Agora que você já domina o crepe clássico, que tal explorar versões que vão do lanche rápido ao jantar sofisticado?
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. Suíço no palito ou na sanduicheira
autor: Camila Luz
Esse crepe suíço é daqueles que some antes mesmo de você terminar de servir. A textura crocante por fora e levemente macia por dentro é quase hipnótica, principalmente quando sai quentinho da sanduicheira. O truque tá na mistura de queijo ralado com um toque de açúcar e fermento, que dá um leve dourado irresistível.
Já fiz esse aqui numa tarde com amigos e virou hit. Dica prática: se for usar o liquidificador, bata bem até a massa ficar lisinha, sem grumos. E não economize na manteiga na hora de untar, ela faz toda a diferença pro dourado perfeito.
3º. Suzette de frigideira
autor: Erick Jacquin
Se você quer impressionar sem passar horas na cozinha, essa versão Suzette é um atalho para o requinte. A calda de laranja com um toque de licor (Grand Marnier é clássico, mas qualquer um de laranja serve) transforma um crepe simples numa sobremesa de restaurante estrelado.
Aqui vai um segredo que aprendi: deixe a frigideira bem quente antes de adicionar o açúcar e o suco, isso ajuda a caramelizar rápido e criar aquela textura brilhosa. E se quiser flambar, faça com cuidado: um fósforo longo resolve. Não precisa de fogos de artifício, só um brilho dourado e um cheirinho que enche a casa.
Esse é o tipo de crepe que eu faço quando quero me perdoar por alguma dieta furada. Chocolate na massa, Nutella por cima e banana fresca no meio, combinação que beira o pecado, mas que todo mundo merece de vez em quando. A massa fica mais fina por causa do cacau, então espalhe com calma na frigideira.
Uma dica que uso sempre: corte a banana bem fininha e espalhe a Nutella com as costas da colher ainda quente, ela derrete levemente e vira um creme sedoso. Se quiser caprichar, uma pitada de sal por cima realça o doce sem você nem perceber.
Esse crepe salgado é daqueles que salvam um jantar sem planejamento. Frango desfiado, catupiry e um pouco de salsinha, simples, mas com um sabor que gruda na memória. O requeijão é o segredo pra deixar tudo cremoso sem pesar.
Eu costumo usar o liquidificador pra massa porque ela fica mais homogênea, e o recheio eu preparo com sobras do almoço. Ah, e não dobre o crepe com pressa: espere o queijo amolecer um pouco na frigideira quente antes de fechar, senão ele racha.
Se você tá de olho na balança mas não quer abrir mão do prazer de um crepe quentinho, essa versão low carb é surpreendentemente boa. Só três ingredientes: ovo, creme de leite e queijo ralado. A massa fica mais espessa que a tradicional, mas doura bem e segura qualquer recheio.
Já testei com espinafre refogado e cogumelos, virou meu café da manhã dos domingos. Só cuidado com o tipo de queijo: evite os muito salgados, senão o crepe vira um petisco salgado demais.
A crepioca é uma dessas invenções brasileiras que fazem todo sentido: mistura a leveza do crepe com a crocância da tapioca. Basta bater goma de tapioca com ovo e levar à frigideira, em minutos você tem uma base neutra que aceita desde queijo coalho até doce de leite.
Faça em fogo baixo pra não queimar, e espalhe a massa com uma concha antes que ela endureça. Uma vez tentei com tomate-cereja e manjericão fresco, virou um lanche da tarde que até o Titan ficou olhando com cara de “me dá um pedaço”.
Não precisa de ovo, leite ou manteiga pra ter um crepe macio e saboroso. Essa versão vegana usa aveia e tofu como base, sim, tofu! — e o resultado é surpreendente: uma massa flexível, com sabor neutro que combina com recheios doces ou salgados.
Experimentei com purê de abóbora e cebola caramelizada, e ficou ótimo. Se for fazer, deixe a massa repousar uns 10 minutos antes de cozinhar; isso ajuda a ligar os ingredientes sem grudar na frigideira.
Esse aqui é pro time que acha que crepe só é bom se tiver um toque picante. Calabresa em cubinhos, cebola bem dourada e muçarela derretida, combinação que pede uma cervejinha gelada do lado. A massa é básica, mas o recheio é que manda no sabor.
