8 Receitas de Pastéis de Belém + Variações Para Viajar sem Sair de Casa

O queridinho português que veio quieto, mas conseguiu conquistar os brasileiros mérito próprio, graças aos eu sabor doce equilibrado e sua textura cremosa e firme.
(20 votos)
8 Receitas de Pastéis de Belém + Variações Para Viajar sem Sair de Casa
Rendimento
10 unidades
Preparo
60 min
Dificuldade
Fácil
Rafael Gonçalves Por
Cozinheiro do Sabor na Mesa, especializado em receitas caseiras testadas para o dia a dia.

Massa folhada caseira era meu Everest particular. A primeira vez que tentei, o resultado foi mais borracha que crocante, e quase desisti de vez. Foi num workshop de massas lá no Terraço Itália que aprendi o truque da temperatura. A manteiga precisa estar fria, as mãos também, e o trabalho rápido. Quando apliquei essa técnica aos pastéis de Belém, a diferença foi absurda. Essa versão que trouxe usa massa folhada congelada pra facilitar, mas o creme é artesanal mesmo.

A combinação da gema pura com o creme de leite fresco cria aquela textura que derrete na boca, sabe? É um daqueles segredos que aprendi com anos de tentativa e erro. Se você quer impressionar na próxima reunião de família ou simplesmente fazer um lanche especial, essa receita vai te surpreender. Lá embaixo mostro exatamente como conseguir aquela casquinha crocante e o recheio cremoso que é pura felicidade.

(favorita) Receita de Pastel de Belém Clássico: Saiba Como Fazer

Ingredientes

0 de 7 marcados

Para o creme:

Para a massa:

Já tentei fazer massa folhada caseira uma vez e foi tão trabalhoso que desisti. A congelada salva vidas, sério. Só cuidado para não deixar descongelar demais, senão gruda tudo.

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

Preparando a massa:

  1. Primeiro, deixa a massa folhada descongelando na geladeira por umas 4 horas. Não tenta acelerar em cima da pia, ela fica muito mole e difícil de trabalhar.
  2. Quando estiver maleável mas ainda fria, abre numa superfície lisa com um rolo. Não precisa ficar muito fina, uns 3mm tá bom.
  3. Enrola a massa no sentido horizontal, formando um rocambole. Pressiona bem as pontas para não abrir durante o corte.
  4. Corta em 10 pedaços iguais. Coloca cada um numa forminha de empada e vai pressionando com os dedos para cobrir todo o fundo e laterais. Deixa uma sobra de massa de meio centímetro acima da forminha, isso evita vazamentos.

Fazendo o creme:

  1. Numa panela média, mistura o amido de milho com a água até dissolver totalmente. Adiciona o creme de leite, açúcar, gemas e baunilha.
  2. Leva ao fogo médio e mexe sem parar com um fouet. Não para de mexer, senão gruda no fundo. Quando começar a ferver e engrossar, continua mexendo por mais 1 minuto.
  3. Tira do fogo e deixa esfriar completamente. Dica: se estiver com pressa, coloca a panela em um recipiente com água gelada, mexendo de vez em quando.

Montagem e forno:

  1. Com o creme já frio, preenche as forminhas até quase a borda. Dá uma batidinha na forma na bancada para assentar o creme.
  2. Leva ao forno pré-aquecido a 180°C por uns 25-30 minutos. Fica de olho, quando a massa estiver dourada e o creme firminho, tá no ponto.
  3. Tira do forno e deixa esfriar antes de desenformar. O cheiro que fica na cozinha é de fazer qualquer um ficar com água na boca.
Dicas importantes abaixo

Informação Nutricional

Porção: 1 unidade (45g)

CALORIAS210 kcal
PROTEINAS3.1g
GORDURAS10.5g
VegetarianoFonte de EnergiaCálcioAlto açúcarGordura saturadaAlérgenos

