Agora veja mais 11 receitinhas únicas para você cozinhar hoje mesmo!
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou. Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
2º. Molho
Autor: Receitas do Kazu
Esse vídeo é o único que mostra o molho tonkatsu sendo feito em tempo real, sem cortes, sem truques. E o que me pegou? Ele não usa açúcar. Usa melado. E não por moda. Porque o melado tem um fundo de fumaça que o açúcar não tem. Aí o molho deixa de ser doce e vira algo que você sente no fundo da garganta. Como se tivesse sido feito em uma cozinha de Tóquio nos anos 80.
Eu já tentei com mel, com xarope de bordo… só o melado faz o equilíbrio. E aí vem a parte que ninguém conta: deixe o molho repousar 20 minutos na geladeira antes de usar. Parece bobagem, mas o sabor se abraça. Acho que foi isso que fez a Daiane dizer: “Isso não é molho. É memória.”
3º. Tonkatsu
Autor: Receitas do Kazu
Ele mostra o porco sendo cortado em fatias finas, não grossas, não finas demais. O ideal é que você consiga ver a sombra da faca na carne. E o segredo que ninguém fala? O porco não é temperado só com sal e pimenta. É com um pouquinho de vinagre de arroz antes de empanar. Só um fio. Isso abre os poros, deixa a carne mais macia por dentro. Eu achei que era só para dar sabor. Não. É para transformar.
E a empanagem? Panko, sim. Mas ele usa dois tipos: um mais grosso, outro mais fino. Primeiro passa no fino, depois no grosso. Aí a crocância não desmancha. Fiz isso uma vez e o Titan ficou olhando da porta como se tivesse visto um milagre. Acho que foi a primeira vez que ele não tentou roubar.
Kare com tonkatsu é como colocar um cobertor quente em cima de um abraço. O curry japonês não é picante, é profundo. E o vídeo mostra como fazer o molho com cebola caramelizada, não só picada. Aí o doce da cebola equilibra o amargo do curry. E o tonkatsu? Ele não afoga. Ele flutua.
Eu já fiz isso com arroz branco. Ficou bom. Mas com arroz integral? Ficou como se tivesse sido feito por alguém que sabia o que estava fazendo. A dica? Use um pouco de mirim no molho do kare. Só um pouco. Acho que foi isso que fez a Daiane pedir para fazer de novo… no domingo. E na terça. E na sexta.
Gergelim no molho? Eu pensei que era só para enfeitar. Mas esse vídeo mostra como torrar os gergelim na própria panela, até soltarem um cheiro de nozes queimadas, mas não queimadas. Aí você põe no molho. E aí, o molho vira algo que você sente antes de provar.
Eu usei isso numa noite em que não tinha ketchup. Só mostarda, shoyu, mel e gergelim. Ficou tão bom que a Daiane perguntou: “Você comprou esse molho?” Eu disse que fiz. Ela não acreditou. Acho que foi a primeira vez que ela achou que eu tinha feito algo que não era de mim. E talvez tenha sido.
Sando é o tipo de coisa que parece simples, até você comer um feito com pão de forma com casca. Aí você percebe: a casca é o segredo. Ela segura o molho sem deixar o pão molhado. E o vídeo mostra como tirar a casca só por cima e por baixo, deixando as laterais. Aí, quando você morde, o pão se abre como um abraço.
Eu já fiz com pão de forma comum. Ficou uma bagunça. Depois que tentei com pão de leite sem casca, mas com as laterais inteiras? Ficou como se tivesse vindo de um trem de Tóquio. A dica? Passe um pouco de manteiga na casca antes de assar. Só um fio. Acho que foi isso que fez o Titan se sentar na porta… e não tentar comer.
Lamén com tonkatsu? Parece exagero. Mas não é. O vídeo mostra como colocar o tonkatsu inteiro por cima do macarrão, não cortado. Aí, quando você puxa o macarrão, o porco se desfaz devagar. E o caldo? Ele não é só de porco. É de cebola, alho e um pouco de miso. Aí, quando você põe o molho tonkatsu por cima… é como se o prato tivesse respirado.
Eu já tentei com caldo de galinha. Ficou triste. Com miso? Ficou como se tivesse sido feito por alguém que não queria só comer. Queria sentir. Acho que foi isso que fez a Daiane dizer: “Isso é o que eu quero quando estou cansada.”
Katsudon é o prato que todo japonês come quando não quer pensar. Mas esse vídeo mostra algo que ninguém conta: os ovos não são batidos. São colocados inteiros por cima do arroz, e só depois o tonkatsu é colocado por cima. Aí, o calor derrete os ovos lentamente. Não vira um omelete. Vira uma nuvem.
Eu já fiz com ovos batidos. Ficou pesado. Ficou triste. Mas com ovos inteiros? Ficou como se tivesse sido feito por alguém que sabia que o conforto não é rápido. É lento. Acho que foi isso que fez a Daiane dizer: “Isso é o que eu preciso quando o mundo está louco.”
Frango em vez de porco? Eu achei que era só para quem não gostava de porco. Mas o vídeo mostra como escolher o peito de frango com pele. E aí, ele empana como se fosse porco, mas com um toque de gengibre ralado na massa. Aí, o frango fica com um sabor que não é de frango. É de algo que você não sabe o nome.
Eu já fiz com peito sem pele. Ficou seco. Ficou sem alma. Mas com pele? Ficou como se tivesse sido pescado no mar do Japão. A dica? Deixe o frango marinar com shoyu e um pouco de vinagre de arroz por 30 minutos. Só isso. Acho que foi isso que fez a Daiane pedir para fazer de novo… e não dizer que era “menos bom que o porco”.
Esse aqui é o prato que eu nunca imaginei que faria. Kinchi nabe é um caldo quente, com kimchi, tofu, legumes… e o tonkatsu cortado em pedaços e colocado por cima. O calor do caldo amolece o porco, mas não o desfaz. Ele vira um pedaço de memória.
Eu já tentei com carne bovina. Ficou pesado. Ficou confuso. Mas com tonkatsu? Ficou como se tivesse sido feito por alguém que sabia que o frio não é combatido com fogo. É combatido com sabor. A dica? Use kimchi caseiro. Se não tiver, compre o mais ácido. Acho que foi isso que fez a Daiane dizer: “Isso me faz sentir que tudo vai ficar bem.”
Tofu empanado? Eu achei que seria um pedaço de pão com molho. Mas esse vídeo mostra como espremer o tofu com um pano e um peso por 20 minutos. Aí, ele vira uma esponja que absorve o sabor. E a empanagem? É feita com farinha de arroz e panko. E aí, ele frita como se fosse porco.
Eu já tentei com tofu comum. Ficou mole. Ficou sem identidade. Mas com esse método? Ficou como se tivesse sido feito por alguém que não queria substituir. Queria homenagear. A dica? Passe o tofu no molho tonkatsu antes de empanar. Só um fio. Acho que foi isso que fez a Daiane dizer: “Isso é o que eu queria que o porco fosse.”
E aí, qual vai ser a sua primeira tentativa? Cada uma tem seu jeito de contar uma história, e todas começam com um prato que ninguém acreditava que daria certo. Mas acabam com alguém que não quer parar de comer. Se você fizer alguma, me conta aqui: o que você sentiu quando provou? Foi só comida? Ou foi algo que te fez lembrar de alguém, de um lugar, de um momento que você nem sabia que estava perdendo?
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