Do básico ao sofisticado: 14 maneiras de preparar carré de cordeiro
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. A versão básica que todo mundo precisa saber
autor: Receitas fáceis e práticas
Essa receita é tipo o seu primeiro beijo, não precisa ser perfeita, só precisa acontecer. Comecei minha jornada com cordeiro assim, com medo de estragar uma carne cara. O que aprendi? Não tenha pressa na hora de temperar. Esfregue bem os temperos e deixe descansar por pelo menos uma hora na geladeira.
Uma dica que mudou tudo pra mim: tira a carne da geladeira uns 30 minutos antes de assar. Assim ela cozinha mais uniformemente. E não fique abrindo o forno toda hora pra ver, cada vez que você abre, perde temperatura e altera o cozimento.
3º. Marinada de vinho branco para deixar a carne mais macia
autor: Receitas Da Cris
O vinho branco na marinada faz uma diferença absurda na maciez da carne. Ele quebra as fibras sem agredir o sabor. Eu gosto de usar um vinho seco, daqueles que você beberia normalmente, nada daqueles vinhos de cozinha, que são muito ácidos.
Deixe marinando por no mínimo 4 horas, mas o ideal é de um dia para o outro. Já tentei deixar menos tempo e a diferença é nítida. A carne fica tão macia que quase não precisa de faca.
Fazer carré na churrasqueira parece complicado, mas é mais simples do que parece. O segredo é manter a brasa em temperatura média, nem muito forte para não queimar por fora e cru por dentro, nem muito fraca para não secar a carne.
Eu gosto de colocar um ramo de alecrim direto na brasa nos últimos minutos. O aroma que impregna na carne é incrível. Só cuidado com o gotejamento de gordura na brasa, que pode causar chamas que queimam o exterior.
Essa crosta de ervas é meu truque favorito para impressionar sem muito trabalho. Use ervas frescas sempre que possível, a diferença entre salsinha fresca e seca é como dia e noite. Eu gosto de fazer uma mistura de salsinha, tomilho, alecrim e um pouco de raspas de limão siciliano.
Passe mostarda dijon na carne antes de aplicar a crosta, ela funciona como uma cola natural e dá um sabor incrível. A primeira vez que fiz assim, minha esposa achou que eu tinha comprado pronto de algum restaurante chique.
Esse molho parece coisa de chef, mas é tão simples que você vai se surpreender. Use o mesmo vinho que vai servir com a refeição, a harmonização fica perfeita. Eu gosto de reduzir o vinho com chalotas e depois acrescentar o fundo da assadeira onde o carré foi assado.
Um truque: se o molho ficar muito ácido, acrescente uma pitadinha de açúcar mascavo. Equilibra na hora sem deixar doce. E sempre coe antes de servir, ninguém merece pedacinhos de chalota no molho.
Essa combinação é daquelas que transformam um jantar comum em algo especial. Faço o risoto de parmesão e acrescento um pouco do molho do carré no final. O arroz arbório é essencial, ele solpa o amido na medida certa para cremosidade.
Timing é tudo aqui: comece o risoto quando o carré estiver descansando. Assim ambos ficam prontos na mesma hora. Já errei feio deixando o risoto esperando e ele virou uma massa grudenta.
Essa é pra quem odeia lavar louça, e pra ser sincero, quem gosta, né? As batatas cozinham na gordura que solta do carré e ficam com um sabor incrível. Corte as batatas em pedaços não muito pequenos, senão elas cozinham antes da carne.
Coloque as batatas na forma antes da carne, porque elas demoram mais. E mexa elas na metade do tempo de cozimento para dourar por igual. Fica tão gostoso que as vezes as batatas roubam a cena.
Vinho tinto e carne vermelha são como Tom e Jerry, brigam mas se dão super bem. Use um vinho encorpado, mas não precisa ser caríssimo. O que importa é que seja bom o suficiente para beber.
Quando for reduzir o vinho, cuidado para não deixar ferver muito, ele pode ficar amargo. E sempre, sempre desligue o vinho antes de acrescentar a manteiga. Se a manteiga ferver, o molho pode talhar. Já passei por essa vergonha.
O cuscuz marroquino é primo distante do nosso cuscuz nordestino, bem distante. Ele é super prático porque só precisa de água quente para hidratar. Eu gosto de acrescentar passas e amêndoas laminadas para dar contraste de textura.
Use caldo de legumes quente no lugar da água para hidratar o cuscuz. O sabor fica muito mais interessante. E solte o cuscuz com um garfo depois de hidratar, nunca com colher, assim ele não fica empelotado.
Essa combinação é pura genialidade, o purê cremoso da mandioquinha com o doce-picante da geleia cria um contraste que eleva o carré a outro patamar. Para o purê, cozinhe a mandioquinha até ficar bem macia, mas não tanto que vire sopa.
A geleia de pimenta caseira é mais fácil do que parece, é basicamente pimenta calabresa, açúcar e vinagre. Mas se não tiver tempo, compre uma boa geleia pronta. Às vezes a praticidade é nossa melhor amiga.
O aligot é daqueles acompanhamentos que impressionam qualquer um, ele forma fios quando você serve, igual pizza. O segredo está no queijo tomme ou mozzarella fresca e em bater sem parar até ficar elástico.
Use batatas amiláceas como a asterix ou bintje. Já tentei com batata comum e não deu certo, ficou uma goma grudenta. E bata ainda quente, assim que terminar de cozinhar. Quando esfria, perde a elasticidade.
Nem sempre temos tempo para assar no forno, né? Essa versão grelhada é rápida e fica incrível. Use uma frigideira de ferro fundido se tiver, ela mantém melhor o calor e sela a carne perfeitamente.
Deixe a frigideira bem quente antes de colocar a carne. Ela deve chiar ao contato. E não fique mexendo, deixe dourar bem de um lado antes de virar. Assim forma aquela crosta saborosa que todo mundo ama.
Os uruguaios entendem de carne como ninguém. A versão deles é mais simples nos temperos, mas exige atenção no ponto. Eles preferem o cordeiro mais passado que o usual, mas ainda suculento.
Use sal grosso na hora de grelhar, ele forma uma crosta saborosa e não resseca a carne como o sal fino. E sirva com chimichurri, claro. A receita tradicional leva bastante salsa e alho, mas eu gosto de acrescentar um pouco de orégano também.
Quem disse que carré não combina com macarrão? Essa versão é perfeita para quando você quer algo diferente mas reconfortante. Use um macarrão que segure bem o molho, como fetuccine ou tagliatelle.
Fatia o carré depois de assado e descansado, e misture delicadamente com o macarrão já escorrido. Assim cada garfada vem com um pedacinho da carne. Já tentei picar a carne antes e não fica a mesma coisa, perde a suculência.
E aí, qual dessas versões mais te chamou a atenção? Confesso que a com crosta de ervas é minha favorita para ocasiões especiais, mas a grelhada na frigideira salva muitos jantares de semana aqui em casa. Se fizer em casa, volta pra me contar, adoro saber das experiências de vocês na cozinha!
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