53 Receitas de Comida Japonesa Típica de Todos os Tipos

Prepare em uma noite especial e sinta-se do outro lado do mundo.
(40 votos)
53 Receitas de Comida Japonesa Típica de Todos os Tipos
Rendimento
3 porções
Preparação
40 min
Dificuldade
Fácil
Rafael Gonçalves Por
Cozinheiro do Sabor na Mesa, especializado em receitas caseiras testadas para o dia a dia.

A primeira vez que comi um karê raisu de verdade foi num restaurante pequeno em São Paulo, e fiquei intrigado com aquele sabor tão diferente de um curry comum. Anos depois, num curso de cozinha internacional, o chef explicou a técnica japonesa do *ruxu*, que é refogar os vegetais e a proteína separadamente antes de unir tudo no molho. Foi o que faltava nas minhas tentativas caseiras, que sempre ficavam com um gosto meio apagado. Essa receita de comida japonesa típica do karê raisu é o resultado de muito ajuste.

O segredo, além da técnica, está no tablete de karê japonês de qualidade, ele tem um equilíbrio de especiarias único. E não pule o óleo de gergelim no final, ele dá aquele toque de aroma que eleva o prato todo, sério. Fazer esse prato em casa é uma experiência divertida, parece que você está montando um quebra-cabeça de sabores. O passo a passo abaixo parece longo, mas é bem tranquilo de seguir. Depois de provar o seu, volta aqui e me diz se não dá vontade de fazer todo semana, pelo menos comigo é assim.

Kare rice: uma das melhores receitas de comida japonesa

Ingredientes

0 de 17 marcados
Quantidade1×

Para o frango:

Para o refogado e o cozimento:

Pode parecer muita coisa, mas é tudo bem simples de achar. O tablete de karê geralmente tem na parte de comida asiática do mercado. Se não encontrar o konsome, um caldo de legumes em cubo resolve, mas o sabor muda um pouquinho, só pra avisar.

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

Modo de preparo

Passo a passo

Passo 1 de 3

Passo 1

Preparando tudo:

  1. Começa temperando o frango. Coloca os cubinhos numa tigela e joga o sal, a pimenta, o curry em pó e o cominho. Mistura bem com as mãos mesmo, pra garantir que cada pedacinho fique com o gosto. Reserva. Isso aqui já dá um cheiro bom, né?
  2. Agora parte pros legumes. Pega a cenoura, descasca e corta em cubos não muito grandes. Reserva numa vasilha. Pela a batata, corta em cubos do mesmo tamanho e joga numa tigela com água. Isso evita ela ficar escura e grudenta, um truque simples que funciona.
  3. Pela a cebola e corta ela ao meio. Uma metade você vai picar bem fininho e reservar. A outra metade, corta em dois pedaços grandes. Pega esses pedaços grandes e os 2 dentes de alho e joga num processador ou liquidificador. Trita até formar uma pasta. Se não tiver processador, pica o máximo que conseguir, quase até virar uma papa.

Cozinhando em duas frentes:

  1. Refoga o frango: Numa panela média, esquenta um fio de óleo vegetal em fogo médio. Joga a pasta de cebola e alho e refoga até ficar douradinha e perfumando a cozinha toda. Cuidado pra não queimar. Aí, adiciona um fio generoso de óleo de gergelim e joga o frango temperado. Mexe de vez em quando até o frango ficar dourado por todos os lados. Tira do fogo e deixa ali na panela mesmo.
  2. Cozinha os legumes: Enquanto isso, pega outra panela (pode ser uma mais funda) e coloca a cenoura em cubos, a batata escorrida e os 500ml de água. Adiciona a meia colher de chá de konsome e liga o fogo alto. Deixa cozinhar até a cenoura e a batata ficarem macias, mas ainda firmes. Espeta com um garfo pra testar. Isso leva uns 10 a 15 minutos.
  3. Junta tudo: Quando os legumes estiverem no ponto, abaixa o fogo pra médio-baixo. Adiciona na panela dos legumes o frango dourado (com todo aquele refogado que ficou na panela), a cebola que você picou fininha e o pimentão em tiras. Mexe com cuidado pra não quebrar a batata.

