Tem dias que a gente nem pensa em comer, só sente. O corpo pede algo grosso, quente, que pegue na roupa e não solte.
A sopa de batata parece simples, mas é um negócio sério. Se o creme não ficar no ponto, vira água com farinha. O segredo tá no refogado: cebola bem baixinha na manteiga, farinha dourada devagar, e o caldo quente, nunca frio. Isso evita empelotar. E se ainda assim aparecer algum grumo, bate tudo no liquidificador depois, ninguém precisa saber.
Essa aqui leva bacon, que dá fundo de sabor, e uma pitada de noz-moscada que faz toda diferença. Eu faço em 30 minutos, enquanto a Day põe a mesa e o Titan fica de vigia perto do fogão. Não pode comer, mas olha como se fosse dono da cena.
O resultado é uma sopa encorpada, com crocância do bacon e o toque do queijo derretendo. Vai bem com pão, mas até sozinha já ganha o jogo. O passo a passo tá logo abaixo, sem mistério, pra você fazer hoje mesmo. Depois me conta se a família parou tudo pra provar.
Receita de sopa de batata com bacon: Saiba como fazer
Rendimento
4 a 5 porções grandes
Preparação
30 min
Dificuldade
Fácil
Ingredientes
0 de 14 marcados
Tudo isso dá pra encontrar no mercado do bairro. Gastei menos de R$25 na última vez. E olha, se a sopa ficar um pouco mais grossa, não se preocupa. Se for muito líquida, pode deixar ferver mais um pouco. A textura é mais importante que a regra.
Progresso salvo automaticamente
Informação Nutricional
Porção: 300g (1/4 da receita)
Nutriente
Por Porção
% VD*
Calorias
485 kcal
24%
Carboidratos Totais
38.2g
13%
Fibra Dietética
3.5g
14%
Açúcares
4.8g
10%
Proteínas
15.8g
32%
Gorduras Totais
29.4g
53%
Saturadas
15.2g
68%
Trans
0.3g
-
Colesterol
75mg
25%
Sódio
980mg
43%
Potássio
820mg
17%
Cálcio
210mg
21%
Ferro
1.8mg
10%
*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
Etiquetas Dietéticas
Rico em Cálcio: Dos queijos
Energético: Carboidratos das batatas
Fonte de Ferro: Do bacon e farinha
Alertas & Alérgenos
Alta gordura saturada – Modere o consumo
Alto sódio – Reduza sal para hipertensos
Contém glúten: Farinha de trigo na receita
Contém lactose: Creme de leite e queijos
Insight: Rica em potássio das batatas, bom para reposição pós-treino
Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.
Pique o bacon e a cebola, não precisa ser perfeito, só em pedaços pequenos.
Aqueça a panela, adicione o azeite e coloque o bacon. Deixe dourar bem, mexendo de vez em quando. Quando estiver crocante, retire com uma escumadeira e deixe escorrer sobre papel toalha.
Na mesma panela, mas sem limpar, acrescente a manteiga. Quando derreter, junte a cebola e refogue em fogo baixo até ficar transparente, não deixe dourar, senão fica amargo.
Adicione a farinha de trigo e mexa sem parar por uns 2 minutos. É nesse momento que a farinha perde o gosto cru. Se você parar, vira massa.
Montando o creme:
Despeje o caldo de bacon, aos poucos, misturando bem com a farinha. A ideia é que fique homogêneo, sem grumos. Se aparecer algum, não se assuste, a gente resolve depois.
Acrescente as batatas cozidas em cubos. Mexa suavemente pra não esmagar.
Tempere com sal, pimenta e uma pitada de noz-moscada. Ajuste o sal depois, porque o bacon e o caldo já são salgados.
Despeje o creme de leite e o manjericão. Misture delicadamente e deixe ferver por 3 minutos em fogo baixo.
Se quiser uma textura mais lisa, bata tudo no liquidificador. Se preferir com pedaços, deixe como está. Eu faço os dois, um pra mim, outro pra ela.
Finalizando e servindo:
Despeje a sopa nas tigelas. Por cima, coloque o bacon frito reservado, um pouco de muçarela em pedaços, e uma boa quantidade de parmesão ralado.
