Se você acha que pão é só farinha, água e fermento, vai precisar ver isso de novo. O torresmo não é recheio. É o protagonista. E a massa? Só serve pra segurar o milagre.
Já tentei fazer com bacon, com presunto, até com calabresa. Nada chega perto da crocância que se esconde dentro desse pão. A banha da pancetta, gelada e passada no processador, vira uma manteiga salgada que derrete antes de você morder. E os cubinhos por cima? Eles crunchem como se tivessem sido fritos na hora. Não é técnica. É intenção.
A Daiane provou e não falou nada. Só pegou outra fatia. Depois me olhou e disse: “Isso aqui é perigo.” O Titan ficou sentado no chão da cozinha, olhando como se tivesse entendido que, dessa vez, nem arroz ia salvar ele. Eu fiz duas vezes na semana passada. A segunda, a massa ficou mais grossa. Ficou melhor.
Não é pão. É uma declaração. Se você já comeu torresmo, mas nunca o sentiu dentro de um pão, você ainda não sabe o que é isso. Vai tentar? Me conta depois se a primeira mordida te deixou sem palavras.
Use pancetta de qualidade, não vale a pena economizar aqui. A banha que ela solta é o segredo. Já usei bacon e ficou muito salgado. O fermento tem que ser fresco, não adianta usar o que tá no fundo do armário desde o ano passado. Eu já fiz. Ficou tipo pão de milho sem gosto.
Progresso salvo automaticamente
Informação Nutricional
Porção: 1 pão (aproximadamente 200g)
Nutriente
Por Porção
% VD*
Calorias
485 kcal
24%
Carboidratos Totais
48.5g
16%
Fibra Dietética
2.1g
8%
Açúcares
3.2g
6%
Proteínas
18.3g
37%
Gorduras Totais
24.8g
45%
Saturadas
9.2g
46%
Trans
0.1g
-
Colesterol
85mg
28%
Sódio
980mg
43%
Potássio
210mg
4%
Ferro
3.1mg
17%
Cálcio
45mg
4%
*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
Etiquetas Dietéticas
Alto em Proteína: 18g por porção
Rico em Ferro: 17% do VD
Energético: Ideal para dias ativos
Alertas & Alérgenos
Contém glúten – Não adequado para celíacos
Alto sódio – Reduza sal para hipertensos
Alta gordura saturada – Consumir com moderação
Insight: A pancetta fornece proteína de alta qualidade, mas aumenta gordura saturada
Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.
Corte a pancetta em cubinhos pequenos, do tamanho de um grão de arroz. Não deixe grande, senão fica difícil de distribuir na massa.
Coloque numa frigideira seca, sem óleo, e deixe fritar em fogo baixo. Vai soltar a própria gordura. Mexa de vez em quando. Quando os cubinhos ficarem dourados e crocantes, tire do fogo.
Escorra os cubinhos em papel-toalha, mas não jogue a banha fora. Ela é o que vai dar vida à massa. Deixe esfriar um pouco, depois leve à geladeira por 30 minutos. Ela tem que ficar sólida, tipo manteiga.
Pegue dois terços dos cubinhos e processe até virar uma pasta grossa. Não precisa ser lisa, só bem moída. Reserve. O restante você vai usar depois, por cima.
Massa e montagem:
Numa bancada limpa, faça uma montanha com a farinha e abra um buraco no meio. Não precisa ser perfeito. Já fiz com a bancada suja e deu certo.
Quebre os dois ovos dentro do buraco e adicione duas colheres da banha gelada, ela vai derreter devagar, e isso é bom. Junte o fermento e o açúcar.
Despeje a água morna aos poucos, misturando da borda para o centro. Vai parecer que não vai pegar. Mas vai. A massa é teimosa, como o Titan.
Quando começar a se unir, acrescente o sal. Sove por uns oito minutos, até ficar elástica, mas não muito. Se ela voltar quando você apertar, tá no ponto.
Enfarinhe a bancada e abra a massa com rolo, no formato de um retângulo grande. Não deixe muito fina. O ideal é que ela segure o recheio.
Passa a banha gelada, agora já macia, por toda a superfície. Não economize. É o que vai dar o sabor.
Espalhe a pasta de torresmo por cima da banha, deixando um espaço de uns dois dedos nas bordas. Depois, enrole a massa como se fosse um rocambole.
