Macarrão à Bolonhesa Italiano Perfeito

Uma massa perfeita com um molho prático e delicioso. Um clássico da gastronomia italiana, feito ai em sua casa.
Macarrão à Bolonhesa Italiano Perfeito
Avalie este item
(13 votos)

Tem uma coisa que aprendi com o tempo: um bom molho à bolonhesa não se mede só em ingredientes, mas no tempo que você deixa ele falar com o fogão. Já fiz versões rápidas, já tentei atalhos, já quis economizar na cebola. E todas as vezes o prato me devolveu exatamente aquilo que eu coloquei nele, pressa.

Agora, faço diferente. Deixo a carne dourar devagar, com a cebola, o alho e o alho-poró bem baixinho. Uso carne boa, porque ela merece. O segredo? Paciência. Não tem mágica. Só chama atenção que o *macarrão à bolonhesa italiano perfeito* começa muito antes do macarrão tocar na água. É no cheiro que sobe devagar, no borbulhar lento, no momento em que você percebe que está cozinhando com intenção, não só com receita. Minha esposa até brinca que o perfume desse molho é tipo um convite silencioso pra sentar e esperar.

Vou te mostrar como fazer passo a passo, sem segredos. Afinal, isso aqui não é restaurante. É sua casa. E esse prato foi feito pra ser repetido, virar rotina, talvez até virar lembrança. Dá uma olhada aí embaixo como fica fácil quando você entende o ritmo certo.

Receita de Macarrão à Bolonhesa Simples e Fácil: Saiba Como Fazer

Rendimento
5 Porções
Preparação
25 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 12 marcados

Esses ingredientes são simples, mas a combinação é que faz a diferença. Já usei molho de tomate de caixinha e de garrafa, o de garrafa tem mais corpo, mas o de caixinha funciona. Acho que o segredo é não ter pressa, né?

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

O molho, o coração do prato:

  1. Numa panela funda, aqueça o azeite em fogo médio. Quando ele brilhar, jogue a cebola, o alho e o alho-poró. Deixe eles ficarem macios, sem dourar, uns 5 minutos. Se você começar a fritar, o molho fica amargo. Já errei isso uma vez e ainda lembro da cara da Daiane.
  2. Quando eles soltarem o cheiro, aumente um pouco o fogo e adicione a carne. Espere uns 2 minutos sem mexer, só pra ela pegar cor. Depois, quebre os pedaços com a colher. Cozinhe até secar toda a água, isso é importante. Não adianta colocar o molho se a carne ainda estiver molhada.
  3. Quando a carne estiver douradinha e soltando cheiro de fritura boa, junte o tomate picado. Deixe ele desmanchar um pouco, uns 3 minutos. Agora vem o molho de tomate. Misture tudo, baixe o fogo e deixe cozinhar devagar. Eu deixo por uns 15 minutos, só pra ele engrossar e o sabor se abraçar. Se precisar, coloque um pouco de água, mas não muito.
  4. Na hora de finalizar, adicione as azeitonas e a metade da salsa. Prove. Se precisar de mais sal, coloque agora. Mas lembre: o molho vai ficar mais forte quando misturar com o macarrão.

O macarrão, e o momento certo:

  1. Enquanto o molho descansa, pegue uma panela grande, encha com água e leve ao fogo alto. Coloque uma boa quantidade de sal, tipo, como se fosse pra uma sopa. A água tem que saber de sal.
  2. Quando a água ferver, jogue o macarrão. Cozinhe até ficar al dente, isso quer dizer que ainda dá um pouquinho de resistência quando morde. Não deixe ele mole. Se você fizer isso, o molho vai escorregar.
  3. Escorra a água, mas não lave o macarrão. A farinha que sobra ajuda o molho a grudar. Jogue o macarrão direto na panela do molho, ainda quente, e mexa bem. Deixe por 1 minuto, só pra tudo se encontrar.
  4. Desligue, polvilhe o resto da salsa e sirva na hora. Nada de deixar esfriar. O calor é o que faz o sabor subir.

