Explore outras deliciosas variações para experimentar.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. Com frango desfiado
Autor: Claudia Oliveira Receitas
Frango desfiado numa salada de macarrão parece óbvio, até você provar a versão que mistura o frango com um molho levemente cremoso e um toque de pimenta-do-reino fresca. Acho que foi isso que me fez parar de achar que salada de macarrão precisa ser só fria e doce. Aqui, o frango não é só recheio, é o que dá corpo. Já testei com frango grelhado, assado, até defumado, o desfiado cozido no próprio molho é o que mantém a umidade. E se você tem medo de ficar seco, essa receita é o antídoto.
Outra coisa que ninguém fala: deixe o frango descansar no molho por 20 minutos antes de servir. Não é obrigatório, mas transforma. Já vi Daiane fazer isso sem dizer nada e depois só sorria. Talvez tenha sido sorte. Ou talvez não.
3º. Com atum
Autor: Receitinhas Com Amor
Atum em salada de macarrão é como vinagre em salada de repolho: parece estranho, mas quando acerta, vira referência. Essa versão aqui não usa o atum em lata no óleo, usa no próprio suco, e isso faz toda a diferença. O óleo deixa o molho pesado. O suco? Dá um salgado marinho que combina com o limão e o macarrão parafuso como se fossem feitos um para o outro.
Se você nunca provou, pense nisso: o atum não é o ingrediente principal, é o contraponto. O que faz a salada não virar um prato de “só peixe”. E se quiser levar pra trabalho, essa é a que sobrevive melhor no pote. Já levei duas vezes e voltei com o pote vazio. Acho que o Titan não teve chance.
Receitas veganas muitas vezes parecem “menos”. Mas essa? Não. Ela usa tofu defumado, amêndoas torradas e um molho de mostarda Dijon com tahine, e o resultado é tão rico que eu quase esqueci que não tinha queijo. Achei que ia ser só “comida de saúde”. Acabei comendo duas porções. E não me arrependi.
Dica: não substitua o creme de leite por leite de coco. Fica estranho. Use um purê de castanhas de caju bem batido, é mais suave, mais encorpado. Já tentei com leite de aveia e virei uma sopa. Não repita esse erro.
Presunto é o segredo que ninguém quer falar. Mas aqui, ele não é só um ingrediente, é um tempero. O que faz essa versão brilhar é usar presunto de boa qualidade, cortado em tiras finas, e não misturar no molho. Coloque por cima na hora de servir. Assim, ele mantém a textura, o sal e o aroma. Se você colocar junto com o macarrão ainda quente, vira um pedaço de borracha. Já vi isso acontecer. Foi doloroso.
Se quiser, adicione uma pitada de açúcar mascavo no molho. Só uma. Acho que isso equilibra o sal do presunto. Não tenho certeza se foi nessa receita que descobri, mas virou meu truque.
Batata palha na salada de macarrão parece uma ideia de criança. Mas quando é feita direito? É um contraste de textura que você não esquece. O problema? Usar batata palha de pacote. Ela vira um monte de farinha. Aqui, a dica é fritar a própria batata na hora, fininha, só um pouquinho. O suficiente pra ficar crocante, mas não quebradiça.
Coloque por cima na hora de servir. Se fizer antes, vira um monte de poeira. Já fiz isso. Foi triste. E não foi só o prato que perdeu, foi a minha autoestima.
Kiwi? Sim. Mas não como fruta. Como ácido. Esse não é um doce. É uma explosão de acidez que corta o molho cremoso como um raio. O segredo é usar kiwi verde, não maduro. O verde tem mais acidez, menos doçura. E corte ele bem pequeno, só para distribuir o sabor, não para comer como fruta.
Eu tentei com manga primeiro. Ficou parecendo sobremesa. Kiwi? Ficou como se alguém tivesse colocado um limão na salada, mas mais elegante. A Daiane disse que pareceu “um almoço de verão em uma ilha que nunca existiu”. Talvez tenha sido só o vinho.
Sardinha em salada de macarrão? Parece coisa de avô. Mas quando é fresca, desfiada e temperada com um pouco de azeite, alho e pimenta, vira uma bomba de sabor. O que essa versão faz direito é não esconder o peixe, ela o celebra. E o macarrão parafuso? Ele segura o molho e o peixe como se fosse feito para isso.
Se for usar enlatada, escolha a de azeite, não de óleo. E nunca cozinhe junto. Coloque fria, no final. Se não, vira um peixe cozido. E ninguém quer isso.
Legumes são ótimos. Mas em salada de macarrão, eles precisam ser mais do que um enfeite. Aqui, o brócolis é cozido no vapor, depois salteado com um fio de azeite e alho. O tomate é cortado ao meio e deixado por 10 minutos com sal, só para soltar o suco. Isso não é só técnica. É respeito.
Se você colocar legumes crus, vira uma salada de macarrão com legumes. Se fizer assim? Vira um prato. E se quiser, faça um molho com o suco dos tomates, um pouco de mostarda e vinagre balsâmico. É simples, mas muda tudo. Já fiz isso uma noite em que o creme de leite acabou. E não me arrependi.
Manga na salada de macarrão? Sim. Mas só se for madura, doce, e cortada em cubos grandes. O que essa versão faz diferente é não misturar com o molho. Ela fica por cima, como um toque de verão. O contraste entre o cremoso e o doce da manga é tão forte que você não sabe se está comendo sobremesa ou almoço.
Se quiser, jogue um pouco de coentro por cima. Só um pouquinho. Acho que isso ajuda a equilibrar. Talvez eu esteja exagerando. Mas já vi Daiane comer com os olhos fechados. E isso é raro.
E aí, qual dessas você elegeu para estrear? Se for a de kiwi ou manga, me avisa, quero saber se você também ficou em silêncio depois da primeira mordida. E se tiver feito alguma variação louca que eu nem sonhei, comenta aí. A gente aprende juntos, e às vezes, até esquece que é só uma salada.
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