Inspiração não falta: veja essa seleção de receitas veganas que realmente funcionam.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves).
Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos.
Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito.
Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.
2º. Churrasco vegano: a fumaça que conquista
autor: Presunto Vegetariano
Deixa eu te contar uma coisa: o maior medo de quem começa nesse caminho é achar que vai ter que abandonar o domingo na varanda com o cheiro de churrasco. Esse vídeo prova que não. A magia não está só na carne, está na técnica, na fumaça, no tempero defumado que gruda no alimento.
Já fiz com palmito pupunha e com pedaços grandes de berinjela. O segredo é a marinada longa, um bom carvão e a paciência de assar no fogo indireto. Fica com aquele sabor inconfundível que faz os vizinhos perguntarem o que tá no espeto. É pura alquimia.
3º. Bolo de festa: para quando a ocasião pede grandiosidade
autor: TÁ NA MESA VEGG
Todo mundo merece um bolo lindo e fofinho no seu dia, não importa a dieta. Esse de chocolate com morango é daqueles que desarma qualquer preconceito. A textura é tão boa, tão úmida, que você esquece que não leva ovo ou manteiga.
Aqui, o trabalho vale a pena. Separa um fim de semana, coloca uma música e vai com calma. A dica de ouro é não subestimar o poder da maçã ou da banana amassada para dar liga e doçura natural. O resultado é digno de vitrine de confeitaria, sério.
Às vezes a vontade é de um chocolate puro, sem complicação, sabe? Esse aqui é a resposta mais rápida e honesta que já encontrei. Três ingredientes, panela, e pronto. A base é manteiga de cacau, que dá aquela textura que derrete na boca do jeito certo.
Dá para brincar. Já coloquei raspas de laranja, castanhas picadas, uma pitada de sal flor. Guarda em potinho na geladeira e quebra um pedacinho quando a tarde fica cinza. É um projeto de 15 minutos que te recompensa por semanas.
Pizza é meu teste definitivo para qualquer culinária alternativa. Se a massa ficar borrachuda ou sem graça, já era. Essa receita, porém, acertou em cheio. A massa é elástica, assa com aquelas bolhas douradas e a borda fica crocante.
Caprichar no molho é lei, mas o que mudou meu jogo foi a sugestão de massa de batata doce. Fica ligeiramente adocicada, combina absurdamente bem com recheios defumados ou picantes. É um contraste que funciona demais. Experimenta e me diz.
Isso aqui é um coringa que salva vidas. Quando a receita pede um queijo derretido ou um creme saboroso e você não tem nada pronto, três minutos são suficientes. A base é castanha de caju, que dá uma cremosidade e um corpo que lembra muito os queijos reais.
Uso para tudo: espalhar na torrada do café, como base para molho de macarrão, até como recheio de tapioca. Ajusta o sal, coloca um pouco de suco de limão para avivar, e tá pronto. É mágica pura.
Brigadeiro tem que ser denso, grudento e com aquele ponto que enrola na colher. Essas três versões cobrem todas as necessidades: o clássico, um com frutas e outro mais elaborado. O segredo, descobri, está no tipo de leite condensado vegetal que você faz.
Faz uma fornada do básico e congela em potinhos. Quando bate aquela vontade inesperada de doce à noite, é só descongelar e ficar feliz. É o tipo de preparo que tira o drama de ser vegano em uma festa, porque todo mundo vai querer também.
Hambúrguer sem maionese é só um pão com salada. Essa versão com leite de soja é genial porque funciona. O sabor é neutro, a textura é cremosa e ela emulsifica direitinho, não talha fácil. É a base para fazer outros molhos também, tipo um tarê ou um rosé.
Uma coisa que ninguém fala: bate no liquidificador com o óleo em fio fino, mas deixa um pouco mais que o normal. Ela fica mais estável na geladeira. Fiz esse ajuste por tentativa e erro, e agora dura uma semana fácil.
Fazer pão em casa é terapêutico, e vegano não é diferente. A ansiedade é a mesma: será que vai crescer? A recompensa também: aquele cheiro que invade a casa toda. Essa receita é tranquila, sem ingredientes estranhos, e o pão fica macio por dentro, perfeito para passar uma geleia ou um patê.
Deixa a massa descansar o tempo que pede, sem pressa. O fermento biológico é democrático, não liga se você usa leite vegetal. O forno bem aquecido faz o resto. Quando tirar, espera esfriar um pouco antes de cortar, é um exercício de paciência que vale a pena.
Essa é para apresentar para quem torce o nariz. A casca fica crocante, o recheio cremoso e saboroso, e o formato é tão reconfortante que o cérebro simplesmente aceita. Usei jaca verde desfiada no lugar do frango e ficou impressionante, a textura é muito parecida.
O ponto da massa de batata é crucial. Tem que estar firme, não grudenta. Enfarinha as mãos bem na hora de modelar, e a fritura em óleo quente é rápida. Saem douradas e sequinhas. Uma verdadeira obra de engenharia de comida afetiva.
Esse prato resolve o jantar de domingo para todo mundo, sem exceção. A troca do creme de leite por castanhas é uma jogada de mestre. Dá corpo, um sabor levemente adocicado e aquela cremosidade aveludada que define um bom strogonoff.
Os cogumelos são os heróis. Refoga bem até eles soltarem a água e ela evaporar, senão o molho fica aguado. Serve com arroz branco soltinho e batata palha. É um daqueles pratos que prova que comida vegana pode, sim, ser reconfortante e familiar.
