13 Receitas de Lagarto Ao Molho Madeira + Sugestões Fantásticas Com Sabor de Quero Mais

Um ótimo prato principal para as suas refeições
13 Receitas de Lagarto Ao Molho Madeira + Sugestões Fantásticas Com Sabor de Quero Mais
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Um corte como o lagarto pede respeito. Se você simplesmente cozinhar na pressão, ele pode ficar seco e sem graça. A chave, que aprendi em cursos de técnica de carnes, é tratar o cozimento e o molho como uma coisa só.

O caldo que sobra da panela de pressão não é água suja, é ouro líquido. Ele carrega todo o sabor da carne e dos temperos que você usou. Quando você usa esse caldo pra fazer o molho madeira, junto com uma boa redução de vinho, o prato ganha uma profundidade incrível. A carne fica macia por dentro e envolta por um molho encorpado, aquele que gruda no arroz.

Fazer essa receita é como montar um prato de restaurante em casa. O processo é simples, mas cada etapa tem um propósito. Se você quer acertar, o segredo todo está no passo a passo abaixo.

Receita de lagarto ao molho madeira: Saiba Como Fazer

Rendimento
4 a 5 porções
Preparação
1h 30min
Dificuldade
Médio

Ingredientes

0 de 16 marcados

Para a carne e cozimento:

Para o molho madeira:

Para finalizar (opcional):

Não precisa ser um vinho caro, um tinto de mesa seco já funciona muito bem. O importante é não pular a etapa de selar a carne antes de cozinhar, ela cria uma crosta que segura os sucos por dentro. E guarda bem o caldo, ele é a alma do molho.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 250g (1/5 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 385 kcal 19%
Carboidratos Totais 8.5g 3%
   Fibra Dietética 1.2g 5%
   Açúcares 2.1g 2%
Proteínas 35.8g 72%
Gorduras Totais 18.3g 23%
   Saturadas 5.8g 29%
   Trans 0g 0%
Colesterol 95mg 32%
Sódio 850mg 37%
Potássio 680mg 15%
Ferro 3.2mg 18%
Zinco 6.5mg 59%
Vitamina B12 1.8µg 75%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Low-Carb: Apenas 8.5g de carboidratos por porção
  • Alto em Ferro: 18% do VD por porção
  • Alto em Proteína: 72% do VD para construção muscular
  • Rico em Zinco: 59% do VD para imunidade

Alertas & Alérgenos

  • Contém glúten – devido à farinha de trigo no molho
  • Sódio moderado – controle o sal adicional para hipertensos
  • Alta proteína magra – ideal para dietas de ganho muscular
  • Insight: O lagarto é uma das carnes bovinas mais magras, com excelente perfil proteico e de ferro heme

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Preparando e cozinhando a carne:

  1. Enxuga bem o pedaço de lagarto com papel toalha. Isso é importante para ele dourar e não só soltar água. Numa tigela ou direto na carne, esfrega bem o sal, a pimenta, o cominho e o meio tablete de caldo de carne esfarelado. Deixa descansar uns 15 minutos enquanto você pica a cebola e o alho.
  2. Coloca 2 colheres de óleo numa panela de pressão e esquenta em fogo médio-alto. Quando o óleo estiver bem quente, coloca o lagarto e deixa selar por uns 3 a 4 minutos de cada lado, até formar uma casquinha dourada. Não fica mexendo, só vira uma vez. Tira a carne e reserva num prato.
  3. Na mesma panela (com o óleo e os pedacinhos dourados que ficaram), adiciona a cebola e o alho. Refoga por uns 2 minutos, até ficarem levemente transparentes. Coloca o lagarto de volta, joga a água quente por cima (cuidado com o vapor) e tampa a panela.
  4. Assim que pegar pressão, abaixa o fogo para médio-baixo e deixa cozinhar por 40 minutos. Desliga o fogo, deixa a pressão sair naturalmente. Abre a panela, tira a carne com cuidado e coloca numa tábua para descansar. Não joga fora o caldo! Passa ele por uma peneira fina e reserva. Você vai precisar de pelo menos uma xícara e meia.

