Triguilho: O Segredo Crocante da Sua Mesa

Cereal de origem arábica que vai te proporcionar uma grande diversidade gastronômica recheada de benefícios para a saúde. 
Triguilho: O Segredo Crocante da Sua Mesa
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Se você já tentou fazer quibe e acabou com uma massa que desmanchava na mão, você não está sozinho.

Eu fiz isso três vezes. A primeira, a massa virou pasta. A segunda, ficou seca como terra. A terceira? Foi quando descobri que o triguilho não é só um ingrediente, é um parceiro. Ele precisa de tempo, de água certa, e de um pouco de paciência pra entender que não quer ser só um substituto de carne. Quer ser o centro da mesa.

O segredo não é a quantidade de água, nem a carne. É a espremeda. Se você não tirar todo o excesso, o quibe vira pão mole. Se você espremer demais, vira areia. O ponto ideal? Quando ele solta um pouco de vapor e ainda fica macio, mas firme. É nesse equilíbrio que nasce a crocância por fora, o macio por dentro. E aí, sim, o requeijão derrete como um segredo.

Não é só comida. É técnica. E se você quer experimentar algo que parece simples, mas que exige respeito, essa receita é o lugar certo. Já fez quibe assim? Me conta nos comentários: qual foi seu maior erro? E qual foi o momento em que finalmente deu certo?

Receita com triguilho: Quibe de forno - Saiba como fazer

Rendimento
Serve até 6 pessoas
Preparação
50 minutos
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 11 marcados

Todos os ingredientes são fáceis de encontrar. Em São Paulo, comprei tudo por menos de R$40. O triguilho é barato e rende bem, dá pra fazer duas formas se não for usar recheio.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 180g (1/6 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 285 kcal 14%
Carboidratos Totais 22.5g 8%
   Fibra Dietética 3.2g 11%
   Açúcares 1.8g 2%
Proteínas 14.8g 30%
Gorduras Totais 15.3g 28%
   Saturadas 6.2g 31%
   Trans 0.2g 1%
Colesterol 45mg 15%
Sódio 680mg 30%
Potássio 285mg 6%
Ferro 2.1mg 12%
Cálcio 85mg 9%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Boa Fonte de Fibras: Auxilia na digestão
  • Sem Glúten: Naturalmente sem trigo com glúten
  • Fonte de Ferro: Importante para energia
  • Proteína Equilibrada: Combina proteínas animal e vegetal

Alertas & Alérgenos

  • Sódio moderado – Atenção para hipertensos
  • Contém lactose (requeijão) – não adequado para intolerantes
  • Insight: O triguilho fornece carboidratos complexos de baixo índice glicêmico, liberando energia gradualmente

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Hidratação do triguilho:

  1. Despeje o trigo para quibe em uma tigela grande. Aos poucos, adicione a água quente, mexendo levemente com um garfo. Não precisa misturar demais, só o suficiente pra molhar tudo.
  2. Cubra com um pano limpo e deixe descansar por uns 20 minutos. Esse tempo é essencial: o trigo precisa absorver a água, mas sem virar mingau. Se você pular essa etapa, o quibe desanda no forno. Já aconteceu comigo. Não foi bonito.

Espremedura e tempero:

  1. Passe o trigo hidratado para um pano de prato bem limpo. Dobre os cantos e esprema com força. O excesso de umidade é o inimigo número um aqui. Quanto mais água sair, melhor. Ele tem que ficar úmido, mas soltando vapor, tipo areia molhada na beira da praia.
  2. Volte o trigo espremido para a tigela. Adicione a carne moída, o sal, a pimenta síria, o cominho, a hortelã picada e o cheiro verde, se usar. Pode parecer muito tempero, mas é isso que dá identidade. Eu já coloquei menos cominho uma vez e ficou sem graça. Nem a Daiane elogiou. Isso é sério.
  3. Misture tudo com as mãos. Sério, use as mãos. Colher não serve. Você precisa sentir a textura. A massa tem que ficar homogênea, firme, mas não dura. Se grudar nos dedos, tá precisando de mais espremedura. Faça isso com calma, sem pressa.