Finalize com um fio de azeite e mais manjericão se tiver. O calor vai derreter o queijo, e o cheiro vai chamar todo mundo da sala.
Prove antes de servir. Se precisar de mais sal ou pimenta, ajuste agora. A sopa muda de sabor conforme esfria.
Dicas que funcionam:
As batatas devem estar cozidas antes. Cozinhe na panela de pressão por 10 minutos ou na comum por 25, não precisa ser perfeito, só macias.
Se não tiver caldo de bacon, use água e um pouco mais de sal. Mas o caldo é o que dá o fundo. Não pule.
O queijo pode ser trocado. Feta, gorgonzola, até um cheddar derretido. O que importa é que derreta e dê contraste.
A sopa fica melhor no dia seguinte. Se sobrar, esquente devagar. O sabor se junta. Eu já comi fria, só por curiosidade. Não recomendo.
A última vez que fiz, Daiane entrou na cozinha e só disse: “Você fez isso de novo?”, como se eu tivesse feito algo errado. Mas quando provou, ficou em silêncio. E o Titan, mesmo sem poder comer, sentou bem na porta, olhando como se fosse o guardião da sopa.
É uma receita que não exige perfeição, só atenção. Se a farinha grudar, não tem problema. Se o queijo não derreter direito, tudo bem. O que importa é que ela aquece, que ela fica na mesa, que todo mundo para o que estava fazendo pra provar. Tenta aí. Depois me conta: você usou o caldo? E o queijo? Qual foi o primeiro pedaço que você provou?
Quanto tempo dura? E como guardar sem estragar
Essa sopa é daquelas que some rápido, mas se sobrar (milagre!), dura até 3 dias na geladeira em pote fechado. Só esquentar na panela com um fio de água ou leite pra voltar ao ponto. Congelar? Dá sim! Mas o creme de leite pode ficar meio granulado - nesse caso, bata de novo na hora de requentar. Dica da Daiane: congelar em porções individuais pra não desperdiçar.
Será que engorda? (Vamos às contas)
Conforme a tabela nutricional completa, uma porção de 300g contém aproximadamente 485 calorias - culpa do bacon, manteiga, creme de leite e queijos. Mas dá pra reduzir: troque o creme de leite comum pelo light, use menos bacon e mais batata-doce (fica igualmente bom!).
Sem trigo? Sem lactose? Sem problema!
• Farinha de trigo: use amido de milho ou farinha de arroz na mesma medida • Creme de leite: iogurte natural ou até leite de coco pra versão vegana
• Bacon: cogumelos shitake fritos dão um umami incrível! • Queijos: polvilho nutricional + pitada de sal defumado imita o parmesão
3 truques que ninguém conta
1. Reserve um pouco do bacon crocante POR CIMA na hora de servir - textura faz diferença! 2. Bata só metade das batatas no liquidificador e deixe cubos da outra metade - fica incrível
3. Aquela noz-moscada? Rale na hora - o aroma é outro nível (eu guardo o moedor dentro do pote de noz-moscada)
"Minha sopa virou cola!" - os erros mais comuns
• Queimou o fundo? Pare de mexer e transfira o conteúdo pra outra panela sem raspar o fundo • Ficou muito grossa? Adicione água fervendo aos poucos até acertar o ponto
• Tempero faltando? Caldo de bacon já tem sal, então prove ANTES de acrescentar mais
O que serve junto? (Dicas matadoras)
• Pão de cerveja caseiro - molhar na sopa é obrigatório • Uma taça de vinho branco seco corta a gordura do bacon
• Pra virar jantar: coloque um ovo pochê por cima - quando o ovo quebra, vira molho extra!
Quer inovar? 3 variações surpreendentes
1. SOPA IRLANDESA: troque metade da batata por repolho picado e acrescente linguiça defumada 2. VERSÃO FIT: batata-doce + frango desfiado no lugar do bacon + iogurte grego
3. SOPA-DIP: deixe mais grossa e sirva com nachos e guacamole - sucesso em festas!
Sobrou? Não jogue fora!
