Chipa Paraguaia De Queijo Assada para lanches especiais

Seja original na cozinha e inove suas receitas com essa maravilhosa iguaria!
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Chipa Paraguaia De Queijo Assada para lanches especiais
Rendimento
24 unidades
Preparo
40 min
Dificuldade
Fácil
Rafael Gonçalves Por
Cozinheiro do Sabor na Mesa, especializado em receitas caseiras testadas para o dia a dia.

Eu sempre achei que fazer chipa era um daqueles segredos culinários que só as avós dominavam. Até o dia em que resolvi testar uma versão com muçarela bem gelada e descobri que o truque está justamente aí, o queijo precisa estar quase congelado para criar aquela textura perfeita por dentro enquanto fica crocante por fora. Minha Daiane, que normalmente recusa qualquer coisa que lembre café da tarde, acabou com três chipas seguidas enquanto eu tirava a segunda fornada. Até o Titan ficou plantado na cozinha, olhando pra assadeira com uma esperança que quase me derreteu. A verdade é que essa receita virou nosso coringa para visitas inesperadas e aqueles domingos preguiçosos em que a fome bate mas a vontade de cozinhar complexo não. O que eu mais gosto nessa versão é como ela respeita a tradição mas entrega um resultado consistente, nada daquela loteria de massa que às vezes fica perfeita e outras vira pedra. Se você seguir o ponto da massa direitinho (e eu vou te contar exatamente como), garanto que vai repetir outras vezes. Bora conferir o passo a passo?

Receita De Chipa Paraguaia De Queijo Assada Simples: Saiba Como Fazer

Ingredientes

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Sobre o queijo muçarela: eu sempre guardo uma parte no freezer por uns 15 minutos antes de usar. Parece bobagem, mas faz diferença na textura final. E não se assuste se a massa parecer meio grudenta no começo, é assim mesmo.

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

Preparando a massa

A primeira vez que fiz chipa, achei que tinha errado tudo porque a massa ficou tão grudenta. Mas aí lembrei do que uma cozinheira me disse uma vez: massa de polvilho boa é aquela que gruda um pouquinho nas mãos.

  1. Numa tigela grande, coloca o polvilho, os dois tipos de queijo, o sal, a manteiga e os ovos. Mistura tudo inicialmente com uma colher.
  2. Agora vem a parte boa, mete a mão na massa mesmo. Sova bem por uns 5 minutos até tudo ficar bem incorporado. A textura vai ficar meio esfarelada no começo, normal.
  3. Vai adicionando o leite aos poucos. Ás vezes precisa de meia xícara, outras vezes da xícara inteira. Depende muito da umidade do ar e do polvilho. Para quando a massa estivar macia mas ainda grudar levemente nos dedos.
  4. Se a massa estiver muito mole, coloca mais polvilho. Se estiver seca e quebradiça, mais leite. Mas vai com calma, que é melhor errar pelo seco do que pelo molhado.

Modelando as chipas

Pega uma assadeira e unta só com azeite. Não usa farinha nem manteiga aqui, o azeite dá aquela casquinha crocante sem grudar.

  1. Tira pedaços pequenos da massa, mais ou menos do tamanho de uma noz. Molha levemente as mãos se estiver grudando muito.
  2. Vai rolando cada pedaço entre as palmas das mãos, fazendo aqueles rolinhos tradicionais. Depois é só dar aquela curvada pra ficar com formato de ferradura.
  3. Vai colocando na assadeira deixando um espaço entre elas porque elas crescem um pouquinho. Não precisa ficar perfeito, o charme da chipa caseira é justamente ser irregular.

Hora de assar

  1. Forno pré-aquecido a 200°C, hein? Leva a assadeira direto, sem esperar a massa descansar.
  2. Deixa assar por uns 20 minutos aproximadamente. Mas fica de olho, quando elas começarem a dourar e aparecerem aquelas rachadinhas características, é sinal que tá no ponto.
  3. Cuidado pra não deixar douradinho demais. Se ficar muito corado, pode ficar dura depois de esfriar. Melhor tirar um pouco mais clarinha que ela continua assando fora do forno.
  4. Deixa esfriar só um minutinho na assadeira antes de servir. O cheiro de queijo derretido vai tomar conta da cozinha, é um perigo!
Dicas importantes abaixo

Se curtiu essa, talvez você goste também da cueca virada simples ou do dadinho de tapioca para variar os lanches.

