Bolinho de Polvilho: Crocância que Derrete na Boca

Leve esse sabor nostálgico para sua cozinha.
Bolinho de Polvilho: Crocância que Derrete na Boca
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O bolinho de polvilho da minha avó era quase uma lenda familiar. Ela nunca anotava as medidas, só fazia no olho. Depois que ela partiu, tentei recriar a receita umas dez vezes e sempre saía uma coisa errada - ou ficava duro ou não crescia direito.

Até que um amigo que trabalhou em casa de salgados me deu a dica que faltava: a massa precisa descansar depois de misturar com a água quente. Esse tempo de espera faz o polvilho hidratar direito e garante aquela textura que derrete na boca, mas ainda com crocância.

Essa receita de bolinho de polvilho que finalmente dominei tem só cinco ingredientes, mas o resultado é mágico. A Daiane adora quando faço, diz que lembra os que comprava na feira aos domingos.

Vem comigo que ensino direitinho como acertar o ponto. O passo a passo tá aqui embaixo, e depois me fala se não ficou igual ao da sua avó também!

Receita de bolinho de polvilho frito: Saiba como fazer

Rendimento
20 unidades
Preparação
20 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 5 marcados

Para os bolinhos:

Essa receita é quase um ato de fé: cinco ingredientes, zero frescuras. Gastei menos de R$8 aqui em SP. Ah, e não tente pular o descanso da massa – parece bobagem, mas é o que faz a diferença entre um bolinho “tchau” e um “nossa, faz de novo!”.

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Informação Nutricional

Porção: 30g (2 unidades)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 135 kcal 7%
Carboidratos Totais 23.5g 8%
   Fibra Dietética 0.5g 2%
   Açúcares 0g 0%
Proteínas 1.2g 2%
Gorduras Totais 4.3g 8%
   Saturadas 0.7g 3%
   Trans 0g 0%
Colesterol 15mg 5%
Sódio 195mg 8%
Potássio 25mg 1%
Cálcio 5mg 1%
Ferro 0.3mg 2%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Sem Glúten: Naturalmente sem glúten
  • Vegetariano: Contém ovo
  • Sem Lactose: Não contém laticínios

Alertas & Alérgenos

  • Contém ovo – não é vegano
  • Alto teor de carboidratos – Cuidado para diabéticos
  • Frito – Consumir com moderação
  • Insight: Para versão mais leve, experimente assar em vez de fritar

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Prepare a base quente:

  1. Numa panela pequena, junte a água, o óleo e o sal. Leve ao fogo alto até ferver – precisa borbulhar de verdade, não só esquentar.
  2. Despeje essa mistura fervente, aos poucos, sobre o polvilho numa tigela resistente ao calor. Mexa com uma colher de pau enquanto despeja, pra distribuir bem o calor. A massa vai grudar e parecer uma bagunça – é normal.
  3. Cubra com um pano limpo e deixe descansar por uns 10 minutos. Esse tempo é sagrado: o polvilho precisa absorver a água quente pra soltar depois.

Finalize a massa:

  1. Quando estiver morno (não quente!), comece a mexer com as mãos. Aperte, esfarele, amasse – até virar uma farofa úmida.
  2. Adicione o ovo e continue sovando com firmeza. A massa vai mudar de textura: de grudenta vira lisa, elástica e solta das mãos. Se ainda grudar muito, espere mais um pouco ou adicione uma pitada extra de polvilho.

Modele e frite:

  1. Divida a massa em pedaços do tamanho de um dedo médio e modele rolinhos – não precisa ser perfeito, o charme tá na rusticidade.
  2. Aqueça óleo suficiente pra cobrir os bolinhos numa panela funda (170–180°C). Quando estiver quente, coloque os bolinhos com cuidado.
  3. Assim que começarem a flutuar, tampe a panela e conte 4 minutinhos. Sacuda a panela de leve a cada minuto – isso ajuda a inflar por igual.
  4. Desligue o fogo, espere 1 minuto com a tampa fechada (esse vapor final é o segredo da crocância que derrete), depois escorra com escumadeira.
  5. Sirva quentinho. Aqui em casa, a Daiane já pega o primeiro antes mesmo de eu tirar da panela – e o Titan, claro, fica de olho, só pra garantir que não cai nada no chão.