Fazendo o molho madeira:

  1. Enquanto a carne descansa, aproveita para fatiar os champignons. Numa frigideira ou panela média, aquece a colher de óleo que sobrou e refoga os cogumelos por uns 3 minutos, até murcharem um pouco. Tira e reserva.
  2. Na mesma frigideira, sem limpar, despeja o vinho tinto. Deixa ferver em fogo médio para reduzir pela metade, isso leva uns 3-4 minutos. O cheiro de álcool vai embora e sobra o sabor do vinho.
  3. Numa xícara pequena, mistura a farinha de trigo com umas 3 colheres do caldo reservado (frio), até formar uma pastinha lisa, sem grumos. Isso evita que a farinha empelote no molho.
  4. Joga essa pastinha no vinho reduzido e mexe bem rápido com um fouet ou garfo. Vai engrossar na hora. Aos poucos, vai acrescentando o restante do caldo de carne coado, mexendo sempre. Deixa cozinhar em fogo baixo por uns 5 a 7 minutos, até o molho engrossar e cobrir o fundo da colher. Tempera com uma pitada de sal se achar necessário (cuidado, o caldo já tem sal). Acrescenta os champignons refogados e mexe.

Atenção aqui: Se o molho engrossar demais depois de pronto, é só adicionar um pouquinho mais do caldo reservado ou água quente, até achar a consistência que você gosta. Ele deve ser encorpado, mas ainda fluir no prato.

Montagem final:

  1. Agora, com a carne já descansada (isso é crucial para ela não soltar todo o suco), corta em fatias de uns 2 centímetros de espessura, contra o sentido das fibras (percebe aquelas linhas na carne? corta perpendicular a elas). Fica muito mais macio.
  2. Disponha as fatias numa travessa aquecida, se possível. Regue generosamente com o molho madeira quente, garantindo que os champignons fiquem bem distribuídos.
  3. Finaliza com uma boa pitada de cebolinha e salsinha picadas por cima. O coentro é para quem gosta mesmo do sabor marcante.

Para servir: Esse prato pede um arroz branco soltinho para absorver o molho e, talvez, um purê de batata bem cremoso. A combinação é clássica e nunca falha. O segredo mesmo está em usar o próprio caldo, como falei no começo. Faz toda a diferença.

O que mais gosto nessa receita é como ela transforma um corte mais simples, que pode ficar seco, em algo realmente especial. A carne, cozida na própria essência, fica tão macia que quase desmancha. E o molho, com aquela profundidade que só o caldo reduzido e o vinho dão, é daqueles que você pega mais arroz só por causa dele.

Você costuma fazer molhos a partir do caldo da carne? Tem algum truque para o lagarto ou outros cortes parecidos não ficarem ressecados? Compartilha sua experiência aí nos comentários, pode ajudar outros cozinheiros de plantão.

Quanto tempo dura essa delícia?

O lagarto ao molho madeira fica top por até 3 dias na geladeira (num pote fechado, claro). Se quiser congelar, dura até 2 meses - mas eu recomendo consumir em até 30 dias pra não perder o sabor. Dica da Daiane: separa em porções individuais antes de congelar, aí só descongela o que for usar!

De olho nas calorias

Cada porção (considerando 5 porções) tem em média 385 kcal, conforme detalhado na tabela nutricional completa abaixo da lista de ingredientes. Quer reduzir? Troque o vinho tinto por suco de uva integral (mas aí já não é mais molho madeira, né?).

Os 3 pecados capitais do lagarto

1) Não reservar o caldo do cozimento - é ele que dá todo o sabor ao molho! 2) Cortar a carne na direção errada (sempre contra as fibras, senão fica borrachudo). 3) Colocar o champignon muito cedo - ele vira uma borracha se cozinhar demais.

Sem algum ingrediente? Bora improvisar!

• Champignon: cogumelos Paris ou shimeji (mas cozinhe antes)
• Vinho tinto: 1 colher de sopa de vinagre balsâmico + 1/2 xícara de água
• Farinha de trigo: amido de milho (metade da quantidade)
• Lagarto: patinho ou alcatra (mas o tempo de cozimento muda)

Truque secreto do molho

Dissolve a farinha de trigo em água FRIAA antes de juntar ao vinho. Assim não empelota! E se o molho ficar muito grosso, adiciona um pouquinho do caldo reservado até acertar o ponto.

O momento crítico: selar a carne

Aqui é make or break! A panela precisa estar BEM quente antes de colocar a carne, senão ela solta água em vez de dourar. E não fica mexendo - deixa cada lado dourar por uns 2 minutos sem perturbar. Já queimei um lagarto inteiro por ansiedade, aprendi na marra!

O que servir junto?

