12 Receitas de Karê Perfeito Para Dominar essa Maravilha Japonesa

  • Um ótimo prato principal para o dia a dia
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O que um cozido brasileiro e um prato japonês têm em comum? Mais do que você imagina. Descobri isso quase por acidente, tentando recriar o karê que comi num restaurante tempos atrás.

Depois de várias tentativas com o curry muito forte ou muito fraco, aprendi que o segredo está nos tabletes de ardência controlada. Eles dão aquele ponto perfeito entre o picante e o adocicado que caracteriza o karê autêntico. A técnica de refogar a cebola bem devagar também faz toda diferença no sabor final.

Hoje esse prato virou coringa aqui em casa nos dias mais corridos. É uma daquelas receitas que todo mundo gosta, e o melhor, rende bastante. Até congelo porções para a semana.

Vou te mostrar como fazer essa versão com frango que conquista até quem torce o nariz para comida japonesa. O passo a passo está logo abaixo.

Receita de karê com tablete: Saiba Como Fazer

Rendimento
3 porções
Preparação
35 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 17 marcados

Para a base do karê:

Para o tempero e finalização:

Essa receita é bem versátil, se não tiver algum ingrediente, dá pra improvisar. Já usei abóbora no lugar da cenoura e ficou ótimo também.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 450g (1/3 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 385 kcal 19%
Carboidratos Totais 32.5g 11%
   Fibra Dietética 4.2g 17%
   Açúcares 6.8g 14%
Proteínas 24.8g 50%
Gorduras Totais 18.3g 23%
   Saturadas 3.8g 19%
   Trans 0g 0%
Colesterol 65mg 22%
Sódio 980mg 43%
Potássio 890mg 19%
Vitamina A 420µg 47%
Vitamina C 45mg 50%
Ferro 2.8mg 16%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Alto em Proteína: 25g por porção
  • Boa Fonte de Fibras: 4g por porção
  • Rico em Vitaminas: A e C dos legumes
  • Sem Glúten: Ingredientes naturais

Alertas & Alérgenos

  • Sódio moderado-alto – Atenção hipertensos
  • Verificar tablete e caldo para alérgenos específicos
  • Insight: Rico em proteína magra e vegetais, equilíbrio bom de macros

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Preparando os ingredientes:

  1. Começa temperando o frango numa tigela com sal, pimenta do reino, cominho e o curry em pó. Mistura bem com as mãos mesmo, fazendo uma massagem pra pegar bem o tempero. Reserva enquanto prepara os legumes.
  2. Pica a cebola e o alho em cubinhos pequenos. A cenoura corta em rodelas não muito finas, a batata em cubos médios e o pimentão em fatias fininhas. Tenta deixar tudo mais ou menos do mesmo tamanho pra cozinhar uniforme.

Refogando e cozinhando:

  1. Numa panela grande, coloca um fio de azeite e refoga a cebola em fogo baixo. Isso aqui é importante, deixa a cebola dourar devagar, quase caramelizar. Ela vai dar um sabor doce que combina demais com o curry.
  2. Adiciona o alho e o pimentão, mexe mais um minutinho até soltar aquele cheiro bom. Acrescenta o óleo de gergelim e o frango temperado. Deixa dourar bem por uns 5 minutos, mexendo de vez em quando.
  3. Coloca a batata, a cenoura e a água. Tapa a panela e deixa cozinhar em fogo médio por uns 20 minutos, ou até os legumes ficarem macios. Dá uma espiada de vez em quando pra ver se não tá secando demais.

Finalizando o karê:

  1. Quando os legumes estiverem no ponto, adiciona o caldo (ou konsome se tiver), os tabletes de curry, o molho de tomate e o molho inglês. Mexe bem até os tabletes dissolverem completamente.
  2. Tampa de novo e deixa cozinhar por mais uns 5-7 minutos, até o caldo engrossar e ficar naquele creminho característico do karê. Prova e ajusta o sal se precisar, às vezes o tablete já é bem temperado.
  3. Desliga o fogo e já pode servir. Fica ótimo com arroz branco bem soltinho, que é o clássico mesmo.

