A primeira vez que tentei fazer pastel assado, o resultado foi tão ruim que minha esposa Daiane riu por uma semana. A massa ficou dura como sola de sapato, e o recheio vazou tudo.
Depois de muito testar na minha cozinha de apartamento em São Paulo, descobri que o segredo está na água morna e no descanso da massa. Aqueles 15 minutos fazem toda diferença para o glúten relaxar e criar essa textura perfeita, macia por dentro e crocante por fora.
Uso uma garrafa comum pra abrir a massa, nada de equipamento chique. A margarina dá uma quebra na rede de glúten que deixa o pastel leve, quase como massa folhada, mas bem mais simples de fazer.
Vou te mostrar como fazer essa massa de pastel assado no forno que virou paixão aqui em casa. É tão gostoso que até o Titan fica de olho quando tiro do forno. Depois me conta nos comentários qual seu recheio preferido.
Pega um recipiente grande e mistura a farinha com o sal. Adiciona a margarina e vai misturando com as mãos até ficar parecendo uma farofa grossa. A água morna vai aos poucos, mexendo até formar uma massa homogênea.
Essa parte do descanso é importante mesmo, não pule. Cobre a massa com um pano ou leva pra geladeira por 15 minutos. A massa fica mais elástica e fácil de trabalhar depois.
Abrindo e montando:
Espalha farinha na bancada pra não grudar. Pega um pedaço da massa e abre com a garrafa mesmo, daquelas de refrigerante vazia. Vai girando a massa enquanto abre, pra ficar redondinha e fina.
Coloca o recheio no meio, mas não exagera na quantidade senão estoura na hora de fechar. Dobre a massa ao meio e usa um garfo pra pressionar bem as bordas, fazendo aquele desenho característico.
Se quiser deixar mais bonito, pincela com gema de ovo. Dá aquela cor dourada que todo mundo gosta.
Assando:
Preaquece o forno a 200°C. Unta a forma com um pouquinho de margarina ou óleo pra não grudar.
Coloca os pastéis na forma, deixa um espaço entre eles. Assa por uns 30 minutos ou até dourar. Fica de olho porque cada forno é diferente.
Dicas que fazem diferença:
A gema de ovo realmente deixa mais crocante, mas se não tiver pincel pode usar as costas de uma colher pra espalhar.
Na hora de abrir a massa, não tenha pressa. Se rasgar um pouquinho, dá pra consertar com um pedaço de massa extra.
O sal pode ajustar depois, mas eu prefiro colocar na massa mesmo, fica mais saboroso.
Depois daquele primeiro desastre que a Daiane nunca me deixa esquecer, essa receita virou uma das mais pedidas aqui em casa. O cheiro que fica no apartamento quando tá assando é de deixar qualquer um com fome.
Qual recheio você costuma colocar no pastel? Aqui em casa é briga entre carne moída e queijo com presunto. Conta aí nos comentários qual sua combinação favorita e se testou alguma variação diferente!
Quanto tempo dura essa belezinha?
Se conseguir resistir e não devorar tudo em 5 minutos (boa sorte!), a massa assada dura até 3 dias na geladeira em pote fechado. Quer guardar por mais tempo? Congela! Fica perfeita por até 1 mês. Só lembra de descongelar na geladeira antes de reaquecer. Ah, e se for congelar, deixa sem a gema por cima - pincela só na hora de assar de novo.
De olho na conta calórica
Cada pastel sem recheio tem cerca de 185 calorias (valor corrigido conforme tabela nutricional). Claro que o número varia bastante dependendo do recheio escolhido. Um de queijo pode chegar a 280 calorias, já um de carne moída com queijo pode ultrapassar 350 calorias! A versão assada é mais light que a frita, mas o controle do recheio faz toda diferença para quem está de dieta.
Trocas inteligentes para fugir do básico
• Sem margarina? Bota manteiga mesmo, fica mais gostoso (e menos processado). • Pra quem não come glúten: farinha de arroz + polvilho doce na mesma medida.