Essa chipa é daquelas receitas que enganam pela simplicidade mas sempre surpreendem. O contraste da casquinha crocante com o interior macio e cheio de queijo é simplesmente viciante. Aqui em casa virou tradição para domingos de tarde e quando aparecem visitas de surpresa, sempre tem alguém pedindo a receita.

E você, já fez chipa caseira antes? Se testar essa versão, me conta nos comentários como ficou o ponto da sua massa. Às vezes a gente descobre umas variações legais trocando ideia, semana passada um amigo falou que fez com queijo prato e ficou ótimo também!

Vou te contar todos os segredos que aprendi fazendo chipa em casa!

Índice da Receita:

Quanto tempo dura e como guardar sem ficar dura

Essa é a primeira pergunta que todo mundo faz. A chipa caseira é melhor consumida no mesmo dia, mas se sobrar (o que é raro aqui em casa), coloca num saco plástico ou pote fechado em temperatura ambiente. Dura uns 2 dias assim.

Se notar que endureceu um pouco, dá um golpe de micro-ondas por 15 segundos antes de comer. Fica quase como nova. Já tentei guardar na geladeira uma vez e não recomendo, resseca demais.

Os 3 erros que quase todo mundo comete (e como escapar deles)

Já queimei a língua, e a paciência, com cada um desses, então presta atenção:

Primeiro: não substitua manteiga por margarina. Sério, já tentei numa emergência e a massa ficou com textura de borracha. A manteiga dá aquela maciez que faz diferença.

Segundo: não pule o pré-aquecimento do forno. A Daiane uma vez ficou com pressa e meteu as chipas no forno frio. Resultado? Elas murcharam e ficaram com cara de tristes. Agora a gente sempre espera aqueles 5 minutinhos até o forno chegar nos 200°C.

Terceiro: não exagere no leite. Melhor errar pelo seco, você sempre pode adicionar mais líquido, mas se colocar demais, a massa vira uma cola e aí só jogando mais polvilho, que pode desregular o sabor.

O truque do queijo gelado que mudou tudo

Lá no início eu falei sobre o queijo muçarela bem gelado, né? Isso não é frescura, é física pura. Quando o queijo tá quase saindo da geladeira (ou do freezer por 15 minutos), ele derrete mais devagar no forno.

O que acontece? Ele cria aquelas bolsinhas de ar internas que deixam a chipa oca por dentro e super macia. Se o queijo estiver em temperatura ambiente, ele simplesmente vaza da massa e fica tudo uniforme. Funciona com muçarela, meia cura, até com queijo prato.

E se você quiser fazer sem lactose ou sem glúten?

Essa receita já é naturalmente sem glúten porque leva polvilho, então celíacos podem ficar tranquilos. Agora para quem tem intolerância à lactose, testei uma versão que ficou surpreendente.

Troque o leite por leite vegetal, de amêndoas funciona bem, e em vez dos queijos, use 50g de óleo de coco e temperos. Orégano, gergelim, até azeitonas picadas ficam incríveis. Não fica igual, mas fica bom de um jeito diferente.

Tá sem muçarela? Dá pra improvisar!

Uma vez faltou muçarela aqui e eu usei queijo prato ralado. Ficou ótimo! Também já testei com meia cura e deu certo, só que a massa fica um pouquinho mais cremosa.

Se você só tiver polvilho azedo em casa, sem problemas. Só vai precisar de bem mais leite, começa com o dobro e vai adicionando até chegar no ponto. A textura fica ligeiramente diferente, mas ainda assim fica gostoso.

A parte que mais dá medo: o ponto da massa

Todo mundo fica nervoso na hora de saber se a massa tá no ponto. Aqui vai minha dica infalível: ela deve grudar levemente nos dedos, mas não ficar colada que nem chiclete.

Se tá grudando demais, molha as mãos com água na hora de modelar. E não se preocupe se a primeira leva sair meio irregular, as minhas sempre ficam umas diferentes das outras, e é isso que dá o charme caseiro.

Já cansou do formato tradicional? Inventa!

A Daiane adora inventar moda, então já testamos chipa em formato de bolinha (fica parecendo pão de queijo), em tirinhas finas que ficam crocantes, e até recheada com goiabada.