O teste do pudim é simples: ele balança quando você cutuca a forma? Esse passa. O ágar-ágar, a gelatina vegetal, é o segredo. Ele dá a firmeza sem deixar com gosto de gelatina de sachê, e fica com a textura lisinha.
Faz a calda com açúcar mascavo, fica com um gosto mais profundo. E paciência na hora de desenformar, espera esfriar totalmente na geladeira. O suspense é grande, mas quando sai inteirinho, é uma vitória que merece ser comemorada com uma colherada.
Todo mundo tem direito a um comfort food crocante e frito de vez em quando. Esses nuggets de grão-de-bico são a materialização disso. A massa fica bem temperada, a farinha de rosca dá a crocância e, mergulhado num molho barbecue, é impossível parar no primeiro.
Faça um lote grande e congele antes de fritar. Aí, num dia preguiçoso, é só tirar e jogar no airfryer ou forno. Fica perfeito. É aquele tipo de comida que não precisa de explicação, só de um guardanapo.
Esse aqui é perigoso. Você faz uma panela pensando em usar como recheio e, quando vê, tá com uma colher na mão e a panela pela metade. A textura é densa, caramelada, e o sabor é aquele doce profundo que gruda no céu da boca.
Funciona com leite de coco ou de soja, mas o de amendoim dá um toque especial. Cozinha em fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar. A recompensa é um pote de ouro que dura semanas na geladeira e salva qualquer sobremesa de última hora.
Essa receita tem cheiro de tarde chuvosa e infância. A versão vegana, com leite de coco, é ainda mais fiel do que eu imaginava. Ela fica macia por dentro, não pesa, e a crosta de açúcar e canela é obrigatória.
A massa não pode ficar muito líquida, senão não forma bolinha. Vai colocando o leite aos poucos. E a fritura é rápida, em óleo quente, para não encharcar. Com um café fresquinho, é uma combinação que nunca, nunca falha.
Um bom cookie tem borda crocante e centro levemente macio. Esse aqui entrega. A manteiga vegetal faz seu papel, e as gotas de chocolate 70% salvam qualquer dúvida sobre sabor. É simples, mas requer um pouco de intuição.
Depois de moldar as bolinhas, deixa a massa descansar na geladeira por meia hora. Isso evita que eles se espalhem demais no forno e ficam com a textura ideal. Tira quando as bordas começam a dourar, o centro ainda parece mole, mas firma enquanto esfria. Confia no processo.
Fazer sushi em casa é um evento, e a versão vegana é cheia de possibilidades. O avocado dá a cremosidade, o tofu marinado traz o sabor, e os vegetais dão a cor e crocância. É um prato visualmente lindo que impressiona qualquer convidado.
O arroz é a alma do negócio. Lava bem até a água sair clara, e tempera com vinagre de arroz, açúcar e sal ainda quente. O toque final é um pouco de gengibre em conserva e shoyu. Pode parecer trabalhoso, mas a experiência de montar é metade da diversão.
Panetone fofinho e aerado sem ovos parece missão impossível, mas essa receita prova o contrário. O fermento biológico e um longo tempo de crescimento fazem a mágica. A casca fica dourada e o interior, cheio de frutas cristalizadas e aquela textura esponjosa característica.
É um projeto para um dia tranquilo. Mas a sensação de presentear alguém com um panetone caseiro, sabendo que não leva nada de origem animal, não tem preço. Os três sabores são um luxo, mas o de frutas tradicionais já é um espetáculo só.
O grande truque está em usar um líquido quente e gordura vegetal na hora de espremer. Aquece um leite vegetal (o de castanha é ótimo) com um pouco de azeite ou manteiga vegetal, e vai acrescentando aos poucos. O purê fica sedoso, sem grumos, e com um sabor incrível.
Não usa liquidificador, esmaga com um prensador ou passe na peneira. O liquidificador libera o amido e deixa grudento. Parece detalhe, mas faz toda a diferença entre um purê bom e um excepcional.
Esse molho é a base para lasanha, gratinados, cremes e até alguns estrogonoffs. A versão com farinha de arroz é uma sacada genial, não empelota e fica com uma textura aveludada linda. É neutro, então você comanda o sabor: coloca noz-moscada para algo clássico, ou levedura nutricional para um toque "queijoso".
Cozinha a farinha no azeite bem, até perder o gosto cru, antes de adicionar o leite vegetal. E vai mexendo sem parar até engrossar. É um dos preparos mais úteis que você pode ter no seu repertório, sério.
A cremosidade do risoto vem do amido do arroz, não da manteiga. Esse vídeo ensina a técnica certa: tostar o arroz, adicionar o caldo quente aos poucos, mexer com paciência. O resultado é um risoto cremoso, solto, onde o sabor do caldo vegetal e dos ingredientes principais brilham.
Use um bom caldo de legumes caseiro, faz toda a diferença. E finaliza com um fio de azeite e talvez um pouco de castanha parmesã ralada. É um prato sofisticado que mostra como a comida vegana pode ser refinada e cheia de personalidade.
E então, por onde você vai começar? Tem desde o projeto de fim de semana, como o panetone, até o salva-vidas de 3 minutos, como o queijo cremoso. O importante é botar a mão na massa. Se fizer alguma, volta aqui para me contar qual foi a reação da galera aí na sua casa. Ah, e não esquece de dar uma olhada no tutorial de como fazer leite de coco caseiro, ele é a base de muita coisa boa.
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