Eu já tentei fazer isso com carne de frango, com molho pronto e até com macarrão integral. Não funcionou. Não que seja errado, só que não é o mesmo. Esse molho precisa de tempo, de carne boa, de paciência. E de você, sentado na cozinha, esperando ele falar. Se você fizer só pra cumprir, eu garanto: ele vai te devolver o mesmo.

Se você já fez essa receita, me conta: você deixou o molho cozinhar devagar? Ou pulou essa parte? E o macarrão, você colocou sal na água? Me conta nos comentários. Acho que a gente aprende mais com os erros do que com os acertos. E eu tô aqui pra ouvir.

Antes de servir, leia essas dicas que fazem toda diferença

Quanto tempo dura? Armazenamento sem erro

Se sobrar, e digo isso com um pé atrás porque nunca sobra aqui em casa, o molho à bolonhesa aguenta bem dois dias na geladeira, desde que esteja em um pote bem fechado. Já o macarrão, se for armazenar separado do molho, regue com um fio generoso de azeite antes de tampar. Isso evita aquela massa grudada que ninguém merece. Se quiser congelar, pode fazer sem medo: tanto o molho quanto o macarrão ficam bons por até dois meses. Só lembre de descongelar na geladeira, não no micro-ondas direto. E quando for reaquecer, jogue o macarrão na água fervente por uns 2 minutos, como se fosse cozinhar de novo. Funciona que é uma beleza.

Por que carne de boi e não magra demais?

A gordura da carne é o que dá sabor. Sério. Uma carne moída muito magra perde o charme, fica seca e sem corpo. Eu uso aquela comum, de primeira, com um pouquinho de gordura. Ela doura melhor, solta mais aroma e ainda ajuda a criar aquele fundo de panela que depois vira parte do molho. Já tentei com patinho magro, pensando em dieta... foi um desastre. O Titan até farejou e virou o focinho. Ele entende de carne vermelha, então respeito.

O erro número 1 que todo mundo comete (e eu também já cometi)

Colocar a carne logo depois do alho. Parece detalhe besta, mas não é. O alho queima fácil. Se você colocar tudo junto, ele vira carvão e amarga o molho inteiro. O certo é refogar a cebola primeiro, depois o alho-poró, e só então o alho, e rapidinho jogar a carne. Um dia eu estava distraído, conversando com a Daiane sobre o que íamos fazer no fim de semana, e esqueci o alho na panela. Resultado? Ela chegou perto, provou, fez aquela cara de “Rafael, sério isso?” e eu nem tinha percebido. Desde então, sempre espero a cebola murchar um pouco antes de botar o alho.

Truque para o molho engrossar sem pressa

Se o molho estiver muito líquido, não corra pro amido de milho. Deixe ele no fogo baixo, tampado pela metade, por mais uns 10 ou 15 minutos. A evaporação natural faz milagre. E se quiser dar um up, coloque um cubinho de manteiga no final. Fica encorpado, brilhante e com um toque aveludado. É um truque que vi num restaurante lá no Terraço Itália, e desde então uso em casa. Nada de parecer industrial, sabe? Quero que pareça feito com as mãos, não com atalhos.

Trocas que funcionam (sem perder a alma da receita)

Se alguém na sua casa não come glúten, pode usar espaguete de arroz integral ou de feijão-preto, ambos grudam bem no molho. Para quem quer menos carboidrato, abobrinha cortada em tiras no formato de macarrão funciona, mas cozinhe separado e misture no final. Já o molho de tomate pronto pode ser substituído por caseiro, sem problema. Basta bater tomates maduros sem pele e sem sementes no liquidificador e cozinhar um pouco mais. Tem gente que gosta de acrescentar cenoura ralada no refogado, dá doçura natural e ninguém nota. Experimentei uma vez porque a Daiane pediu pra "tornar mais saudável", e acabou virando padrão.

O que serve com isso? Além do óbvio

Claro, parmesão ralado é clássico. Mas tem outra coisa: pão italiano torrado com alho e manteiga. Não precisa ser fresco, qualquer sobra de pão velho vira ouro nessa situação. Passe manteiga, leve ao forno e sirva ao lado. Outra ideia? Uma salada de folhas verdes com vinagrete de limão e azeite. Leve, ácida, corta a gordura do molho. E bebida? Um vinho tinto leve, tipo Lambrusco, combina demais. Ou, se preferir algo sem álcool, um chá gelado de hibisco com gengibre. Fiz isso num almoço de domingo e a galera amou.