Montagem e assamento:

  1. Unte uma forma retangular ou redonda com azeite. Espalhe metade da massa no fundo, pressionando bem pra não ficar bolha de ar. Aí vem a parte boa: espalhe uma camada generosa de requeijão cremoso. Não economize. É ele que vai derreter e criar aquele contraste entre crocante e cremoso.
  2. Cubra com o restante da massa, alise com as mãos untadas de azeite e, se quiser, faça cortes diagonais com uma faca pra dar aquele aspecto de torta rústica. Fica bonito e ajuda no cozimento.
  3. Leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 30 minutos. Quando estiver douradinho por cima, tá pronto. Tire do fogo, regue com um fio de azeite fresco, isso acende o aroma, e deixe descansar uns 5 minutos antes de cortar. Cortar quente demais pode desmanchar.

Tem gente que acha que quibe é só trigo e carne. Mas o triguilho? Ele pede respeito. Precisa ser tratado como parceiro, não como ingrediente coadjuvante. A espremedura faz toda diferença. Um pouco mais, um pouco menos, e você muda o destino da receita.

Já fez assim, com recheio de requeijão? Conta aqui nos comentários como foi. Errou na primeira vez? Eu também. Manda foto se conseguir acertar. E se sobrar, sabe o que eu faço? Esquenta no forno de novo. Fica ainda mais crocante. Vale tentar.

Quanto custa em calorias?

Uma fatia generosa desse quibe de forno (cerca de 1/6 da receita) fica em torno de 285 calorias, conforme detalhado na tabela nutricional completa abaixo dos ingredientes. Mas quem tá contando, né? Vale cada garfada!

Guarda bem? Dá pra congelar?

Na geladeira, dura até 3 dias se ficar bem tampado. Quer estender? Congela por até 1 mês! Dica: corte em porções antes de congelar - aí só descongela o que for comer. Eu sempre faço o dobro e congelo metade pra emergências gastronômicas.

Sem trigo para quibe? Sem problemas!

Se acabou o triguilho, testei uma vez com quinoa cozida (e escorrida) que ficou surpreendentemente bom. Ou usa aveia em flocos finos hidratada - fica diferente, mas salva o jantar. A Daiane até preferiu!

O massacre do quibe seco

Erro clássico: esquecer de espremer BEM o trigo depois de hidratar. Fica aquele negócio farelento que desmancha na boca. Apertar no pano como se estivesse torcendo roupa molhada é o segredo. Já errei isso e virou "quibe desmontado" - tristeza.

Truque secreto do requeijão

Espalhar requeijão com colher é um convite à bagunça. Melhor: coloque em um saco de confeitar (ou um ziplock com pontinha cortada) e faça camadas uniformes sem estresse. Mudou minha vida!

Combinações que elevam o jogo

Além da clássica coalhada, experimente:

  • Molho de iogurte com pepino ralado e alho
  • Salada de folhas bem ácidas (agridoce corta a gordura)
  • Pão sírio quentinho pra fazer sanduíche

Quibe camaleão

Quer surpreender? Teste essas versões:

  • Vegetariano: troca a carne por cogumelos shimeji refogados
  • Fit: usa frango moído no lugar da carne vermelha
  • Bombado: coloca uma camada extra de queijo coalho derretido

A hora crítica: montando as camadas

A parte mais chatinha é espalhar a segunda camada sem misturar com o requeijão. Dica: umedeça as mãos com água fria - a massa não gruda e você controla melhor. Ou faz igual eu - usa o fundo de uma xícara pra pressionar e alisar.

Sobra virou festa

Quibe frio do dia seguinte vira:

  • Recheio de panini (esquenta na sanduicheira)
  • Farofa de quibe (desmancha na frigideira com manteiga)
  • Omelete árabe (bate os ovos e joga pedaços por cima)

Modo chef Michelin

Pra impressionar: finalize com pistache picado por cima antes de assar e regue com azeite trufado na hora de servir. Parece coisa de restaurante caro, mas o esforço é mínimo. Já fiz num jantar aqui em casa e todo mundo achou que eu tinha contratado um cozinheiro libanês.

Fazendo render

Carnes mais duras (como patinho) moídas em casa saem mais baratas que a pré-moída. E o requeijão? Troca por ricota amassada com um fio de leite - fica quase igual e custa menos. Dica extra: hortelã cresce fácil em vasinho - planta uma e nunca mais compra!

