Posso te contar um segredo de cozinha que aprendi com um chef? A diferença entre um caldo comum e um extraordinário está nos fundamentos. Quando fiz um curso de bases e caldos, descobri que dourar bem a cebola no azeite antes de qualquer outro ingrediente é o que cria profundidade de sabor.
Essa receita de caldo de peixe caseiro nasceu da necessidade de não desperdiçar nada. Uso as aparas do peixe do almoço para fazer um caldo que surpreende pelo sabor rico. A técnica de dissolver a farinha de mandioca em água fria antes de acrescentar ao caldo, aprendi depois de algumas tentativas com grumos indesejados.
O colorau líquido é meu toque pessoal, ele dá uma cor linda e um sabor mais intenso que a versão em pó. Sempre tenho um frasco na geladeira. A dica é refogar bem o peixe no líquido do tomate antes de acrescentar a água, isso faz toda diferença.
Quer ver como é simples? O passo a passo completo está abaixo. Depois me conta se ficou tão bom quanto aqui em casa!
Tabela de conteúdo:
Receita de caldo de peixe com temperos naturais: saiba como preparar
Ingredientes
Dá para fazer essa receita com praticamente qualquer peixe branco que tiver por aí. Já testei com tilápia e até com aqueles filés congelados que ficam no fundo do freezer, e sempre dá certo.
Informação Nutricional
Porção: 200g (1/10 da receita)
| Nutriente | Por Porção | % VD* |
|---|---|---|
| Calorias | 195 kcal | 10% |
| Carboidratos Totais | 8.5g | 3% |
| Fibra Dietética | 1.2g | 5% |
| Açúcares | 2.8g | 6% |
| Proteínas | 15.8g | 32% |
| Gorduras Totais | 10.2g | 13% |
| Saturadas | 1.8g | 9% |
| Trans | 0g | 0% |
| Colesterol | 35mg | 12% |
| Sódio | 680mg | 30% |
| Potássio | 420mg | 9% |
| Ferro | 1.2mg | 7% |
| Cálcio | 45mg | 4% |
| Vitamina C | 25mg | 28% |
*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
Etiquetas Dietéticas
Alertas & Alérgenos
Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.
Modo de preparo
- Pega uma panela grande e esquenta o azeite em fogo médio. Coloca a cebola picada e frita até ela ficar bem douradinha. Essa parte é importante, viu? A cebola bem dourada dá um sabor incrível no caldo.
- Joga o alho picado e mexe mais um pouco, até sentir aquele cheiro bom do alho. Cuidado para não queimar, senão fica com gosto amargo.
- Adiciona o tomate picado com as sementes e deixa refogar até começar a soltar aquele líquido. O tomate vai formar um molhinho natural que ajuda a cozinhar o peixe.
- Agora coloca o filé de peixe e vai refogando junto com tudo. Mexe com cuidado para não despedaçar muito o peixe. Deixa cozinhar no líquido do tomate por uns 5 ou 6 minutos.
- Quando o líquido estiver quase secando, adiciona o colorau e mexe bem. O colorau além de dar uma cor linda, realça o sabor dos outros ingredientes.
- Coloca os pimentões picados e mistura tudo. Eu gosto de deixar os pimentões com um pouco de crocância, então não refogo muito nessa etapa.
- Adiciona a água fervendo e o sal. Toma cuidado para não se queimar com o vapor, essa parte sempre me assusta um pouco.
- Fecha a panela só parcialmente, deixa uma frestinha, e deixa cozinhar por uns 10 minutos. Assim o caldo não fica muito forte, mas também não evapora toda a água.
- Coloca o coentro picado (reserva um pouco para finalizar) e mistura. O cheiro que fica na cozinha nessa hora já vale a receita toda.
- Para engrossar o caldo, pega a farinha de mandioca e dissolve na meia xícara de água fria. Essa dica eu aprendi depois de fazer várias vezes com grumos, dissolver primeiro na água fria evita aqueles pelotinho chato.
- Coloca a farinha dissolvida na panela, mexendo sempre. Vai engrossando na hora, é quase mágica.
- Deixa cozinhando por mais 4 minutos e está pronto. Sirva bem quente com aquela colher extra de coentro por cima para ficar bonito.
Esse caldo de peixe caseiro é daqueles pratos que enchem a casa de um cheiro bom e deixam todo mundo com água na boca. Eu costumo fazer no final de semana quando sobra peixe ou quando quero algo leve mas saboroso. A Daiane sempre pede para eu fazer uma panela extra para ela esquentar durante a semana.
E você, já fez caldo de peixe caseiro? Conte nos comentários qual peixe você usou e se adaptou algo na receita. Adoro saber das variações que cada um cria!
