Você já tentou fazer pizza vegana e acabou com algo que parecia pão de queijo sem queijo? Eu sim. E não foi só uma vez. Foi três. A primeira ficou seca. A segunda, grudenta. A terceira… foi quando descobri que o segredo não está no requeijão de castanha. Está no tempo.
Deixar a massa descansar duas horas não é sugestão. É obrigação. Se você pular esse passo, ela não cresce. Não fica elástica. Vira disco. O fermento precisa de paz, não de pressa. E o azeite na superfície? Não é só para não grudar. É para manter a umidade. Isso não é receita de blog. É o que aprendi depois de duas formas queimadas e um Titan que ficou encarando a cozinha como se eu tivesse traído ele.
Daiane provou e não disse nada. Só pegou uma fatia. Depois outra. E depois me perguntou: “Você pode fazer isso todo domingo?” Não é magia. É paciência. E um pouco de fé na massa.
Já teve uma receita vegana que não deu certo? Me conta nos comentários. Qual foi seu maior erro?
Receita de Pizza Vegana com massa perfeita: saiba como fazer
Rendimento
duas pizzas de 4 pedaços ou uma de 8 pedaços
Preparação
3h
Dificuldade
Médio
Medida: xícara de 240ml
Ingredientes
0 de 10 marcados
Massa:
Recheio:
Usei requeijão vegano de castanha porque é o que tem mais textura, os de soja ficam muito líquidos. E o tomate cereja? Não é só para enfeitar. Ele solta um suco natural que deixa tudo mais vivo. Já tentei com tomate normal, não foi a mesma coisa.
Progresso salvo automaticamente
Informação Nutricional
Porção: 1 fatia (1/8 da pizza)
Nutriente
Por Porção
% VD*
Calorias
205 kcal
10%
Carboidratos Totais
32.5g
11%
Fibra Dietética
3.2g
13%
Açúcares
2.8g
6%
Proteínas
5.8g
12%
Gorduras Totais
6.3g
8%
Saturadas
1.2g
6%
Trans
0g
0%
Colesterol
0mg
0%
Sódio
285mg
12%
Potássio
145mg
3%
Cálcio
18mg
2%
Ferro
1.8mg
10%
*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
Etiquetas Dietéticas
Vegano: Sem ingredientes de origem animal
Sem Lactose: Ideal para intolerantes
Boa Fonte de Fibras: Auxilia na digestão
Baixa Gordura: Comparada a pizzas tradicionais
Alertas & Alérgenos
Contém glúten – Não adequado para celíacos
Castanhas no requeijão vegano – verificar alergias
Insight: 45% menos calorias que pizza de mussarela tradicional; fibra 60% maior
Valores podem variar conforme espessura da massa e quantidade de recheio
Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.
Numa tigelinha, misture a água com o fermento e o açúcar. Espere 5 a 10 minutos até começar a borbulhar. Se não borbulhar, esqueça, o fermento não está ativo.
Em outra tigela grande, junte as duas farinhas e o sal. Misture bem com as mãos, é assim que você sente como a farinha está.
Faça um buraco no centro e despeje a mistura fermentada. Comece a incorporar com uma colher, depois passe para as mãos.
Sove por 8 a 10 minutos, até a massa ficar macia e elástica. Ela vai parecer mais mole que a tradicional, isso é normal. A farinha integral absorve mais.
Unte a tigela com um fio de azeite, coloque a massa e vire para cobrir toda a superfície. Cubra com um pano limpo e deixe descansar por 2 horas. Não apresse. Se você cortar esse tempo, ela não cresce. Já fiz isso uma vez, virou disco.
Passado o tempo, regue a massa com mais um fio de azeite por cima. Isso evita que ela seque. Depois, divida em duas partes iguais.
Em uma bancada limpa, polvilhe farinha de rosca, não farinha comum. Ela deixa a base mais crocante. Coloque uma parte da massa e, com as mãos, vá esticando devagar, da centro para as bordas. Não use rolo. As mãos dão mais controle.
Transfira para a forma e espalhe bem até cobrir tudo. As bordas devem ficar um pouco mais grossas, é nesse ponto que a massa cresce e fica macia por dentro.
Recheio e montagem:
Espalhe o molho de tomate por toda a superfície, deixando um espaço de 1 cm nas bordas. Não exagere, o excesso de líquido deixa a massa mole.
Coloque o requeijão vegano por cima, em pequenas colheradas. Não precisa espalhar, ele derrete sozinho no forno.
Disponha os tomates cereja por toda a pizza, cortados ao meio. Eles vão soltar suco, e isso é bom. Se quiser, salpique um pouquinho de sal grosso por cima, realça o sabor.
Leve ao forno pré-aquecido a 220°C por 15 minutos, ou até as bordas ficarem douradas e os tomates começarem a estourar.
Retire do forno, salpique o manjericão fresco e sirva imediatamente. A textura muda rápido, quente é o ponto.
