Tem coisa mais estranha do que ver uma goiaba virar quase um bloco de pedra na geladeira? Dura, rachando o pote, parecendo mais um artefato arqueológico do que sobremesa. Já passei por isso. E pior: já tentei cortar com faca de serra, tipo quem abre caixa de papelão.
Foi aí que decidi parar de brincar com doce de goiaba industrializado. Nada contra, mas casa não é fábrica. Aqui, a gente quer sabor de verdade, cor intensa e aquela textura que derrete devagar na boca, nem muito mole, nem tão dura que precise de autorização pra mastigar.
Receita de doce de goiaba caseiro tem essa vantagem: você controla cada etapa. O segredo está no ponto da fervura e em mexer sem pressa, sem olhar o relógio. É tipo meditação com colher de pau. Uso goiabas bem maduras, porque elas entregam doçura natural e facilitam o processo. E se aparecer um gruminho aqui ou ali, nem ligo. É sinal de feito à mão.
A Daiane até reclama que deixo cheiro de goiaba por dois dias na cozinha. Mas quando corta um pedacinho e passa no biscoito, some a cara feia. Vira festa. Aliás, se for servir com queijo minas, melhor ainda. O contraste é absurdo.
Dá trabalho? Um pouco. Vale a pena? Sem dúvida. Tem gente que vende, tem quem guarde pra época de frio. Eu faço pra lembrar que algumas coisas boas da vida ainda levam tempo. E que o melhor doce de goiaba não vem do supermercado. Vem da panela, do fogo baixo, e de quem não tem medo de sujar a pia de quartzo branco.
Se quiser saber exatamente como acertei o ponto depois de errar três vezes, dá uma olhada no passo a passo logo abaixo. E conta depois nos comentários como foi a sua versão.
Tabela de conteúdo:
Receita de Doce de Goiaba Caseiro: saiba como fazer
Ingredientes
Escolhi essas quantias porque rende bem e dura bastante. As goiabas maduras são essenciais, aquelas que já estão bem macias e perfumadas. Se estiverem muito verdes, o doce não fica com a mesma cor nem doçura.
Informação Nutricional
Porção: 50g (1 colher de sopa generosa)
| Nutriente | Por Porção | % VD* |
|---|---|---|
| Calorias | 125 kcal | 6% |
| Carboidratos Totais | 31.25g | 10% |
| Fibra Dietética | 1.5g | 6% |
| Açúcares | 29.5g | 59% |
| Proteínas | 0.3g | 0.6% |
| Gorduras Totais | 0.1g | 0.1% |
| Saturadas | 0g | 0% |
| Trans | 0g | 0% |
| Colesterol | 0mg | 0% |
| Sódio | 2mg | 0.1% |
| Potássio | 85mg | 2% |
| Vitamina C | 12mg | 27% |
| Cálcio | 8mg | 1% |
*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
Etiquetas Dietéticas
Alertas & Alérgenos
Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.
Modo de preparo
- Primeiro, lave bem as goiabas e corte elas em pedaços, sem se preocupar em tirar as sementes ainda. Pega um terço delas e joga no liquidificador com um copo de água. Bate até virar um creme bem lisinho.
- Repete o processo com o resto das goiabas, sempre batendo de pouquinho em pouquinho. Eu costumo fazer em três levas, assim o liquidificador não sofre tanto e fica mais homogêneo.
- Agora vem a parte que exige paciência: pega um escorredor ou peneira e vai passando todo esse creme para separar as sementes. Pressiona bem com uma colher pra extrair todo o líquido. Demora um pouco, mas é isso que garante aquela textura linda no final.
- Coloca o creme coado numa panela larga, quanto mais larga, melhor, porque evapora mais rápido. Adiciona todo o açúcar e mexe bem até dissolver completamente. No começo parece que não vai dar certo, mas confia que o açúcar some todo.
- Liga o fogo médio e espera começar a ferver. Quando borbulhar, abaixa o fogo para baixo e começa a mexer sem parar. Sério, não pode parar de mexer agora. Coloca uma música, chama alguém pra conversar, mas fica ali mexendo.