Uma vez a Daiane resolveu colocar os tabletes no começo junto com os legumes... bom, o curry acabou ficando muito concentrado e perdeu um pouco o equilíbrio. Melhor seguir a ordem mesmo, esses tabletes são sensíveis ao cozimento prolongado.

Esse karê de frango é daqueles pratos que enganam pela simplicidade. Parece complicado, mas na verdade é um cozido bem direto que fica pronto em pouco tempo. O cheiro que fica na cozinha é tão aconchegante que até vizinho já comentou comigo.

E aí, já tentou fazer karê caseiro? Se testar essa receita, conta pra gente como ficou o seu, se descobriu algum truque na hora de refogar, se ajustou a ardência dos tabletes, ou se inventou alguma variação com outros legumes. Adoro saber das experiências de vocês na cozinha!

Quanto tempo dura essa maravilha?

O karê fica top na geladeira por até 3 dias, mas eu já arrisquei 4 e sobrevivi para contar a história. Se quiser guardar por mais tempo, congela! Dura uns 2 meses tranquilo - só descongelar na geladeira e esquentar na panela com um fio de água pra não ressecar. Dica bônus: separe em potinhos individuais antes de congelar, aí não precisa descongelar tudo de uma vez.

Será que engorda?

Cada porção tem 385 calorias (conforme tabela nutricional completa abaixo dos ingredientes). Não é light, mas também não é um pecado capital. Se quiser reduzir, tira a batata ou usa menos óleo - mas aí perde um pouco da graça, né? A Daiane sempre fala que "se for pra fazer, que faça direito", e eu concordo!

Tá faltando ingrediente? Relaxa!

• Sem frango? Usa carne bovina ou até tofu pra versão vegana
• Pimentão caro? Pula ou bota um pouco de páprica doce
• Óleo de gergelim sumiu? Taca um pouco de amendoim torrado por cima na hora de servir
• Tablete de karê acabou? Mistura curry em pó com um pouco de farinha e pimenta - fica parecido (mas não igual, vamos ser sinceros)

Os 3 pecados capitais do karê

1. Refogar a cebola com pressa: se não dourar direito, perde metade do sabor. Paciência, jovem padawan!
2. Cozinhar os legumes demais: vira papa. 20 minutos é o limite, depois vira baby food
3. Botar o tablete no começo: o segredo é colocar só no final, senão o sabor some todo

Truques que ninguém te conta

• Usa água quente pra cozinhar os legumes - fica pronto mais rápido e não resseca o frango
• Bota uma folha de louro enquanto cozinha - dá um up no sabor que você nem imagina
• Se o caldo não engrossar, dissolve 1 colher de chá de amido de milho em água fria e mistura
• Passe alho no pão torrado que vai acompanhar - trust me, você vai me agradecer depois

O que serve junto?

• Arroz branco é clássico, mas experimenta com arroz de jasmim - fica divino
• Picles de gengibre pra cortar a gordura
• Uma cerveja bem gelada ou saquê quente no inverno
• Se quiser inovar, serve com pão naan caseiro (eu tenho uma receita ótima, me cobrem nos comentários)

Karê versão 2.0

Quer impressionar? Faz a versão "fusion":
• Bota pedacinhos de abacaxi junto com os legumes - fica doce e picante ao mesmo tempo
• Troca o frango por camarão e usa leite de coco no lugar da água
• Faz uma versão "brunch" com ovo pochê por cima - quando o ovo quebra, vira molho extra

Modo "conta no vermelho"

• Usa só metade do frango e bota mais batata e cenoura
• Faz teu próprio tablete: mistura curry, pimenta, farinha e caldo de legumes em pó
• Compra os legumes de feira (sempre mais barato que supermercado)
• Congela as sobras de pimentão e cebola pra próxima vez

O pulo do gato

A parte mais chata é esperar o caldo engrossar sem queimar. Fica de olho:
• Fogo sempre baixo depois de botar o tablete
• Mexe de vez em quando, principalmente no fundo da panela
• Se começar a grudar, tira do fogo e muda pra outra panela limpa
Já queimei um karê inteiro por distração - a Daiane não me deixou esquecer até hoje...