• Quer um toque especial? Substitui 1/4 da água por vodka (sim, vodka!). Deixa a massa mais crocante - truque de confeiteiro profissional. • Vegano? Troca a margarina por óleo de coco e a gema por azeite.
Hacks que vão mudar sua vida pastelística
1. NÃO TEM ROLO? Garrafa de vinho vazia resolve. Ou até latinha de extrato de tomate limpinha. 2. Massa grudando? Coloca um plástico filme por cima antes de abrir - zero stress.
3. Quer pastel super crocante? Assa os primeiros 15 minutos e depois dá uma borrifada de água gelada no forno (cuidado com o vapor!). O choque térmico cria uma crocância de outro mundo.
Os 3 pecados capitais do pastel assado
1. Massa muito grossa: vira um tijolo. Tem que ficar quase transparente contra a luz! 2. Rechear demais: aí estoura e vira bagunça no forno. Coloca no máximo 1 colher de sopa.
3. Forno frio: tem que estar bem quente antes de entrar, senão o pastel suga óleo igual esponja.
O momento crítico: abrir a massa
Esse é o passo que mais dá medo, eu sei. Mas olha o truque: depois de dividir a massa em bolinhas, achata com a palma da mão primeiro. Aí rola de um lado, vira 45 graus, rola de novo. Vai fazendo isso e a massa fica redondinha e fina igual de pastelaria. A Daiane (minha esposa) demorou 3 tentativas pra acertar - hoje ela faz melhor que eu!
Pastel 2.0 - versões pra impressionar
• Doce: substitui o sal por 2 colheres de açúcar e recheia com doce de leite + coco ralado • Italiano: massa com ervas finas e recheio de mussarela de búfala + tomate seco
• Fit: massa integral com recheio de frango desfiado e cream cheese light • Brutal: bacon picado dentro da massa antes de assar (perigo: viciante)
O que serve junto?
• Clássico: limãozinho espremido e molho de pimenta caseiro • Chique: geleia de pimenta ou mostarda dijon
• Brasileiríssimo: caldo de cana gelado ou guaraná antártica • Jantar completo: salada de repolho roxo ralado com vinagrete
Sobrou massa? Não joga fora!
Corta em tirinhas finas, frita e vira "cabelo de anjo" pra sopa. Ou faz mini empanadinhos doces com o que tiver na geladeira. Minha última invenção foi usar restinho de massa pra fazer base de pizza individual - ficou surpreendentemente bom!
Modo chef Michelin
Pincela com manteiga clarificada em vez de gema e polvilha flocos de sal rosa + sementes de gergelim preto na hora de assar. Serve com molho tártaro caseiro (maionese + picles + endro). Parece coisa de restaurante caro, mas é só seu pastel domingueiro turbinado.
SOS Pastel desastre
Massa rasgou? Faz cola com farinha e água e remenda feito bicicleta velha. Recheio vazou no forno? Vira "pastel pizza" - espalha o que sobrou em cima e bota mais queijo. Queimou embaixo? Rala queijo por cima e gratinha de novo. Na dúvida, tudo vira "especialidade da casa".
De onde veio essa delícia?
O pastel assado é uma adaptação brasileira dos empanados espanhóis e portugueses, mas com a praticidade que a gente adora. A versão frita veio com os imigrantes japoneses nos anos 40 - sim, essa é uma história maluca de globalização gastronômica! O assado surgiu como opção mais leve, mas nem por isso menos gostosa.
2 segredos que ninguém conta
1. A massa descansando na geladeira por 1 hora fica ainda mais fácil de trabalhar - o glúten relaxa literalmente. 2. Se colocar 1 colher de chá de vinagre na massa, ela fica mais crocante e não encolhe no forno. Química pura!
Perguntas que todo mundo faz
Pode congelar com recheio? Pode, mas só os de queijo e carne. Vegetais soltam água ao descongelar. Por que minha massa ficou dura? Provavelmente amassou demais ou usou farinha errada (tem que ser sem fermento). Doura mas não cozinha por dentro? Forno muito quente! Reduz pra 180°C e deixa mais tempo.