Quanto tempo dura essa maravilha?
Esse caldo é daqueles que melhoram no dia seguinte - mas só se você resistir a comer tudo de uma vez! Na geladeira, dura até 3 dias bem tampado. Quer guardar por mais tempo? Congele por até 1 mês. Dica: congele em porções individuais pra facilitar. Já aconteceu comigo de esquecer um pote no fundo do freezer por 2 meses... ainda tava bom, mas não recomendo!
Será que engorda?
Cada porção tem aproximadamente 195 calorias (conforme tabela nutricional completa abaixo dos ingredientes). Bem leve né? A Daiane adora quando faço versão light - troco metade da farinha de mandioca por aveia em flocos finos. Fica quase igual e corta umas 30 calorias por porção.
Sem pescada? Sem problemas!
O legal desse caldo é que funciona com quase qualquer peixe branco. Já testei com:
- Merluza (fica ótimo)
- Tilápia (mais suave)
- Bacalhau dessalgado (uau!)
- Até com camarões já fiz - vira uma sopa maravilhosa
Truque secreto do caldo perfeito
Quer um sabor mais intenso? Doure ligeiramente os ossos do peixe (se tiver) no forno antes de começar. Depois é só retirar quando for servir. Esse passo extra faz TODA a diferença - parece que o mar inteiro entra na panela. A primeira vez que fiz assim, a Daiane perguntou se eu tinha comprado caldo pronto de tão bom que ficou!
Os 3 pecados capitais do caldo de peixe
Já errei tanto que poderia escrever um livro... mas aprendi:
- Não deixe ferver demais - o peixe vira borracha. Cozinhe sempre em fogo médio-baixo
- Exagero no sal - melhor corrigir no final. Já arruinei um caldo lindo assim
- Misturar demais - o peixe desfaz. Mexa com cuidado, como se estivesse acariciando um gatinho
Para todo mundo comer
Dá pra adaptar fácil:
- Sem glúten: já é naturalmente sem glúten (show!)
- Low carb: tira a farinha ou usa psyllium
- Vegano: troca o peixe por palmito pupunha e usa algas pra dar sabor
- Proteico: dobra a quantidade de peixe e reduz um pouco os vegetais
O que serve junto?
Esse caldo pede:
- Pão francês fresquinho (óbvio né?)
- Arroz branco soltinho
- Uma saladinha de limão pra cortar a gordura
- E a minha combinação favorita: pimenta calabresa e uma cerveja bem gelada
Versão "surpresa-me"
Quer dar uma turbinada? Tenta:
- Colocar 1 colher de pasta de camarão no refogado
- Finalizar com leite de coco (sim, fica incrível)
- Botar cubos de abóbora junto com os pimentões
- Ou minha preferida: jogar umas folhas de espinafre no final
O ponto crítico: engrossar o caldo
Todo mundo treme na hora de adicionar a farinha de mandioca. Relaxa! O segredo é:
- Dissolver bem a farinha na água fria antes
- Colocar aos poucos, mexendo sem parar
- Se engrossar demais, é só adicionar mais água quente
Socorro, deu errado!
Calma que tem conserto:
- Salgou? Bota uma batata crua descascada pra absorver
- Agua demais? Ferve mais ou adiciona um pouco mais de farinha dissolvida
- Peixe desfez? Transforma numa sopa cremosa batendo no liquidificador
Modo econômico ativado
Dicas pra gastar menos:
- Use sardinha fresca em vez de pescada - custa metade do preço
- Pimentão caro? Pode ser só metade verde e mais tomate
- Farinha de mandioca pode ser substituída por fubá
- Congela os talos do coentro pra fazer caldo depois
De onde vem esse caldo?
Essa receita tem DNA nordestino, mas com influência portuguesa (o azeite denuncia). Curiosidade: originalmente se usava peixes inteiros, não filés. Ainda bem que evoluímos, né? Imagina ter que tirar espinha na hora de comer...
Sabia que...
O colorau não é só cor! Ele tem propriedades antioxidantes e ajuda a conservar o peixe. E mais: a farinha de mandioca engrossa o caldo sem deixar gosto, diferente da farinha de trigo. Por isso a receita original usa ela.
2 coisas que ninguém te conta
1. Esse caldo é ótimo pra ressaca. Sério! O combo peixe+vegetais+hidratação é perfeito pra curar excessos.
2. Você pode usar o mesmo método pra fazer caldo de frango ou legumes. Só trocar o peixe e ajustar os temperos. Multiuso!
Harmonização inusitada
Experimente:
- Um vinho branco seco (clássico)
- Cerveja IPA (o amargor combina)
- Suco de caju (surpreendentemente bom)
- Até caipirinha de limão vai bem (testado e aprovado!)
