12 Receitas de Mondongo + Variações Ultra Saborosas Para Conquistar Quem Você Ama

  • Tradicional da culinária Portuguesa e conhecido também como dobradinha, o prato é muito apreciado pelos brasileiros.
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Rendimento
9 porções
Preparo
2h 30min
Dificuldade
Médio

Confesso que demorei pra cair no mundo do mondongo. Achava que era prato complicado, coisa de restaurante especializado. Até o dia que resolvi encarar o desafio na minha própria cozinha. Depois de alguns testes que não saíram lá essas coisas, aprendi que o segredo tá no pré-cozimento. Cozinhar o mondongo congelado direto na panela de pressão com louro e cebola foi a descoberta que mudou tudo. A textura fica perfeita, sem aquele cheiro forte que às vezes afasta as pessoas.

O que mais me conquistou nessa receita é como ela transforma ingredientes simples numa experiência rica. O caldo de ossos com tutano dá uma base incrível, e a banha de porco junto com a manteiga criam uma profundidade de sabor que você não encontra em nada industrializado. Vou te passar o método que desenvolpi depois de muita prática. Essa receita de mondongo virou queridinha aqui em casa, especialmente nos domingos mais frios. Depois me conta como ficou o seu.

Receita de Mondongo: Saiba Como Fazer

Ingredientes

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Do mondongo:

Do caldo de ossos:

Essa receita parece trabalhosa, mas a maioria do tempo é só esperar cozinhar. Compensa cada minuto, o sabor que fica não tem comparação com nada industrializado. E rende bem, dá pra congelar uma parte.

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

Do caldo de ossos (faça primeiro):

  1. Pega uma panela grande e coloca a água filtrada, o louro e a cebola picada. Adiciona os ossos com tutano, esses ossos são importantes porque dão uma gelatina natural que deixa o caldo incrível.
  2. Leva ao fogo médio e deixa ferver por uns 30 minutos. Não precisa tampar totalmente, deixa uma frestinha. Enquanto isso você já pode começar a preparar o mondongo.

Do mondongo:

  1. Na panela de pressão, coloca o louro, a cebola e o mondongo ainda congelado. Cobre com água, não precisa encher demais, só o suficiente para cobrir a peça.
  2. Deixa ferver por uns 30 minutos com a panela tampada. Cuidado com a pressão, sempre seguindo as instruções da sua panela. Esse pré-cozimento é essencial para tirar qualquer cheiro mais forte.
  3. Retira o mondongo da panela e deixa esfriar um pouco até dar para manusear. Corta em tirinhas não muito finas, com mais ou menos 1 dedo de largura. A água do cozimento você joga fora mesmo.
  4. Na mesma panela de pressão (já lavada), acrescenta a manteiga, a banha de porco, o louro, o alho picado e a cebola. Refoga bem até ficar aquele cheiro maravilhoso na cozinha, mas cuidado para não queimar o alho.
  5. Adiciona o mondongo cortado em tiras e tempera com sal. Mexe bem para envolver tudo na gordura.
  6. Agora pega o caldo de ossos que já está pronto e vai despejando aos poucos sobre o mondongo. Mexe entre cada adição para incorporar.
  7. Acrescenta o extrato de tomate e o colorau. Mexe bem até tudo ficar com aquela cor linda e os ingredientes se misturarem direitinho.
  8. Coloca a pimenta do reino, eu gosto de colocar na medida que agrada todo mundo aqui em casa.
  9. Tampa a panela e deixa cozinhar por mais 1 hora em fogo baixo. Esse tempo é importante para o mondongo ficar macio e absorver todos os sabores.
  10. Distribui em uma travessa e finaliza com queijo ralado por cima. Fica tão bonito que até tiro foto antes de servir.
Dicas importantes abaixo

Informação Nutricional

Porção: 250g (1/9 da receita)

CALORIAS385 kcal
PROTEINAS35.2g
GORDURAS22.8g
Low-CarbGluten-FreeRico em FerroAlto em ProteínaColágeno NaturalGordura saturadaContém lactose do queijo ralado (opcional)

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Eu sei que mondongo assusta muita gente, mas juro que vale a pena tentar. Quando tentei fazer pela primeira vez, a Daiane ficou com um pé atrás, mas depois de provar virou pedido fixo para domingos especiais. O segredo mesmo está nesse duplo cozimento e no caldo de ossos caseiro.