- O ponto que eu gosto é quando o doce começa a soltar do fundo da panela nas laterais. Forma uma camadinha que se abre e não fecha mais rápido. Outro teste é passar a colher no fundo, se abrir um caminho que demora a fechar, tá no ponto.
- Tira do fogo e despeja num recipiente de plástico. Não usa vidro, porque quando esfria pode grudar demais. Deixa esfriar completamente antes de tampar, se tampar quente, cria água e estraga a textura.
Uma coisa que aprendi errando: não tenta acelerar o processo aumentando o fogo. Já queimei um lote inteiro assim e ficou com gosto amargo. Fogo baixo e paciência são a chave. E sobre o ponto, se ficar muito mole, é só voltar pro fogo mais um pouco. Melhor errar pra menos que pra mais.
Esse doce de goiaba caseiro é daqueles que vale cada minuto na frente do fogão. A textura fica incrível, nem muito mole nem dura demais, e o sabor é completamente diferente desses de caixinha. Dá pra sentir mesmo o gosto da fruta, não só do açúcar.
E aí, topou o desafio? Me conta como ficou o seu, se acertou o ponto de primeira ou se precisou de ajustes como eu precisei nas primeiras vezes. Às vezes o melhor mesmo é errar um pouco pra aprender de verdade, não acha?
Quanto tempo dura esse doce de goiaba?
Se guardar direitinho na geladeira, em pote fechado, dura até 15 dias fácil. Mas sinceramente? Na minha casa nunca passou de uma semana - a Daiane adora passar facão no pão francês com esse doce. Se quiser conservar por mais tempo, pode congelar por até 3 meses (só descongela na geladeira antes de usar).
Será que engorda muito?
Cada porção de 50g tem cerca de 125 calorias, conforme nossa tabela nutricional completa. É um doce, então a energia vem principalmente do açúcar. Mas olha, melhor comer um doce caseiro do que aqueles industrializados cheios de química. Moderação é a chave!
Troca que funciona
• Sem açúcar? Use adoçante culinário ou metade da quantidade de açúcar mascavo
• Vegano? Já está! Mas se quiser incrementar, coloca um fio de óleo de coco no final
• Goiaba branca pode? Pode sim, mas o sabor fica mais suave e a cor menos vibrante
Os 3 pecados capitais do doce de goiaba
1. Não mexer sem parar depois que começa a ferver - vira cola de sapateiro
2. Errar o ponto - se tirar antes, fica mole; se passar, vira tijolo (testa colocando uma colher no prato frio)
3. Usar panela fina - queima fácil, sério! Panela grossa é investimento
Truque secreto da vovó
Coloca 1 colher de sopa de suco de limão quando começar a ferver. Além de realçar o sabor, ajuda a conservar e dá um brilho lindo no doce. Jurava que era lorota até testar!
Combinações que são puro crime de gostoso
• Queijo minas frescal (clássico que nunca falha)
• Torrada com manteiga derretida (minha preferência de café da manhã)
• Sorvete de creme (a Daiane chama isso de "sobremesa premium")
• Café preto forte (pra equilibrar a doçura)
Quer inovar? Bora de versão maluca
• Doce de goiaba com pimenta: coloca uma pitada de pimenta-do-reino na hora de mexer
• Goiabada cascão: não passa pelo escorredor, fica com pedacinhos (textura incrível)
• Com especiarias: canela em pau e cravo durante o cozimento (depois tira)
A parte mais chata (e como facilitar)
Tirar as sementes é um saco, né? Pois eu descobri que se bater a goiaba no liquidificador com casca e tudo (só tirando os cabinhos), depois passa pela peneira, fica bem mais rápido. E a casca dá uma cor linda!
Modo econômico ativado
• Espera a época da goiaba (fevereiro a abril) que o preço cai pela metade
• Compra açúcar em pacote grande (sai mais barato)
• Faz em quantidade maior e congela parte (economiza gás)
Quer impressionar?
Quando for colocar nos potes, joga por cima um pouco de raspas de limão siciliano e deixa esfriar. Além de lindo, dá um toque cítrico que quebra a doçura. Já fiz numa janta aqui em casa e todo mundo pediu a receita!
