Bolo De Milharina Cremoso Com Queijo de Liquidificador

Uma opção maravilhosa para acompanhar os seus cafés. Com a textura bem diferente e o sabor inconfundível conquistará toda sua família.
Bolo De Milharina Cremoso Com Queijo de Liquidificador
Avalie este item
(0 votos)

Você já parou pra pensar como um bolo simples pode virar o centro das atenções num café da tarde? Esse bolo de milharina com queijo de liquidificador começou como uma tentativa aleatória aqui em casa, enquanto eu tentava usar aquela lata de milho que sempre sobra depois do churrasco. Minha esposa, que não gosta de café mas adora qualquer coisa doce, olhou meio desconfiada quando viu a massa líquida indo pro forno. "Isso vai ficar bom mesmo?", perguntou.

Fiz com farinha de milho que tinha na despensa, leite, ovos e um toque de queijo ralado, nada mirabolante. Mas tem um detalhe: bater tudo no liquidificador faz a textura ficar única, quase como um pudim de milho envolto num bolo fofinho. E o queijo? Ele não domina, só dá um fundo de sabor que surpreende na segunda fatia. Nem precisei convencer muito. Quando ela voltou pra pegar mais um pedaço, já sabia que tinha acertado.

É o tipo de receita que parece mágica, mas é só técnica básica bem executada. Rápido, barato e com cara de feito com amor, porque, na verdade, é. Abaixo você confere o passo a passo exato, sem segredo, pra fazer igual ou até melhor que o meu. Vai por mim, vale a pena tentar ainda hoje.

receita de bolo de milharina cremoso com queijo de liquidificador simples e fácil

Rendimento
12 porções
Preparo
50 min
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 9 marcados

Todos os ingredientes são do dia a dia, nada de lista chique. O custo total aqui em SP foi uns R$18. E olha: testei com fubá no lugar da milharina e ficou bom, mas mais denso. A milharina faz diferença, vale procurar.

Progresso salvo automaticamente

Modo de preparo

Massa no liquidificador:

  1. Pré-aqueça o forno a 200°C. Enquanto isso, unte uma forma média (cerca de 20x30cm) com manteiga e polvilhe milharina – assim não gruda e ainda deixa um fundinho crocante.
  2. No liquidificador, coloque os ovos, o açúcar e a manteiga derretida. Bata por uns 30 segundos até começar a ficar espumoso.
  3. Junte o milho escorrido, o leite e o queijo ralado. Bata mais um pouco, até o milho se desfazer todo – uns 1 minuto já resolve.
  4. Adicione a milharina e a farinha de trigo. Bata novamente até ficar homogêneo. Nesse ponto, a massa vai estar bem líquida mesmo, relaxa.
  5. Por fim, coloque o fermento. Mexa com uma espátula devagar, só pra incorporar. Não volte a ligar o liquidificador – senão o fermento perde o efeito e seu bolo vira panqueca.

Assando com calma:

  1. Despeje a massa na forma untada. Ela vai cobrir o fundo e subir depois – confie.
  2. Leve ao forno por 40 minutos. Depois disso, faça o teste do palito: se sair limpo, tá pronto. Se ainda tiver massa úmida, deixe mais 5 a 10 minutos.
  3. Retire do forno e espere uns 15 minutos antes de desenformar. Esse descanso evita rachaduras e ajuda a manter a textura.
  4. Corte em quadrados ou retângulos, do jeito que der vontade. Pode servir morno ou frio – ambos são bons, mas morno é outro nível.

Esse bolo surpreende porque parece simples, mas tem camadas de sabor – o doce suave do milho, o fundinho salgado do queijo, a textura meio cremosa, meio fofa. Já fiz versão sem queijo e também funciona, mas com ele tem aquele toque especial que faz a gente voltar pro prato. Uma vez, a Daiane nem quis café, só um pedaço com manteiga derretida em cima. Disse que era “comida de conforto”. Tá certo.

Se você testar, conta aqui nos comentários como foi. Qual queijo usou? Deixou com coco? Inventou algo novo? Adoro saber o que rola nas cozinhas por aí. E se quiser mais ideias, dá uma olhada nessa receita de bolo de milho verde de lata cremoso ou na lista completa com várias opções de bolo de milho. Tem coisa melhor do que escolher qual delícia fazer no próximo café da tarde?

Antes de ligar o liquidificador, leia isso, seu bolo vai te agradecer

Quanto tempo dura? E o que fazer se sobrar

Esse bolo é um dos poucos que realmente dura. Na geladeira, em recipiente fechado, ele aguenta até 5 dias sem perder a cremosidade. A Daiane já guardou um pedaço na marmita da manhã e comeu no lanche da tarde, disse que o sabor até melhorou. Se for congelar, corte em fatias individuais, embale bem em filme plástico e depois em um saco. Dura até 2 meses. Mas confessa: nunca chegamos a congelar. Ele some antes. O segredo é servir morno. O queijo derrete um pouquinho, o milho solta seu aroma, e tudo vira um abraço na boca.

