Do simples ao sofisticado: 15 maneiras de nunca enjoar do seu coxão mole
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei algumas delas e outras eu gostei da técnica e fui juntando aqui ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original.
2º. Cozido de domingo com legumes
autor: Cantinho da Malu
Essa é a definição de comfort food, sabe? Aquele prato que resolve a fome e acalma a alma num dia frio. A Malu tem o timing perfeito para a panela de pressão. O pulo do gato aqui é a ordem dos legumes. Coloca os mais duros, tipo batata e cenoura, primeiro, junto com a carne. Os mais macios, como abobrinha, você joga só no final, para não virar uma papa.
A própria gordura do coxão mole ajuda a formar um caldo incrível, cheio de sabor. Não joga esse caldo fora, pelo amor de deus. É ouro líquido para molhar o arroz ou até fazer um risoto no outro dia. É um daqueles pratos que parece que cozinhou o dia todo, mas em meia hora tá pronto. Perfeito para quando a preguiça bate, mas o estômago exige algo especial.
3º. A clássica milanesa caseira
autor: ComoFaz
Todo mundo acha que bife à milanesa é simples. Até tentar fazer e a farinha desgrudar toda, ou o empanado ficar encharcado de óleo. O canal ComoFaz descomplica isso. O segredo que ninguém te conta está na paciência entre as camadas: passe na farinha, sacuda bem, passe no ovo batido só com um garfo (não precisa misturar com leite), e depois na farinha de rosca. Deixa descansar uns 5 minutinhos na geladeira antes de fritar. A camada gruda melhor.
E o óleo precisa estar quente, mas não fumegando. Se estiver muito quente, queima por fora e a carne fica crua por dentro. Testa jogando um farelinho de farinha de rosca; se borbulhar na hora, tá no ponto. Fazendo assim, fica crocante por fora e suculento por dentro. Um clássico que nunca falha.
Se você quer impressionar alguém sem muito esforço, essa combinação é a sua arma secreta. O coxão mole grelhado, com aquela crosta dourada, deitado sobre um creme de cebola caseiro é um contraste de texturas genial. O vídeo ensina a caramelizar a cebola direito, com paciência. Não é jogar a cebola picada e torrar em fogo alto em dois minutos. É fogo baixo, mexendo de vez em quando, até ela ficar macia, doce e translúcida.
Eu costumo fazer um lote maior desse creme e congelar em porções. Aí, num dia qualquer da semana, é só grelhar um bife rápido e montar o prato. Parece que você passou horas na cozinha, mas na verdade foi só 15 minutos. A reação das pessoas é sempre a mesma: um "nossa" seguido de silêncio, só com o barulho da garfada.
Essa receita é a salvação para quem acha que coxão mole só serve para bife. Cortado em cubos e cozido na pressão com batata e cenoura, ele se transforma totalmente. Fica tão macio que quase não precisa mastigar. O Leandro acerta demais nos temperos, a páprica defumada dá um sabor incrível que lembra churrasco, mas feito no fogão.
Cuidado só com o tempo de pressão. 35 minutos é uma média boa, mas depende muito do tamanho dos cubos e da sua panela. Melhor verificar depois de 25 minutos. A carne já deve estar se desfazendo. Se ainda estiver firme, deixa mais um pouquinho. E não enche a panela de água, só o suficiente para cobrir um pouco os ingredientes. Senão o caldo fica aguado e sem graça. Esse aqui é pra comer de colher, com arroz branco soltinho.
Cortar o coxão mole em tiras finas contra o fio da carne é um truque que muda tudo. Ele cozinha em segundos e fica incrivelmente macio. A Iara usa essa técnica para o molho madeira, que tem um toque sofisticado do vinho. Não precisa ser um vinho caríssimo, mas use um que você beberia, pelo menos.
Aqui, o erro comum é cozinhar demais as tiras. Elas vão ao fogo só para selar, ficam rosadas por dentro ainda. Depois você retira, faz o molho com o fundo da panela e o vinho, e devolve a carne só no final, pra aquecer e incorporar o sabor. Se deixar a carne cozinhando no molho desde o começo, ela fica borrachuda. Parece complicado, mas é mais uma questão de timing do que de técnica difícil.
Todo mundo já fez, mas será que faz direito? O segredo do bife acebolado que não fica com a cebola crua ou queimada está em cozinhar a cebola separadamente. Eu sempre faço assim: grelho os bifes, tiro da frigideira. Na mesma gordura, jogo a cebola em rodelas com um pitadinha de sal. Baixo o fogo e deixo ela suar, ficar transparente e começar a dourar nas bordas. Só aí volto com a carne, junto um fio de água ou caldo, e deixo os sabores se encontrarem.
Isso evita que a cebola fique com aquele gosto forte e indigesto, ou pior, que queime enquanto você vira os bifes. Fica doce, macia e caramelizada. Parece bobagem, mas esse passo extra faz uma diferença absurda no prato mais simples do cardápio.
Usar coxão mole moído na hora para hambúrguer é um upgrade que você não volta atrás. A gordura intramuscular dele garante suculência sem precisar adicionar bacon ou gordura extra. O Eduardo fala sobre isso. O grande lance é não exagerar nos temperos. Sal, pimenta do reino, talvez um pouquinho de alho em pó. Deixa a carne ser a protagonista.
E outra dica valiosa: não fique apertando a carne na hora de moldar ou durante o cozimento. Só dá uma leve pressionada para formar o disco, mas sem compactar. E na frigideira ou churrasqueira, vira só uma vez. Fica tentador mexer, mas resiste. Isso garante uma crosta boa e mantém os sucos dentro. O resultado é um hambúrguer que não encolhe toda, fica alto e suculento.