• Vire recheio de panqueca salgada no dia seguinte • Misture com farinha de rosca e ovo pra fazer bolinhos fritos
• Congele em formas de gelo pra usar como base pra outros molhos
Modo chef Michelin (com um toque simples)
Finalize com azeite trufado e lascas de parmesão curado 24 meses. Use batatas monalisa (elas desmancham menos) e substitua a manteiga comum por manteiga de garrafa. Custa R$5 a mais e faz TODA diferença.
Fazer barato é possível?
• Use toucinho no lugar do bacon (corta pela metade o custo) • Queijo ralado de saquinho funciona, mas compre o mais puro possível
• Faça seu próprio caldo: guarde cascas de bacon e vegetais no freezer até ter quantidade suficiente
O ponto crítico: o roux (essa mistura de farinha com gordura)
Tem que cozinhar até ficar com cheiro de biscoito, mas sem queimar. Eu conto 2 minutos mexendo sem parar em fogo médio. Se formar bolhinhas, tá no ponto! Errou? Se queimou, melhor recomeçar. Se ficou crua, a sopa vai ter gosto de farinha - nesse caso, cozinhe por mais 5 minutos antes de botar o caldo.
Sabia que...
• Bacon era considerado "comida de pobre" na Idade Média? Virou gourmet só no século XX! • A batata da sua sopa pode ter DNA peruano? As melhores variedades vieram dos Andes originalmente
De onde veio essa combinação?
A sopa de batata com bacon é uma adaptação da clássica "potato soup" irlandesa, que levava apenas batata, leite e cebola (tempos difíceis!). O bacon entrou quando os imigrantes chegaram nos EUA e descobriram que gordura de porco + batata = amor à primeira mordida. Hoje é prato típico em diners americanos, sempre acompanhada de... adivinha? Mais bacon!
Perguntas que sempre me fazem
Posso fazer sem bacon? Pode, mas perde 70% da graça. Tente pancetta ou até cubos de peito de peru defumado. Batata pode ser com casca? Até pode, mas fica com textura esquisita. Melhor descascar. Congelou separado? Isso é a gordura solidificando - só mexer bem ao esquentar. Por que minha sopa azedou? Creme de leite estragado ou panela de alumínio reagindo - use panelas inox!
O que ouvir enquanto cozinha?
Algo entre folk americano (pra entrar no clima) e MPB pra mexer a panela no ritmo: "Sopa de Batata" do Arnaldo Antunes combina demais, sério!
Harmonização além do óbvio
• Cerveja: stout negra (o amargor corta a gordura) • Drink: Bloody Mary (o aipo combina com o bacon)
• Sobremesa: maçã caramelizada (contraste doce-salgado)
Já errei feio, já errei rude
Uma vez coloquei leite condensado no lugar do creme de leite (caixas parecidas, né?). Virou uma sopa doce-salgada bizarra. Salvei com pimenta caiena e virou "sopa tex-mex" - até que ficou interessante! Moral da história: sempre checar os rótulos.
Se TUDO der errado...
• Ficou aguada? Dissolva 1 colher de maisena em água fria e jogue na sopa fervendo • Sem batata? Use mandioquinha ou até abóbora cabotiá
• Queimou o fundo? Transfira pra outra panela SEM MEXER e deixe o fundo queimado pra lá
A batata foi o primeiro vegetal cultivado no espaço! Em 1995, a NASA desenvolveu técnicas pra plantar batatas em estações espaciais. Imagina uma sopa de bacon a 400km de altitude? Aposto que os astronautas adorariam...
Mais sopas pra aquecer o coração (e a pança!)
Se tem uma coisa que combina com dias frios - ou com aquela preguiça de domingo - é uma panela de sopa fumegante, né? Depois dessa sopa de batata que é puro abraço líquido, que tal explorar outras delícias quentinhas? Lá em casa, quando o estoque de criatividade tá baixo, apelo pra sopa fácil que salva qualquer jantar - minha versão de "sobrevivência gourmet".
Mas se você quer variar o cardápio sem perder o conforto, experimenta a sopa de mandioca que é tão cremosa que parece feito com nuvens. Ou então a versão com frango, que deixa qualquer resfriado com medo! E pra quem gosta de sabores diferentes, a sopa de fubá é aquela surpresa que engana pela simplicidade mas conquista no primeiro gole.
