

As bananas escureceram? Polvilha mais canela por cima, ou cobre com chocolate derretido. Disfarça total.

Modo economia ligado

Na época mais cara da banana, uso apenas duas em vez de três. Aumenta um pouco a camada de doce de leite para compensar.

Em vez de comprar doce de leite pronto, faz em casa com a lata de leite condensado. Sai bem mais barato. Só seguir a diga de cozinhar na pressão por 30 minutos que fica perfeito.

E as bolachas: espera ter aquelas de marca branca em promoção. Como vamos triturar, não faz diferença no sabor final.

Duas coisas que ninguém fala sobre Banoffee

Primeiro: a torta fica melhor no dia seguinte. Sério. O sabor integra mais, o chantilly estabiliza e as bananas liberam um pouco do doce para o conjunto. Sempre faço um dia antes de servir.

Segundo: a altura ideal das camadas. A base deve ter 1,5cm, o doce de leite 1cm, as bananas 1cm e o chantilly 2cm. Parece frescura, mas essa proporção faz cada garfada ter todos os sabores na medida certa. Aprendi isso depois de fazer umas 10 vezes.

De onde veio essa maravilha?

A Banoffee Pie é inglesa, criada nos anos 70 pelo chef Ian Dowding. O nome vem da junção de BAnana e tOFFEE (caramelo, que no caso é o doce de leite).

Ele adaptou uma receita americana que usia maçã e criou essa versão com bananas e doce de leite. Em pouco tempo virou febre nos pubs ingleses e depois no mundo todo.

O legal é que ela chegou no Brasil com força total, mas a gente adaptou usando mais doce de leite que o caramelo tradicional. Na minha opinião, até ficou melhor.

Perguntas que sempre me fazem

Posso congelar? Não recomendo. As bananas ficam ruins e o chantilly perde a textura.

Posso fazer sem forma de aro removível? Pode, mas fica bem mais difícil de servir. Se for o caso, faz em uma forma de vidro e serve direto nela.

Qual banana é melhor? A nanica é mais doce e fica mais macia. A prata segura melhor o formato. Eu prefiro a nanica, mas vai do gosto.

Por que minha base fica mole? Ou é pouca manteiga, ou não compactou bem, ou não deixou dourar o suficiente no forno. As três coisas juntas são o ideal.

E aí, preparado para fazer a Banoffee mais incrível da sua vida? Essas dicas são tudo que aprendi errando e acertando na cozinha. A Day sempre brinca que virou minha cobaia, mas no fundo ela adora ser a primeira a experimentar.

Se fizer, me conta nos comentários como ficou! Teve alguma dúvida? Inventou alguma variação diferente? Adoro saber das experiências de vocês na cozinha. E se tiver uma dica que eu não incluí aqui, compartilha também, sempre aprendo coisas novas com os leitores.

Última modificação em Terça, 11 Novembro 2025 20:51

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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