13 Receitas de Caldo de Peixe Caseiro + Sugestões para Petiscar No Final de Semana

Certamente esta receita te remete a sol, praia e verão, não é verdade?
13 Receitas de Caldo de Peixe Caseiro + Sugestões para Petiscar No Final de Semana
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Posso te contar um segredo de cozinha que aprendi com um chef? A diferença entre um caldo comum e um extraordinário está nos fundamentos. Quando fiz um curso de bases e caldos, descobri que dourar bem a cebola no azeite antes de qualquer outro ingrediente é o que cria profundidade de sabor.

Essa receita de caldo de peixe caseiro nasceu da necessidade de não desperdiçar nada. Uso as aparas do peixe do almoço para fazer um caldo que surpreende pelo sabor rico. A técnica de dissolver a farinha de mandioca em água fria antes de acrescentar ao caldo, aprendi depois de algumas tentativas com grumos indesejados.

O colorau líquido é meu toque pessoal, ele dá uma cor linda e um sabor mais intenso que a versão em pó. Sempre tenho um frasco na geladeira. A dica é refogar bem o peixe no líquido do tomate antes de acrescentar a água, isso faz toda diferença.

Quer ver como é simples? O passo a passo completo está abaixo. Depois me conta se ficou tão bom quanto aqui em casa!

Receita de caldo de peixe com temperos naturais: saiba como preparar

Rendimento
10 porções
Preparo
40 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

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Dá para fazer essa receita com praticamente qualquer peixe branco que tiver por aí. Já testei com tilápia e até com aqueles filés congelados que ficam no fundo do freezer, e sempre dá certo.

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Informação Nutricional

Porção: 200g (1/10 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 195 kcal 10%
Carboidratos Totais 8.5g 3%
   Fibra Dietética 1.2g 5%
   Açúcares 2.8g 6%
Proteínas 15.8g 32%
Gorduras Totais 10.2g 13%
   Saturadas 1.8g 9%
   Trans 0g 0%
Colesterol 35mg 12%
Sódio 680mg 30%
Potássio 420mg 9%
Ferro 1.2mg 7%
Cálcio 45mg 4%
Vitamina C 25mg 28%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Baixa Caloria: Ideal para controle de peso
  • Sem Glúten: Naturalmente sem glúten
  • Sem Lactose: Sem laticínios
  • Boa Fonte de Fibras: Auxilia na digestão
  • Rico em Vitamina C: Dos pimentões e tomate

Alertas & Alérgenos

  • Sódio moderado – Reduza sal para hipertensos
  • Verificar temperos industrializados quanto a glúten
  • Insight: Rico em ômega-3 se usar peixes como salmão ou sardinha; excelente para dieta pós-treino leve
  • Dica Light: Reduza 30 calorias trocando metade da farinha por aveia

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

  1. Pega uma panela grande e esquenta o azeite em fogo médio. Coloca a cebola picada e frita até ela ficar bem douradinha. Essa parte é importante, viu? A cebola bem dourada dá um sabor incrível no caldo.
  2. Joga o alho picado e mexe mais um pouco, até sentir aquele cheiro bom do alho. Cuidado para não queimar, senão fica com gosto amargo.
  3. Adiciona o tomate picado com as sementes e deixa refogar até começar a soltar aquele líquido. O tomate vai formar um molhinho natural que ajuda a cozinhar o peixe.
  4. Agora coloca o filé de peixe e vai refogando junto com tudo. Mexe com cuidado para não despedaçar muito o peixe. Deixa cozinhar no líquido do tomate por uns 5 ou 6 minutos.
  5. Quando o líquido estiver quase secando, adiciona o colorau e mexe bem. O colorau além de dar uma cor linda, realça o sabor dos outros ingredientes.
  6. Coloca os pimentões picados e mistura tudo. Eu gosto de deixar os pimentões com um pouco de crocância, então não refogo muito nessa etapa.
  7. Adiciona a água fervendo e o sal. Toma cuidado para não se queimar com o vapor, essa parte sempre me assusta um pouco.
  8. Fecha a panela só parcialmente, deixa uma frestinha, e deixa cozinhar por uns 10 minutos. Assim o caldo não fica muito forte, mas também não evapora toda a água.
  9. Coloca o coentro picado (reserva um pouco para finalizar) e mistura. O cheiro que fica na cozinha nessa hora já vale a receita toda.
  10. Para engrossar o caldo, pega a farinha de mandioca e dissolve na meia xícara de água fria. Essa dica eu aprendi depois de fazer várias vezes com grumos, dissolver primeiro na água fria evita aqueles pelotinho chato.
  11. Coloca a farinha dissolvida na panela, mexendo sempre. Vai engrossando na hora, é quase mágica.
  12. Deixa cozinhando por mais 4 minutos e está pronto. Sirva bem quente com aquela colher extra de coentro por cima para ficar bonito.