Se o molho amargou, tem jeito?

Tem. Primeiro, pare de mexer. Segundo, desligue o fogo. Terceiro, adicione uma pitada de açúcar mascavo, só meia colher de chá. Parece loucura, mas corta o amargor na hora. Depois, coloque um pouco de caldo de legumes ou água quente e deixe cozinhar mais uns 5 minutos em fogo baixo. Já fiz isso duas vezes: uma quando queimei o alho, outra quando deixei o tomate concentrado demais. Funcionou nas duas. O segredo é não jogar fora na raiva. Toda receita tem segunda chance.

Coisa que ninguém fala: o cheiro atrai visitas

Sério. Uma vez estava fazendo esse molho, janela aberta, vista da marginal iluminada à noite. A vizinha do andar de cima bateu na porta com um prato na mão, perguntando se eu podia "emprestar um pouco do perfume". Brinquei que era exclusivo, mas acabei dividindo. Desde então, quando faço, aviso ela. Não é sobre comida, é sobre vizinhança. E tem mais: o Titan fica embaixo da panela, sentado, olhando. Ele sabe que tem carne. E se você descuidar, ele pula e tenta roubar um pedaço. Cuidado com os olhos tristes dele, são arma de manipulação canina.

O maior desafio aqui não é cozinhar, é esperar

O verdadeiro teste é deixar o molho cozinhar devagar, sem mexer a cada minuto. Você vai ter vontade de ir lá, provar, mexer, ajustar. Resista. Deixe ele falar sozinho com o fogo. Enquanto isso, aproveite pra colocar a mesa, abrir o vinho, ou só sentar um pouco. Cozinhar não é só técnica, é presença. Já tentei fazer rápido, em 20 minutos. O resultado? Comível, mas sem história. Esse molho precisa de tempo pra contar algo.

Versão que surpreende: bolonhesa com toque brasileiro

Troque um pouco da carne bovina por linguiça artesanal defumada. Só 100g já mudam tudo. Fica com um fundo defumado, um cheirinho de churrasco que combina com a nossa alma. Pode parecer pecado pra um italiano, mas aqui em São Paulo a gente tem essa liberdade. Já fiz com linguiça de pernil, já com toscana apimentada, ambas funcionam. Se quiser arriscar mais, acrescente um fio de café coado no molho. Sério. Parece loucura, mas dá profundidade. Vi num chef argentino e adaptei. Funciona.

Essa receita nem é italiana de verdade?

Pois é. O macarrão à bolonhesa original, o *ragù alla bolognese*, leva leite, cenoura, aipo e cozinha por horas. O nosso é uma versão brasileira, mais rápida, mais colorida, com azeitona e salsa. É como uma música cover que vira hit próprio. Respeito a origem, claro, já visitei restaurantes em Milão e Roma pra entender isso, mas aqui a gente faz do jeito que a vida permite. Com amor, sim, mas sem fanatismo. Se quiser a versão tradicional, tem um post completo no Sabor na Mesa explicando como fazer passo a passo.

Perguntas que sempre aparecem

Posso usar frango moído? Pode, mas não recomendo. Fica seco e sem corpo. E, pra ser sincero, já tentei porque achei que seria "mais leve". Erro. O molho perdeu a alma. Tem que lavar o macarrão depois de cozinhar? Nunca. A farinha que fica na massa é que segura o molho. Lavar é desperdício. Posso fazer o molho um dia antes? Melhor ainda. De um dia pro outro, os sabores se misturam e ficam mais harmoniosos. Só aqueça devagar, com um pouco de água ou caldo.

E aí, já fez sua versão? Conta pra mim nos comentários: você deixou o molho cozinhar devagar? Usou alguma variação? Errou em algo e conseguiu consertar? Adoro saber o que rola na sua cozinha. E se curtir, marca aí no @sabornamesaoficial, sempre dou uma olhada e respondo quando posso.

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

Instagram icon https://www.instagram.com/raf.gcs

Adicionar comentário