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Ver tabela nutricional completa
Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 210 kcal 11%
Carboidratos Totais 25.8g 9%
   Açúcares 15.2g 30%
Gorduras Totais 10.5g 19%
   Saturadas 6.2g 28%
   Trans 0.3g -**
Colesterol 85mg 28%
Sódio 95mg 4%
Proteínas 3.1g 6%
Cálcio 45mg 4%
Ferro 0.8mg 6%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
**VD não estabelecido para gordura trans

Etiquetas Dietéticas
  • Vegetariano: Contém ovos e laticínios
  • Fonte de Energia: Carboidratos para disposição
  • Cálcio: Contribui para saúde óssea
Alertas & Alérgenos
  • Alto teor de açúcar – Diabéticos devem consumir com moderação
  • Gordura saturada – 28% do VD em uma unidade
  • Alérgenos: Ovos, glúten, lactose
  • Insight: Consuma como sobremesa ocasional - a massa folhada concentra gordura

A primeira vez que fiz esses pastéis, a Daiane chegou em casa e pensou que eu tinha comprado em padaria portuguesa. Quando disse que era caseiro, ela não acreditou. Agora virou pedido fixo para visitas e datas especiais.

E aí, se animou a tentar? Me conta nos comentários como ficou o seu, se a massa ficou crocante e se alguém da sua família desconfiou que era industrializado. Adoro saber das experiências de vocês na cozinha!

Dicas essenciais da receita

Quanto tempo dura essa delícia?

Na geladeira: 3 dias (se sobreviverem). Congelado: até 1 mês. Dica quente: esquenta no forno por 5 minutinhos antes de servir que fica igualzinho ao saído do forno. A Daiane uma vez esqueceu um no micro-ondas e virou borracha - aprendemos do jeito difícil!

Sem creme de leite fresco? Sem crise!

• Vegano: usa leite de coco + 1 colher de óleo de coco no lugar do creme de leite
• Sem lactose: creme de leite zero lactose (funciona igual)
• Açúcar demerara no lugar do refinado fica top também
• Massa folhada caseira? Só se tiver umas 4 horas livres - não julgo quem vai de congelado mesmo

Os 3 pecados capitais do Pastel de Belém

1. Massa crua no fundo: abre espaço nas forminhas com um garfo antes de colocar o creme
2. Creme vazando: não enche até a boca, deixa 0,5cm mesmo!
3. Queimou por baixo: coloca uma assadeira com água embaixo no forno (banho-maria indireto)

Hack de mestre: o segredo dos pasteleiros

Pincela as forminhas com clara de ovo antes de colocar a massa. Faz um selo mágico que impede o creme de vazar! E se quiser brilho profissional, passa gema com leite depois de assado.

Versões para todo mundo

Low carb: troca a massa por "massa" de queijo (2 xícaras de queijo ralado + 1 ovo)
Sem glúten: massa folhada GF (tem em casas especializadas)
Proteico: adiciona 1 scoop de whey baunilha no creme (sim, funciona!)

O que beber com isso?

• Café expresso (clássico português)
• Vinho do Porto (se quiser bancar o gourmet)
• Chá preto com limão (contraste incrível)
• E a minha combinação secreta: cachaça envelhecida (não conta pra ninguém)

O momento crítico: quando o creme engrossa

Tem que mexer sem parar nessa parte! Se grudar no fundo, já era. Dica: usa fogo médio-baixo e uma espátula de silicone. Quando cobrir o dorso da colher (testa passando o dedo - se não escorrer, tá no ponto), tira na hora!

Modo chef Michelin

Polvilha canela em pó + raspas de laranja na hora de servir. Ou faz um caramelo salgado para regar por cima. Se quiser impressionar mesmo, coloca folha de ouro comestível - já fiz numa data especial e a Daiane quase me internou pelo gasto.

