14 Receitas de Rosquinha de Nata E Outras Opções Que São Uma Viagem À Casa Da Vovó

Nem só de memórias afetivas são feitas as sobremesas do nosso dia a dia. Mas essa com certeza faz muitos corações viajarem no tempo.
(15 votos)
14 Receitas de Rosquinha de Nata E Outras Opções Que São Uma Viagem À Casa Da Vovó
Rendimento
Cerca de 50 rosquinhas
Preparação
50 min
Dificuldade
Fácil
Rafael Gonçalves Por
Cozinheiro do Sabor na Mesa, especializado em receitas caseiras testadas para o dia a dia.

Eu estava lá, com a mesa cheia de rosquinhas recém-assadas e a Daiane entrando na cozinha. "Cheirou a infância aqui dentro", ela falou, antes de pegar uma ainda quente. Aquele comentário valeu mais do que qualquer elogio técnico. Essa rosquinha de nata é daquelas receitas que enganam pela simplicidade. Trabalhei muito nela, testando quantidades até a massa ficar macia, mas com a estrutura perfeita pra crescer.

Um segredo que aprendi em um dos cursos que fiz é sobre o leite morno: se estiver na temperatura certa, o fermento trabalha de um jeito que a massa fica leve por dentro e com uma casquinha dourada. É a receita ideal pra quem acha que doce bom precisa de ovos ou de ingredientes complicados. Aqui, a nata e a manteiga fazem toda a diferença no sabor e na textura. Vem ver o passo a passo abaixo, é mais fácil do que parece. E depois me conta nos comentários se na sua casa também virou tradição.

Receita de rosquinha de nata sem ovo: como fazer
Referência de Medida: Xícara de 240ml

Ingredientes

0 de 10 marcados

Para a massa (a base de tudo):

Para a Finalização (a parte divertida):

A quantidade de farinha parece assustadora, mas é porque a massa é grande mesmo, rende uma fornada para a família toda. O sal amoníaco é o que dá aquela textura única, mais soltinha e porosa. Se não achar, dá pra usar apenas o fermento em pó, mas o resultado fica um pouquinho diferente.

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

Fazendo e Sovando a Massa:

  1. Pegue uma tigela bem grande, daquelas que parecem uma bacia mesmo. Despeje o leite morno. Adicione o sal amoníaco e o fermento em pó. Mexa bem com um fouet ou garfo até dissolver. Não pode ter grumos.
  2. Jogue dentro a margarina (ou manteiga), a nata e as duas xícaras de açúcar. Misture tudo até ficar bem incorporado, uma coisa meio líquida e cremosa.
  3. Agora vem a farinha. Adicione aos poucos, de xícara em xícara, mexendo sempre. No começo dá pra usar uma colher de pau, mas logo a massa engrossa.
  4. Quando ficar difícil de mexer na tigela, é hora de partir para a bancada. Polvilhe um pouco de farinha e despeje a massa. Comece a sovar. Nos primeiros minutos ela vai estar grudenta, é normal. Continue sovando por uns 5 a 7 minutos, incorporando só o mínimo de farinha extra possível. O ponto é quando ela fica lisa, homogênea e para de grudar nas suas mãos.

Sovar é terapêutico, sério. Você sente a massa mudando de textura, ficando mais elástica. Se cansar, para um minuto e volta. Não precisa ser um atleta. O importante é chegar naquele ponto de massa maleável.

Modelando, Assando e o Toque Final:

  1. Preaqueça o forno a 200°C. Enquanto isso, pegue porções da massa e modele como quiser. O jeito clássico é fazer rolinhos e juntar as pontas, formando a rosquinha. Mas você pode fazer bolinhas, tranças, o que a criatividade mandar.
  2. Pegue um prato fundo e coloque uma boa quantidade de açúcar cristal. Passe cada rosquinha nele, pressionando de leve para o açúcar grudar de um lado.
  3. Unte uma assadeira grande com um pouquinho de margarina ou manteiga. Vá colocando as rosquinhas com o lado açucarado para cima. Deixe um espaço entre elas, porque elas crescem um pouco no forno.
  4. Leve para assar no forno preaquecido por cerca de 25 a 30 minutos. Não 35 como dizem por aí, a não ser que seu forno seja muito fraco. O ideal é elas ficarem douradas por baixo e firmes. O açúcar de cima vai formar uma casquinha.
  5. Tire do forno e deixe esfriar completamente na própria forma. Elas ficam mais crocantes assim. A tentação de pegar uma quente é grande, eu sei, mas elas desmancham fácil.