E aí, se animou a fazer? Me conta nos comentários como foi sua experiência com essa receita. Todo mundo tem uma dica diferente para mondongo, qual é a sua?

Dicas essenciais da receita

Quanto tempo dura? Dicas de armazenamento

Essa receita rende bem e dura até 3 dias na geladeira – mas eu garanto que some antes! Se quiser congelar, faça porções individuais em potes herméticos. Dica da Daiane: quando congelamos, o sabor fica ainda mais concentrado. Só lembre de descongelar na geladeira por 12 horas antes de esquentar.

Os 3 pecados capitais do mondongo

1) Não lavar o mondongo direito – sério, passe água corrente por uns 2 minutos pra tirar qualquer impureza. 2) Apressar o cozimento – se não ficar 1 hora na pressão, fica borrachudo. 3) Usar pouco colorau – essa é a alma do prato, não economize!

Se faltar ingrediente, bora improvisar?

• Sem banha de porco? Usa bacon picado frito até derreter. Fica até melhor!
• Extrato de tomate acabou? 2 colheres de ketchup salvam (sim, eu já fiz).
• Vegano? Troca a manteiga por óleo de coco e o queijo por farofa de castanhas. Já testei com minha cunhada e ela aprovou!

Truque secreto de panela de pressão

Coloque uma colher de vinagre na água do primeiro cozimento do mondongo. Isso ajuda a amaciar a carne e tira aquele cheiro forte que algumas pessoas não gostam. A Daiane me ensinou isso depois do nosso "incidente do mondongo fedorento" em 2019 (melhor não perguntar).

A parte mais chata (e como facilitar)

Cortar o mondongo cozido em tirinhas pode ser trabalhoso. Dica: use tesoura de cozinha em vez de faca – é 3x mais rápido. E não precisa ficar neurótico com o tamanho igual, o importante é que todas as peças tenham grossura parecida pra cozinhar uniforme.

Mondongo 2.0: versão surpresa

Que tal um mondongo ao vinho? Depois de refogar, acrescente 1 copo de vinho tinto seco e deixe reduzir antes de colocar o caldo. Fica gourmet e o álcool evapora no cozimento. Se quiser ir além, finalize com raspas de laranja – parece estranho, mas o ácido corta a gordura perfeitamente.

O que servir junto? Combinações matadoras

• Arroz branco soltinho é clássico, mas experimente com angu de fubá – a textura cremosa é perfeita pra molhar.
• Uma farofa crocante de bacon faz contraste sensacional.
• De bebida: cerveja gelada ou suco de caju bem gelado. Parece que nasceram pra isso!

Adaptações para dietas especiais

Low carb: Troque o colorau por páprica doce + pimenta caiena e sirva com couve-flor cozida.
Sem lactose: Pule a manteiga (use só banha) e finalize com farofa de castanha-do-pará.
Hiperproteico: Acrescente ovo cozido picado no final – parece heresia, mas fica incrível.

Modo economia (sem perder o sabor)

• Ossos com tutano tão caros? Peça no açougue ossos para sopa – custam quase nada.
• Mondongo congelado em pedaços pequenos sai mais barato que a peça inteira.
• Extrato de tomate caseiro: refogue tomates picados com um fio de óleo até desmanchar. Rende o dobro!

Elevando o nível (para impressionar)

Finalize com queijo coalho grelhado em cubinhos em vez de ralado. E espalhe cebolinha crua picada fininho por cima – o contraste de cores e temperaturas vai fazer todo mundo achar que você fez curso de chef. Confia!

Socorro! Deu tudo errado

Ficou salgado? Acrescente 1 batata crua descascada e deixe ferver por 10 minutos – ela absorve o excesso.
Muito líquido? Dissolva 1 colher de maisena em água fria e misture aos poucos.
Sem tempo pro caldo de ossos? Use água quente + 1 cubo de caldo de carne (mas só em emergência, hein?).

De onde vem essa receita?

O mondongo é rei na culinária afro-latina! No Brasil, ganhou personalidade com o colorau e a banha – herança indígena e portuguesa. Curiosidade: no Caribe usam leite de coco no cozimento. Já experimentei e fica bom também, mas nosso jeito brasileiro tem mais cara de comida de conforto.

