8 Receitas de Pastéis de Belém + Variações Para Viajar sem Sair de Casa

O queridinho português que veio quieto, mas conseguiu conquistar os brasileiros mérito próprio, graças aos eu sabor doce equilibrado e sua textura cremosa e firme.
(21 votos)
8 Receitas de Pastéis de Belém + Variações Para Viajar sem Sair de Casa
Rendimento
10 unidades
Preparo
60 min
Dificuldade
Fácil
Rafael Gonçalves Por
Cozinheiro do Sabor na Mesa, especializado em receitas caseiras testadas para o dia a dia.

Massa folhada caseira era meu Everest particular. A primeira vez que tentei, o resultado foi mais borracha que crocante, e quase desisti de vez. Foi num workshop de massas lá no Terraço Itália que aprendi o truque da temperatura. A manteiga precisa estar fria, as mãos também, e o trabalho rápido. Quando apliquei essa técnica aos pastéis de Belém, a diferença foi absurda. Essa versão que trouxe usa massa folhada congelada pra facilitar, mas o creme é artesanal mesmo.

A combinação da gema pura com o creme de leite fresco cria aquela textura que derrete na boca, sabe? É um daqueles segredos que aprendi com anos de tentativa e erro. Se você quer impressionar na próxima reunião de família ou simplesmente fazer um lanche especial, essa receita vai te surpreender. Lá embaixo mostro exatamente como conseguir aquela casquinha crocante e o recheio cremoso que é pura felicidade.

(favorita) Receita de Pastel de Belém Clássico: Saiba Como Fazer

Ingredientes

0 de 7 marcados

Para o creme:

Para a massa:

Já tentei fazer massa folhada caseira uma vez e foi tão trabalhoso que desisti. A congelada salva vidas, sério. Só cuidado para não deixar descongelar demais, senão gruda tudo.

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

Preparando a massa:

  1. Primeiro, deixa a massa folhada descongelando na geladeira por umas 4 horas. Não tenta acelerar em cima da pia, ela fica muito mole e difícil de trabalhar.
  2. Quando estiver maleável mas ainda fria, abre numa superfície lisa com um rolo. Não precisa ficar muito fina, uns 3mm tá bom.
  3. Enrola a massa no sentido horizontal, formando um rocambole. Pressiona bem as pontas para não abrir durante o corte.
  4. Corta em 10 pedaços iguais. Coloca cada um numa forminha de empada e vai pressionando com os dedos para cobrir todo o fundo e laterais. Deixa uma sobra de massa de meio centímetro acima da forminha, isso evita vazamentos.

Fazendo o creme:

  1. Numa panela média, mistura o amido de milho com a água até dissolver totalmente. Adiciona o creme de leite, açúcar, gemas e baunilha.
  2. Leva ao fogo médio e mexe sem parar com um fouet. Não para de mexer, senão gruda no fundo. Quando começar a ferver e engrossar, continua mexendo por mais 1 minuto.
  3. Tira do fogo e deixa esfriar completamente. Dica: se estiver com pressa, coloca a panela em um recipiente com água gelada, mexendo de vez em quando.

Montagem e forno:

  1. Com o creme já frio, preenche as forminhas até quase a borda. Dá uma batidinha na forma na bancada para assentar o creme.
  2. Leva ao forno pré-aquecido a 180°C por uns 25-30 minutos. Fica de olho, quando a massa estiver dourada e o creme firminho, tá no ponto.
  3. Tira do forno e deixa esfriar antes de desenformar. O cheiro que fica na cozinha é de fazer qualquer um ficar com água na boca.
Dicas importantes abaixo

Informação Nutricional

Porção: 1 unidade (45g)

CALORIAS210 kcal
PROTEINAS3.1g
GORDURAS10.5g
VegetarianoFonte de EnergiaCálcioAlto açúcar, Diabéticos devem consumir com moderaçãoGordura saturada, 28% do VD em uma unidadeAlérgenos