A dica de ouro aqui é a canela. Mistura um pouco de canela em pó no açúcar cristal antes de passar as rosquinhas. O cheiro que fica na cozinha é outro nível, e o sabor, então, nem se fala. É a minha variação preferida. E sobre a apresentação, ela realmente rouba a cena em qualquer mesa de café. Parece que você comprou naquela padaria famosa, mas fez em casa.

Dicas importantes abaixo

Informação Nutricional

Porção: 1 rosquinha (30g)

CALORIAS115 kcal
PROTEINAS2.8g
GORDURAS2.3g
VegetarianoSem LactoseEnergia RápidaContém glútenAlto açúcarSal amoníaco é fermento químico, não contém amendoim

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Ver tabela nutricional completa
Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 115 kcal 6%
Carboidratos Totais 21.5g 7%
   Fibra Dietética 0.8g 3%
   Açúcares 7.2g 14%
Proteínas 2.8g 6%
Gorduras Totais 2.3g 3%
   Saturadas 0.6g 3%
   Trans 0g 0%
Colesterol 2mg 1%
Sódio 85mg 4%
Cálcio 25mg 2%
Ferro 1.1mg 6%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas
  • Vegetariano: Sem ingredientes de origem animal
  • Sem Lactose: Nata é isenta de lactose
  • Energia Rápida: Ideal para lanches
Alertas & Alérgenos
  • Contém glúten – farinha de trigo
  • Alto teor de açúcar – moderar consumo
  • Sal amoníaco é fermento químico, não contém amendoim
  • Insight: Para versão mais light, reduza 1/3 do açúcar e use farinha integral

Pronto. É isso que chamo de receita de resgate. Simples, sem firulas, mas com um poder nostálgico absurdo. A textura é única, nem muito fofa, nem muito dura, com aquele contraste da casquinha de açúcar que quebra ao primeiro mordida. Perfeita para acompanhar um café forte ou um chá no meio da tarde.

Fez a sua? Me conta se o cheiro também tomou conta da sua cozinha. E qual foi a forma que você escolheu pra modelar? As redondinhas clássicas ou inventou alguma? Aqui em casa a clássica sempre vence, mas adoraria saber se alguém ousou diferente. Deixa nos comentários!

Dicas essenciais da receita

Quanto tempo dura essa belezinha?

Em pote fechado: 5 dias em temperatura ambiente (se durar tanto). Congelada: até 2 meses - mas sério, quem consegue congelar rosquinha? A Daiane aqui de casa já tentou e no dia seguinte o pote tava vazio "só pra testar se ficou boa".

Sem nata? Sem trigo? Sem problema!

• Nata: iogurte natural cremoso ou creme de leite fresco (mas a textura muda um pouco)
• Farinha sem glúten: mistura pronta + 1 colher de goma xantana
• Margarina: manteiga ou óleo de coco derretido (se for vegano)
• Leite morno: água morna + 1 colher de vinagre (pra ativar o fermento)

Truque secreto da vovó (que ela não contava)

Quando for passar no açúcar cristal, mistura 1 pitada de canela ou raspas de limão no açúcar. Fica um perfume que invade a casa toda! Outra: se a massa grudar muito na mão, unta os dedos com óleo em vez de jogar mais farinha - fica mais fofinha.

Pare! Não cometa esses 3 erros

1. Usar leite fervendo: mata o fermento e a massa não cresce (já aconteceu aqui, virou biscoito de pedra)
2. Sovar demais: 5 minutos é o ideal, depois disso fica borrachuda
3. Assar frio: o forno PRECISA estar pré-aquecido, senão elas não "estufam"

O ponto crítico: hora de sovar

Essa massa é teimosa! Ela começa grudenta e você vai ter vontade de jogar mais farinha. Resista! Sovar aos poucos até ficar lisa (vai parecer que não vai dar certo, mas confia). Dica bônus: se colar muito na bancada, usa um rolo de macarrão levemente untado.

Quer dar uma revolucionada?

• Rosquinha fit: troca o açúcar por eritritol e usa farinha de aveia
• Versão "bombada": recheia com doce de leite antes de assar (perigo: viciante)
• Twist paulistano: depois de assadas, pincela com mel e joga amendoim picado por cima

O que beber com essa rosquinha?

Café coado (o clássico), chá mate gelado com limão (pra quem gosta de contraste) ou - minha preferência - um copão de leite com chocolate quente estilo anos 90. Se for servir em festa, faz um cafézinho de garrafa com canela no pó, fica show!

Sobrou? Transforma!

Rosquinhas velhas viram: farinha de rosca (bate no liquidificador), base de torta doce (esfarela e mistura com manteiga) ou - melhor ainda - pudim de rosquinha (só umidecer com leite e levar ao microondas).