Com uma faca, corte em quatro tiras iguais. Cada uma vira um pão. Enrole cada tira com firmeza, juntando as pontas para formar uma rosca. Coloque numa forma untada com banha.
Deixe descansar por pelo menos uma hora, ou até dobrar de tamanho. Eu deixei duas horas uma vez, e ficou mais fofinho. Talvez tenha sido sorte.
Pincele a gema do ovo que sobrou por cima. Depois, espalhe os cubinhos de torresmo que você reservou. Eles vão dourar e ficar crocantes, como se tivessem acabado de sair da frigideira.
Asse em forno preaquecido a 200°C por 20 minutos, ou até ficar bem dourado por cima. Se quiser mais crocância, ligue o grill nos últimos dois minutos.
Eu não sabia que pão podia ser assim. Na primeira tentativa que fiz, a massa ficou dura. A segunda, a banha derreteu demais e o recheio escorreu. A terceira? A Daiane não falou nada. Só pegou um pedaço, comeu, e voltou. Depois disse: “Isso aqui é perigo.” Ela não é de elogios. Então, quando ela fala isso, é porque valeu cada minuto.
Se você já comeu torresmo, mas nunca sentiu ele dentro de um pão, você ainda não sabe o que é isso. Não é só sabor. É textura. É o contraste entre o macio e o duro, o suave e o salgado. Se você tentar, me conta: a massa cresceu? O torresmo ficou crocante? Ou você também teve que fazer uma segunda rodada? Comenta aí. A gente troca ideia. Porque, no fim, o que importa não é a receita. É o silêncio depois da primeira mordida.
Quanto custa em calorias esse pecado?
Cada pãozinho dessa maravilha tem aproximadamente 485 kcal conforme nossa tabela nutricional completa. Mas quem tá contando, né? Só lembra que o torresmo contribui com a maior parte da gordura - e vale cada mordida. Se quiser reduzir, dá pra diminuir a pancetta pela metade, mas aí já vira outro pão...
Quanto tempo dura? Dica quente de armazenamento
Em temperatura ambiente: 2 dias (se não acabar antes). Na geladeira: até 5 dias - mas esquenta 10 segundos no micro antes de comer, senão fica meio borrachudo. Congelado? Corta em fatias antes e guarda em saquinhos. Dura 2 meses e sai perfeito na torradeira!
Se faltar algo, bora improvisar!
Trocas inteligentes pra não abortar missão
- Pancetta: pode ser toucinho comum ou até bacon (mas aí fica mais salgado) - Farinha de trigo: dá pra usar metade integral, mas a massa fica mais densa
- Ovos: 1 col. de sopa de linhaça hidratada por ovo, se for vegano - Açúcar: mel ou nada (o fermento trabalha mais devagar sem açúcar)
Os 3 pecados capitais do pão de torresmo
1. Torresmo cru: se não fritar bem, vira uma borrachinha dentro do pão. Dica: teste um cubinho antes - tem que crocante! 2. Massa muito mole: se colocar água demais, vira um desastre. Melhor errar pra menos e ir ajustando. 3. Preguiça de sovar: essa massa precisa de uns 10 minutos de soco e amor. Ponto certo? Quando estica sem rasgar fácil.
Hack que a vovó não contou
Usa o processador pra sovar a massa! Junta todos os ingredientes secos, depois os líquidos e bate com a pá de massa até começar a grudar. Aí só finaliza na mão. Economiza tempo e braço - e a Daiane aqui de casa aprova (ela que inventou esse truque depois do terceiro pão seguido).
O que jogar junto pra virar banquete?
- Molho verde picante (salsa, cebola, pimenta e azeite) - Uma cerveja bem gelada (combinação clássica!)
- Ovo frito em cima (sim, torresmo com gema é divino) - Melado de cana (doce + salgado = explosão)
Versões pra todo mundo comer
Low carb: troca a farinha por 200g de queijo parmesão ralado + 100g de farinha de amêndoas + 3 ovos Sem glúten: mistura de farinhas sem glúten (arroz+polvilho doce) no lugar do trigo Proteico: acrescenta 2 colheres de whey protein sabor neutro na massa
A parte que mais dá medo (e como vencer)
As dobras da massa! Não precisa ser perfeito - se rasgar, só apertar as bordas. O segredo é usar banha suficiente pra não grudar e não encher muito de torresmo nessa hora (deixa a maior parte pra enrolar depois). Primeira vez que fiz, virou um Frankenstein de pão... mas ficou gostoso igual!