Finalizando o karê:

  1. Agora vem a magia. Quebra os 2 cubos e meio de tablete de karê e adiciona na panela. Joga também a colher de sopa de molho de tomate e a colher de chá de molho inglês. Mexe bem, até o tablete começar a dissolver completamente.
  2. Deixa cozinhar em fogo baixo, mexendo de vez em quando, por uns 5 a 10 minutos. Você vai ver o caldo começar a engrossar e ficar com aquele aspecto cremoso característico. É isso. O molho vai grudar levemente nos legumes e no frango.

Uma dica de ouro: prova o caldo depois que engrossar. Às vezes o tablete já tem sal suficiente, mas se você achar que precisa, ajusta nessa hora. Eu quase nunca preciso.

Dicas importantes abaixo

Informações Nutricionais

Porção350g (1/3 da receita)

Calorias485 kcal
Proteínas22.8g
Gorduras24.6g
Alto em ProteínaAlto em FibrasRico em Vitamina AEnergia Sustentada

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados, não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Ver tabela nutricional completa
Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 485 kcal 24%
Carboidratos Totais 42.5g 14%
   Fibra Dietética 5.2g 19%
   Açúcares 8.3g 17%
Proteínas 22.8g 46%
Gorduras Totais 24.6g 31%
   Saturadas 6.8g 34%
   Trans 0g 0%
Colesterol 45mg 15%
Sódio 1,150mg 50%
Potássio 780mg 17%
Ferro 2.8mg 16%
Vitamina A 650µg 72%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas
  • Alto em Proteína: Ideal para recuperação muscular
  • Alto em Fibras: Auxilia na digestão
  • Rico em Vitamina A: Da cenoura e pimentão
  • Energia Sustentada: Carboidratos complexos
Alertas & Alérgenos
  • Alto sódio, Reduza tabletes para hipertensos
  • Tabletes de karê podem conter glúten, verifique o rótulo
  • Insight: Rico em betacaroteno (cenoura) para saúde da pele e visão

Serve esse karê raisu bem quentinho direto da panela, sobre uma boa cama de arroz branco soltinho. O contraste do arroz com o molho espesso é a melhor parte. Dá até pra fazer um ovo frito por cima se quiser ir além, fica incrível.

Parece trabalhoso, mas quando você pega o jeito, faz quase no automático. E o cheiro que fica na casa é outro nível, daqueles que atrai todo mundo pra cozinha. Me fala aí depois se você curtiu e se fez algum ajuste no tempero. Eu adoro testar versões diferentes, então qualquer ideia é bem-vinda nos comentários.

Dicas essenciais da receita

Índice da Receita:

Quanto tempo dura? Dica bônus: o sabor melhora!

O kare rice dura até 3 dias na geladeira, mas eu juro que no segundo dia fica ainda mais gostoso, os sabores se casam melhor. Se quiser congelar, dura 1 mês tranquilo. Dica da Daiane: separa em porções individuais antes de congelar, aí é só esquentar quando bater aquela fome de madrugada (sim, já fizemos isso).

Sem tablete de karê? Sem crise!

Se não achou o tablete (já aconteceu comigo no mercado da esquina), faz assim: 2 colheres de curry em pó + 1 colher de farinha de trigo + 1 cubo de caldo de galinha. Não fica igual, mas salva o jantar! Outras trocas: óleo de gergelim por azeite (perde um pouco o aroma, mas ok) e molho inglês por shoyu light.

Os 3 pecados capitais do kare rice

1) Cortar os vegetais muito grandes, eles precisam cozinhar rápido junto com o frango. 2) Deixar o fogo alto quando colocar o tablete, queima fácil e fica amargo. 3) Mexer demais depois de engrossar, deixa o caldo grudento. Já cometi todos, aprendi na marra!

Truque secreto do restaurante

Adiciona 1 colher de café de mel quando estiver engrossando o caldo. Parece estranho, mas dá um brilho e um equilíbrio nos sabores que vai fazer você parecer um chef japonês. A Daiane duvidou quando eu fiz, mas depois pediu pra eu sempre colocar!

Para todo mundo comer feliz

Vegano? Troca o frango por shitake e o konsome por caldo de legumes. Low carb? Usa couve-flor no lugar da batata. Sem glúten? Verifica se o tablete de karê não tem trigo (algumas marcas têm). Proteico? Dobra a quantidade de frango e adiciona ovos cozidos no final.

O que serve junto? Dica polêmica...