Esse bolinho é daqueles que parece simples, mas tem alma. Já fiz pra café da manhã, lanche da tarde e até como petisco com cerveja gelada – e sempre some antes do prato esfriar.

Se você testar, me conta: ficou crocante por fora e oco por dentro? E mais: você é do time polvilho azedo ou doce? Comenta aí – adoro saber como cada um faz na sua casa!

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Quanto custa em calorias?

Cada bolinho de polvilho tem cerca de 67 calorias (conforme nossa tabela nutricional completa). Se você devorar os 20 de uma vez... bom, melhor nem pensar nisso. Mas quem conta calorias de bolinho frito, né? Vida que segue!

Guarda bem? Dá pra fazer estoque?

Essa belezinha dura até 3 dias em pote fechado, mas honestamente? No segundo dia já perde aquela crocância mágica. Se quiser adiantar, prepare a massa e deixe na geladeira por até 2 dias - só fritar na hora de servir.

Sem ovo? Sem crise!

Se tá sem ovo ou quer versão vegana, troca por 1 colher de sopa de linhaça hidratada ou 1/4 de xícara de purê de batata. Fica diferente? Fica. Mas ainda bom pra caramba. A Daiane adora testar essas adaptações - semana passada quase brigamos porque ela quis colocar aquafaba (água de grão-de-bico) e eu duvidei... no final até que ficou interessante.

Truque secreto do polvilho

O segredo tá na água: se estiver fervendo MESMO quando jogar no polvilho, a massa não fica grudenta. E aqui vai um hack que aprendi com uma tia de Minas: coloca 1 colher de café de vinagre na água - deixa o bolinho mais aerado!

5 erros que vão arruinar seu bolinho

  1. Óleo frio - ele tem que estar bem quente, senão o bolinho fica encharcado
  2. Mexer com colher - depois que coloca o ovo, tem que amassar com a mão mesmo
  3. Fritar muitos de uma vez - eles grudam e não crescem direito
  4. Não tampar a panela - esse vapor é crucial pra ficar oco por dentro
  5. Apresse o processo - se não sovar bem, vira uma pedra

O que jogar pra dentro junto?

Puro já é divino, mas experimenta servir com:

  • Queijo coalho derretido (perigo: viciante)
  • Molho de pimenta caseiro - eu faço com mel e limão
  • Uma cerveja bem gelada (clássico mineiro não erra)
  • Doce de leite pra quem gosta de misturar doce e salgado

Quer inovar? Bora!

Joga na massa antes de fritar:

  • Queijo parmesão ralado (minha preferida)
  • Orégano e alho em pó - versão pizza
  • Pimenta calabresa - pra quem gosta de ardido
  • Raspas de laranja + canela - doideira que funciona

O ponto crítico: quando parar de sovar?

Aqui que muita gente erra. A massa tá no ponto quando:

  • Para de grudar nos dedos
  • Fica elástica - se apertar, volta ao formato original
  • Faz um teste: enrola um pedacinho e frita. Se crescer e ficar oco, tá perfeito

Dica bônus: se a massa ficar muito mole, acrescenta um pouquinho mais de polvilho. Se ficar dura, um fio de água morna.

Modo chef Michelin (ou quase)

Pra impressionar:

  • Finaliza com flor de sal e raspas de limão siciliano
  • Serve em cesta de palha com pano xadrez (efeito visual conta!)
  • Faz um molho de iogurte com hortelã pra mergulhar
  • Usa polvilho azedo + doce na proporção 70/30 - textura incrível

Fazendo render o dinheiro

Polvilho tá caro? Eu também reparei. Algumas economias:

  • Compra em casas de produtos a granel - sai até 40% mais barato
  • Reutiliza o óleo: depois de fritar os bolinhos, coe e use pra refogar arroz
  • Faz metade da receita com polvilho e metade com farinha de mandioca (muda o sabor, mas ainda fica gostoso)

Se tudo der errado... calma!

Massa virou cola? Adiciona mais polvilho aos poucos. Bolinho não cresceu? Pica e vira farofa pra sopa. Queimou por fora e cru por dentro? Baixa o fogo e tampa por mais tempo. Já salvei várias levas assim - a Daiane até brinca que eu sou o "médico dos bolinhos".

De onde vem essa maravilha?