• Purê de batata doce (combinação clássica)
• Arroz branco soltinho (pra aproveitar o molho)
• Vinho tinto encorpado (pra quem bebe) ou suco de uva integral
• Couve refogada com alho (pra dar um verde no prato)

Modo chef Michelin

Antes de servir, finaliza com manteiga gelada no molho (uns 20g) e dá uma mexida rápida - fica brilhante e aveludado. E decora com folhinhas de tomilho fresco. Parece de restaurante 5 estrelas!

Adaptações espertas

• Sem glúten: troca a farinha por amido de milho
• Low carb: usa xanthan gum (1/2 colher de chá) no lugar da farinha
• Vegetariano: substitui a carne por berinjela assada em tiras grossas (sim, funciona!)

Quer inovar? Tenta essas versões

• Lagarto ao molho de café: substitui 1/4 do vinho por café expresso forte
• Com bacon: refoga cubinhos de bacon antes de dourar a carne
• Apimentado: adiciona 1 pimenta dedo-de-moça sem sementes ao refogar o alho

Fazendo render o dinheiro

Compra o lagarto inteiro e pede pro açougueiro fatiar - sai mais barato. Usa cogumelos em conserva no lugar dos frescos (só lava bem pra tirar o excesso de sal). E o vinho? Compra aqueles de garrafinha pequena, só pra cozinhar mesmo.

De onde vem essa receita?

O molho madeira original leva vinho da Madeira (óbvio, né?), mas aqui no Brasil a gente adaptou com vinho tinto comum. A técnica de usar o caldo da carne vem da culinária francesa - os caras sabem das coisas!

2 segredos que ninguém conta

1) O cominho não é tradicional, mas ajuda a disfarçar qualquer "cheiro" da carne mais velha
2) Se deixar o molho descansar por 20 minutos depois de pronto, o sabor fica ainda mais intenso (química gourmet, meu povo!)

Perguntas que sempre me fazem

Posso fazer sem panela de pressão? Pode, mas vai levar umas 2 horas no fogo baixo.
O molho ficou aguado, e agora? Dissolve 1 colher de farinha em 2 colheres de água fria e mistura aos poucos.
Posso usar outro corte de carne? Pode, mas cortes mais macios vão desmanchar no cozimento.

Sabia que...

O lagarto é um dos cortes mais subestimados do boi! Tem pouca gordura mas fica incrível quando cozido lentamente. E o molho madeira era o preferido do imperador Pedro II - dizem que ele pedia em todo jantar oficial.

E aí, bora fazer?

Essa receita parece trabalhosa, mas acredite: vale cada minuto! Quando fiz pela primeira vez pra Daiane, ela achou que eu tinha comprado pronto de tanto restaurante - melhor elogio que um cozinheiro caseiro pode receber, né? Conta aí nos comentários como ficou o seu, ou se inventou alguma variação diferente!

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Se você quer impressionar na cozinha (ou simplesmente se presentear com um jantar memorável), essa combinação vai fazer seu lagarto brilhar ainda mais. A Daiane sempre diz que essas escolhas aqui são infalíveis - e ela não erra quando o assunto é comida boa!

Para Começar com Tudo

Pão de alho caseiro: porque nada combina mais com carne que esse clássico dos churrascos. O cheiro saindo do forno já abre o apetite! (Dica: faça um pouco a mais porque some rápido)

Bolinho de queijo crocante: pequenos, mas poderosos. Esses aqui são viciantes - eu e a Daiane sempre brigamos pelo último!

Os Parceiros Perfeitos

Purê de batata com nhoque: dois clássicos num só. A cremosidade contrasta lindamente com o molho madeira.

Legumes grelhados no alho: simples mas cheio de personalidade. Aquele toque de alho faz toda diferença.

Arroz branco soltinho: as vezes o básico bem feito é tudo que precisamos, né?

Doce Final (ou Começo de Outra Fome)

Torta de chocolate (nosso preparo): essa aqui é daquelas que você come um pedaço... e quando vê já sumiu metade. Cuidado!

Pudim de leite condensado: clássico que nunca falha. A Daiane sempre faz no final de semana e dura... bem, quase nada.

Bebidas: Opções para quem valoriza cada detalhe da refeição

Suco de limão: refrescante e corta a gordura da carne. Perfeito para equilibrar.

Água com gás e limão: nosso "drink" preferido em casa quando queremos algo leve mas especial.

E aí, já está com água na boca? Conta pra gente qual combinação você vai testar primeiro - ou se tem alguma sugestão que sempre funciona na sua casa. Aqui nós amamos trocar ideias sobre comida (quase tanto quanto amamos comer)!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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