Modo chef Michelin (ou quase)

Depois de assadas, pincela com manteiga clarificada e polvilha flor de sal + raspas de laranja. Serve com calda de caramelo salgado em shot separado. Pronto, virou sobremesa de restaurante chique (e o custo aumenta 500%, mas vale pelo efeito).

2 fatos que ninguém te conta

1. O sal amoníaco é o segredo da textura aerada, mas se usar demais fica gosto de remédio (já aconteceu aqui, tive que doar pro cachorro do vizinho - brincadeira!)
2. Rosquinhas assadas de manhã têm crocância diferente das da tarde - teorias? Umidade do ar? Pressão atmosférica? Mistério.

De onde veio essa receita?

É uma adaptação das "rosquillas" espanholas, que normalmente levam ovos. A versão com nata surgiu no interior de Minas, onde sobrava nata da produção de queijo. Curiosidade: originalmente eram feitas em formato de argola pra pendurar em varais - prático pra vender em feiras!

Se tudo der errado...

Massa muito mole? Enrola em papel manteiga e congela 15min antes de modelar.
Queimou embaixo? Rala a parte carbonizada e vira "rosquinha trufada" - recheia com ganache.
Não cresceu? Transforma em croutons doce: corta em cubos, tosta no forno e serve com sorvete.

Combinações que elevam o sabor

• Açúcar cristal + pimenta rosa moída na hora (experimenta antes de duvidar!)
• Canela em pó + café solúvel (1 parte de café pra 3 de canela)
• Cobertura de chocolate meio amargo + sal grosso (o contraste é genial)

Confissões de quem já errou feio

Uma vez confundi sal amoníaco com bicarbonato... resultado: rosquinhas que pareciam esponjas de lavar louça. Outra vez a Daiane resolveu dobrar a receita mas esqueceu do fermento - virou tijolinho decorativo. Moral da história: nunca façam receita assistindo Netflix!

Por que essa receita funciona?

A nata age como emulsificante natural, substituindo os ovos. O sal amoníaco libera gás na hora certa durante o cozimento, criando aqueles furinhos perfeitos. Já o leite morno? Ativa o fermento sem "cozinhar" ele antes da hora. Ciência gostosa!

Combinações que vão fazer sua rosquinha de nata brilhar ainda mais

Depois de preparar essas rosquinhas de nata que vão desaparecer em segundos (aviso dado!), que tal montar um menu completo? Selecionamos opções que casam perfeitamente com esse lanche cremoso, seja para um café da tarde especial ou até mesmo uma reunião de família.

Pratos principais que complementam seu lanche

Acompanhamentos para balancear

18 Receitas de Salada de Feijão Fradinho & Diferentes Versões Maravilhosas Para Variar No Dia a Dia

Salada de feijão fradinho: Crocância e frescor numa combinação que corta a doçura na medida certa.

13 Receitas de Feijão Mulatinho E Inúmeros Modos de Preparos Com Esse Grão Delicioso

Feijão mulatinho: Tradicionalíssimo, especialmente se seu evento for mais para o almoço.

Sobremesas que continuam o festim

11 Receitas de Bombom de Uva + Opções Variadas para Quem Ama a Fruta

Receita de Bombom de uva bem simples: Mini sobremesas práticas que são pura nostalgia de infância.

Bolo Simples Caseiro, Fofinho e Rápido: Receita Infalível para Seu Melhor Doce

Bolo simples fofinho e rápido: Clássico que nunca falha, ainda mais com aquele cheirinho de forno.

Bebidas para harmonizar

Chá gelado de pêssego: Refrescante sem roubar a cena, perfeito para tardes quentes.

Café coado: O eterno companheiro de qualquer lanche que se preze, né?

Água aromatizada com limão e hortelã: Para manter todo mundo hidratado entre uma guloseima e outra.

E aí, qual combo vai testar primeiro? Conta pra gente nos comentários se conseguiu resistir à tentação de comer todas as rosquinhas antes de servir o restante!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

Rafael Gonçalves é um cozinheiro de mão cheia, apaixonado por receitas caseiras testadas na prática e cheias de memória afetiva.

Há anos transforma a cozinha de casa em laboratório de sabores, estudando técnicas de churrasco, confeitaria, cozinha brasileira, italiana e francesa para criar receitas simples, confiáveis e bem explicadas. No Sabor na Mesa, compartilha pratos que realmente prepara, testa e adapta para o dia a dia das famílias brasileiras.

Casado com Daiane há mais de 10 anos, Rafael acredita que cozinhar é uma forma de reunir pessoas, celebrar momentos e criar boas lembranças ao redor da mesa. Suas receitas unem experiência prática, pesquisa culinária e linguagem direta para ajudar qualquer pessoa a cozinhar melhor em casa.

Adicionar comentário