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados, não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Ver tabela nutricional completa
Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 210 kcal 11%
Carboidratos Totais 25.8g 9%
   Açúcares 15.2g 30%
Gorduras Totais 10.5g 19%
   Saturadas 6.2g 28%
   Trans 0.3g -**
Colesterol 85mg 28%
Sódio 95mg 4%
Proteínas 3.1g 6%
Cálcio 45mg 4%
Ferro 0.8mg 6%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
**VD não estabelecido para gordura trans

Etiquetas Dietéticas
  • Vegetariano: Contém ovos e laticínios
  • Fonte de Energia: Carboidratos para disposição
  • Cálcio: Contribui para saúde óssea
Alertas & Alérgenos
  • Alto teor de açúcar, Diabéticos devem consumir com moderação
  • Gordura saturada, 28% do VD em uma unidade
  • Alérgenos: Ovos, glúten, lactose
  • Insight: Consuma como sobremesa ocasional, a massa folhada concentra gordura

A primeira vez que fiz esses pastéis, a Daiane chegou em casa e pensou que eu tinha comprado em padaria portuguesa. Quando disse que era caseiro, ela não acreditou. Agora virou pedido fixo para visitas e datas especiais.

E aí, se animou a tentar? Me conta nos comentários como ficou o seu, se a massa ficou crocante e se alguém da sua família desconfiou que era industrializado. Adoro saber das experiências de vocês na cozinha!

Dicas essenciais da receita

Quanto tempo dura essa delícia?

Na geladeira: 3 dias (se sobreviverem). Congelado: até 1 mês. Dica quente: esquenta no forno por 5 minutinhos antes de servir que fica igualzinho ao saído do forno. A Daiane uma vez esqueceu um no micro-ondas e virou borracha, aprendemos do jeito difícil!

Sem creme de leite fresco? Sem crise!

• Vegano: usa leite de coco + 1 colher de óleo de coco no lugar do creme de leite
• Sem lactose: creme de leite zero lactose (funciona igual)
• Açúcar demerara no lugar do refinado fica top também
• Massa folhada caseira? Só se tiver umas 4 horas livres, não julgo quem vai de congelado mesmo

Os 3 pecados capitais do Pastel de Belém

1. Massa crua no fundo: abre espaço nas forminhas com um garfo antes de colocar o creme
2. Creme vazando: não enche até a boca, deixa 0,5cm mesmo!
3. Queimou por baixo: coloca uma assadeira com água embaixo no forno (banho-maria indireto)

Hack de mestre: o segredo dos pasteleiros

Pincela as forminhas com clara de ovo antes de colocar a massa. Faz um selo mágico que impede o creme de vazar! E se quiser brilho profissional, passa gema com leite depois de assado.

Versões para todo mundo

Low carb: troca a massa por "massa" de queijo (2 xícaras de queijo ralado + 1 ovo)
Sem glúten: massa folhada GF (tem em casas especializadas)
Proteico: adiciona 1 scoop de whey baunilha no creme (sim, funciona!)

O que beber com isso?

• Café expresso (clássico português)
• Vinho do Porto (se quiser bancar o gourmet)
• Chá preto com limão (contraste incrível)
• E a minha combinação secreta: cachaça envelhecida (não conta pra ninguém)

O momento crítico: quando o creme engrossa

Tem que mexer sem parar nessa parte! Se grudar no fundo, já era. Dica: usa fogo médio-baixo e uma espátula de silicone. Quando cobrir o dorso da colher (testa passando o dedo, se não escorrer, tá no ponto), tira na hora!

Modo chef Michelin

Polvilha canela em pó + raspas de laranja na hora de servir. Ou faz um caramelo salgado para regar por cima. Se quiser impressionar mesmo, coloca folha de ouro comestível, já fiz numa data especial e a Daiane quase me internou pelo gasto.

Pastel de Belém mutante

• Com gotas de chocolate 70% no fundo da forminha
• Creme de matchá (troca a baunilha por 1 colher de chá)
• Versão tropical: creme com leite condensado + coco ralado
• Radical: coloca uma framboesa congelada no centro de cada um

Sobrou? Transforma!

