Surpreenda-se com essas outras maneiras de preparar.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. Com requeijão cremoso
Autor: SuperFrango
Se o catupiry sumiu da geladeira, não desista. O requeijão cremoso é o herói silencioso da cozinha brasileira. Não é igual, mas é melhor, mais suave, menos salgado, e ele derrete de um jeito que parece que a pizza respira. O segredo? Use o de pote, não o de corte. E espalhe ele ainda quente, logo depois do frango. Aí, o calor dele ajuda a soltar a umidade do frango. Eu já fiz assim numa noite de chuva, sem catupiry, só com o que tinha. A Daiane disse: “Isso aqui é o que eu queria quando eu não sabia que queria.”
Se quiser, coloque um fio de azeite por cima antes de assar. Só um. Acho que faz diferença. Talvez eu esteja louco. Mas não me arrependi.
3º. Com cheddar cremoso
Autor: Ewerton Santana
Cheddar? Sim. Mas não é só por ser diferente. É porque ele tem personalidade. O frango é suave, o cheddar é forte. E juntos? Eles se equilibram. O segredo é ralar ele bem fino e espalhar antes do frango. Se colocar por cima, ele queima e vira um disco de gordura. Já fiz. Foi um desastre. A Daiane só comeu um pedaço e disse: “Isso parece que você tentou fazer pizza com sabão.”
Se quiser um toque mais profundo, polvilhe um pouco de pimenta-do-reino moída na hora. Só uma pitada. Acho que isso faz o sabor subir. Talvez seja só impressão. Mas acho que não.
Massa de liquidificador? Eu achava que era coisa de quem não sabia fazer pizza. Até que tentei. E descobri que não é mágica, é engenharia. O fermento químico não precisa de tempo. Mas precisa de equilíbrio. Se você colocar mais líquido, ela vira panqueca. Se colocar menos, vira tijolo. Achei que era só eu que errava. Depois vi que até o Titan ficava olhando como se estivesse assistindo a um experimento científico.
Se fizer, use o leite morno. E não bata por mais de 20 segundos. Se bater demais, a massa fica elástica. E não queremos isso. Queremos leveza. E se ela não crescer? Não se desespere. Ainda assim, é boa. Só não é pizza de forno. É… uma pizza que a gente come com colher.
Milho com frango? É clássico. Mas na pizza, é outra coisa. O segredo é usar milho cozido, não enlatado. E escorrer bem. Se tiver água, ela transforma a massa em papinha. Já fiz. Foi triste. A Daiane disse: “Isso parece que você fez pizza com sopa.”
Depois disso, aprendi: espalhe o milho por cima, só depois que a massa já estiver assando. Assim, ele fica crocante, não molhado. E se quiser, jogue um pouquinho de coentro por cima no final. Só um. Acho que dá um frescor que ninguém espera. Talvez eu esteja exagerando. Mas acho que não.
Frango na massa? Eu ri. Até que provei. E descobri que não é trapaça. É inteligência. O frango desfiado, bem seco e moído no processador, vira uma farinha. Não é perfeito. Mas é suficiente. A massa fica mais densa, mas com um sabor que lembra pão integral. E o catupiry? Ele sobe. E não afunda. Porque o frango já está lá, sustentando tudo.
Se quiser, acrescente uma colher de linhaça triturada. Acho que ajuda a ligar. Talvez eu tenha exagerado uma vez. Acho que foi só uma vez. Mas a Daiane comeu tudo. E não pediu delivery.
Frigideira? Sim. Mas não é pra quem quer pizza de padaria. É pra quem quer pizza de urgência. O segredo? Fogo baixo. Muito baixo. E tampar. Por dois minutos. Depois, abrir, virar, e deixar dourar. Se você tentar acelerar, ela queima por fora e fica crua por dentro. Já fiz. Foi um pesadelo.
E o catupiry? Coloque por cima só depois que a massa estiver quase pronta. Assim, ele derrete, não queima. E se você quiser, pode fazer em porções individuais. Aí, cada um escolhe o recheio. Eu fiz uma vez pra dois. A Daiane comeu a minha. E não disse nada. Só sorriu. Talvez tenha sido sorte. Ou talvez ela só tenha tido pena.
Molho à bolonhesa com frango? Parece confusão. Mas não é. É contraste. O frango é suave. A carne é intensa. O molho é profundo. E juntos? Eles se completam. O segredo? Use o molho bem espesso. Se for líquido, vira sopa. Já fiz. Foi feio.
A Daiane provou e disse: “Isso parece que a sua avó inventou.” Não sei se era elogio. Mas guardei a receita. E não contei a ninguém. Talvez porque eu não queira dividir. Ou talvez porque eu saiba que só quem já errou sete vezes entende o valor disso.
Bacon com frango? É quase um pecado. Mas é um pecado que vale. O segredo? Não cozinhe o bacon junto com o frango. Assa ele separado. Depois, quebre em pedaços grandes. E espalhe por cima, só no final. Assim, ele fica crocante, não mole. Se você colocar cedo, ele vira um pedaço de borracha. Já fiz. Foi triste.
E o catupiry? Ele não desaparece. Ele se esconde. E quando você morde, encontra o bacon, o frango, o queijo… e tudo junto. É como se a pizza tivesse um coração. E eu não sei se foi sorte. Ou se foi o que eu aprendi com os erros.
Crema cheese? Não é só por ser diferente. É porque ele tem personalidade. Ele é azedo. É denso. E com o frango? Ele equilibra. Mas não misture. Espalhe por cima da massa, antes do frango. Assim, ele forma uma camada protetora. E quando o catupiry derrete por cima? Ele se mistura, mas não some. É como se o cream cheese fosse o silêncio entre as notas.
Eu fiz uma vez com um pouco de manjericão seco. Só um. A Daiane disse: “Isso parece que você fez pizza para alguém que não gosta de pizza.” Não entendi. Mas comi tudo. E não me arrependi. Talvez porque às vezes, o que parece errado… é só o que a gente ainda não entendeu.
E aí, qual receita desperta mais sua curiosidade? A de frigideira pra uma noite de preguiça? A de bacon pra aquele momento que a fome pede um pecado? Ou a de cream cheese, pra surpreender alguém que acha que pizza só pode ser tradicional? Cada uma tem seu jeito de contar uma história. Se alguma despertar seu chef interior, me conta aqui nos comentários, não só como ficou, mas o que ela te fez lembrar. Às vezes, a pizza não é só pizza. É um abraço que a gente esqueceu de dar.
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