Quer inovar? Tenta essas versões malucas
- Pizza de torresmo: abre a massa fininha, coloca mussarela e torresmo, assa até derreter - Doce-salgado: mistura torresmo com uva passa na massa (parece estranho, mas funciona) - Pão-filé: corta ao meio e recheia com bife acebolado (pra quando a fome tá animal)
Como não desperdiçar nada
A banha que sobrar? Guarda num pote! Dura meses na geladeira e é ótima pra: - Fritar ovos
- Fazer batata rústica - Substituir manteiga em receitas
Os pedaços de torresmo que caírem? Joga na salada ou no feijão. Zero desperdício!
Eleva o nível com um toque chique
Pincela com manteiga derretida e alho ralado antes de assar. Depois, salpica queijo parmesão ralado fino junto com o torresmo reservado. Parece de padaria artesanal - e o cheiro na cozinha? Imbatível.
Se tudo der errado...
- Massa não cresceu? Transforma em "pão frito" - corta em pedaços e frita na banha - Queimou embaixo? Rala a parte preta e finge que é "torrado especial"
- Ficou muito salgado? Serve com mel ou geleia pra balancear
De onde veio essa maravilha?
O pão de torresmo é herança dos imigrantes italianos, que adaptaram o "lardo bread" trazendo o torresmo brasileiro pra receita. Curiosidade: originalmente se usava a gordura do presunto cru. Na Serra Gaúcha ainda fazem assim - se um dia visitar, compara as versões!
2 fatos que ninguém conta
1. O pão fica ainda melhor no dia seguinte! A gordura impregna na massa e o sabor fica mais intenso. 2. Na Argentina tem uma versão doce chamada "torta frita" que usa a mesma técnica de dobras, mas com açúcar e canela.
Perguntas que sempre me fazem
"Pode usar fermento químico?" Até pode, mas não fica tão fofinho. "Dá pra fazer sem ovos?" Sim, mas a massa perde elasticidade. "Congela cru ou assado?" Melhor assado! Descongela na torradeira direto.
Harmonização pra impressionar
- Cerveja: Pilsen ou IPA (o amargor corta a gordura) - Vinho: Malbec jovem (taninos limpam o paladar)
- Não alcoólico: suco de acerola gelado (o ácido equilibra)
Já errei pra caramba...
Uma vez coloquei a banha quente na massa e matei o fermento. Resultado: tijolos comestíveis. Outra vez exagerei no torresmo e o pão não cozou por dentro. Moral da história: paciência e medida certa fazem milagres!
Sabia que...
Na Festa do Pão de Ló de Valença (RJ) tem uma versão doce-salgado com torresmo que é atração turística? E em Minas, misturam com queijo coalho na massa. Cada região do Brasil criou sua adaptação - qual vai ser a sua?
Se tem uma coisa que eu amo é aquele cheiro de pão fresquinho invadindo a cozinha, né? Depois de fazer esse pão de torresmo que é uma explosão de sabor, bora explorar outras receitas que vão deixar sua mesa ainda mais especial. Pra começar, não pode faltar aquele pão caseiro fofinho que é clássico, fácil e simples - meu coringa pra todo dia!
Se você curte um toque diferente, já experimentou o pão de centeio? Ele tem um sabor marcante que combina demais com queijos. E pra quem quer algo mais leve, o pão integral caseiro fica incrível - macio por dentro e com aquele crocante por fora.
Ah, e não posso deixar de mencionar o pão italiano branco, perfeito pra fazer naquela tarde preguiçosa. Já o pão vegano caseiro é a prova de que dá pra ser delicioso sem nada de origem animal. Qual desses você vai fazer primeiro?
Completa a experiência: montando o menu perfeito com seu pão de torresmo
Depois de preparar essa delícia crocante, que tal montar uma refeição completa que vai deixar todo mundo com água na boca? Aqui em casa adoramos combinar pratos que conversam entre si - e o pão de torresmo pede acompanhamentos que equilibrem sua textura incrível. Dai sempre diz que meu problema é exagerar nas sugestões... mas como resistir?