Harmonização pastelística
Pastel de queijo: cerveja pilsen bem gelada Pastel de carne: vinho tinto jovem ou suco de uva integral
Pastel de frango: chá mate gelado com limão Pastel doce: café coado na hora ou vinho do porto branco
Sabia que...
Em São Paulo tem uma feira que vende pastel assado de 1 metro? E não é lenda urbana - fica na Zona Leste e faz fila aos domingos. Outra curiosidade: a técnica de vedar com garfo veio dos pastéis de nata portugueses, que precisam ficar super selados pra não vazar o creme. E aí, qual vai ser seu primeiro recheio? Conta aqui nos comentários como ficou seu pastel!
Continuando nossa farra de massas deliciosas!
Se você veio parar aqui, é porque também acredita que pastel - seja frito ou assado - é uma das invenções mais geniais da humanidade. E olha que eu nem tô exagerando! Depois de testar essa massa de pastel assado no forno, que tal explorar outras versões? Lá em casa, a receita básica de massa de pastel caseira (aquela que não tem erro) sempre salva quando a fome aperta. Mas se quiser dar um up, já experimentou fazer com um toque de creme de leite na massa? Fica tão boa que dá até dó de rechear!
Agora, se você é do time que gosta de ousar (como eu), precisa ver essa ideia maluca que descobri: lasanha feita com massa de pastel. Sim, você leu certo! É crocante, é diferente e vai fazer sucesso no seu próximo almoço de domingo. Quem testar depois me conta o resultado, hein?
Completa o Menu: Combinações Perfeitas para seu Pastel Assado
Se você já tá com aquela massa de pastel assado quentinho pronta, só falta montar o resto do banquete! Aqui vão sugestões que vão transformar seu lanche em uma refeição completa – a Dai já aprovou todas (e roubou um pedaço do pastel antes de eu terminar de escrever).
Para Virar o Prato Principal
Pastelão de Frango: Se o pastel assado foi só o aquecimento, esse pastelão é o main event. Recheio cremoso que a gente sempre faz em dobro porque some rápido.
Fraldinha Assada: Carnes e massas são melhores amigos, ainda mais quando a fraldinha fica tão macia que nem precisa de faca. Ótimo para quando quer impressionar sem muito trabalho.
Escondidinho de Carne Seca: A gente adora essa receita nos dias frios – o purê por cima fica com aquela casquinha dourada que é nossa parte favorita (brigamos pelo último pedaço).
Acompanhamentos que Fazem a Diferença
Vinagrete de Manga: Doce e ácido na medida, corta a gordura do pastel perfeitamente. Minha versão tem um toque de pimenta dedo-de-moça que a Dai achou "ousado" na primeira vez.
Farofa de Bacon Crocante: Porque tudo fica melhor com farofa, e essa aqui é a nossa coringa. Deixo o bacon bem tostadinho, quase no limite, como o pai ensinou.
Salada de Repolho com Cenoura: Textura crocante e leve pra equilibrar. Quando preguiça bate, compramos pronto e só temperamos com limão e um fio de azeite.
Doces para Finalizar com Chave de Ouro
Brigadeiro de Colher: Clássico que nunca falha. Aqui em casa virou tradição fazer em panela pequena pra cada um ter a sua (e evitar conflitos).
Pudim de Leite Condensado: Receita da vó que sempre parece mágica quando desenforma. A calda é o segredo – deixo sempre um pouco mais escura que o normal.
Mousse de Maracujá: Leve e azedinha, perfeita depois de uma refeição mais pesada. Uso sempre fruta fresca, nada de suco em caixinha.
Bebidas para Harmonizar
Suco de Abacaxi com Hortelã: Refrescante e combina demais com frituras. Bato com um pouco de gengibre quando quero dar uma variada.
Chá Mate Gelado: Nosso preferido para lanches da tarde. Adiciono rodelas de limão siciliano e folhas de manjericão pra ficar gourmet (sem ser fresco).