Sobrou? Transforma!

• Vira recheio de pastel: embrulha na massa e frita
• Mistura com arroz e faz bolinho frito
• Bota no liquidificador com mais água e vira sopa
• Recheia uma torta salgada com massa podre
Sério, essa receita tem mais vidas que gato!

Modo "MasterChef"

Quer deixar chique pra visita?
• Finaliza com gergelim torrado e cebolinha picada
• Usa karê gold (aquele tablete premium japonês)
• Coloca em tijelinhas individuais e decora com um raminho de coentro
• Serve com furikake por cima do arroz - vira outro prato!

2 fatos que vão te surpreender

1. O karê japonês na verdade veio da Índia, passou pela Inglaterra e só depois chegou no Japão - é tipo um prato com passaporte carimbado!
2. O tablete tem farinha justamente pra dar aquela cremosidade - por isso não adianta só usar curry em pó

Perguntas que todo mundo faz

Pode usar leite de coco? Pode, mas fica mais doce - compensa com mais pimenta
Congela bem? Melhor que muita coisa - só não congela a batata sozinha, fica esquisita
Por que meu karê fica aguado? Ou botou água demais, ou não deixou o tablete dissolver direito
Dá pra fazer sem tablete? Dá, mas não fica a mesma coisa - é tipo pizza sem queijo

Sabia que...

No Japão, o karê é tão popular que tem até máquina de vender em saquinhos prontos? E tem versão até em pão - chama kare pan. Aqui em casa a gente brinca que é o "strogonoff oriental", porque todo mundo tem sua própria versão. A minha leva um toque de gengibre ralado, mas isso é segredo...

Depois de dominar o básico, que tal explorar essas variações incríveis do karê?

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.

2º. Quando o karê vira um prato completo

Autor: Joyce Kitamura

Confesso que demorei pra entender a diferença entre o karê comum e o raisu, mas é simples: enquanto um é mais molho, o outro é praticamente uma refeição completa. A jogada do frango empanado com panko é genial, fica tão crocante que quase não parece a mesma receita.

O que eu gosto nessa versão é que resolve aquele problema de ter que pensar em acompanhamentos. Já fiz num domingo à tarde e rendiu pra duas refeições, o que pra mim é sempre um critério importante. Só toma cuidado com a quantidade de curry, porque com o caldo de frango já tem bastante sabor.

3º. Para quem ama textura crocante

Autor: Angela Inoui

Essa receita rice é daquelas que enganam pelo visual simples mas tem uma técnica interessante no preparo do filé. Aprendi com ela que o segredo está em deixar a carne em temperatura ambiente antes de empanar, faz uma diferença absurda na textura final.

Já testei com sobrecoxa e ficou bom também, mas a versão original com filé é mesmo imbatível. É um daqueles pratos que parece de restaurante mas você faz em casa, sabe? Só não esquece de servir na hora, porque o empanado perde a graça se ficar muito tempo no molho.

4º. A versão prática que virou lanche

Quem diria que karê daria certo dentro de um pão, né? Essa versão pan é ideal para quem tem preguiça de lavar louça, sério, suja bem menos panelas. A primeira vez que executei a receita, a Daiane estranhou a ideia, mas depois confessou que adorou a praticidade.

Dica: se for fritar, não enche muito o recheio senão abre na hora. E se quiser uma versão menos pesada, dá pra assar no forno também, fica diferente, mas ainda assim gostoso. Perfeito para aqueles dias que você quer algo rápido mas não quer delivery.

5º. O clássico que nunca falha

Essa receita de curry japonês tradicional me lembra aqueles pratos que melhoram no outro dia, sério, se sobrar, guarda que fica ainda mais saboroso. A versatilidade é o ponto forte: funciona com carne de porco, frango ou boi, dependendo do que tiver na geladeira.