Esse caldo de peixe caseiro é daqueles pratos que enchem a casa de um cheiro bom e deixam todo mundo com água na boca. Eu costumo fazer no final de semana quando sobra peixe ou quando quero algo leve mas saboroso. A Daiane sempre pede para eu fazer uma panela extra para ela esquentar durante a semana.

E você, já fez caldo de peixe caseiro? Conte nos comentários qual peixe você usou e se adaptou algo na receita. Adoro saber das variações que cada um cria!

Quanto tempo dura essa maravilha?

Esse caldo é daqueles que melhoram no dia seguinte - mas só se você resistir a comer tudo de uma vez! Na geladeira, dura até 3 dias bem tampado. Quer guardar por mais tempo? Congele por até 1 mês. Dica: congele em porções individuais pra facilitar. Já aconteceu comigo de esquecer um pote no fundo do freezer por 2 meses... ainda tava bom, mas não recomendo!

Será que engorda?

Cada porção tem aproximadamente 195 calorias (conforme tabela nutricional completa abaixo dos ingredientes). Bem leve né? A Daiane adora quando faço versão light - troco metade da farinha de mandioca por aveia em flocos finos. Fica quase igual e corta umas 30 calorias por porção.

Sem pescada? Sem problemas!

O legal desse caldo é que funciona com quase qualquer peixe branco. Já testei com:

  • Merluza (fica ótimo)
  • Tilápia (mais suave)
  • Bacalhau dessalgado (uau!)
  • Até com camarões já fiz - vira uma sopa maravilhosa
Na dúvida? Qualquer peixe firme serve. Só evita os muito gordurosos como salmão, que mudam completamente o sabor.

Truque secreto do caldo perfeito

Quer um sabor mais intenso? Doure ligeiramente os ossos do peixe (se tiver) no forno antes de começar. Depois é só retirar quando for servir. Esse passo extra faz TODA a diferença - parece que o mar inteiro entra na panela. A primeira vez que fiz assim, a Daiane perguntou se eu tinha comprado caldo pronto de tão bom que ficou!

Os 3 pecados capitais do caldo de peixe

Já errei tanto que poderia escrever um livro... mas aprendi:

  1. Não deixe ferver demais - o peixe vira borracha. Cozinhe sempre em fogo médio-baixo
  2. Exagero no sal - melhor corrigir no final. Já arruinei um caldo lindo assim
  3. Misturar demais - o peixe desfaz. Mexa com cuidado, como se estivesse acariciando um gatinho

Para todo mundo comer

Dá pra adaptar fácil:

  • Sem glúten: já é naturalmente sem glúten (show!)
  • Low carb: tira a farinha ou usa psyllium
  • Vegano: troca o peixe por palmito pupunha e usa algas pra dar sabor
  • Proteico: dobra a quantidade de peixe e reduz um pouco os vegetais

O que serve junto?

Esse caldo pede:

  • Pão francês fresquinho (óbvio né?)
  • Arroz branco soltinho
  • Uma saladinha de limão pra cortar a gordura
  • E a minha combinação favorita: pimenta calabresa e uma cerveja bem gelada
Na última vez que fiz, inventei de servir com torresmo por cima. Nunca mais fui o mesmo.

Versão "surpresa-me"

Quer dar uma turbinada? Tenta:

  • Colocar 1 colher de pasta de camarão no refogado
  • Finalizar com leite de coco (sim, fica incrível)
  • Botar cubos de abóbora junto com os pimentões
  • Ou minha preferida: jogar umas folhas de espinafre no final
Cada vez que faço, invento uma variação nova. Qual será a sua?