Sobrou? Não joga fora!
• Recheio de bolo: derrete um pouco no micro-ondas e recheia
• Calda para pudim: mistura com um pouco de água e leva ao fogo
• Geleia: dilui em água fervente e usa para passar no pão
Se tudo der errado...
• Queimou o fundo? Transfere pra outra panela rápido e não mexe a parte de baixo
• Ficou muito doce? Esprema um limão e mistura (salva demais!)
• Virou uma pedra? Derrete com um pouquinho de água em banho-maria
De onde veio essa delícia?
O doce de goiaba é herança portuguesa, mas os brasileiros deram seu toque - a gente usa mais fruta e menos açúcar que a versão original. No Nordeste, chamam de "goiabada cascão" quando fica com pedacinhos. E olha que curioso: a combinação com queijo veio da necessidade de balancear o açúcar do doce com algo salgado!
2 coisas que ninguém te conta
1. A goiaba vermelha tem 5 vezes mais vitamina C que a laranja (sério!)
2. Se bater as sementes no liquidificador, o doce fica com um gosto amargo - por isso a importância de coar bem
Perguntas que sempre me fazem
Pode congelar? Pode sim, até 3 meses
Dá pra fazer com goiaba congelada? Dá, mas o sabor fica um pouco menos intenso
Por que meu doce ficou escuro? Ou foi o açúcar que caramelizou ou a panela era de alumínio (usa inox!)
- Sobremesas
Parfait Perfeito: Receita que Encanta
Já errei pra caramba
Na primeira vez que fiz, usei panela antiaderente (erro grave!) e o doce grudou tudo. Outra vez coloquei canela em pó e ficou com gosto de remédio. A Daiane até hoje zoa: "Lembra daquele doce cimento que você fez?" Pois é, errando que se aprende!
O que mais combina com esse sabor?
Experimenta esquentar uma colher e jogar por cima de:
• Panquecas
• Mingau de aveia
• Iogurte natural
Vai mudar sua vida, prometo!
Sabia que...
No século 19, a goiabada era chamada de "marmelada de goiaba" e servida como remédio para problemas intestinais? Hoje a gente sabe que a goiaba realmente tem fibras que ajudam na digestão - mas prefiro tratar como sobremesa mesmo!
Combinações que vão fazer seu doce de goiaba brilhar ainda mais
Depois de preparar aquele doce de goiaba caseiro que todo mundo ama, que tal montar um menu completo? Aqui vão nossas sugestões testadas e aprovadas em casa - a Dai vive pedindo essas combinações quando fazemos nossa versão brasileira de "sobremesa primeiro".
Para começar com o pé direito
Empada salgada surpreendente: O contraste do salgado com o doce que vem depois é clássico que nunca falha.
Massa de empada: Se quiser inovar nos recheios, essa massa versátil é perfeita pra testar combinações.
Sufle de frango: Leve e aerado, prepara o paladar sem pesar antes da sobremesa. (Dica: serve bem morno com um fio de azeite).
Pratos principais que combinam demais
Abobrinha italiana (preparo aqui): Leve e saborosa, não compete com o doce e deixa espaço pra sobremesa.
Caldo de mandioquinha: Cremoso e reconfortante, ótimo pra dias mais frios antes do doce.
Frango assado com alecrim: Clássico que agrada a todos e combina com praticamente qualquer acompanhamento.
Acompanhamentos que fazem a ponte
Receita de Angu de fubá super simples: Textura cremosa que lembra infância e casa de vó - combinação nostálgica.
Sufle de milho verde (receita aqui): Doce natural do milho já dá um preview do que vem depois.
Purê de batata-doce: Levemente adocicado, cria uma transição suave para a sobremesa.
Bebidas para harmonizar
Suco de beterraba muito fácil: Cor vibrante e sabor terroso que contrasta bem com a doçura.
Chá de camomila gelado: Acalma o paladar entre uma garfada e outra do doce.
Água aromatizada com laranja e canela: Refresca sem competir com os sabores principais.