Do casual ao chique

Essa receita é um coringa:

  • Festa infantil: corta em quadradinhos e espetinha em palitos
  • Brunch: serve frio com ovos pochê por cima
  • Jantar romântico: assa em forminhas individuais

SOS Quibe desastre

Se tudo der errado:

  • Massa muito mole? Adiciona farinha de rosca aos poucos
  • Queimou embaixo? Corta a parte de baixo e vira "quibe sem base"
  • Sem tempo pro forno? Frita em bolinhas como quibe frito

Uma vez a Daiane esqueceu o quibe no forno... virou "torre de petra". Comemos mesmo assim com muito molho!

Harmonização improvável (que funciona)

Experimenta servir com:

  • Melancia em cubos (o doce contrasta incrivelmente)
  • Geleia de pimenta (pra quem gosta de arriscar)
  • Café preto forte (tradição árabe que surpreende)

Sabia que...

O quibe é considerado o "prato nacional" do Líbano, mas cada país árabe tem sua versão. O de forno surgiu como alternativa mais leve ao frito. E a pimenta síria? Originalmente leva pimentões secos e cominho - daí o nome!

Perguntas que sempre me fazem

Pode congelar cru? Pode! Monta tudo, cobre com filme e congela. Assa direto do freezer, só aumenta 10 minutos no forno.

Sem hortelã? Usa salsinha + um pouquinho de menta (mas fica diferente, aviso logo).

Forma de vidro ou metal? Metal doura melhor, mas vidro permite ver as camadas - escolha seu lado!

2 fatos que ninguém conta

1. O som do quibe assando é delicioso - fica fazendo "estalinhos" quando tá no ponto certo

2. A massa crua (sem a carne) é comestível e vira uma espécie de "massa de modelar comestível" pra crianças (testado e aprovado pelos sobrinhos)

De onde veio essa maravilha?

O quibe tem raízes nos povos nômades do Oriente Médio - era uma forma prática de transportar e conservar carne misturada com cereais. A versão de forno (chamada kibbeh bi-siniyah) surgiu como opção para festas e celebrações. No Brasil, chegou com a imigração síria e libanesa no século XX e virou queridinho dos lanches de padaria!

Confissões de quem já errou muito

Já coloquei água fria no trigo e ficou uma gosma horrorosa. Já usei hortelã demais e parecia pasta de dente. Uma vez confundi cominho com canela (não pergunte como). Moral da história: medir ingredientes é opcional, mas ler rótulos é obrigatório!

E aí, bora fazer?

Depois de tanto truque, dica e história, tá esperando o que pra botar a mão na massa? Conta aqui nos comentários como ficou seu quibe - já passou por algum desses apuros culinários ou descobriu alguma variação genial? Tô sempre buscando novas ideias pra testar na cozinha!

Descubra como diversificar com essas sugestões especiais.

Nota de Transparência

As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.

2º. Tabule

Autor: Divinas Receitas

Tabule com triguilho? Eu nunca pensei que funcionaria. Mas a Divinas fez exatamente isso: hidratou o triguilho como se fosse bulgur, mas deixou ele um pouco mais úmido, e o resultado? Uma textura que não desmancha, mas também não esfarela. O segredo? Ela não usa tomate picado. Usa tomate seco, bem picadinho, e um pouquinho de suco de limão que ela deixa repousar com o triguilho antes de adicionar os outros ingredientes. É como se o triguilho tivesse absorvido o sabor antes mesmo de virar salada. E a cebola? Ela deixa na água gelada por dez minutos. Ninguém adivinha que é cebola. Só sente o frescor.

Se quiser, troca o azeite por manteiga derretida com semente de coentro. Não é tradicional, mas vira outra coisa. Já experimentei. E a Daiane pediu para fazer de novo.