Para servir como prato principal
Bolo com farinha de amêndoas surpreendente: Pode parecer incomum, mas esse bolo salgado fica incrível com o pão de torresmo. A textura úmida e o sabor nutty criam um contraste surpreendente.
Feijoada light: Se quiser manter a pegada brasileira, uma feijoada mais leve combina perfeitamente. O pão de torresmo vira o acompanhamento estrela!
Costelinha ao molho barbecue: Carnes com molhos encorpados são amigos fiéis do pão de torresmo. Essa aqui é pedida certa para um almoço de domingo.
Acompanhamentos que fazem casamento perfeito
Macarrão Com Molho de Tomate: Clássico que nunca falha. O molho de tomate caseiro ajuda a balancear a gordura do torresmo.
Vinagrete de manga: Doce e ácido, esse acompanhamento refresca o paladar entre uma mordida e outra no pão.
Farofa de banana: Um contraste doce que a Dai adora fazer nos nossos churrascos caseiros.
Bolinho de arroz: Crocante por fora e macio por dentro, fica uma dupla imbatível com o pão.
Para fechar com chave de ouro
Pudim de doce de leite (veja o passo a passo): Cremoso e doce na medida, esse clássico é sempre bem-vindo depois de sabores mais intensos.
Cuca de uva irresistível: O azedinho da fruta corta a gordura e deixa tudo equilibrado. Minha avó fazia e até hoje lembro do cheiro.
Doce de abóbora com coco: Caseiro, simples e que traz aquele gostinho de infância. Combina surpreendentemente bem.
Bebidas: A bebida que completa sua refeição
Suco de caju gelado: Doce e levemente ácido, refresca sem competir com os sabores.
Chá mate gelado com limão: O amarguinho do mate e o cítrico do limão são um reset para o paladar.
Água de coco natural: Clássica que nunca erra, principalmente nos dias mais quentes aqui em São Paulo.
Limonada suíça: Dai faz uma versão com raspas de gengibre que é simplesmente viciante.
Essas são nossas combinações testadas e aprovadas em casa! E aí, qual vai ser o menu escolhido por aí? Conta pra gente nos comentários se testaram alguma dessas sugestões - ou se têm outras combinações infalíveis com pão de torresmo. Aqui estamos sempre buscando novas ideias para nossas reuniões familiares!
Inspire-se com essas outras opções deliciosas.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou.Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. Low carb
Autor: Gih low carb
Low carb não precisa ser um sacrifício. Mas se você trocar a farinha de trigo por amêndoas e psyllium, e ainda assim quer manter aquela crocância do torresmo… aí você está indo longe. Já fiz uma vez pra um amigo que faz dieta, e ele me disse que era o primeiro pão que não parecia “comida de hospital”. O segredo? O psyllium segura a umidade, mas a banha do torresmo é que dá o sabor. Se você usar menos torresmo pra não “quebrar” a massa, perde o ponto. A dica? Use o mesmo peso de torresmo que usaria na versão normal. E não pincele manteiga por cima, use banha derretida. É o que faz a diferença entre um pão e uma lembrança.
3º. Na air fryer
Autor: Cozinhando sem Fogão Priscila Wilik
Air fryer não é só pra batata frita. Quando você coloca o pão de torresmo lá dentro, ele doura por fora sem secar por dentro. Já tentei assar em forno comum e a massa ficou pesada. Na air fryer, o ar quente circula, e o torresmo fica crocante como se tivesse sido frito na hora. O truque? Faça em bolinhas, não em pão de forma. E não deixe mais de 15 minutos. Se passar, a banha escorre e vira bagunça. Fiz uma vez pra um almoço de domingo, e o Titan ficou sentado na porta, com a cabeça virada pra cima, como se estivesse rezando. A Daiane não disse nada. Só pegou três.
Cerveja na massa? Sim. Mas não qualquer cerveja. Acho que a pilsen é a melhor, leve, com pouco amargor. O álcool some no forno, claro, mas o gás e o malte? Eles deixam a massa mais fofa, quase como um pão de padaria antigo. Já tentei com lager… e ficou pesado. O segredo? Deixe a massa crescer duas vezes. Primeiro antes de colocar o torresmo, depois depois. E não misture o torresmo na hora de sovar, espalhe por cima, como um cobertor. Fiz uma vez com uma cerveja artesanal que meu primo trouxe da Minas, e o cheiro encheu o apartamento. A Daiane disse: “isso aqui é churrasco com pão”. Eu não corrigi. Só servi com vinagrete.
