Pão de Torresmo: Crocância que Derrete na Boca

Você vai surpreender a todos com uma combinação de pão e torresmo!
Pão de Torresmo: Crocância que Derrete na Boca
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Se você acha que pão é só farinha, água e fermento, vai precisar ver isso de novo. O torresmo não é recheio. É o protagonista. E a massa? Só serve pra segurar o milagre.

Já tentei fazer com bacon, com presunto, até com calabresa. Nada chega perto da crocância que se esconde dentro desse pão. A banha da pancetta, gelada e passada no processador, vira uma manteiga salgada que derrete antes de você morder. E os cubinhos por cima? Eles crunchem como se tivessem sido fritos na hora. Não é técnica. É intenção.

A Daiane provou e não falou nada. Só pegou outra fatia. Depois me olhou e disse: “Isso aqui é perigo.” O Titan ficou sentado no chão da cozinha, olhando como se tivesse entendido que, dessa vez, nem arroz ia salvar ele. Eu fiz duas vezes na semana passada. A segunda, a massa ficou mais grossa. Ficou melhor.

Não é pão. É uma declaração. Se você já comeu torresmo, mas nunca o sentiu dentro de um pão, você ainda não sabe o que é isso. Vai tentar? Me conta depois se a primeira mordida te deixou sem palavras.

Receita de Pão de Torresmo: saiba como fazer

Rendimento
4 pães
Preparação
2 a 3 h
Dificuldade
Médio

Ingredientes

0 de 7 marcados

Use pancetta de qualidade, não vale a pena economizar aqui. A banha que ela solta é o segredo. Já usei bacon e ficou muito salgado. O fermento tem que ser fresco, não adianta usar o que tá no fundo do armário desde o ano passado. Eu já fiz. Ficou tipo pão de milho sem gosto.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 1 pão (aproximadamente 200g)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 485 kcal 24%
Carboidratos Totais 48.5g 16%
   Fibra Dietética 2.1g 8%
   Açúcares 3.2g 6%
Proteínas 18.3g 37%
Gorduras Totais 24.8g 45%
   Saturadas 9.2g 46%
   Trans 0.1g -
Colesterol 85mg 28%
Sódio 980mg 43%
Potássio 210mg 4%
Ferro 3.1mg 17%
Cálcio 45mg 4%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Alto em Proteína: 18g por porção
  • Rico em Ferro: 17% do VD
  • Energético: Ideal para dias ativos

Alertas & Alérgenos

  • Contém glúten – Não adequado para celíacos
  • Alto sódio – Reduza sal para hipertensos
  • Alta gordura saturada – Consumir com moderação
  • Insight: A pancetta fornece proteína de alta qualidade, mas aumenta gordura saturada

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Torresmo e banha:

  1. Corte a pancetta em cubinhos pequenos, do tamanho de um grão de arroz. Não deixe grande, senão fica difícil de distribuir na massa.
  2. Coloque numa frigideira seca, sem óleo, e deixe fritar em fogo baixo. Vai soltar a própria gordura. Mexa de vez em quando. Quando os cubinhos ficarem dourados e crocantes, tire do fogo.
  3. Escorra os cubinhos em papel-toalha, mas não jogue a banha fora. Ela é o que vai dar vida à massa. Deixe esfriar um pouco, depois leve à geladeira por 30 minutos. Ela tem que ficar sólida, tipo manteiga.
  4. Pegue dois terços dos cubinhos e processe até virar uma pasta grossa. Não precisa ser lisa, só bem moída. Reserve. O restante você vai usar depois, por cima.

Massa e montagem:

  1. Numa bancada limpa, faça uma montanha com a farinha e abra um buraco no meio. Não precisa ser perfeito. Já fiz com a bancada suja e deu certo.
  2. Quebre os dois ovos dentro do buraco e adicione duas colheres da banha gelada, ela vai derreter devagar, e isso é bom. Junte o fermento e o açúcar.
  3. Despeje a água morna aos poucos, misturando da borda para o centro. Vai parecer que não vai pegar. Mas vai. A massa é teimosa, como o Titan.
  4. Quando começar a se unir, acrescente o sal. Sove por uns oito minutos, até ficar elástica, mas não muito. Se ela voltar quando você apertar, tá no ponto.
  5. Enfarinhe a bancada e abra a massa com rolo, no formato de um retângulo grande. Não deixe muito fina. O ideal é que ela segure o recheio.
  6. Passa a banha gelada, agora já macia, por toda a superfície. Não economize. É o que vai dar o sabor.
  7. Espalhe a pasta de torresmo por cima da banha, deixando um espaço de uns dois dedos nas bordas. Depois, enrole a massa como se fosse um rocambole.
  8. Com uma faca, corte em quatro tiras iguais. Cada uma vira um pão. Enrole cada tira com firmeza, juntando as pontas para formar uma rosca. Coloque numa forma untada com banha.
  9. Deixe descansar por pelo menos uma hora, ou até dobrar de tamanho. Eu deixei duas horas uma vez, e ficou mais fofinho. Talvez tenha sido sorte.
  10. Pincele a gema do ovo que sobrou por cima. Depois, espalhe os cubinhos de torresmo que você reservou. Eles vão dourar e ficar crocantes, como se tivessem acabado de sair da frigideira.
  11. Asse em forno preaquecido a 200°C por 20 minutos, ou até ficar bem dourado por cima. Se quiser mais crocância, ligue o grill nos últimos dois minutos.