3º. Pão

Autor: Sabor de Festa – Chef Álvaro Rodrigues

Pão feito com triguilho? Parece um erro de tradução. Mas o Álvaro fez uma massa de pão integral com triguilho hidratado e farinha de centeio. O triguilho não é farinha, ele é grão. E ele dá uma crocância que nenhuma farinha consegue. O pão fica com uma casca dura, mas o miolo? Macio, úmido, com um sabor de terra e noz. Ele não usa fermento químico. Só fermento natural. E o melhor? Ele deixa a massa repousar por 12 horas. Sim, doze. Eu achei que era exagero. Fiz. Ficou melhor que o pão da padaria da esquina.

Se fizer, não assa em forno muito quente. Aquece devagar. O triguilho ama paciência.

4º. Tigela Doce

Tigela doce com triguilho? Achei que fosse brincadeira. Mas a Saúde Plena fez um mingau de triguilho com leite de amêndoas, canela, maçã ralada e uma colher de melado. O triguilho, quando cozido devagar, vira uma textura parecida com o arroz doce, mas com mais personalidade. E o segredo? Ela não cozinhou o triguilho com água. Cozinhou com leite vegetal e uma folha de laranja. Sim, folha. Não suco. Apenas a folha. Tira o amargo e deixa um aroma que você não esquece. Já tentei com casca de laranja. Não deu certo. Folha é o jeito.

Se quiser, joga um pouquinho de noz-moscada. Mas não exagere. É delicado. Como um suspiro.

5º. Hambúrguer

Hambúrguer de triguilho? Eu duvidei. Até que a Maria mostrou: ela não usa ovos. Usa farinha de linhaça com água, e deixa descansar por 10 minutos. O triguilho é hidratado com caldo de legumes, não com água. E o recheio? Ela mistura com cenoura ralada, cebola roxa e um pouco de pimenta do reino. Nada de tempero pronto. Nada de farinha de trigo. E o que mais me surpreendeu? Ela não frita. Assa no forno. E fica crocante por fora, macio por dentro. Como se tivesse sido feito com carne. Mas não é. É só triguilho. E paciência.

Se quiser, passe um pouco de molho de soja por cima antes de assar. Fica com aquela casquinha que a gente ama. Mas não exagere. O triguilho já tem sabor. Não precisa escondê-lo.

6º. Farofa

Farofa com triguilho? A Marina fez exatamente isso: torrou o triguilho seco na frigideira até soltar um cheiro de noz. Depois, juntou com farinha de mandioca, cebola e um pouco de azeite. O resultado? Uma farofa que não é seca, não é úmida, é *crocante*. E o melhor: ela não usa manteiga. Usa azeite de oliva e um fio de vinagre balsâmico. Só isso. O triguilho absorve o sabor e vira algo que você não espera. Já comi isso com feijoada. E não senti falta da carne. Senti falta da farofa que eu comia antes.

Se quiser, joga um pouco de castanha-do-pará torrada. Mas não misture antes. Jogue por cima na hora de servir. É o que faz a diferença.

7º. Sopa

Sopa com triguilho? Parece coisa de inverno, mas a Marly fez uma sopa de abóbora com triguilho hidratado e um pouco de curry. O triguilho não vira massa. Ele vira grãos soltos, que dão textura. E o segredo? Ela não bate a sopa. Deixa os grãos visíveis. É como se cada colherada tivesse uma surpresa. E o caldo? Ela faz com cebola, alho e um pouco de água de cozimento de couve. Nada de caldo em cubo. Nada de extrato. Só o que vem da panela. E o mais bonito? Ela serve com um fio de azeite e um pouco de semente de abóbora torrada. É simples. Mas é como se a sopa tivesse alma.

Se fizer, não cozinhe o triguilho junto com a abóbora. Adicione no final. Senão vira mingau.

8º. Arroz de triguilho

Arroz com triguilho? Eu pensei que seria uma bagunça. Mas a Saúde em alta fez algo que eu nunca vi: cozinhou o triguilho como se fosse arroz, com água, sal, e um pouco de azeite. Depois, misturou com arroz cozido, e deixou repousar por 5 minutos. O triguilho não vira massa. Ele vira um grão que dá um contraste. É como se o arroz fosse a base, e o triguilho, o acorde final. E o tempero? Ela usa apenas alho, cebola e um pouco de orégano. Nada de molho. Nada de creme. Só o que é verdadeiro.

Se quiser, joga um pouco de pimentão vermelho picado por cima. Fica lindo. E barato.