O ponto crítico: engrossar o caldo

Todo mundo treme na hora de adicionar a farinha de mandioca. Relaxa! O segredo é:

  1. Dissolver bem a farinha na água fria antes
  2. Colocar aos poucos, mexendo sem parar
  3. Se engrossar demais, é só adicionar mais água quente
Na primeira vez, eu joguei a farinha direto na panela. Resultado? Lumps city! Aprendi do jeito difícil...

Socorro, deu errado!

Calma que tem conserto:

  • Salgou? Bota uma batata crua descascada pra absorver
  • Agua demais? Ferve mais ou adiciona um pouco mais de farinha dissolvida
  • Peixe desfez? Transforma numa sopa cremosa batendo no liquidificador
Já salvei um caldo sem peixe (esqueci de comprar!) usando latinha de atum. Ficou com cara de improviso, mas salvou o jantar!

Modo econômico ativado

Dicas pra gastar menos:

  • Use sardinha fresca em vez de pescada - custa metade do preço
  • Pimentão caro? Pode ser só metade verde e mais tomate
  • Farinha de mandioca pode ser substituída por fubá
  • Congela os talos do coentro pra fazer caldo depois

De onde vem esse caldo?

Essa receita tem DNA nordestino, mas com influência portuguesa (o azeite denuncia). Curiosidade: originalmente se usava peixes inteiros, não filés. Ainda bem que evoluímos, né? Imagina ter que tirar espinha na hora de comer...

Sabia que...

O colorau não é só cor! Ele tem propriedades antioxidantes e ajuda a conservar o peixe. E mais: a farinha de mandioca engrossa o caldo sem deixar gosto, diferente da farinha de trigo. Por isso a receita original usa ela.

2 coisas que ninguém te conta

1. Esse caldo é ótimo pra ressaca. Sério! O combo peixe+vegetais+hidratação é perfeito pra curar excessos.

2. Você pode usar o mesmo método pra fazer caldo de frango ou legumes. Só trocar o peixe e ajustar os temperos. Multiuso!

Harmonização inusitada

Experimente:

  • Um vinho branco seco (clássico)
  • Cerveja IPA (o amargor combina)
  • Suco de caju (surpreendentemente bom)
  • Até caipirinha de limão vai bem (testado e aprovado!)

Perguntas que sempre me fazem

Pode congelar? Pode! Mas sem o coentro, que fica com gosto estranho.

Dá pra fazer na panela de pressão? Dá, mas reduza o tempo para 5 minutos depois que pegar pressão.

Por que meu caldo ficou escuro? Provavelmente o colorau queimou. Fogo mais baixo da próxima!

Caldo de peixe com toques que vão te surpreender

Quem disse que prato simples não pode ser elevado? Aqui a gente montou um cardápio completo pra transformar seu caldo de peixe num banquete memorável - e o melhor: sem complicação. A Daiane sempre pede essas combinações quando quer um jantar especial sem muito trabalho.

Para começar com o pé direito

Bolinho de chuva com banana (receita completa): doce e fofinho, esse clássico brasileiro cai bem antes do caldo. A banana dá um toque especial que nem todo mundo espera.

Enroladinho de queijo (confira o preparo aqui): crocante por fora, derretido por dentro. A gente sempre faz um monte porque desaparece rápido!

Casquinha de siri: pra quem quer entrar no clima marinho desde o primeiro garfo. Cuidado que vicia!

O que acompanha nosso astro principal

Receita de Bolinho de arroz japonês fácil: textura única que combina perfeitamente com sopas. Diferente do tradicional, mas igualmente maravilhoso.

Bolinho de arroz de liquidificador: versão prática que fica pronta em minutos. Perfeito pra quando bate aquela preguiça de domingo.

Para fechar com chave de ouro

Mousse de maracujá com Tang: refrescante e com aquele toque de infância que todo mundo adora. Aqui em casa é hit absoluto.

Sorvete de manga (clique aqui e aprenda): doce natural da fruta sem precisar de sorveteira. Ideal pra dias mais quentes.

Receita de Tartelete fácil: crocante e elegante, pra quando quer impressionar sem muito esforço.

Para acompanhar

Suco de caju gelado: doce e levemente ácido, combina perfeitamente com pratos à base de peixe.

Água com gás e limão: simples, refrescante e limpa o paladar entre uma colherada e outra.

E aí, qual combo te deixou com mais água na boca? Conta pra gente se testar alguma dessas combinações - prometo que a Daiane aprova todas!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

Instagram icon https://www.instagram.com/raf.gcs

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