Corte tudo bem pequeno pra facilitar na hora de dobrar, e não esqueça de escorrer a calabresa depois de fritar, gordura demais deixa o crepe encharcado. Já comi esse aqui num domingo chuvoso e não sobrou nem migalha.
Apesar do nome, não tem nada de pizza aqui, é um crepe doce com baunilha, perfeito pra finalizar uma refeição com elegância sem complicação. A massa leva leite e um fio de óleo, e o segredo tá em não exagerar na quantidade de óleo na frigideira.
Eu gosto de fechar como um pastelzinho e polvilhar um pouco de açúcar de confeiteiro por cima. Se quiser, dá pra rechear com ricota temperada com limão, uma ideia que peguei num jantar em São Paulo e nunca mais esqueci.
Imagine uma mini pizza, mas com a textura macia de um crepe. Esse é o espírito dessa versão: molho de tomate, queijo derretido e um toque de orégano, tudo envolto numa massa fina que cozinha em minutos. Ideal pra quando bate aquela vontade de pizza, mas não dá pra esperar o delivery.
O vídeo é em inglês, mas as imagens são tão claras que dá pra seguir sem entender uma palavra. Só cuidado com a quantidade de molho, coloque pouco, senão o crepe encharca. Uma camada fina já basta pra dar sabor.
Esse crepe é pra quando você quer sair do básico. Camarão salteado com vinho branco, natas e um toque de conhaque no final, sim, flambeado, vira um recheio digno de restaurante. A casca do camarão, dourada com azeite antes, dá um sabor extra que faz toda a diferença.
Não precisa ser chefe pra fazer: basta ter uma frigideira boa e um pouco de paciência. E se sobrar caldo do refogado, guarde pra misturar com arroz branco no dia seguinte. Sério, é ouro líquido.
Essa receita prova que intolerância não é sinônimo de abrir mão do sabor. Com farinha de arroz e leite de amêndoas, a massa fica leve e flexível, desde que você deixe descansar pelo menos uma hora. O extrato de baunilha dá um toque aromático que equilibra o neutro dos ingredientes.
Já testei com recheio de abacate e limão, e ficou incrível. Só não pule o tempo de repouso: é ele que evita que a massa quebre na hora de virar.
Esse não é só um crepe, é uma sobremesa completa. Sorvete de baunilha, chantilly, cerejas em calda, sucrilhos e calda de chocolate: um festival de texturas e temperaturas que funciona surpreendentemente bem. A massa leva essência de baunilha e margarina, o que ajuda a segurar o calor do crepe com o frio do sorvete.
Sirva imediatamente depois de montar, senão o sorvete derrete tudo. E se quiser um toque extra, polvilhe um pouco de castanha picada por cima, contraste crocante que eleva o conjunto.
Às vezes, menos é mais. Só queijo prato em pedaços generosos dentro de um crepe bem dourado já é suficiente pra deixar qualquer um feliz. A massa é simples, mas o descanso de uma hora faz ela ficar mais elástica na hora de dobrar.
Se quiser incrementar, um fio de molho branco por cima transforma num prato principal. E atenção: o vídeo começa com outra receita, então pule direto pro trecho do crepe, tá por volta dos 2 minutos.
Esse é o crepe que virou bolo, camadas finas intercaladas com chantilly, quase como um mil folhas improvisado. Perfeito pra quando bate aquela vontade de festa, mas sem tempo pra assar um bolo inteiro. O cacau na massa dá um contraste visual lindo com o creme branco.
E se sobrar? Bata os pedaços com leite e sorvete no liquidificador, vira um milkshake denso e cheio de sabor. Já salvei restos de aniversário assim, e ninguém reclamou.
Esse formato em cone é ideal pra servir como petisco em festas ou até num café da tarde diferente. A massa leva achocolatado, o que já dá um sabor base doce, e o recheio de cream cheese com morango fresco equilibra com acidez e frescor.
Use uma massa bem fina pra facilitar na hora de enrolar, se estiver quente demais, espera uns segundos. E finalize com folhas de hortelã: não é só decoração, é um toque refrescante que limpa o paladar entre uma mordida e outra.
Pronto pra escolher sua próxima aventura na frigideira? Qualquer uma dessas vai te surpreender, e se fizer, conta aqui nos comentários como ficou! Adoro saber o que rolou na sua cozinha, se deu certo, se inventou algo novo… Toda experiência importa.
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