Ah, e não conta pra ninguém, mas quando a fome bate forte, meu truque é o sopão completo - aquele que alimenta uma família ou um solteiro faminto por três dias! Bora esquentar essas panelas?
Sopa de batata e companhia: um menu para esquentar o coração (e o estômago)
Nada como uma sopa bem feita para aquecer os dias mais frios, né? Mas sabemos que só a sopa não basta - por isso montamos um cardápio completo com entradas, acompanhamentos e sobremesas que combinam perfeitamente. A Daiane adora quando faço essas combinações em casa!
Para começar com o pé direito
Mini pizza para festas (saiba como preparar) - Práticas e deliciosas, essas mini pizzas são ótimas para abrir o apetite. Faça vários sabores e deixe todo mundo feliz!
Mini bolo decorado - Doce, mas não muito, perfeito para quem quer algo leve antes da refeição principal.
E aí, o que achou dessas combinações? Aqui em casa já testamos todas e posso garantir que são sucesso! Conta pra gente nos comentários se você experimentou alguma ou se tem suas próprias combinações favoritas.
Abaixo, trouxe mais variações dessa sopinha super confortável para você provar.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou.Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. De batata doce
Autor: Cozinha de casa
Batata doce parece que vai virar doce. Mas não vira. Ela vira um creme que parece manteiga derretida, e tem um sabor tão suave que você nem percebe que está comendo vegetal. O segredo? Cozinhe ela devagar, sem pressa. Se ferver rápido, ela desmancha e vira lama. Já fiz. Ficou parecendo purê de pão. Aí, aprendi: use caldo quente, não frio. E se quiser um pouco de doçura natural? Uma pitada de canela. Só uma. Aí, quando você prova, pensa: “isso é sopa?”. Não é. É um abraço.
3º. Com cenoura
Autor: Saiu Hoje
Cenoura e batata são como dois irmãos que não se falam, mas se completam. Mas se você cortar a cenoura grossa, ela fica crocante no meio da sopa. E ninguém quer isso. O segredo? Pique bem fina. Ou melhor: rale. Aí, ela desaparece no caldo, mas deixa o sabor. E se quiser que fique mais encorpada? Não adicione farinha. Bata no liquidificador depois. Só não diga que foi você. Ainda assim, o caldo fica lindo, aquela cor laranja que parece que o sol entrou na panela.
Frango é bom. Mas se você colocar o peito cru na sopa, vira borracha. Já fiz. Ficou parecendo um sapato de couro. O segredo? Cozinhe o frango separado. Depois, desfie. E só depois coloque na sopa. Aí, ele não se perde. E se quiser mais sabor? Use o osso. Ferva ele com cebola e salsa por 20 minutos. Retire. Aí, use esse caldo. É o que os chefs fazem. Eu não sou chef. Mas faço isso. Porque quando a Daiane pega a colher e não fala nada… é porque deu certo.
Legumes são ótimos. Mas se você colocar todos juntos, vira um ensopado. Aí, ninguém sabe o que é o que. O segredo? Escolha dois. E só dois. Cenoura e abobrinha, por exemplo. E corte igual. Do mesmo tamanho. Aí, quando você vê a sopa, parece que alguém fez arte. E se quiser que fique mais colorida? Não use corante. Use batata doce. Ela já é laranja. E se a criança não quiser? Ela não fala. Mas come. E sorri. E isso é tudo.
Calabresa é o que a gente usa quando o dia pesa. Mas se você colocar ela crua na sopa, vira um pedaço de borracha. O segredo? Torre ela na panela, sem óleo. Só a gordura dela. Aí, ela solta o fumo. E aí, você põe a batata. E o caldo. E aí, você vira o rosto. Porque o cheiro é tão bom que você quer comer só o cheiro. E se quiser mais cremosa? Não use creme de leite. Use queijo ralado. Derrete no final. E se a Daiane não gostar? Ela não fala. Mas pega uma colher. E sorri. E isso é tudo.