Perguntas que sempre me fazem
Pode congelar? Pode! Mas sem o coentro, que fica com gosto estranho.
Dá pra fazer na panela de pressão? Dá, mas reduza o tempo para 5 minutos depois que pegar pressão.
Por que meu caldo ficou escuro? Provavelmente o colorau queimou. Fogo mais baixo da próxima!
Caldo de peixe com toques que vão te surpreender
Quem disse que prato simples não pode ser elevado? Aqui a gente montou um cardápio completo pra transformar seu caldo de peixe num banquete memorável - e o melhor: sem complicação. A Daiane sempre pede essas combinações quando quer um jantar especial sem muito trabalho.
Para começar com o pé direito
Bolinho de chuva com banana (receita completa): doce e fofinho, esse clássico brasileiro cai bem antes do caldo. A banana dá um toque especial que nem todo mundo espera.
Enroladinho de queijo (confira o preparo aqui): crocante por fora, derretido por dentro. A gente sempre faz um monte porque desaparece rápido!
Casquinha de siri: pra quem quer entrar no clima marinho desde o primeiro garfo. Cuidado que vicia!
O que acompanha nosso astro principal
Receita de Bolinho de arroz japonês fácil: textura única que combina perfeitamente com sopas. Diferente do tradicional, mas igualmente maravilhoso.
Bolinho de arroz de liquidificador: versão prática que fica pronta em minutos. Perfeito pra quando bate aquela preguiça de domingo.
Para fechar com chave de ouro
Mousse de maracujá com Tang: refrescante e com aquele toque de infância que todo mundo adora. Aqui em casa é hit absoluto.
Sorvete de manga (clique aqui e aprenda): doce natural da fruta sem precisar de sorveteira. Ideal pra dias mais quentes.
Receita de Tartelete fácil: crocante e elegante, pra quando quer impressionar sem muito esforço.
Para acompanhar
Suco de caju gelado: doce e levemente ácido, combina perfeitamente com pratos à base de peixe.
Água com gás e limão: simples, refrescante e limpa o paladar entre uma colherada e outra.
E aí, qual combo te deixou com mais água na boca? Conta pra gente se testar alguma dessas combinações - prometo que a Daiane aprova todas!
Depois de dominar a base, que tal explorar essas variações incríveis?
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito.
2º. Quando o camarão entra na jogada
autor: Receitas do Leandro
Olha, eu sempre tive certo receio de juntar camarão com peixe, achava que um anularia o sabor do outro. Que engano! Essa receita me mostrou que a combinação cria camadas de sabor que simplesmente funcionam. O segredo está no momento certo de adicionar cada ingrediente, o camarão vai quase no final para não ficar borrachudo.
Fiz numa sexta-feira especial e até a Daiane, que não é muito fã de frutos do mar, aprovou. A dica é usar camarões médios, não esses pequeninos que somem no caldo. E a casca do camarão? Não joga fora! Ferva com um pouco de água para fazer um caldinho extra que vai turbinar tudo.
3º. Pintado: o peixe de água doce que conquista
autor: Alessandro dutra do nascimento
O pintado tem uma carne firme que não desmancha fácil, perfeita para quem está começando. A primeira vez que usei, exagerei no cozimento e mesmo assim a carne manteve o formato. Aprendi que ele precisa de um tempinho a mais no fogo baixo para liberar toda sua gordura natural, que deixa o caldo incrivelmente saboroso.
Essa versão é ótima para servir com arroz branco simples, o contraste fica perfeito. E se sobrar, no dia seguinte fica ainda melhor, os sabores se incorporam de um jeito que parece outra receita.
4º. Tilápia: prática não é sinônimo de sem graça
A tilápia é daqueles peixes que todo mundo acha que sabe cozinhar, mas pouca gente extrai todo seu potencial. O problema é que ela cozinha muito rápido e pode ficar seca. Essa receita resolve isso com uma técnica simples: você faz o caldo separadamente e adiciona o peixe quase no final, deixando cozinhar por poucos minutos.
Funciona tão bem que virou meu coringa para visitas inesperadas. Em 20 minutos você tem um prato que parece que levou horas. E o melhor: é bem mais barato que outras opções.
5º. Ovo cozido: o ingrediente surpresa
Confesso que nunca tinha pensado em colocar ovo cozido no caldo de peixe até ver essa receita. Parecia estranho, mas faz todo sentido: a gema dissolve parcialmente e engrossa o caldo naturalmente, enquanto a clara dá aquela textura extra que complementa o peixe.