Essas são nossas combinações favoritas, mas não existe regra - o importante é curtir o momento. Aqui em casa sempre acabamos a refeição rindo de quem lambe o prato (geralmente eu). Conta pra gente qual combinação vocês testaram e como ficou!
Agora que você já sabe como acertar o ponto, sem virar pedra, sem virar tijolo, aqui vão algumas variações que eu realmente testei e não me arrependi nem um pouco.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito.
2º. Em Pedaços em Calda
autor: IRAMI PEREIRA
Essa aqui é a que eu pego quando quero algo que lembre a vovó, mas sem precisar de três dias de cozimento. A calda soltinha, os pedaços ainda com um pouco de textura… dá pra comer com colher, com biscoito, até com queijo minas, e não vira uma massa de pão. Acho que o segredo é deixar a fruta bem madura, e não adianta querer acelerar. Se a calda começar a ficar grossa antes do tempo, desliga o fogo e espera. Aí sim, ela vai encorpar sozinha. Já vi gente colocar gelatina. Não. Não precisa. A fruta já tem isso.
3º. Branca
autor: Ireny De tudo um pouco
Não acredito que demorei tanto para tentar a goiaba branca. Acho que por preconceito. Mas quando fiz, fiquei tipo: “por que ninguém me avisou?”. O sabor é mais suave, menos ácido, quase floral. E a cor… parece geleia de melão. Fica lindo em copinhos, com uma folhinha de hortelã por cima. Pra quem quer algo diferente, mas sem sair da tradição, essa é a porta de entrada. E sim, dá pra usar na mesma proporção da vermelha. Só não espere que fique vermelha. Ela vai ser… branca. E isso é bom.
4º. Com Creme de Leite
Essa é a receita que eu uso quando não tenho tempo, mas quero impressionar. Dois ingredientes. Dois. E o resultado? Um creme que parece que veio de uma confeitaria. O segredo? Não aqueça o creme. Só misture com a goiabada já fria. Se você esquentar, ele se separa. Já fiz isso. Ficou como leite coalhado. Foi feio. Aí aprendi: geladeira primeiro, depois mistura. E se desejar um pouco de sal, uma pitadinha. Só uma. Acho que é isso que faz a diferença entre “bom” e “não consigo parar de comer”.
5º. Cremoso Batido no Liquidificador
Essa é a versão que eu faço pra Titan, sim, o cachorro. Ele não come goiaba, mas eu faço uma versão sem açúcar e congeleo em cubinhos. Ele lambe, fica feliz. E eu fico feliz por ele ficar feliz. Mas pra gente, a versão com açúcar, batida bem direitinho, vira um mousse que parece que a gente comprou. O segredo? Use goiabada pronta, mas de boa qualidade. E bata por pelo menos dois minutos. Se não ficar liso, não adianta. A textura é tudo. Já tentei com o mixer da cozinha… não deu. Só com o liquidificador mesmo.
6º. Cascão
Esta versão é a que sempre preparo quando quero me lembrar de quando era criança e a goiabada vinha em forma de disco, dura, e a gente tinha que ralar com o garfo pra comer. O amassar na panela é meio meditativo. Mas cuidado: se você não tiver paciência, ela vira um purê. E não é isso que a gente quer. O ideal é ir esmagando aos poucos, com a colher de pau, e deixar que os pedacinhos fiquem. É como se a fruta ainda estivesse lá, resistindo. E quando corta, ela racha. Isso é sinal de que fez certo. Se não rachar, talvez tenha passado do ponto. Mas mesmo assim, come. Porque é bom mesmo.
7º. Com Cascas
Acho que ninguém me contou que as cascas tinham pectina. E que isso ajuda a engrossar sem precisar de açúcar demais. Fiz uma vez com casca, e fiquei tipo: “por que todo mundo descarta isso?”. A textura muda um pouco, mais fibrosa, mas o sabor? Mais intenso. E o aroma… parece que a cozinha respira goiaba. Se você quer um doce mais natural, sem aditivos, essa é a aposta. Só não esqueça de lavar bem. E se tiver um pouco de sujeira, pode deixar. A fervura mata. Mas não deixe sujeira de terra. Isso não é mágica.