2 fatos que ninguém te conta

1) O mondongo era considerado "comida de pobre" no século XIX, mas hoje chefs renomados usam em pratos sofisticados – virou iguaria!
2) A textura perfeita acontece quando as fibras colágenas viram gelatina na cocção lenta. Por isso não pode ter pressa!

O que mais combina com esse sabor?

Experimente colocar pimenta dedo-de-moça picada no final pra um toque picante. Ou umas azeitonas verdes picadas pra dar um toque salgado-surpresa. Minha avó sempre dizia que mondongo pede algo crocante por cima – ela usava torresmo, eu gosto de mix de sementes torradas.

Enquanto o mondongo cozinha...

Aproveite essa 1 hora pra fazer um arroz soltinho ou aquela farofa marota. Se quiser relaxar, coloque um samba no fone – o ritmo combina com o borbulhar da panela. Eu costumo lavar a louça que já usei pra não acumular sujeira. Chato? Sim, mas depois que terminar de cozinhar você me agradece!

Perguntas que sempre fazem

"Posso fazer sem panela de pressão?" Pode, mas vai demorar o triplo do tempo.
"Congela bem?" Melhor que bem – fica até mais saboroso!
"Qual queijo ralar?" Parmesão é clássico, mas queijo minas meia-cura fica sensacional.

Confissões de cozinha

Na primeira vez que fiz mondongo, esqueci de trocar a água do primeiro cozimento. Resultado? Um caldo amargo que tivemos que jogar fora. A Daiane até hoje zoa: "Lembra do teu mondongo amargoso?" Moral da história: não pule etapas!

E aí, bora fazer?

Depois de todas essas dicas, você tá mais que preparado pra arrasar no mondongo. Quando fizer, conta aqui nos comentários como ficou! Tirou foto? Marca a gente no @sabornamesaoficial pra vermos seu prato. E se tiver seu próprio truque secreto, compartilha com a gente – cozinha é pra ser generosa, né?

Agora que o essencial faz parte do seu repertório, que tal explorar algumas variações incríveis?

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.

2º. Quando a batata resolve o problema

Autor: Ivete Luizi

Teve uma vez que meu caldo de mondongo ficou meio ralo, sabe? Foi quando percebi que a batata não é só acompanhamento, ela salva o prato. A versão da Ivete mostra como o amido natural engrossa o caldo sem precisar de farinha ou outras coisas, deixando com uma textura perfeita.

O negócio é que a batata ainda equilibra bem o sabor forte do mondongo, ficando suave na medida certa. E pra ser sincero, descobri que fica ainda melhor se você amassar algumas batotas no caldo, aí nem precisa de purê separado. Já tentou assim?

3º. A jogada colorida dos pimentões

Autor: Alessandra Santos Pastel

Eu sempre achei que pimentão era só pra salada, até ver essa receita. A Alessandra mandou bem demais na combinação do vermelho adocicado com o amarelo mais suave, eles cortam a gordura do prato de um jeito que fica equilibrado, não pesado.

Uma dica que aprendi: refoga os pimentões separadamente primeiro, só com um pouquinho de alho. Aí você junta no mondongo no final, porque senão eles desaparecem no cozimento. Faz total diferença no sabor final, acredita?

4º. Tomate que dá corpo ao caldo

Olha, eu demorei pra entender que tomate não é só pra enfeitar. Nessa receita ele faz toda a diferença na textura, quando você refoga bem até quase desmanchar, ele dá uma base incrível pro caldo, tipo um segredo escondido.

O ácido do tomate ainda ajuda a amaciar a carne, sabia? É daqueles truques que ninguém te conta. Só toma cuidado com a acidez, se for muito sensível a isso, tira as sementes antes. Mas pra mim, quanto mais tomate, melhor.

5º. Calabresa pra dar um upgrade

Confesso que sou meio viciado em calabresa, então quando vi essa combinação precisei testar. E cara, que descoberta, o defumado da linguiça conversa tão bem com o mondongo que parece que sempre foram feitos um pro outro.

O pulo do gato aqui é dourar a calabresa bem crocante antes de juntar com o resto. Ela solta aquela gordura saborosa que vai dar base pra todo o refogado. Só aviso: é daquelas receitas que o cheiro na cozinha vai deixar todo mundo com fome.