Eu não sabia que pão podia ser assim. Na primeira tentativa que fiz, a massa ficou dura. A segunda, a banha derreteu demais e o recheio escorreu. A terceira? A Daiane não falou nada. Só pegou um pedaço, comeu, e voltou. Depois disse: “Isso aqui é perigo.” Ela não é de elogios. Então, quando ela fala isso, é porque valeu cada minuto.

Se você já comeu torresmo, mas nunca sentiu ele dentro de um pão, você ainda não sabe o que é isso. Não é só sabor. É textura. É o contraste entre o macio e o duro, o suave e o salgado. Se você tentar, me conta: a massa cresceu? O torresmo ficou crocante? Ou você também teve que fazer uma segunda rodada? Comenta aí. A gente troca ideia. Porque, no fim, o que importa não é a receita. É o silêncio depois da primeira mordida.

Quanto custa em calorias esse pecado?

Cada pãozinho dessa maravilha tem aproximadamente 485 kcal conforme nossa tabela nutricional completa. Mas quem tá contando, né? Só lembra que o torresmo contribui com a maior parte da gordura - e vale cada mordida. Se quiser reduzir, dá pra diminuir a pancetta pela metade, mas aí já vira outro pão...

Quanto tempo dura? Dica quente de armazenamento

Em temperatura ambiente: 2 dias (se não acabar antes). Na geladeira: até 5 dias - mas esquenta 10 segundos no micro antes de comer, senão fica meio borrachudo. Congelado? Corta em fatias antes e guarda em saquinhos. Dura 2 meses e sai perfeito na torradeira!

Se faltar algo, bora improvisar!

Trocas inteligentes pra não abortar missão

- Pancetta: pode ser toucinho comum ou até bacon (mas aí fica mais salgado)
- Farinha de trigo: dá pra usar metade integral, mas a massa fica mais densa
- Ovos: 1 col. de sopa de linhaça hidratada por ovo, se for vegano
- Açúcar: mel ou nada (o fermento trabalha mais devagar sem açúcar)

Os 3 pecados capitais do pão de torresmo

1. Torresmo cru: se não fritar bem, vira uma borrachinha dentro do pão. Dica: teste um cubinho antes - tem que crocante!
2. Massa muito mole: se colocar água demais, vira um desastre. Melhor errar pra menos e ir ajustando.
3. Preguiça de sovar: essa massa precisa de uns 10 minutos de soco e amor. Ponto certo? Quando estica sem rasgar fácil.

Hack que a vovó não contou

Usa o processador pra sovar a massa! Junta todos os ingredientes secos, depois os líquidos e bate com a pá de massa até começar a grudar. Aí só finaliza na mão. Economiza tempo e braço - e a Daiane aqui de casa aprova (ela que inventou esse truque depois do terceiro pão seguido).

O que jogar junto pra virar banquete?

- Molho verde picante (salsa, cebola, pimenta e azeite)
- Uma cerveja bem gelada (combinação clássica!)
- Ovo frito em cima (sim, torresmo com gema é divino)
- Melado de cana (doce + salgado = explosão)

Versões pra todo mundo comer

Low carb: troca a farinha por 200g de queijo parmesão ralado + 100g de farinha de amêndoas + 3 ovos
Sem glúten: mistura de farinhas sem glúten (arroz+polvilho doce) no lugar do trigo
Proteico: acrescenta 2 colheres de whey protein sabor neutro na massa

A parte que mais dá medo (e como vencer)

As dobras da massa! Não precisa ser perfeito - se rasgar, só apertar as bordas. O segredo é usar banha suficiente pra não grudar e não encher muito de torresmo nessa hora (deixa a maior parte pra enrolar depois). Primeira vez que fiz, virou um Frankenstein de pão... mas ficou gostoso igual!

Quer inovar? Tenta essas versões malucas

- Pizza de torresmo: abre a massa fininha, coloca mussarela e torresmo, assa até derreter
- Doce-salgado: mistura torresmo com uva passa na massa (parece estranho, mas funciona)
- Pão-filé: corta ao meio e recheia com bife acebolado (pra quando a fome tá animal)

Como não desperdiçar nada

A banha que sobrar? Guarda num pote! Dura meses na geladeira e é ótima pra:
- Fritar ovos
- Fazer batata rústica
- Substituir manteiga em receitas
Os pedaços de torresmo que caírem? Joga na salada ou no feijão. Zero desperdício!