Dica importante: cozinhe os ovos até ficarem bem firmes, senão a gema vai desmanchar toda no caldo. E corta em pedaços grandes para não sumirem. É uma maneira inteligente de transformar sobras em algo novo e saboroso.
6º. Versão cremosa: para quem gosta de conforto
Essa receita quebra o preconceito de que caldo de peixe tem que ser leve. Ela usa um truque com batata cozida amassada para dar cremosidade sem precisar de creme de leite, genial para quem não tolera lactose ou quer algo mais natural. A textura fica entre uma sopa e um purê, daquelas que aquece a alma em dias frios.
Já adaptei usando mandioquinha no lugar da batata e ficou incrível. O importante é cozinhar bem o legume antes de amassar e incorporar ao caldo. Se ficar muito grosso, é só acrescentar um pouco da água do cozimento.
7º. Macaxeira: a espessante natural
Diferente do que todo mundo pensa sobre comida saudável, essa versão com macaxeira é uma das mais saborosas que já experimentei. O legume cozinho e desmancha parcialmente, liberando um amido que naturalmente engrossa o caldo. E dá um sabor levemente adocicado que combina demais com peixes mais neutros como a tilápia.
Corte em pedaços pequenos para cozinhar mais rápido, e não tem erro. É tão fácil que até quem nunca cozinhou na vida consegue acertar.
8º. Atum enlatado: o salva-refeições
Para ser sincero, eu torcia o nariz para atum enlatado em caldos até testar essa receita. A grande sacada é escorrer bem o óleo e dar uma douradinha rápida na panela antes de adicionar os líquidos. Isso tira aquele gosto de "lata" e integra o peixe ao resto dos sabores.
É a solução para quando o dinheiro está curto ou você simplesmente não quer sair de casa. Tenho sempre algumas latas no armário para emergências, já salvou vários jantares de última hora.
9º. Caseiro com vinho: o toque sofisticado
O vinho branco seco faz uma diferença absurda aqui, corta a gordura do peixe e adiciona complexidade sem deixar gosto alcoólico. Usei um daqueles de garrafinha pequena que vendem no mercado e funcionou perfeitamente. A dica é adicionar na hora de refogar os vegetais para o álcool evaporar e só ficar o sabor.
Não precisa gastar fortunas com vinho caro, um table wine básico já resolve. E se não tiver vinho, suco de limão siciliano dá um resultado similar, embora diferente.
10º. Para risoto: a base perfeita
Fazer risoto com caldo de peixe caseiro é outro nível. Aprendi que o segredo está em coar bem o caldo para não ficar espinhas e cozinhar em fogo baixo por mais tempo para concentrar o sabor. Quando você usa esse caldo no risoto, cada grão de arroz absorve o sabor do mar de uma maneira que caldo de peixe comprado nunca vai conseguir.
Fica tão bom que serve como prato principal para convidados, ninguém acredita que saiu da sua cozinha. É trabalhoso? Um pouco. Vale a pena? Com certeza.
11º. Angolano: uma viagem de sabores
Essa receita me ensinou que caldo de peixe não precisa ser só comfort food, pode ser uma experiência gastronômica. Os temperos são diferentes do que estamos acostumados, com mais especiarias e menos ervas frescas. O bacalhau dessalgado adiciona uma camada de sabor que peixes frescos não conseguem.
Demorei para encontrar alguns ingredientes, mas valeu cada minuto de busca. É daquelas receitas que expandem seu repertório e te fazem repensar o que você sabe sobre cozinha.
12º. Merluza: econômica e versátil
A merluza congelada é mais acessível que muitos peixes frescos, e essa receita mostra como extrair o máximo dela. O problema da merluza é que pode liberar muita água e ficar com sabor fraco, mas a técnica de selar rapidamente em fogo alto antes de adicionar o líquido resolve isso.
Comprei a versão em filés sem pele e espinhas, custa um pouco mais mas economiza tempo na preparação. E rende bastante, dá para congelar porções individuais.
13º. Corvina: para ocasiões especiais
A corvina tem uma carne firme e sabor marcante que aguenta bem temperos mais ousados. Usei essa receita para um almoço de família e foi um sucesso, o peixe não desmanchou mesmo com cozimento prolongado, e o caldo ficou com corpo perfeito. A combinação de ervas frescas faz toda diferença aqui.
É mais cara que outras opções, mas para datas especiais vale o investimento. E o cheiro que fica na casa durante o cozimento é divino.
Qual dessas vai para sua panela primeiro? Todas possuem uma identidade única, mas todas compartilham essa magia de transformar ingredientes simples em algo especial. Quando preparar alguma, corre aqui e conta nos comentários como foi sua experiência, aprendo muito quando a gente discute sobre essas descobertas culinárias!





Adicionar comentário