• Esfarela num pote com frutas = sobremesa rápida
• Faz uma torta: tritura os pasteis, coloca em uma forma, cubra com sorvete
• Creme virou recheio de panqueca doce no café da manhã (não me agradeça)

Se tudo der errado...

• Massa rasgou? Remenda com os dedos molhados
• Creme ficou grumoso? Bate no liquidificador quente
• Queimou? Raspa o queimado e disfarça com açúcar de confeiteiro
• Desistiu? Vira um "creme de pastel de Belém" e come com colher (já aconteceu aqui)

A história que veio de Portugal

Os pasteis nasceram no Mosteiro dos Jerônimos em Belém (daí o nome!) no século XIX. Os monges usavam claras para engomar as roupas e sobravam gemas, daí veio a receita. Curiosidade: a receita original é segredo até hoje, guardada em um cofre!

2 fatos que ninguém te conta

1. Em Lisboa, chamam de "pastel de nata" quando é feito em outros lugares, o "de Belém" só pode vir da pastelaria original
2. O formato ondulado da massa não é só bonito: cria camadas que estouram melhor ao morder

O que mais combina com esse sabor?

• Textura: crocância da massa + creme sedoso
• Temperatura: morno é o ponto sagrado!
• Aroma: baunilha + caramelo tostado
• Contraste: uma pitada de sal flor de sal em cima

Perguntas que sempre me fazem

Pode congelar? Pode! Mas só a massa crua com o creme frio já dentro.
Por que minha massa não ficou folhada? Provavelmente mexeu demais, massa folhada gosta de ser tratada com indiferença.
Posso usar essência de baunilha? Pode, mas usa metade da quantidade (é mais concentrada).

Sabia que...

A pastelaria original em Portugal vende mais de 20 mil pasteis POR DIA? E tem fila sempre! Aqui em casa a gente briga pelo último, já estabelecemos a regra "quem lava a louça escolhe o pastel". Spoiler: eu lavo mais.

Pastéis de Belém: a sobremesa que pede uma refeição completa!

Depois de preparar essa delícia portuguesa que é pura nostalgia em forma de massa folhada, que tal montar um menu que combine perfeitamente? Aqui em casa adoramos essas combinações, a Dai até brinca que eu exagero nas porções, mas é porque tudo fica tão bom que fica difícil parar!

Para começar com o pé direito

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Pratos principais que combinam demais

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Molho de tomate caseiro: versátil e combina com quase tudo do menu.

Bebidas para harmonizar

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Chocolate quente cremoso: clássico que complementa os sabores dos pastéis.

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Suco de couve com laranja: refrescante e equilibra a refeição.

E aí, curtiram essas sugestões? Aqui em casa essa combinação é sucesso garantido! Conta pra gente nos comentários se testaram algum desses pratos com os Pastéis de Belém, e se resistiram à tentação de comer todos os pastéis de uma só vez (eu nunca consigo)!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

Rafael Gonçalves é um cozinheiro de mão cheia, apaixonado por receitas caseiras testadas na prática e cheias de memória afetiva.

Há anos transforma a cozinha de casa em laboratório de sabores, estudando técnicas de churrasco, confeitaria, cozinha brasileira, italiana e francesa para criar receitas simples, confiáveis e bem explicadas. No Sabor na Mesa, compartilha pratos que realmente prepara, testa e adapta para o dia a dia das famílias brasileiras.

Casado com Daiane há mais de 10 anos, Rafael acredita que cozinhar é uma forma de reunir pessoas, celebrar momentos e criar boas lembranças ao redor da mesa. Suas receitas unem experiência prática, pesquisa culinária e linguagem direta para ajudar qualquer pessoa a cozinhar melhor em casa.

Comentários  

Wanda Prado
0 Wanda Prado
textura perfeita. A massa derrete na boca
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