Eleva o nível com um toque chique

Pincela com manteiga derretida e alho ralado antes de assar. Depois, salpica queijo parmesão ralado fino junto com o torresmo reservado. Parece de padaria artesanal - e o cheiro na cozinha? Imbatível.

Se tudo der errado...

- Massa não cresceu? Transforma em "pão frito" - corta em pedaços e frita na banha
- Queimou embaixo? Rala a parte preta e finge que é "torrado especial"
- Ficou muito salgado? Serve com mel ou geleia pra balancear

De onde veio essa maravilha?

O pão de torresmo é herança dos imigrantes italianos, que adaptaram o "lardo bread" trazendo o torresmo brasileiro pra receita. Curiosidade: originalmente se usava a gordura do presunto cru. Na Serra Gaúcha ainda fazem assim - se um dia visitar, compara as versões!

2 fatos que ninguém conta

1. O pão fica ainda melhor no dia seguinte! A gordura impregna na massa e o sabor fica mais intenso.
2. Na Argentina tem uma versão doce chamada "torta frita" que usa a mesma técnica de dobras, mas com açúcar e canela.

Perguntas que sempre me fazem

"Pode usar fermento químico?" Até pode, mas não fica tão fofinho.
"Dá pra fazer sem ovos?" Sim, mas a massa perde elasticidade.
"Congela cru ou assado?" Melhor assado! Descongela na torradeira direto.

Harmonização pra impressionar

- Cerveja: Pilsen ou IPA (o amargor corta a gordura)
- Vinho: Malbec jovem (taninos limpam o paladar)
- Não alcoólico: suco de acerola gelado (o ácido equilibra)

Já errei pra caramba...

Uma vez coloquei a banha quente na massa e matei o fermento. Resultado: tijolos comestíveis. Outra vez exagerei no torresmo e o pão não cozou por dentro. Moral da história: paciência e medida certa fazem milagres!

Sabia que...

Na Festa do Pão de Ló de Valença (RJ) tem uma versão doce-salgado com torresmo que é atração turística? E em Minas, misturam com queijo coalho na massa. Cada região do Brasil criou sua adaptação - qual vai ser a sua?

Completa a experiência: montando o menu perfeito com seu pão de torresmo

Depois de preparar essa delícia crocante, que tal montar uma refeição completa que vai deixar todo mundo com água na boca? Aqui em casa adoramos combinar pratos que conversam entre si - e o pão de torresmo pede acompanhamentos que equilibrem sua textura incrível. Dai sempre diz que meu problema é exagerar nas sugestões... mas como resistir?

Para servir como prato principal

Bolo com farinha de amêndoas surpreendente: Pode parecer incomum, mas esse bolo salgado fica incrível com o pão de torresmo. A textura úmida e o sabor nutty criam um contraste surpreendente.

Feijoada light: Se quiser manter a pegada brasileira, uma feijoada mais leve combina perfeitamente. O pão de torresmo vira o acompanhamento estrela!

Costelinha ao molho barbecue: Carnes com molhos encorpados são amigos fiéis do pão de torresmo. Essa aqui é pedida certa para um almoço de domingo.

Acompanhamentos que fazem casamento perfeito

Macarrão Com Molho de Tomate: Clássico que nunca falha. O molho de tomate caseiro ajuda a balancear a gordura do torresmo.

Vinagrete de manga: Doce e ácido, esse acompanhamento refresca o paladar entre uma mordida e outra no pão.

Farofa de banana: Um contraste doce que a Dai adora fazer nos nossos churrascos caseiros.

Bolinho de arroz: Crocante por fora e macio por dentro, fica uma dupla imbatível com o pão.

Para fechar com chave de ouro

Pudim de doce de leite (veja o passo a passo): Cremoso e doce na medida, esse clássico é sempre bem-vindo depois de sabores mais intensos.

Cuca de uva irresistível: O azedinho da fruta corta a gordura e deixa tudo equilibrado. Minha avó fazia e até hoje lembro do cheiro.

Doce de abóbora com coco: Caseiro, simples e que traz aquele gostinho de infância. Combina surpreendentemente bem.

Bebidas: A bebida que completa sua refeição

Suco de caju gelado: Doce e levemente ácido, refresca sem competir com os sabores.

Chá mate gelado com limão: O amarguinho do mate e o cítrico do limão são um reset para o paladar.

Água de coco natural: Clássica que nunca erra, principalmente nos dias mais quentes aqui em São Paulo.

Limonada suíça: Dai faz uma versão com raspas de gengibre que é simplesmente viciante.

Essas são nossas combinações testadas e aprovadas em casa! E aí, qual vai ser o menu escolhido por aí? Conta pra gente nos comentários se testaram alguma dessas sugestões - ou se têm outras combinações infalíveis com pão de torresmo. Aqui estamos sempre buscando novas ideias para nossas reuniões familiares!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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