Dica extra:
Se quiser fazer outra pizza depois, asse a massa sem recheio, deixe esfriar, embale em saco plástico e congele. Depois, só tirar, rechear e levar ao forno por 10 minutos. Já fiz isso na sexta à noite, salvou o jantar.
Essa pizza não é pra quem quer imitar a tradicional. É pra quem quer sentir o sabor da farinha, o doce do tomate, e o creme suave da castanha. Daiane disse que lembra o cheiro da cozinha da vó, mas não lembra se era mesmo. Talvez só tenha sido o tempo que ela passou esperando.
Se você já tentou fazer pizza vegana e desistiu, me conta: qual foi o momento que você desistiu? E se fez essa agora, o que foi o primeiro pedaço que você comeu? Ainda quente? Ou deixou esfriar pra não queimar a língua? Deixa aí nos comentários, eu quero saber.
Quanto tempo dura? Dicas de armazenamento que salvam
A massa crua dura 2 dias na geladeira (em pote fechado). Já a massa pré-assada pode ficar até 3 meses no freezer - mas sério, eu duvido que sobre! A pizza pronta? No máximo 2 dias na geladeira, mas o ideal é comer na hora. Dica da Daiane: se sobrar, esquenta na frigideira com tampa que fica quase tão boa quanto recém-feita.
De olho nas calorias (mas sem neuras)
Cada fatia dessa pizza vegana tem cerca de 205 calorias (valores detalhados na tabela nutricional completa). Comparando com uma pizza comum de mussarela, é quase metade das calorias! A combinação de farinhas integrais aumenta o teor de fibras, ajudando na saciedade. Mas atenção: o valor calórico pode variar dependendo da espessura da massa e da quantidade de requeijão de castanha utilizado.
Sem trigo? Sem castanha? Sem problemas!
• Farinha integral: pode trocar por farinha de aveia ou mais farinha branca mesmo (fica menos nutritiva, mas mais fofinha) • Requeijão de castanha: experimente patê de berinjela ou até abacate amassado com limão
• Açúcar demerara: mel ou até nada (o fermento trabalha igual, só demora mais)
Os 3 pecados capitais da pizza vegana
1. Colocar água muito quente no fermento - mata o bichinho! Deve estar morna como banho de bebê. 2. Sovar pouco a massa - tem que ficar bem lisinha, senão vira uma "tampa de caixão"
3. Assar em forno frio - pré-aqueça bem, senão a massa fica borrachuda
Truque secreto de pizzaiolo vegano
Quer uma massa super crocante por baixo? Depois de assar 10 minutos, jogue 1 colher de água gelada no forno e feche rapidão. O vapor ajuda a criar aquela crocância perfeita. A primeira vez que fiz isso em casa, a Daiane achou que eu tinha comprado a pizza!
Versões para todo mundo
• Low carb: troque as farinhas por mix de farinha de amêndoa + psyllium • Sem glúten: use farinha de arroz + polvilho doce (fica mais quebradiça, mas funciona)
• Proteico: acrescente 2 colheres de proteína vegetal em pó na massa
O que beber com essa beleza?
Um vinho tinto leve combina demais, mas se quiser algo diferente, experimenta um chá gelado de hibisco com limão. Parece esquisito, mas o azedinho corta a cremosidade do requeijão vegano. E pra quem não bebe álcool, suco de uva integral é um clássico que nunca falha.
Pizza doce? Por que não!
Usa a mesma massa, mas no recheio: pasta de amendoim + banana em rodelas + canela. Assa normal e finaliza com melado. Parece loucura, mas virou a sobremesa oficial aqui em casa depois que testamos numa sexta-feira sem nada pra fazer.
O ponto crítico: a massa não cresceu!
Se depois de 2 horas a massa ainda estiver do mesmo tamanho, provavelmente o fermento morreu. Mas não joga fora! Transforma em pão sírio: abre a massa bem fina e assa em frigideira antiaderente. Fica ótimo pra comer com hummus no dia seguinte.
Sobrou massa? Faça isso
• Corte em tiras finas, asse e vira "crackers" pra mergulhar no molho • Faça mini-pizzinhas de lanche
• Transforme em calzone: recheia com o que tiver na geladeira e fecha como pastel
Elevando o nível (pra impressionar alguém)
Finalize com flores comestíveis e um fio de azeite trufado. Ou faça um "risoto" de pizza: despedace a massa assada e misture com o recheio cremoso. Juro que num jantar aqui em casa, uns amigos acharam que era algum prato italiano caríssimo!
2 coisas que ninguém te conta sobre pizza vegana
1. A massa integral fica melhor no dia seguinte - os sabores se desenvolvem mais 2. Você pode usar a água da fervura do grão-de-bico no lugar do ovo pra pincelar a borda (fica douradinha igual!)
De onde veio essa ideia?
A pizza vegana nasceu nos anos 80 em São Francisco, quando um grupo de hippies resolveu adaptar a receita italiana sem nada animal. O requeijão de castanha foi uma invenção brasileira - muito mais cremoso que os queijos veganos importados. Hoje tem até pizzaria especializada nisso no Beco do Batman em SP!
