Se você gostou da gemada básica, prepara o coração que tem mais 13 versões incríveis pra experimentar
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais — links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. Com laranja e vitamina C
Autor:
Essa versão com suco de laranja foi uma surpresa positiva demais. O cítrico corta aquele sabor muito enjoativo que as vezes a gemada tem, principalmente quando feita com muitas gemas. Usei suco fresco espremido na hora, não o de caixinha.
O truque é não ferver o suco junto com o leite, senão talha. Eu aqueço o leite com as especiarias primeiro, depois tiro do fogo e só então adiciono o suco. Fica com um sabor bem fresco, quase como uma vitamina quente. Perfeita pra começar o dia com energia.
3º. A tradicional sem cheiro de ovo
Autor:
Essa receita tradicional resolveu meu maior problema com gemada: o cheiro forte de ovo. O segredo realmente tá nas especiarias, canela, cravo e aquela vagem de baunilha fazem milagres. Deixa o leite em infusão por uns 10 minutos em fogo bem baixinho.
Coar depois de pronto é essencial, tira aqueles pedacinhos de gema que as vezes não dissolvem completamente. E eu sempre passo pela peneira fina, não aquela de chá. A textura fica sedosa, sem nenhuma gruminho. Virou minha base pra todas as variações.
Essa gemada cremosa é diferente de tudo que já experimentei. A textura é tão aveludada que parece aqueles cremes finos de confeitaria. Eles usam uma técnica diferente na hora de incorporar as gemas que faz toda a diferença.
O que aprendi: tem que tirar uma concha do leite quente e misturar nas gemas antes de juntar tudo. Isso esquenta as gemas gradualmente e evita que cozinhem em pedacinhos. Fica tão encorpada que quase dá pra comer com colher, mas ainda bebível.
Gemada com rum é daquelas combinações que a gente sabe que vai funcionar antes mesmo de experimentar. O álcool corta a doçura e adiciona complexidade ao sabor. Usei rum escuro que tem mais personalidade, mas o branco também funciona.
Importante: adiciona o rum só no final, depois de tirar do fogo. Se ferver, perde todo o teor alcoólico e fica com gosto amargo. E a noz-moscada ralada na hora faz diferença, aquela de pote já ralada não tem o mesmo perfume.
Essa versão com farinha de mandioca é mais papinha que bebida mesmo. Fica tão consistente que dá pra comer de colher, ideal pra quem não curte textura líquida. A farinha de mandioca dá uma cremosidade diferente, meio granulada, que lembra mingau.
Tem que mexer sem parar pra não empelotar. E adiciona a farinha aos poucos, peneirada. Se colocar tudo de uma vez, vira um tijolo. Fica nutritiva e sustenta mesmo, ótima pra repor energias depois de um dia puxado.
Essa técnica com clara em neve é antiga mas funciona demais. A espuma das claras deixa a gemada mais leve e aerada, sem aquela densidade que as vezes cansa. E não desperdiça as claras, que é um problema comum quando se faz gemada.
Bate as claras em neve bem firme antes de adicionar. E incorpora com movimentos suaves, não pode bater muito senão perde o ar. Fica com uma textura tão fofa que parece espuma quente. Me lembra mesmo a gemada que minha avó fazia.
Vinho tinto na gemada parece estranho, mas juro que funciona. O tanino do vinho equilibra a doçura e o sabor forte mascara completamente o gosto de ovo. Usei um vinho tinto seco, não muito encorpado, que não dominasse os outros sabores.
Esquenta o vinho separadamente com especiarias antes de misturar. E não deixa ferver, só aquecer mesmo. A cor fica linda, um rosa escuro, e o sabor é complexo, doce, mas com final seco. Perfeito pra servir como digestivo depois do jantar.
Essa versão fitness com leite de coco é boa pra quem tem restrição à lactose ou quer uma opção mais leve. O leite de coco em pó dissolve melhor que o líquido e não deixa óleo separado. Fica com um sabor tropical bem gostoso.
Os ovos orgânicos realmente fazem diferença, as gemas são mais alaranjadas e saborosas. E a farinha de amaranto dá uma espessura natural sem precisar de amido. Fica menos doce que a tradicional, mas ainda assim bem cremosa.
Whisky na gemada é pra quem gosta de sabores fortes. O defumado do whisky combina inesperadamente bem com a cremosidade das gemas. Usei um whisky mais suave, não aqueles muito peaty que dominam tudo.
Assim como com o rum, adiciona só no final. E serve imediatamente, não pode esquentar de novo. Fica com cara de drink sofisticado, eu gosto de finalizar com uma raspinha de laranja por cima pra dar contraste.
Gemada com chocolate é a combinação perfeita pra noite fria. As gemas dão uma cremosidade que o chocolate sozinho não consegue. Usei chocolate meio amargo derretido, não achocolatado, que tem sabor mais intenso e menos doce.
Derrete o chocolate separadamente em banho-maria antes de misturar. E mexe sempre na mesma direção pra não embolar. Fica tão cremoso que parece ganache líquida. Até crianças que normalmente torcem o nariz pra gemada curtem essa versão.
Açaí com gemada é uma daquelas combinações brasileiras que só podiam dar certo. O sabor forte do açaí camufla completamente o gosto de ovo e as gemas dão corpo à bebida. Usei açaí puro sem xarope, que é menos doce.
Bate tudo no liquidificador com gelo se quiser tomar gelado. Fica com uma cor roxa linda e textura de smoothie espesso. Perfeito pra pré-treino ou pra recarregar as energias no meio da tarde. Bem diferente de tudo que já experimentei em gemada.
Essa com cerveja preta foi a que mais me surpreendeu. O amargor da cerveja equilibra a doçura das gemas de um jeito único. Usei uma stout que não era muito amarga, com notas de café e chocolate.
Esquenta a cerveja separadamente pra tirar o álcool antes de misturar. E adiciona aos poucos, mexendo sempre. Fica com sabor complexo, doce, amargo e cremoso ao mesmo tempo. Combina demais com aqueles petiscos salgados, como eles sugerem.
Juntar quentão com gemada é pura genialidade. As gemas dão uma cremosidade que o quentão tradicional não tem, e as especiarias do quentão complementam perfeitamente o sabor da gemada. Usei vinho bordô mesmo, que é tradicional.
Faz o quentão normal primeiro, depois adiciona as gemas batidas no final, sempre mexendo em fogo baixíssimo. O gengibre e o cravo ficam incríveis com o sabor das gemas. Perfeito pra noites frias, mesmo fora da época junina.
E ai, qual dessas gemadas mais te chamou a atenção? Tem versão pra todos os gostos, desde as mais tradicionais até as mais ousadas. Caso teste alguma dessas, volta aqui pra contar como foi, adoro saber qual versão conquistou seu paladar!
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