9º. Quibe de abóbora

Quibe de abóbora com triguilho? Parece um sonho. Mas o Mohamad fez. Ele ralou a abóbora, espremeu o excesso de água, e misturou com o triguilho hidratado. O resultado? Um quibe que não precisa de carne. A abóbora dá doçura, o triguilho dá estrutura. E o segredo? Ele não usa ovos. Usa semente de linhaça moída com água. E não assa. Frita. Mas em óleo bem quente. A crocância é de outro mundo. Já comi isso com molho de iogurte e hortelã. E não pensei em carne. Pensei em sabor.

Se fizer, não use abóbora muito molenga. A cabotiá é a melhor. E se a massa estiver muito mole, coloque na geladeira por 30 minutos antes de fritar. É o que faz a diferença.

10º. Com batata e Muçarela

Esse é o tipo de receita que você faz porque quer algo que as crianças comam sem reclamar. A Isamara fez uma massa de triguilho, misturou com batata cozida e amassada, e recheou com muçarela. Fritou. E o resultado? Um salgado que parece quibe, mas é mais parecido com um pastel. A muçarela derrete, a batata dá maciez, e o triguilho... ele dá o que nenhuma outra coisa dá: resistência. A crocância por fora, o macio por dentro. É como se o triguilho tivesse sido feito para isso. E aí, você não pensa em saudável. Você pensa em mais um.

Se quiser, passe um pouco de oregano por cima depois de fritar. Mas não exagere. O queijo já fala alto.

11º. Assado

Assado feito com resíduo de tofu? Eu pensei que fosse lixo. Mas a Melissa fez um purê de batata, misturou com o resíduo de tofu seco, e adicionou triguilho hidratado. O triguilho absorveu o sabor do resíduo e vira algo que parece carne moída. Ela assou em forma, e cobriu com molho de tomate e queijo. O resultado? Um assado que parece lasanha, mas é mais leve. E o mais surpreendente? Ela não usou ovos. Não usou farinha. Só triguilho, resíduo e batata. E o que mais me chamou atenção? Ela deixou repousar por 20 minutos antes de assar. É o que faz a textura. Não é magia. É técnica.

Se quiser, jogue um pouco de manjericão por cima no final. Mas não misture. Deixe como um toque.

12º. Bolo

Bolo de triguilho? Eu ri. Mas a Vovó Ana Maria fez. Ela usou triguilho hidratado, não como farinha, mas como grão. Misturou com coco ralado, açúcar, ovos e leite. O triguilho não vira massa. Ele vira um grão que dá textura. O bolo fica úmido, com um sabor de noz e caramelo. E o segredo? Ela não bate o triguilho. Ela só mistura. E não assa em forno quente. Assa em baixa temperatura, por mais tempo. O resultado? Um bolo que parece feito com farinha de trigo, mas não é. É feito com paciência. E o mais bonito? Ela serve com um pouco de creme de leite e uma folha de hortelã. Não é doce. É conforto.

Se fizer, não tire do forno antes de passar a faca. Se não, desmancha. Já aconteceu. E foi triste.

13º. Cozido no Vapor

Cozido no vapor com triguilho? Parece coisa de dieta. Mas o Criar no Dia a Dia fez algo que eu nunca vi: misturou triguilho hidratado com cenoura ralada, espinafre picado, e um pouco de queijo cottage. Moldou em forma de bolinhos e cozinhou no vapor. O triguilho não vira massa. Ele vira um envoltório. E o segredo? Ele não adiciona sal. O sal vem do queijo. E o vapor? Ele não cozinha o triguilho. Ele o transforma. O resultado? Um bolinho que não é seco, não é mole. É como se tivesse sido feito com carne. Mas não é. É feito com respeito.

Se quiser, passe um fio de azeite por cima antes de servir. Mas não exagere. O vapor já fez o trabalho.

Qual vai ser a primeira a ganhar sua cozinha? Algumas parecem loucura. Mas são só formas diferentes de olhar para o triguilho. Ele não é substituto. Ele é protagonista. Se testar alguma receita, me conta: qual te surpreendeu? E qual você achou que ia ser ruim… e não foi?

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

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