6º. Feijão branco pra inovar

Eu nunca tinha pensado em juntar mondongo com feijão branco até achar esse vídeo. Que ideia genial, o feijão fica cremoso mas não vira pasta, mantendo a personalidade dele junto com a textura do bucho.

O legal é que essa versão fica tão nutritiva que quase vira uma refeição completa num prato só. Só lembra de deixar o feijão de molho de véspera, senão ele não fica no ponto certo junto com o mondongo. Trust me, já errei isso.

7º. Mineiridade em dose dupla

Essa aqui é pra quando você quer impressionar, ovo de codorna no mondongo é um negócio que parece de restaurante chique, mas é mais simples do que parece. O Will mostra direitinho como fazer sem o ovo ficar borrachudo.

O segredo é cozinhar os ovos separadamente e juntar só no final, pra eles não ficarem tough. E olha, fica lindo no prato, aquelas bolinhas brancas no meio do caldo escuro. Já fiz pra visita e todo mundo achou que eu era um chef.

8º. Comfort food total

Batata frita com queijo e mondongo, parece estranho mas é a combinação perfeita pra quem tá começando nesse mundo. A textura crocante da batata com o queijo derretendo corta o sabor forte do bucho de um jeito que até criança come.

Fiz essa versão pra Daiane que não era muito fã de mondongo, e adivinha? Ela pediu bis. Agora virou prato de conforto aqui em casa, principalmente nos dias frios. Sério, é impossível não gostar.

9º. Mocotó pra turbinar

Essa é das pesadas, literalmente. Mondongo com mocotó é pra quando você quer fazer uma refeição que rende o dia todo, daquelas que deixam todo mundo satisfeito por horas. A gelatina do mocotó deixa o caldo com uma textura incrível, quase cremosa mas sem creme.

Demora? Demora. Vale a pena? Cada minuto. Só prepara o psicológico que vai ficar um tempão na cozinha, mas o resultado é tão recompensador que você esquece o trabalho.

10º. Feijão carioca clássico

Às vezes a gente complica demais as coisas, né? Essa receita me lembra que o clássico nunca sai de moda, feijão carioca com mondongo é aquela combinação que funciona sempre, sem erro possível.

O feijão fica com o caldo mais encorpado que o normal, quase um feijoada leve. E rende uma panela gigante, ótima pra congelar. Na real, eu acho que fica até melhor no dia seguinte, quando os sabores casam de vez.

11º. Cenoura pra equilibrar

Nunca subestime o poder da cenoura no mondongo. Ela adiciona um toque levemente adocicado que balanceia a salgadez do prato, além de, vamos combinar, deixar tudo mais colorido e bonito.

Eu gosto de cortar em rodelas grossas pra não desmanchar totalmente no cozimento. Ainda fica com uma textura firme que contrasta legal com a maciez do mondongo. E faz bem pra saúde, né? Quem sabe não compensa um pouco a gordura.

12º. Bacon porque sim

Vamos combinar que bacon melhora quase tudo na vida? No mondongo não é diferente, o defumado dele dá uma complexidade de sabor que transforma o prato simples em algo especial.

Mas atenção: a gordura que o bacon solta já tempera todo o refogado, então vai com calma no sal. Eu gosto de tirar um pouco da gordura depois de fritar, senão fica pesado. Mas o sabor que fica? De lamber os dedos, sério.

Qual receita vai conquistar seu paladar primeiro? Todas têm uma característica única, sabe? Se preparar alguma, volta para me dizer como foi, adoro saber das aventuras culinárias de vocês!

Última modificação em Quinta, 27 Novembro 2025 10:12

Rafael Gonçalves é um cozinheiro de mão cheia, apaixonado por receitas caseiras testadas na prática e cheias de memória afetiva.

Há anos transforma a cozinha de casa em laboratório de sabores, estudando técnicas de churrasco, confeitaria, cozinha brasileira, italiana e francesa para criar receitas simples, confiáveis e bem explicadas. No Sabor na Mesa, compartilha pratos que realmente prepara, testa e adapta para o dia a dia das famílias brasileiras.

Casado com Daiane há mais de 10 anos, Rafael acredita que cozinhar é uma forma de reunir pessoas, celebrar momentos e criar boas lembranças ao redor da mesa. Suas receitas unem experiência prática, pesquisa culinária e linguagem direta para ajudar qualquer pessoa a cozinhar melhor em casa.

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