Essa receita é prima distante do pão de queijo - ambos vieram da adaptação portuguesa de receitas indígenas com mandioca. O pulo do gato foi descobrir que o polvilho (fécula extraída da mandioca) podia ser cozido e virar essas belezuras crocantes. Dizem que surgiu em Minas no século XVIII, quando as cozinheiras testavam novas formas de usar a mandioca.

2 fatos que ninguém conta

  1. O barulho é importante: quando os bolinhos estiverem fritando, eles vão fazer um "chiado" característico. Se parar de chiar antes de ficar dourado, seu óleo tá frio.
  2. Lua influencia: cozinheiras antigas juram que massa feita em lua crescente fica mais fofa. Eu testei 3 vezes e... bem, não posso confirmar nem negar.

Perguntas que sempre me fazem

Polvilho doce ou azedo? Doce fica mais crocante, azedo mais oco por dentro. Eu misturo!

Pode congelar? A massa crua sim, por até 1 mês. Já frito, nem pensar - vira uma borracha triste.

Por que tampar a panela? O vapor cozinha o interior enquanto o exterior frita - mágica da física culinária!

Harmonização inusitada

Experimenta comer com:

  • Café preto forte - o amargo contrasta lindo com o salgado
  • Caldo de cana gelado - combinação mineira clássica
  • Sorvete de creme - parece loucura, mas trust me

Sabia que...

Em algumas regiões de Minas, esses bolinhos são chamados de "orelha de padre". Ninguém sabe ao certo porquê - talvez pelo formato? O que sabemos é que são viciantes em qualquer formato ou nome!

E aí, já fez seu bolinho hoje? Conta nos comentários como ficou - e se descobrir algum segredo novo, compartilha com a gente!

Completo seu momento de sabor com o bolinho de polvilho frito

Depois de preparar essa delícia crocante que é o bolinho de polvilho, que tal montar uma refeição completa? Selecionamos combinações que vão deixar seu almoço ou jantar simplesmente irresistível. Aqui em casa a gente adora essas misturas, e a Dai sempre pede pra repetir!

Pratos principais que casam perfeitamente

Pastelão de frango (aprenda aqui): Essa massa folhada recheada é um clássico que nunca falha - combina tanto com o bolinho que parece que foram feitos um para o outro.

Frango à passarinho: Crocante por fora e suculento por dentro, é outro hit que sempre aparece nas nossas refeições de final de semana.

Empadão de palmito: Para quem quer uma opção vegetariana, esse clássico tem um sabor que complementa perfeitamente o bolinho.

Acompanhamentos para deixar tudo ainda melhor

Macarrão com molho de tomate: Simples, mas sempre acertivo. Esse macarrão é daqueles que todo mundo pede bis.

Arroz branco soltinho: Básico que nunca erra, especialmente quando você quer algo para equilibrar os sabores mais marcantes.

Salada de folhas com limão siciliano: O frescor contrasta lindamente com a crocância do bolinho - aqui em casa fazemos quase toda semana.

Dica bônus: Purê de batata com um toque de noz-moscada fica divino e traz um conforto extra à refeição.

Sobremesas para fechar com chave de ouro

Pudim de leite condensado: Clássico dos clássicos, esse aqui é pedida certa quando queremos algo doce sem complicação.

Brigadeiro de colher: Porque depois de tanta comida boa, às vezes só queremos aquele docinho rápido (que sempre acaba virando uma colherada a mais).

Torta de limão: O azedinho corta a gordura do frito e deixa tudo equilibrado - a Dai adora fazer nos dias mais quentes.

Bebidas para refrescar

Suco de maracujá natural: A acidez combina perfeitamente com frituras e ainda ajuda na digestão.

Água com gás e limão: Simples mas eficiente, especialmente para quem quer algo leve.

Chá gelado de pêssego: Doce sem exagero, refrescante e combina com qualquer época do ano.

Dica extra: Um bom suco de laranja-lima também cai super bem, principalmente se for daqueles bem fresquinhos.

E aí, qual combinação você vai testar primeiro? Aqui em casa somos suspeitos para falar, mas o pastelão de frango com o macarrão é sempre sucesso garantido! Conta pra gente nos comentários se experimentou alguma dessas sugestões - e se tiver outras combinações favoritas, compartilha também que a gente adora testar novidades!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

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