Perguntas que sempre me fazem
Posso congelar a massa crua? Pode, mas cresce menos depois. Melhor assar antes de congelar. Por que minha massa ficou dura? Provavelmente sovou demais ou usou pouca água. Vale a pena comprar fermento fresco? Só se for usar rápido - o seco dura meses na geladeira.
Sabia que...
A primeira pizzaria vegana do Brasil abriu em 2006 em Curitiba? E olha que na época quase ninguém sabia o que era "vegano". Hoje tem até cadeias grandes servindo pizza sem nada de animal. Como diz a Daiane: "o futuro é sem crueldade, e com muito sabor!"
Continuando nossa farra de massas (e que farra!)
Se tem uma coisa que eu adoro é ver como a pizza é democrática, né? Dá pra fazer de tudo, até sem nada de origem animal - e olha que fica uma delícia! Mas se você, como eu, é do time que ama experimentar todas as versões possíveis dessa maravilha redonda, tenho umas sugestões quentinhas pra você.
Que tal começar com uma pizza caseira bem básica? Essa é meu coringa quando bate aquela preguiça de inventar moda. Ou se quiser algo mais ousado, já experimentou a clássica dupla frango com catupiry? Aqui em casa é sempre a primeira a sumir!
E pra quem gosta de autenticidade, a Napoletana tradicional é aula de pizza em forma de receita. Já se eu tô com visitas que precisam de opção sem glúten, aposto na versão sem glúten - ninguém merece ficar de fora da farra!
Ah, e não posso esquecer da Toscana, que com seus sabores marcantes sempre me transporta pra aquelas trattorias de filme. Qual você vai fazer primeiro? Aqui em casa a disputa é sempre acirrada!
Depois de dominar a massa perfeita, que tal explorar essas variações práticas?
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou.Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.
2º. Quando a pressa aperta
Autor: Tá Na Mesa Vegg
Teve um dia que cheguei em casa tarde da noite com aquela fome que não dá esperar massa descansar. Foi quando descobri essa versão de frigideira e nossa, salvou demais. O que mais gosto é que não precisa daquele ritual todo de fermentação, em 15 minutos tá na mesa.
A dica que aprendi: deixa o fogo bem baixinho pra massa cozinhar por igual sem queimar embaixo. Já queimei a primeira tentativa, quer dizer, quase queimei, salvei no último segundo. Essa receita de virou meu plano B para emergências.
3º. Duas restrições, zero problemas
Autor: Mussinha
Sem glúten e sem lactose parece complicado, mas essa receita descomplica tudo. O queijo de castanha é mais simples do que parece, às vezes uso castanha do pará com caju, depende do que tem na despensa.
O segredo tá em deixar o queijo hidratando bem antes de bater. Na primeira vez fiz com pressa e ficou meio granulado. Agora deixo de molho umas 4 horas, no mínimo. A textura fica incrível, quase engana quem tá acostumado com queijo comum.
Brócolis e cogumelo é aquela combinação que nunca falha, mas tem um truque: refoga o cogumelo bem douradinho antes de colocar na pizza. Faz toda diferença no sabor, tira aquela umidade que deixa a massa mole.
Já servi essa para amigos que nem são veganos e sempre perguntam qual queijo usei. Na real, é só a combinação dos temperos mesmo. Às vezes coloco um fio de azeite com alho poró por cima depois de assada, fica divino.
Batata doce na massa parece estranho mas fica incrivelmente macia. Só toma cuidado com o ponto de cozimento, tem que estar bem mole mesmo pra amassar fácil. Já tentei com a batata meio crua e deu trabalho pra incorporar na farinha.
Ah, e essa massa é mais pesadinha que as outras, então não adianta querer fazer aquela pizza super fina. Fica melhor numa espessura média, assim cozinha por igual sem queimar.
A couve-flor triturada é sensível demais, um minuto a mais no processador e vira pasta. Descobri isso na marra, minha primeira tentativa ficou com cara de purê de pizza. Agora vou pulsando rapidinho e paro quando ainda tem uns pedacinhos pequenos.
Outra dica: espreme bem a couve-flor depois de triturar pra tirar o excesso de água. Uso um pano limpo ou até um escorredor de arroz. Se deixar molhada, a massa não gruda direito e vira uma bagunça na assadeira.
Carne de soja pode ser traiçoeira se não temperar direito. Já cometi o erro de colocar na pizza sem dar aquele banho de tempero antes, ficou com gosto de nada. Agora sempre refogo bem com cebola, alho e um pouquinho de shoyu.
O bom é que essa base aguenta recheios mais pesados sem ficar molenga. Já coloquei até palmito e hearts of palm juntos e a massa segurou bem. É das mais versáteis que já testei.
Qual dessas você acha que combina mais com seu estilo? Eu particularmente alterno entre a de frigideira nos dias corridos e a de batata doce quando quero algo mais substancial. Se testar alguma, me conta nos comentários como foi sua experiência!
O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.
Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.
Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?
Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.
Adicionar comentário