8º. Em Calda na Panela de Pressão
Essa é a minha saída de emergência quando não tenho tempo, mas preciso de doce pra semana. Trinta minutos, e pronto. Não precisa mexer. Não precisa ficar de olho. Mas atenção: não deixe a panela no fogo depois que começar a chiar. Só 15 minutos. Depois, desliga, espera esfriar, e abre. Se deixar mais, vira doce de goiaba em pedra. E não é isso que a gente quer. Também não use goiaba muito verde. Ela não solta o suco. E aí você fica com uma panela cheia de água e fruta dura. Já aconteceu. Foi triste.
9º. Biscoito de Polvilho Doce com Goiabada
Essa aqui é a que eu faço quando a Daiane quer um lanche que não seja bolo, nem pão. O polvilho crocante, o recheio quente… é como se a goiabada estivesse chorando dentro do biscoito. O segredo? Não encha demais. Se encher, vira um bolo de goiaba. E aí você perde o contraste. E o mais importante: deixe esfriar antes de guardar. Se colocar quente, o vapor amolece o biscoito. E aí você perde a crocância. Já fiz isso. Ficou como um pão de queijo molhado. Não foi bonito.
10º. Com Queijo
Se você acha que Romeu e Julieta só funciona com queijo minas, se engana. Aqui, o queijo é muçarela, batido com requeijão, e a goiabada é cremosa. A textura é diferente. É mais suave. E o sabor? Acho que é o que eu mais gosto. Porque não é só doce e salgado. É… equilíbrio. E se quiser, coloca pedacinhos de goiabada dentro. Não é tradição, mas funciona. E se alguém perguntar, diga que é uma versão moderna. A verdade? É só porque eu não quis cortar o queijo em pedaços.
11º. Empada Doce de Goiabada
Eu nunca pensei em fazer empada doce. Acho que por preconceito. Mas quando provei, me arrependi de não ter feito antes. A massa não tem sal? Pois é. E isso é o segredo. O doce fica mais evidente. E se você fizer com goiabada cremosa, ela vira um recheio que parece que vai escorrer. Mas não escorre. Fica firme. E se você quiser, pode assar em forminhas de empada. Fica lindo. E é a única vez que eu aceito que alguém coma doce com as mãos. Sem vergonha.
12º. De Corte
Essa versão é a que eu preparo quando quero parecer que sei o que estou fazendo. A textura é igual daquelas que vende no mercado, mas sem conservante. E o segredo? A forma. Use uma forma quadrada, forrada com papel manteiga. E deixe esfriar completamente antes de cortar. Se cortar quente, vira bagunça. Já fiz isso. Ficou como uma torta de fruta que caiu no chão. Não foi bonito. Mas o sabor? Ainda era bom. Só que a aparência… não.
13º. Com Doce de Leite
Essa não falha, é a que nunca falha quando quero impressionar alguém que não gosta de goiaba. O doce de leite suaviza o ácido, e a goiabada dá um contraste. A camada é linda. E se você colocar em um pote de vidro, fica parecendo uma sobremesa de restaurante. Mas atenção: não misture. Coloque uma camada, depois a outra. Se misturar, vira um creme de goiaba com açúcar. E isso não é o que a gente quer. Acho que é a única vez que eu concordo com a ideia de “camadas”. Porque aqui, a camada é a graça.
14º. No Bolo
Essa é a que eu costumo fazer quando não quero fazer sobremesa, mas quero que alguém se sinta especial. O bolo é simples, mas quando a goiabada derrete dentro, vira um rio de doce. E o mais legal? Ela não afunda. Fica espalhada. Como se a fruta tivesse se escondido ali dentro. Se você usar goiabada caseira, o sabor é outro. E se tiver um pouco de canela na massa? Melhor ainda. Não é tradição, mas eu faço. E ninguém reclama.