Água de Coco Natural: Quando queremos algo simples e natural. Dai insiste em colocar gelo, eu discordo – a discussão é eterna.
E aí, qual combo vai testar primeiro? Conta aqui nos comentários se resistiu a comer o pastel assado antes de montar o prato completo (eu nunca consigo).
Depois de dominar minha receita base, que tal explorar outras abordagens incríveis para pastel assado?
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou.Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.
Essa foi a primeira versão que realmente deu certo depois da minha tentativa desastrosa com a massa dura. O que aprendi? Farinha de aveia realmente deixa a massa mais sequinha como mencionam, mas confesso que prefiro a de trigo comum para o dia a dia.
Uma coisa que ninguém conta: recheio frio é fundamental mesmo. Na pressa já coloquei morno e a massa ficou encharcada, quase desmanchou no forno. Agora preparo o recheio com antecedência e deixo na geladeira, faz toda diferença.
3º. Quando a cremosidade é prioridade
Autor: Nandu Andrade
Teve uma fase que testei todas as variações com creme de leite e nata, querendo descobrir qual dava mais crocância. A nata realmente entrega uma textura incrível, mas o creme de leite é mais prático para quem tem pouco tempo.
O pulo do gato que descobri: se for usar nata, precisa ajustar a quantidade de farinha porque a massa fica mais molinha. Já errei isso e precisei ir colocando farinha aos poucos até chegar no ponto certo.
Essa da cachaça foi uma das maiores surpresas que tive na cozinha. Nunca imaginei que pinga pudesse deixar a massa tão macia. Testei por curiosidade e nossa, o resultado é impressionante mesmo.
Só um alerta: realmente não fica crocante como as outras versões. É mais para quem gosta daquele pastel bem molinho, quase como um pão recheado. Combina demais com recheios mais suaves, tipo queijo com orégano.
Fiz essa versão vegana para uns amigos que visitaram e confesso que fiquei surpreso como ficou boa. A proteína de soja temperada direitinho engana qualquer um, sério.
Dica importante: o óleo de girassol deixa a massa mais soltinha que o normal. Precisei sovar um pouco mais para dar liga, mas no final valeu a pena. Quem não é vegano também adorou.
Esse com maionese no recheio é daqueles que a gente faz só de vez em quando porque é muito rico. A primeira mordida é uma experiência única, mas confesso que não consigo comer toda semana.
Aprendi na prática que exagerar no requeijão pode ser problemático. Já tive um que vazou tudo no forno porque coloquei demais. Agora uso no máximo duas colheres por pastel.
Essa é minha receita de emergência quando surge visita inesperada. Com poucos ingredientes básicos que quase todo mundo tem em casa, sai uma fornada rápida que sempre salva.
A dica da gema para pincelar é ótima mesmo, deixa douradinho e com cara de profissional. Só tomo cuidado para não exagerar senão fica com gosto forte de ovo.
A farinha integral realmente muda completamente a experiência. Fica mais crocante que a comum, mas também mais quebradiça. Precisei aprender a manusear com mais cuidado para não rachar na hora de fechar.
Para recheios, descobri que funciona melhor com opções mais firmes. Com recheio muito molinho tende a umedecer a massa rápido.
Essa versão fitness me surpreendeu pela praticidade. A farinha de aveia dá uma textura diferente que eu particularmente gostei, mas demorei para acertar o ponto da massa.
É mais seca que a de trigo, então precisa de menos tempo no forno. Queimei o primeiro lote porque deixei o mesmo tempo da receita tradicional.
Guaraná na massa foi a coisa mais inusitada que testei e nossa, que descoberta! Dá um sabor levemente adocicado que combina demais com recheios salgados.
Usei a versão normal do refrigerante e deu certo, mas imagino que com a zero açúcar deve funcionar também. A massa fica realmente bem lisa e fácil de trabalhar.
Qual dessas você vai levar para a sua lista de experimentos? Tem opção para todos os gostos e necessidades. Se testar alguma, me conta nos comentários como foi sua experiência, é fascinante poder dialogar sobre essas descobertas!
O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.
Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.
Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?
Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.
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