O que eu aprendi aqui foi a importância de refogar bem os legumes antes de adicionar o líquido. Parece bobagem, mas faz o sabor mudar completamente. É daquelas receitas que você pode fazer no domingo e ter almoço garantido para parte da semana.

6º. Para emergências culinárias

Já aconteceu com você de querer karê mas não ter o tablete de curry? Pois é, comigo sim, várias vezes. Essa versão rápida salva porque usa amido de milho ou farinha pra dar a cremosidade, não fica igual, mas quebra um galho enorme.

A textura fica um pouco diferente, vou ser sincero, mas o sabor surpreende. É ideal para quando você prometeu fazer karê mas esqueceu de comprar o ingrediente principal. Dá pra fazer em 20 minutos se cortar os legumes bem pequenos.

7º. Para iniciantes sem medo

Se você está começando agora na cozinha japonesa, essa versão fácil é um bom ponto de partida. As dicas são bem claras sobre os temperos básicos, coisa que eu demorei pra aprender sozinho.

O legal é que ela não assume que você já sabe tudo, explica desde como escolher os legumes até o ponto certo do molho. Já indiquei pra uns amigos que tinham medo de tentar e todos conseguiram fazer na primeira tentativa. Isso diz muito, né?

8º. Quando cansar do arroz

Udon com karê é uma daquelas combinações que eu nem imaginava que funcionaria, mas funciona demais. O macarrão absorve o molho de um jeito diferente do arroz, fica mais cremoso, quase uma sopa grossa.

Precisa de um pouco mais de cuidado com a consistência do molho, porque se ficar muito grosso não envolve bem o macarrão. Mas quando acerta o ponto, é um prato reconfortante ideal para dias mais frios. Dá até vontade de comer direto da panela.

9º. Para puristas da cozinha

Fazer o karê totalmente caseiro, sem tabletes industrializados, é um projeto para quando você tem tempo e paciência. Mas o resultado é tão diferente que vale o esforço, o sabor fica mais limpo, menos "embalagem".

O amido de milho aqui é só pra dar liga, o gosto mesmo vem dos temperos naturais. Confesso que não faço sempre porque dá mais trabalho, mas quando faço, percebo como os tabletes têm um sabor muito característico. É bom pra entender o que você está comendo de verdade.

10º. Para os fãs de carne bovina

A maioria das receitas de karê leva frango, mas essa versão com carne bovina é uma quebra de padrão interessante. A carne fica incrivelmente macia se você seguir o tempo de cozimento, não pode ter pressa.

O molho fica mais encorpado, quase um estrogonofe japonês. Já servimos para visitas que não eram fãs de culinária japonesa e todas adoraram, justamente por lembrar pratos brasileiros. É uma boa porta de entrada para quem tem resistência.

11º. A essência do karê tradicional

Essa receita à moda japonesa é provavelmente a mais próxima do que se come no Japão de verdade. A comparação com o cozido brasileiro não é à toa, tem a mesma função comfort food, aquela comida que acalma.

O equilíbrio de sabores aqui é mais suave que nas versões ocidentalizadas. Dá pra perceber que não é só sobre ser picante, mas sobre como os ingredientes conversam entre si. É educativo para o paladar, sério.

12º. O clássico do frango

Essa é daquelas receitas que eu volto sempre, frango é mais barato, cozinha rápido e todo mundo gosta. A dica que peguei aqui foi sobre usar diferentes partes do frango para variar o sabor.

Sobrecoxa dá mais gordura e sabor, peito fica mais light. Já testei as duas e realmente muda o carácter do prato. É o tipo de versão que você pode adaptar conforme o orçamento do mês, o que pra mim é um critério importante na cozinha do dia a dia.

E aí, qual dessas chamou mais sua atenção? Cada uma tem o seu charme especial. Se testar alguma, volta aqui pra contar como foi, adoro trocar ideia sobre essas adaptações na cozinha!

Última modificação em Quinta, 27 Novembro 2025 09:49

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

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