A cerveja preta não deixa a carne com gosto de bar, pode acreditar. O que ela faz é adicionar um amargor suave e uma profundidade incrível ao molho, além de ajudar a amaciar as fibras. A Walkiria mostra que a chave é usar uma cerveja de qualidade e deixar cozinhar até o álcool evaporar completamente, sobrando só o sabor.
Fica aquele molho escuro, denso e cheio de personalidade. Combina demais com purê de batata baroa ou de mandioquinha. É um prato para ocasiões especiais, mas que não exige técnica de chef. Só paciência. E a casa fica com um cheiro maravilhoso.
Essa receita é coringa para tudo. Serve para encher pão de festa, para comer com arroz num dia corrido, ou até como recheio de panqueca. O "pai" do canal ensina a desfiar no ponto certo: ainda morno, com dois garfos. Se deixar esfriar totalmente, fica mais difícil. O molho que fica, com os pedacinhos de pimentão e tomate, é o que torna tudo especial.
Um insight que tive: dá para fazer um lote grande e congelar em potes. Descongela na geladeira de um dia para o outro e esquenta na frigideira. Parece fresco. Para sanduíche, eu gosto de dourar um pouco na frigideira depois de aquecer, dá uma crostinha que fica sensacional. Praticidade pura com gosto de caseiro.
Quem disse que bife tem que ser só grelhado? A Lucy quebra esse paradigma e mostra como bifes de coxão mole ficam incrivelmente macios na panela de pressão, em minutos. É a solução para quando a carne está um pouco mais dura ou para quando você simplesmente não quer ficar de olho na frigideira.
O truque é selar os bifes rapidamente antes de levar à pressão, para criar sabor. E o caldinho que se forma é divino. Você pode engrossar com um pouco de amido de milho no final, se quiser um molho mais encorpado. Fica um prato completo, rápido, e que engana qualquer um parecendo que levou horas. Para dias de correria, é uma mão na roda.
Existe algo mais satisfatório que um picadinho bem feito? A versão do Nhac GNT é a que mais se aproxima daquelas de boteco bom. O ponto alto é o equilíbrio: a carne em cubos macios, o caldo encorpado mas não espesso, os legumes ainda com uma leve textura. Não pode virar uma sopa, nem um ensopado seco.
Para mim, o que faz a diferença é a folha de louro e um toque de pimenta dedo-de-moça. Dá um perfume e um calorzinho que eleva o prato todo. E claro, arroz branco soltinho e feijão preto ou carioca do lado. É uma refeição honesta, sem frescura, que mata a fome e a saudade de comida de verdade.
Essa técnica transforma completamente o coxão mole. Abrir uma peça, rechear com queijo, bacon, ervas, e depois amarrar para assar ou grelhar, cria um sabor surpresa em cada fatia. O canal Churrasqueadas ensina a amarrar com barbante de forma que não desmanche na hora de cortar.
É um prato que parece muito mais trabalhoso do que é. Na verdade, você só precisa de um fio de paciência para amarrar. O resto é só levar ao forno ou à churrasqueira. Fica lindo na mesa, e quando alguém corta e vê o recheio derretendo, o efeito é garantido. Ideal para quando você quer fazer algo a mais para a família ou para receber visitas.
Strogonoff de carne bovina é um clássico atemporal, e usar coxão mole em tiras garante que cada pedaço fique macio, não borrachudo. A Mary tem uma dica ótima para o molho não talhar: misturar o creme de leite com um pouquinho do molho quente da panela antes de jogar tudo de volta. Isso equaliza a temperatura.
E sobre o cogumelo: se for usar champignon fresco, não coloque junto da cebola no começo. Ele solta muita água e pode deixar o molho aguado. Grelhe os cogumelos separadamente, num fogo bem alto e rápido, só para dourar, e junte no final. Fica com muito mais sabor e textura. Um prato que agrada desde as crianças até os adultos.
Às vezes, a gente só quer um bife gostoso, bem temperado, sem cebola, sem molho. Só a carne e seus temperos. Esse vídeo é uma aula de simplicidade bem executada. A lição principal é a importância do descanso. Você tira o bife da frigideira e deixa ele em um prato quente, em repouso, por uns 3 a 5 minutos antes de servir.
Parece besteira, mas é nesse momento que os sucos que fugiram para o centro durante o cozimento se redistribuem. Se você cortar na hora, todo o suco escorre e a carne fica seca. Descansando, ela fica suculenta até a última mordida. É um detalhe mínimo que separa um bife bom de um bife excelente.
Para finalizar, nada como a praticidade de um assado no forno. Você prepara, leva ao forno e esquece por um tempo. A dica de ouro aqui é usar um termômetro de cozinha. Coxão mole no forno atinge o ponto ideal para ficar macio (o famoso "medium") por volta de 60-63°C no centro. Sem o termômetro, é chutar, e o risco de secar a carne é grande.
Forre a assadeira com legumes rústicos: batata, cebola, cenoura em pedaços grandes. Eles vão assar na gordura que a carne soltar, ficando dourados e deliciosos. É um prato completo, com pouca louça para lavar e um resultado que sempre agrada. O cheiro que toma a casa é o melhor convite para o jantar.
Bom, são muitas opções, né? O legal é que com um só corte você tem um cardápio inteiro na mão. Qual dessas você já fez ou tem mais vontade de experimentar? Me conta aí nos comentários qual foi o seu preferido, ou se você tem uma receita secreta com coxão mole que merecia estar nessa lista. Adoro descobrir novas variações!
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