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Cozinheiro do Sabor na Mesa, especializado em receitas caseiras testadas para o dia a dia.
Confesso: eu também não gostava muito de jiló. Sempre achei enjoativo e muito amargo. Um belo dia eu resolvi que era hora de tentar coisas diferentes nas panelas, então que começasse o desafio de mudar minha opinião sobre o temperosão. Decidi fazer uma pequena pesquisa e descobri que o segredo para se preparar jiló da melhor forma era cozinhá-lo em fogo bem baixo. A panela precisa ficar tampada direitinho e com água.
Assim ele cozinha no vapor e fica o jiló macio sem ficar borrachudo e com os temperinhos de alho e cebola. Preparado para sua vida ser mudada após provar essa receita? O jiló que compartilho abaixo fica com o amargor mais suave e vira um acompanhamento extremamente gostoso e viciante. Virou uma das minhas receitas mais feitas no dia a dia e garanto que você também vai gostar.
Receita de Jiló Cozido: como fazer
Ingredientes
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Importante que o jiló seja fresquinho. Pegue os melhores na feira sempre bem verdinhos e firmes. Quanto ao limão, experimentando a receita eu acidentalmente coloquei um pouquinho de suco de limão e o contraponto do limão com o tempero baiano deu super certo. Vale a pena experimentar. Caso não tenha, é opcional.
Modo de preparo
1\. Prepare o jiló:
comece lavando bem os jilós. Depois, corte cada um em 4 pedaços no sentido do comprimento. Se quiser, você também pode tirar as sementes de dentro com uma colher. Depois de cortados, esprema o suco de meio limão por cima e misture tudo. Deixe de lado.
2\. Refogue o alho e a cebola:
Numa panela de tampa boa, jogue o óleo ou o azeite e coloque para aquecer em fogo médio. Quando der aquela esquentadinha, acrescente a cebola picadinha e o alho. Mexa por uns minutinhos até que soltem aquele cheirinho bom de refogado e dourem levemente. Tome cuidado para não deixar o alho queimar, porque quando queima fica ruim, amargo, e a gente já tem o nosso jiló para fazer esse serviço feio aqui.
3\. Junte o jiló:
Adicione o jiló picado (com o suquinho de limão) e o sal na panela. Misture bastante até todos os pedaços estarem envolvidos pelo óleo e temperos. Deixe por mais uns 2 minutos.
4\. Complete com água e tampe:
Adicione a água e mexa novamente. Coloque para cozinhar em fogo baixo, bem baixo. E tampe por completo.
5\. Cozinhe o jiló:
Agora é só esperar sentado. Deixe seu jiló cozinhar por mais ou menos 8-10 minutos tampado. Não fique mexendo direto não. Calma que você vai entender.
6\. Teste com o garfo:
Após esse tempo abra a tampa e olhe: Note que quase não tem mais água na panela. Coloque o garfo no meio do jiló e veja se já está bem macio, mas ainda não desmanchando. Se ainda estiver muito duro tampe novamente e deixe mais 1 ou 2 minutinhos com mais um pouquinho de água.
7\. Acerte o tempero e deixe cozinhar mais um pouco: quando a comida chegar no ponto, jogue o tempero baiano (ou aquele que você gosta mais), a pimenta do reino e quase todo o cheiro verde. Mexa tudo direitinho e coloque em fogo baixo, mas dessa vez deixando a panela semiaberta. Aí é só aguardar o caldo evaporar e ouvir aquele som típico de refogado, fininho mesmo. Quando chegar lá, está pronto.
Prontinho. Pode transferir para uma travessa, completar com o restante do cheiro verde e levar para a mesa. Sirva com arroz branco e uma carne grelhada ou até mesmo coma ele no meio da feijoada que está bom também.
Dicas imperdíveis da receita
Como fazer para que o jiló dure mais tempo?
O jiló cozido aguenta uns 3 dias na geladeira, mas o melhor mesmo é comer logo no dia que faz. Se quiser guardar, coloca num pote bem fechado e só reaquece no dia seguinte na frigideira com um fio de óleo ou azeite. Não aconselho congelar porque depois que descongela fica com uma textura muito mole.
O que posso usar no lugar?
Não tem tempero baiano em casa? Misture páprica, cominho e pimenta caiena. Usa cebola roxa no lugar da branca? Experimente. Vai ficar maravilhoso também.
*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)
Etiquetas Dietéticas
Baixa Caloria: Ideal para dietas de controle de peso
Vegano: 100% vegetal e sem ingredientes animais
Gluten-Free: Naturalmente sem glúten
Alto em Fibras: Excelente para digestão e saciedade
Alertas & Alérgenos
Insight: O jiló é rico em fibras e potássio, ajudando no controle da pressão arterial
O sabor amargo diminui significativamente com o cozimento adequado
Atenção ao sal: Reduza para ½ colher se for hipertenso
Olha, eu entendo perfeitamente quem tem um bloqueio com jiló. Eu mesmo já pulei etapas, cozinhei com pressa e o resultado foi um legume borrachudo e com um amargor que não desce. Aprendi que o segredo não tem mistério, é só respeitar o cozimento lento e com a tampa fechada. A água faz um vapor que quebra a resistência do jiló de um jeito que fogo alto nunca vai fazer. A mudança é radical.
Depois que acerta o ponto, o jiló vira outra coisa. Vira aquele acompanhamento que você come um pedaço, pensa "nossa, que diferente", e quando vê já pegou mais dois. Me conta aí nos comentários se você já era fã ou se era do time dos céticos. E se tentar fazer desse jeito, volta aqui pra me dizer se conseguiu converter mais alguém aí na sua casa. Vou adorar saber!
Coloque tomates-cereja junto com o jiló na panela ou finalize com uma colherzinha de gergelim torrado. Dica: Acrescente lascas de parmesão por cima do prato pronto.
Combine com arroz branco e farofa de bacon, purê de mandioquinha ou até com polenta cremosa. Se sobrar, no dia seguinte é ótimo como recheio de omelete.
Última modificação em Segunda, 26 Outubro 2026 21:35
Sobre o autor
Rafael Gonçalves
Rafael Gonçalves é um cozinheiro de mão cheia. Fã incondicional de receitas caseiras, testadas na prática e cheias de história.
Tem anos transformando a cozinha de casa em laboratório de sabores. Estuda técnicas de churrasco, confeitaria, cozinha brasileira, italiana, francesa e outras para criar receitas simples, confiáveis e bem explicadas. No Sabor na Mesa ele compartilha pratos que realmente prepara em casa: testados e adaptados para o dia a dia das famílias brasileiras.
Casado com Daiane há mais de uma década, Rafael sempre acreditou que cozinhar é uma maneira de juntar pessoas, comemorar momentos especiais e criar memórias em volta da mesa. Suas receitas buscam combinar experiência prática, pesquisa culinária e uma linguagem clara e objetiva com o propósito de levar o maior número de pessoas a cozinhar melhor em casa.
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