Depois de dominar a base, que tal explorar essas variações incríveis do creme inglês?
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves).
Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos.
Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito.
Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.
2º. Quando a baunilha de verdade faz toda diferença
Autor: Nando na Cozinha
Eu sempre usei essência de baunilha até descobrir como a fava muda completamente o jogo. A primeira vez que raspei uma vagem fresca, o aroma que tomou a cozinha foi algo surreal, parecia aquelas confeitarias finas que a gente visita em sonho.
O segredo que ninguém conta: depois de raspar as sementes, jogue a vagem vazia no açúcar e guarde por uns dias. Vira um açúcar aromatizado que dá um up em qualquer receita doce. E sobre a dica da espátula, é verdade mesmo, fuê incorpora ar demais e pode deixar o creme com bolhas.
3º. Para quando o jantar precisa de um final memorável
Autor: Jociane Cherba
Confesso que tinha certo preconceito com sagu, achava coisa de vó, sabe? Mas essa combinação com vinho tinto me fez repensar tudo. O contraste entre o doce suave do creme e o sabor intenso do vinho é uma daquelas surpresas gastronômicas que a gente não esquece.
Uma dica que aprendi: use um vinho que você tomaria normalmente, nada daqueles de cozinha. E sobre os benefícios, é bom mesmo, mas vamos combinar que a gente come pelo prazer, né? O resto é bônus.
Todo mundo já fez a piada do "pra ver ou pra comer", mas a verdade é que pavê com creme inglês é uma daquelas combinações que simplesmente funciona. Eu costumo fazer em camadas bem fininhas, creme, biscoito, creme, biscoito, porque fica com uma textura mais interessante.
O leite condensado realmente ajuda na consistência, mas cuidado para não exagerar ou fica enjoativo. Ah, e deixa na geladeira por pelo menos 4 horas antes de servir, senão vira uma sopa na hora de cortar.
Minha sogra é diabética e foi por causa dela que comecei a testar versões com adoçante. O xilitol realmente é o que funciona melhor, não deixa aquele gosto residual estranho que alguns adoçantes deixam.
Só toma cuidado com uma coisa: ele adoça mais que o açúcar comum, então usa uns 30% menos. Já errei isso e o creme ficou impossível de comer, doce demais até pra quem não tem restrição. Aprendi na marra.
Fazer sorvete em casa sempre me pareceu coisa de profissional, até descobrir que com creme inglês fica bem mais simples. O segredo está em deixar esfriar completamente antes de levar ao freezer, se estiver morno, forma cristais de gelo.
Essa dica dos flocos de neve é valiosa mesmo. Eu costumo mexer a cada meia hora nas primeiras duas horas, assim quebra os cristais e fica mais cremoso. Dá trabalho? Dá. Vale a pena? Muito.
Teve uma vez que eu fiz um bolo básico de fubá que ficou meio sem graça, até cobrir com esse creme inglês. Transformou completamente o doce, parecia outra receita. É incrível como um creme simples pode elevar um bolo comum.
Espera esfriar completamente antes de usar como recheio, senão derrete tudo. E se for guardar, cobre com filme plástico encostado na superfície do creme para não formar aquela película chata em cima.
Ao contrário do que as pessoas pensam, lemon curd não é difícil, o truque está em cozinhar em banho-maria para as gemas não coalharem. Minha primeira tentativa foi direto no fogo e, bom, digamos que virou uma omelete doce.
Usa limão siciliano mesmo, vale a pena. E as raspas são importantes, elas liberam óleos essenciais que dão um perfume incrível. Dura na geladeira facilmente uma semana, se é que alguém consegue resistir tanto tempo sem comer.
Qual dessas versões combina mais com seu estilo? Eu particularmente adoro a do limão, mas a com fava de baunilha é uma tentação à parte. Se testar alguma, me conta nos comentários como foi sua experiência, sempre aprendo muito com as adaptações de vocês!
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