Minha variação favorita é colocar bacon picadinho na massa. Fica um negócio absolutamente viciante. Também dá pra botar ervas finas, tomate seco... o céu é o limite!

Modo economia: como fazer gastando menos

Polvilho doce a granel geralmente é mais barato que o de pacote, e muitas vezes mais fresco também. Só guarda bem fechado depois de abrir.

No queijo: muçarela tá cara? Usa metade muçarela e metade queijo prato. Ou até aqueles queijos mais simples que são próprios para ralar. O sabor muda um pouco, mas ainda fica gostoso.

Quer impressionar? Dá um upgrade gourmet

Pega aquela muçarela de búfala boa e usa no lugar da comum. Ou mistura queijo parmesão de verdade (não o ralado de pacote) com a muçarela.

Antes de assar, pincela com azeite e joga um pouco de ervas por cima. Ou espera sair do forno e passa manteiga com alinho. Nossa, fica com cara de padaria artesanal caríssima.

Dois segredos que ninguém conta

Primeiro: a chipa fica melhor no segundo dia. Sério! Depois de esfriar completamente e passar a noite fechada, ela desenvolve um sabor mais profundo. Só esquenta rapidinho antes de servir.

Segundo: o polvilho "envelhece" bem. Se você comprar a granel e deixar num pote fechado por algumas semanas, ele perde um pouquinho da umidade e absorve melhor os líquidos. Minha melhor leva foi com polvilho que tinha aqui há um mês.

De onde veio essa delícia?

A chipa é patrimônio do Paraguai, mas faz tanto sucesso no Brasil que a gente quase adotou como nossa. Lá eles chamam de "chipá" e é consumida a qualquer hora do dia, geralmente com mate ou café.

O formato de ferradura não é só bonitinho, dizem que vem dos guaranis, que modelavam a massa em formas inspiradas na lua. Hoje em dia você vê de tudo, mas a tradicional é essa mesmo.

Perguntas que sempre me fazem

Pode congelar? Pode sim! Mas faça antes de assar. Modela as chipas, coloca numa assadeira e leva ao freezer por 2 horas. Depois tira, embala num saco plástico e pode guardar por até 3 meses. Quando for assar, vai direto do freezer para o forno pré-aquecido, mas aumenta o tempo para uns 25 minutos.

Por que rachou? Se rachou, é sinal que tá no ponto certo! Aquelas fissurinhas na superfície são características da chipa bem feita. Comemore quando ver elas aparecendo.

Ficou muito dura? Provavelmente assou demais ou a massa estava muito seca. Na próxima, tira um pouco antes e lembra que ela continua assando um pouquinho fora do forno.

O que tomar junto? Experiência completa

Café preto forte é o clássico que nunca falha. Mas se quiser inovar, experimenta com chimarrão, a amargura do mate combina demais com o queijo.

Aqui em casa a Daiane prefere com chá preto com leite, estilo inglês mesmo. E nos dias quentes, um suco de laranja natural cai super bem. O ácido corta a gordura do queijo.

E aí, se animou para fazer suas chipas? Conta nos comentários como ficou a sua experiência, já descobri várias variações legais trocando ideia com quem testa as receitas aqui do site. Se tiver alguma dica própria, compartilha aí que todo mundo aprende junto!

Ah, e se curtiu essa, talvez você goste também da cueca virada simples ou do dadinho de tapioca para variar os lanches.

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Sobre o autor

Rafael Gonçalves

Rafael Gonçalves é um cozinheiro de mão cheia, apaixonado por receitas caseiras testadas na prática e cheias de memória afetiva.

Há anos transforma a cozinha de casa em laboratório de sabores, estudando técnicas de churrasco, confeitaria, cozinha brasileira, italiana e francesa para criar receitas simples, confiáveis e bem explicadas. No Sabor na Mesa, compartilha pratos que realmente prepara, testa e adapta para o dia a dia das famílias brasileiras.

Casado com Daiane há mais de 10 anos, Rafael acredita que cozinhar é uma forma de reunir pessoas, celebrar momentos e criar boas lembranças ao redor da mesa. Suas receitas unem experiência prática, pesquisa culinária e linguagem direta para ajudar qualquer pessoa a cozinhar melhor em casa.

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