Clássico é com arroz branco, mas experimenta com: 1) Arroz de alho poró (bomba!), 2) Purê de maçã (sim, sério, o doce combina demais), 3) Macarrão udon (vira uma mistura japonesa-italiana que é pecado ser tão boa). Bebida? Chá verde gelado ou uma cerveja pilsen bem gelada.

O ponto perfeito dos vegetais

Aqui que muita gente erra: os vegetais devem estar al dente, não moles! Quando espetar o garfo na batata, deve entrar com resistência. Uma vez deixei cozinhar demais enquanto respondia mensagens e virei uma sopa de curry, tristeza pura.

Quer surpreender? Faz assim...

1) Versão apimentada: coloca 1 pimenta dedo-de-moça junto no refogado. 2) Karê hamburguer: usa o molho sobre um hambúrguer de carne. 3) Karê pizza: substitui o molho de tomate pelo karê e cobre com queijo muçarela. Sim, é tão bom quanto parece.

Modo "conta no vermelho"

Usa sobrecoxa ao invés de peito (fica mais suculento e barato), compra os vegetais da época e, se precisar, reduz a quantidade de frango pela metade e coloca mais batata. O sabor ainda fica top! Ah, e o pimentão pode ser congelado quando tá em promoção.

Para impressionar alguém especial

Finaliza com gergelim torrado, cebolinha picada fininha e um fiozinho de óleo de gergelim preto (esse aqui é o segredo dos restaurantes chiques). Serve numa tigela funda de cerâmica com o arroz moldado com forminha redonda, parece bobo, mas faz diferença!

Sobrou? Transforma!

1) Recheio de pastel: embrulha na massa e frita. 2) Sopa: acrescenta mais água e caldo. 3) Omelete: mistura os restos com ovos batidos. A Daiane inventou de colocar no pão de forma e fazer sanduíche grelhado, virou hit aqui em casa!

História de boteco

O kare rice chegou no Japão no século 19 através da marinha britânica, mas só ficou popular depois da Segunda Guerra. Os japoneses adaptaram o sabor pra ficar mais suave e adicionaram o hábito de servir com arroz, e assim nasceu um clássico que até hoje aquece corações (e estômagos) no inverno.

Se tudo der errado...

Queimou o fundo? Passa pra outra panela sem mexer o que tá em cima. Ficou muito líquido? Dissolve 1 colher de maisena em água fria e mistura. Sem sal? Shoyu resolve. Ficou muito forte? Adiciona um pouco de leite de coco. Já salvei um jantar inteiro assim quando distraí conversando e quase queimo tudo!

O que mais combina com esse sabor?

Experimenta servir com: picles de gengibre (corta a gordura), banana passa (sim, de verdade!), castanha de caju torrada (dá crocância) ou até uvas passas (os japoneses adoram essa combinação doce-salgado). Parece esquisito, mas cada garfada vira uma surpresa!

Confissões de quem já errou muito

Uma vez esqueci a batata de molho por 2 horas e ficou toda mole, desastre. Outra vez usei tablete a mais e ficou tão forte que até a Daiane, que ama curry, não conseguiu comer. Moral da história: respeitem as medidas, gente! Ah, e nunca, nunca substituam o óleo de gergelim por óleo de soja, o sabor fica totalmente diferente (e não no bom sentido).

Rafael e Daiane com o Titan no cartão Por trás das receitas
Família na mesa

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

Rafael Gonçalves é um cozinheiro de mão cheia, apaixonado por receitas caseiras testadas na prática e cheias de memória afetiva.

Há anos transforma a cozinha de casa em laboratório de sabores, estudando técnicas de churrasco, confeitaria, cozinha brasileira, italiana e francesa para criar receitas simples, confiáveis e bem explicadas. No Sabor na Mesa, compartilha pratos que realmente prepara, testa e adapta para o dia a dia das famílias brasileiras.

Casado com Daiane há mais de 10 anos, Rafael acredita que cozinhar é uma forma de reunir pessoas, celebrar momentos e criar boas lembranças ao redor da mesa. Suas receitas unem experiência prática, pesquisa culinária e linguagem direta para ajudar qualquer pessoa a cozinhar melhor em casa.

Comentários  

Clementina Fernanda
0 Clementina Fernanda
Preciso de aprender a cozinhar comida japonês
Responder | Responder com citação | Citar

Adicionar comentário