Pastel de Belém mutante

• Com gotas de chocolate 70% no fundo da forminha
• Creme de matchá (troca a baunilha por 1 colher de chá)
• Versão tropical: creme com leite condensado + coco ralado
• Radical: coloca uma framboesa congelada no centro de cada um

Sobrou? Transforma!

• Esfarela num pote com frutas = sobremesa rápida
• Faz uma torta: tritura os pasteis, coloca em uma forma, cubra com sorvete
• Creme virou recheio de panqueca doce no café da manhã (não me agradeça)

Se tudo der errado...

• Massa rasgou? Remenda com os dedos molhados
• Creme ficou grumoso? Bate no liquidificador quente
• Queimou? Raspa o queimado e disfarça com açúcar de confeiteiro
• Desistiu? Vira um "creme de pastel de Belém" e come com colher (já aconteceu aqui)

A história que veio de Portugal

Os pasteis nasceram no Mosteiro dos Jerônimos em Belém (daí o nome!) no século XIX. Os monges usavam claras para engomar as roupas e sobravam gemas - daí veio a receita. Curiosidade: a receita original é segredo até hoje, guardada em um cofre!

2 fatos que ninguém te conta

1. Em Lisboa, chamam de "pastel de nata" quando é feito em outros lugares - o "de Belém" só pode vir da pastelaria original
2. O formato ondulado da massa não é só bonito: cria camadas que estouram melhor ao morder

O que mais combina com esse sabor?

• Textura: crocância da massa + creme sedoso
• Temperatura: morno é o ponto sagrado!
• Aroma: baunilha + caramelo tostado
• Contraste: uma pitada de sal flor de sal em cima

Perguntas que sempre me fazem

Pode congelar? Pode! Mas só a massa crua com o creme frio já dentro.
Por que minha massa não ficou folhada? Provavelmente mexeu demais - massa folhada gosta de ser tratada com indiferença.
Posso usar essência de baunilha? Pode, mas usa metade da quantidade (é mais concentrada).

Sabia que...

A pastelaria original em Portugal vende mais de 20 mil pasteis POR DIA? E tem fila sempre! Aqui em casa a gente briga pelo último - já estabelecemos a regra "quem lava a louça escolhe o pastel". Spoiler: eu lavo mais.

Pastéis de Belém: a sobremesa que pede uma refeição completa!

Depois de preparar essa delícia portuguesa que é pura nostalgia em forma de massa folhada, que tal montar um menu que combine perfeitamente? Aqui em casa adoramos essas combinações - a Dai até brinca que eu exagero nas porções, mas é porque tudo fica tão bom que fica difícil parar!

Para começar com o pé direito

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Pratos principais que combinam demais

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Bebidas para harmonizar

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Suco de couve com laranja: refrescante e equilibra a refeição.

E aí, curtiram essas sugestões? Aqui em casa essa combinação é sucesso garantido! Conta pra gente nos comentários se testaram algum desses pratos com os Pastéis de Belém - e se resistiram à tentação de comer todos os pastéis de uma só vez (eu nunca consigo)!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

Rafael Gonçalves é um cozinheiro de mão cheia, apaixonado por receitas caseiras testadas na prática e cheias de memória afetiva.

Há anos transforma a cozinha de casa em laboratório de sabores, estudando técnicas de churrasco, confeitaria, cozinha brasileira, italiana e francesa para criar receitas simples, confiáveis e bem explicadas. No Sabor na Mesa, compartilha pratos que realmente prepara, testa e adapta para o dia a dia das famílias brasileiras.

Casado com Daiane há mais de 10 anos, Rafael acredita que cozinhar é uma forma de reunir pessoas, celebrar momentos e criar boas lembranças ao redor da mesa. Suas receitas unem experiência prática, pesquisa culinária e linguagem direta para ajudar qualquer pessoa a cozinhar melhor em casa.

Comentários  

Wanda Prado
0 Wanda Prado
textura perfeita. A massa derrete na boca
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