Abobrinha assada em salada não é pra quem quer só verde. É pra quem quer crocância que faz barulho no prato. Já fiz essa salada com abobrinha queimada nos cantos, e ainda assim, todo mundo pediu mais. Não porque era saudável. Porque o azeite, o sal e o toque de cebola roxa transformam o que poderia ser um vegetal sem graça em algo que você quer morder de novo. O segredo? Não cozinhe demais. Deixe um pouco de resistência. Se ficar mole, vira purê disfarçado. A chicória ou escarola tem que ser bem seca. Se estiver molhada, afoga tudo. E os tomates cereja? Não corte em pedaços.
Esprema levemente na mão antes de colocar. O suco deles é o que liga os sabores. Coentro? Se não gosta, use salsinha. Mas não tire o azeite. Ele não é só oleoso. É o que faz o sabor grudar no palato. Eu já tentei com óleo de canola. Nunca mais. Se já fez e achou que ficou “sem graça”, talvez tenha assado muito. Ou esquecido de sal na abobrinha. A gente esquece. Eu esqueço. Mas quando acerta? Vira a salada que todo mundo pergunta. A receita tá ali embaixo. Me diz: você é do time que come com garfo ou puxa os pedaços com a mão?
Dicas essenciais da receita
Guarda bem? Dura quanto?
Na geladeira, dura até 2 dias se você armazenar num pote fechado. Mas confessa: a chance de sobrar é zero. Uma dica é deixar a chicória separada e só misturar na hora de servir, senão ela murcha.
Sem abobrinha? Sem crise!
Se faltar abobrinha, testa com berinjela (fica ótima grelhada) ou até chuchu (sim, chuchu! Mas corta fino e deixa mais tempo na frigideira). Já a cebola roxa pode virar cebola caramelizada se você quiser um toque doce.
Hack da frigideira quente
Esqueceu de grelhar as abobrinhas antes? Joga tudo numa frigideira bem quente com um fio de azeite por 2 minutos, mexendo sem parar. Fica crocante por fora e macia por dentro, meu truque de preguiçoso que sempre dá certo.
Para todo mundo comer
Low carb? Já é! Vegano? Naturalmente. Sem glúten? Óbvio. Quer aumentar as proteínas? Joga umas fatias de tofu grelhado ou pedaços de frango desfiado por cima. Fica tão bom que até quem não está de dieta vai querer.
O pecado mortal da abobrinha
Cozinhar demais! Abobrinha vira papa fácil. O ponto certo é quando ela ainda está firme, mas com marquinhas de grelhado. Já errei isso 3 vezes antes de aprender, Daiane até batizou de "purê de abobrinha não intencional".
Casamentos perfeitos
Experimenta servir com: pão sírio aquecido (pra fazer wraps), queijo feta esfarelado (combinação divina) ou até um ovo pochê por cima. De bebida, um vinho branco bem gelado ou suco de maracujá com gengibre.
Versão "surpresa-me"
Já testei colocar manga em cubos (dá um contraste doce incrível), abacate (cremosidade garantida) e até pedacinhos de bacon crocante (sim, eu sei, não é saudável mas é bom demais). Inventa aí e me conta nos comentários!
Modo chef Michelin
Rega com azeite trufado na finalização e polvilha flocos de sal rosa. Custa 10x mais? Sim. Vale a pena? Só em ocasiões especiais, aniversário da sogra, por exemplo.
Faça render o dinheiro
Abobrinha muito cara? Metade abobrinha, metade chuchu (ninguém percebe). Tomate cereja caro? Corta tomate comum em cubinhos. E a chicória pode ser substituída por alface americana sem dó.
O segredo do grelhado perfeito
O segredo? Frigideira bem quente antes de colocar as abobrinhas, e não mexer muito! Coloca, deixa 2-3 minutos até marcar, vira uma vez só e pronto. Se ficar mexendo, vira mush.
Sobrou? Transforma!
Restos viram recheio de omelete, base para uma sopa fria (bate com iogurte natural) ou até patê (amassa tudo com um garfo e passa no pão). Já usei até como topping de pizza, ficou estranho? Um pouco. Comível? Totalmente.
Abobrinha no café da manhã?
Joga a salada fria em cima de uma torrada com ricota. Parece esquisito mas é revigorante, meu café da manhã pós-farra preferido. Outra: congela as abobrinhas grelhadas separadas pra usar depois (descongela na frigideira).
Perguntas que sempre me fazem
Pode comer crua? Pode, mas fica sem graça. O grelhado traz o sabor.
Tem que descascar? Nunca! A casca tem nutrientes e textura.
Posso fazer antes? Até 2 horas antes, mas deixa a chicória por último.
Sabia que...
A abobrinha é tecnicamente uma fruta? Pois é. E a versão italiana (a da receita) tem menos sementes e mais polpa. Ah, e o coentro não é só enfeite, ele ajuda na digestão dos vegetais crus. Dica da vovó que sempre funciona.
De onde veio essa mistura?
É uma adaptação livre das "antipasti" italianas, onde vegetais grelhados são stars. Mas a chicória e coentro são 100% brasil. Fica aquela mistura que nem a nonna nem a vó brasileira reconhecem, mas todo mundo ama.
Já fiz errado pra você não fazer
Uma vez coloquei abobrinha congelada direto na frigideira. Virou uma sopa triste. Outra vez exagerei no sal e só descobri na hora de servir. Solução? Dobrei a quantidade de todos os outros ingredientes e virou salada para 10 pessoas. Improviso é tudo!
E aí, bora testar?
Essa receita já salvou meu almoço de domingo, meu jantar de sexta preguiçosa e até uma visita surpresa. Conta aí nos comentários como ficou a sua, com fotos se possível! E se inventar alguma variação maluca, compartilha que eu quero testar também.
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