15º. No Bolo de Fubá com Erva-Doce
Esta receita nunca falha para mim quando quero um bolo que pareça que veio do interior. A erva-doce dá um cheiro que lembra infância. E a goiabada? Ela não sobressai. Ela se junta. É como se a fruta tivesse sido feita pra isso. E o mais bonito? O bolo não fica doce demais. O doce da goiaba é suave, e a erva-doce equilibra. Se você não tem erva-doce, pode deixar. Mas se tiver, use. É o tipo de coisa que faz você parar, cheirar, e pensar: “ah, isso é bom”.
16º. Cremoso com Leite Condensado
Esta receita é a que sempre funciona quando não tenho tempo, mas quero algo que pareça que eu me dediquei. O liquidificador faz tudo. Mas cuidado: não use leite condensado quente. Coloque frio. E o doce de goiaba também. Se colocar quente, vira um creme de leite que se separou. Já fiz isso. Ficou como leite coalhado com goiaba. Não foi bonito. Mas se fizer certo? É como se tivesse comprado em uma loja de doces finos. E se colocar no freezer por duas horas? Fica como um sorvete. E aí… é só questão de tempo.
17º. Sem Açúcar
Esta versão é a que sempre preparo quando a Daiane quer algo mais leve, mas não quer abrir mão do sabor. E aí? A goiaba é tão doce que não precisa de nada. Só água. E o segredo? Use goiabas bem maduras. Se não forem, o doce fica amargo. E se quiser, pode usar um pouquinho de xilitol. Mas só um pouquinho. Porque a fruta já tem. E se você não tiver xilitol? Não use nada. Apenas goiaba e água. O resultado é surpreendente. E o mais bonito? A cor. É mais escura. Como se a fruta tivesse se concentrado. É doce, mas não doce demais. É… real.
18º. Pastel de Forno Doce com Goiabada
Essa é a que eu costumo fazer quando quero que alguém se surpreenda com algo que parece fácil, mas é surpreendente. A massa é a mesma do pastel de feira. Mas assada. E a goiabada? Ela vira um recheio que parece que vai vazar. Mas não vaza. E se você passar açúcar por cima? Fica crocante por fora, mole por dentro. É como se a gente tivesse feito um doce de fruta em forma de pastel. E se você não tiver forno? Pode fritar. Mas o forno é melhor. Porque o sabor é mais suave. E se você fizer com massa de pastel de feira? Melhor ainda. Porque é o que a gente conhece. Só que feito com carinho.
19º. Rocambole
Essa é a minha receita de quando quero impressionar em uma festa. O rocambole é fácil, mas o recheio de goiabada? É o que faz a diferença. A massa é leve, e a goiabada… é intensa. E se você colocar um pouco de limão na massa? Melhor ainda. Não é tradicional, mas eu faço. E se você não quiser usar goiabada pronta? Faça em casa. Mas não espere que fique perfeito. Ainda assim, fica bom. Porque o que importa é o sabor. E o fato de que você fez. E não comprou.
20º. Pão Doce de Goiabada
Esta receita nunca falha para mim quando quero que a manhã comece com algo que parece que a gente merece. O pão é fofo, e a goiabada vira um rio quente dentro. E se você fizer com pão de forma? Melhor ainda. Porque a goiabada não escorre. Fica dentro. E se você não tiver tempo de fazer pão? Use pão francês. Assado. E coloque a goiabada por cima. Não é o mesmo, mas funciona. E se alguém perguntar? Diga que é uma versão rápida. A verdade? É que eu não quis esperar a massa crescer. E não me arrependi.
21º. No Micro-Ondas
Essa é a minha escolha quando estou com fome de doce, mas não quero sujar a panela. E aí? Funciona. Mas atenção: não use potes de plástico. Use vidro. E não deixe mais que 10 minutos. Se deixar, vira pedra. Já fiz isso. Ficou como um bloco de açúcar. E não era o que eu queria. Mas se fizer certo? É rápido, é prático, e o sabor é o mesmo. E se você quiser, pode colocar um pouco de canela. Não é necessário, mas ajuda. E se você fizer de manhã? É como se a cozinha tivesse se transformado em uma cafeteria.
E aí, qual vai ser a estreia culinária? Tem alguma que você já fez e não está aqui? Me conta nos comentários, às vezes a gente descobre uma nova versão só por causa de um comentário.






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