Creme de alho com torresmo é uma combinação que parece exagero, mas não é. É o que acontece quando você junta dois sabores que já vivem juntos na comida de boteco. O segredo? Faça o creme com alho bem cozido, não cru. E não use maionese. Ela empapa. Use só leite, cebola, um pouquinho de margarina e orégano. Aí espalhe por cima da massa antes de assar. O resultado? O torresmo crunche, o creme derrete, e o alho… ele fica no fundo da garganta, como um eco. Já fiz uma vez e a Daiane me olhou e disse: “você tá tentando me matar com sabor?”. Eu sorri. Ela comeu três pedaços.
Fermento natural é o que faz o pão ter alma. Mas com torresmo? Aí é outro nível. O fermento natural dá um leve azedinho que equilibra a gordura. Já tentei com fermento biológico só, e o pão parecia que tinha sido feito por máquina. O truque? Use 70% de fermento natural e 30% de biológico. E não use azeite. Banha de porco é o único que funciona. Se você pincelar com azeite, o sabor fica confuso. A banha é o que liga tudo. Fiz uma vez com um fermento que eu mesmo fiz, e o pão durou dois dias. A Daiane não falou nada. Só pegou um na manhã seguinte, ainda morno. Acho que foi o maior elogio.
Queijo com torresmo é como sal com pimenta. Mas se você colocar muçarela dentro da massa, ela vira lama. O segredo? Coloque o queijo por cima, na hora de assar. Muçarela ralada grossa, e um pedaço de coalho cortado em cubinhos. O coalho não derrete, ele fica crocante por fora, macio por dentro. E quando o torresmo se funde com o queijo? É como se o pão tivesse abraçado o churrasco. Já fiz uma vez e o Titan ficou sentado, com a pata na borda da mesa, como se estivesse pedindo para eu parar. A Daiane disse: “isso aqui é um crime”. E comeu tudo.
Banha de porco não é substituto. É o que faz o pão ser pão de torresmo. Não é só o sabor. É a textura. Se você usar manteiga, o pão fica seco. Se usar óleo, ele não liga. A banha… ela derrete, se espalha, e cria uma película que segura o torresmo. Já tentei com banha de frango, foi um desastre. A banha de porco tem um aroma que você sente antes de morder. E se você pincelar por cima da massa, antes de assar, o pão fica com uma crosta quebradiça, como se tivesse sido assado em forno de lenha. Fiz uma vez com banha de um açougueiro da Vila Mariana, e o pão tinha um cheiro que me fez lembrar da casa da minha avó. Só que ela nunca tinha feito isso. Talvez por isso tenha ficado tão bom.
Se você quer vender, não venda o pão inteiro. Parta em fatias. E não use plástico. Use papel manteiga, dobrado como um embrulho de papel de presente. O cheiro sai, mas a crocância fica. Já tentei vender em saco plástico, e o torresmo ficou mole. O segredo? Assar na hora. E deixar o pão esfriar por 10 minutos antes de embalar. A Daiane me disse: “você não está vendendo pão. Está vendendo memória.” E eu não respondi. Só fiz mais um lote.
Massa mole? Sim. Mas não é moleza. Se você colocar o torresmo triturado na massa antes da farinha, ele libera a banha e a massa vira uma pasta. O segredo? Espalhe o torresmo por cima da massa já feita. E não sove. Deixe ela descansar, coberta, por uma hora. O calor da cozinha, o vapor da fermentação, tudo ajuda. O resultado? Um pão de forma que parece um bolo salgado. E quando você corta? O torresmo aparece como um mapa de crocância. Fiz uma vez pro café da manhã e a Daiane disse: “isso é o que eu sonho quando não consigo dormir.” Eu não perguntei por quê. Só servi com café.
E aí, qual receita merece ser a primeira? Seja lá qual for, me conta nos comentários: você já comeu algo que te fez parar de respirar por um segundo? Porque esse pão… ele faz isso. E se você já fez uma versão que não está aqui? Me conta. A gente sempre aprende na cozinha.
O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.
Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.
Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?
Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.
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