Couve é forte. Muito forte. Se você colocar ela no começo, vira lama verde. Já fiz. Ficou parecendo um jardim de inverno. O segredo? Coloque ela por último. Só na última minuto. E corte bem fina. Aí, ela dá um toque de verde, de vida. E se quiser que fique mais suave? Não use vinagre. Use um pouco de limão. Só um fio. Aí, o sabor sobe. E se a Daiane não gostar? Ela não fala. Mas pega uma colher. E sorri. E isso é tudo.
Macarrão na sopa é como um abraço com um pouco de estrutura. Mas se você colocar ele cru, ele vira um monte de massa mole. O segredo? Cozinhe ele separado. E só coloque na sopa na hora de servir. Aí, ele não desmancha. E se quiser que fique mais leve? Não use macarrão fino. Use o tipo “penne”. Ele segura. E se a Daiane não gostar? Ela não fala. Mas pega uma colher. E sorri. E isso é tudo.
Batata baroa é a irmã mais elegante da batata comum. Ela tem um sabor que parece que veio da terra. Mas se você não cozinhar bem, ela fica dura no meio. Já fiz. Ficou parecendo um pedaço de pedra. O segredo? Deixe ela ferver por 40 minutos. Sim, 40. E se quiser que fique mais cremosa? Não use farinha. Use o próprio amido dela. Bata no liquidificador. Aí, ela vira um creme que parece que alguém fez com carinho. E se a Daiane não gostar? Ela não fala. Mas pega uma colher. E sorri. E isso é tudo.
Alho-poró é o que a gente esquece que existe. Mas quando ele entra na sopa, tudo muda. Ele tem um sabor que parece que veio de um jardim de inverno. Mas se você usar só o topo, perde o sabor. O segredo? Use a parte branca. E lave bem. A terra fica entre as camadas. Já fiz. Ficou parecendo que alguém pôs areia na sopa. Aí, aprendi: lave em água corrente, como se fosse lavar a mão. E se quiser mais aroma? Coloque um pouco no refogado. Só um pouco. Aí, quando você prova, pensa: “isso é sopa?”. Não é. É um suspiro.
Carne seca é como um abraço de alguém que não fala muito. Mas quando fala, é forte. Mas se você colocar ela crua, vira um pedaço de couro. O segredo? Deixe ela de molho por 12 horas. Troque a água três vezes. Aí, ela perde o sal. E você põe ela na sopa. E aí, ela desmancha. E vira sabor. E se quiser mais cremosa? Não use creme de leite. Use batata. Ela já faz isso. E se a Daiane não gostar? Ela não fala. Mas pega uma colher. E sorri. E isso é tudo.
Agrião é o que a gente coloca quando quer dizer: “eu me importo”. Mas se você colocar ele no começo, vira lama amarga. Já fiz. Ficou parecendo um remédio. O segredo? Coloque ele por último. Só na hora de servir. E corte bem fininho. Aí, ele dá um toque de verde, de vida. E se quiser que fique mais suave? Não use açúcar. Use um fio de mel. Só um fio. Aí, o amargo se transforma. E se a Daiane não gostar? Ela não fala. Mas pega uma colher. E sorri. E isso é tudo.
Carne moída é o que a gente usa quando o dia não tem tempo. Mas se você colocar ela crua na sopa, vira um pedaço de terra. O segredo? Torre ela na panela. Só ela. Sem óleo. Aí, ela solta a gordura. E aí, você põe a cebola. E aí, você põe a batata. E aí, você vira o rosto. Porque o cheiro é tão bom que você quer comer só o cheiro. E se quiser mais cremosa? Não use farinha. Use batata. Ela já faz isso. E se a Daiane não gostar? Ela não fala. Mas pega uma colher. E sorri. E isso é tudo.
E aí, já decidiu qual vai ser a primeira? A que parece mais fácil? A que parece mais complicada? Não importa. O que importa é que você vai tentar. E se errar? Tudo bem. Eu já errei todas. E ainda assim, elas viraram memórias. Se transformar alguma sugestão em prato, me conta: qual foi o momento que você parou, olhou para a sopa, e sentiu que… isso aqui, deu certo? Porque às vezes, cozinhar não é sobre acertar. É sobre sentir que, mesmo com tudo errado, ainda dá pra fazer algo que aquece a alma.
O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.
Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.
Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?
Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.
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