O passo que todo mundo erra: o fermento

Seu bolo ficou pesado? Provavelmente você ligou o liquidificador de novo depois de colocar o fermento. Eu já fiz isso. Achei que a massa estava muito espessa e que “bater mais” ia ajudar. Resultado? Um tijolo com cheiro de milho. O fermento é sensível. Ele precisa de um movimento suave, não de rotação. Por isso, sempre desligo o aparelho. Pego uma espátula. Mexo só o suficiente pra integrar, como se estivesse acariciando a massa. É um gesto de respeito. E o bolo retribui.

Erros que você nem sabe que cometeu

Usar fubá no lugar da milharina? Funciona, mas o bolo fica mais seco, mais “de vovó”. A milharina é pré-cozida, ela absorve o leite e vira cremosa. Fubá não. Já tentei. Ficou bom, mas não era esse bolo. Outro erro: não escorrer o milho direito. Se tiver água na lata, sua massa vira sopa. Escorra bem, mesmo que pareça que está secando o milho. E se esquecer de untar a forma? Vai chorar. Não use só manteiga. Polvilhe milharina. É o que dá aquele fundinho crocante que todo mundo pede. Já vi alguém usar farinha de trigo e o bolo grudou como cola. Não faça isso.

Sem leite? Sem problema. Trocas que funcionam

Se não tiver leite, use leite de coco ou de aveia. O de coco dá um toque tropical, mas é mais pesado, diminua o açúcar em 1/4 xícara. Se for vegano, troque os ovos por 1/2 xícara de purê de banana madura. Vai ficar mais doce, mais úmido, quase como um pudim. Já fiz. Ficou bom. E se quiser uma versão mais leve? Use leite desnatado. O queijo ralado pode ser substituído por 1 colher de queijo parmesão ralado em pó, dá o mesmo sabor, só menos textura. Mas se puder, use o queijo real. Ele faz a diferença.

Modo Gourmet: um detalhe que faz todo mundo perguntar a receita

Se quiser elevar esse bolo de simples para “quem fez isso?”, faça isso: depois de assado, pincele a superfície com uma mistura de 1 colher de mel e 1 colher de manteiga derretida. Leve de volta ao forno por 3 minutos. Aparece uma casquinha dourada, crocante, com um toque de doce. A Daiane achou que eu estava brincando. Depois, pediu para fazer de novo. E se quiser um toque salgado? Polvilhe flocos de sal marinho por cima antes de assar. Só um pouquinho. O contraste entre o doce do milho e o sal do flocão é tipo música clássica.

O que beber com esse bolo? Além do café

Café é clássico. Mas se você quer surpreender, tente um chá gelado de hibisco com uma folha de hortelã. O azedinho do chá combina com o milho como se fossem irmãos. Ou uma água com gelo, com uma fatia de limão siciliano e um ramo de alecrim. Simples, elegante, e você nem precisa de açúcar. Se for no fim da tarde, um vinho branco seco, tipo um Sauvignon Blanc, faz milagre. A Daiane bebeu um gole, fechou os olhos e disse: “Isso aqui é domingo.”

Você já comeu bolo de milharina com queijo minas?

É estranho, mas funciona. Um pedaço desse bolo, com uma fatia fina de queijo minas frescal. O doce do milho corta a leveza do queijo, e o sal do queijo equilibra o açúcar. É tipo um abraço quente. Fiz isso numa manhã de chuva. A Daiane achou que eu tinha enlouquecido. Depois, pediu para fazer de novo. E se quiser algo ainda mais maluco? Leve o bolo ao freezer por 30 minutos. Fica tipo um sorvete de milho. O Titanzinho ficou encostado na porta da geladeira, olhando. Talvez ele tenha entendido.

Variação: o bolo de milho com coco que ninguém esperava

Se o milho tá caro, ou você só quer mudar, troque metade do leite por leite de coco. Adicione 1/2 xícara de coco ralado na massa. Fica um bolo tropical, com um sabor que lembra praia. A Daiane ama. Já fiz duas vezes só pra ela. E se quiser uma versão mais cremosa? Misture 1 colher de creme de leite na massa antes de colocar o fermento. Vai ficar mais denso, mas ainda cremoso. Perfeito para dias frios.

Já fiz um bolo que parecia um pudim… e não foi culpa da milharina

Foi numa sexta-feira. A Daiane tinha trazido um bolo de milho da mãe dela. Eu achei que podia fazer melhor. Usei fubá, e bati o fermento na batedeira. O bolo saiu alto, mas mole. Como um pudim de milho. Ela comeu uma fatia, fez cara de quem viu um fantasma e disse: “Rafa, isso aqui é um erro… mas eu te amo.” Foi a pior coisa que já fiz. E a mais linda. Porque ela não jogou fora. E eu aprendi. Ninguém é perfeito. Nem eu. Nem ela.

Perguntas que todo mundo faz, mas ninguém pergunta

“Posso usar milho enlatado de outro sabor?” Pode. Mas evite os que têm conservantes fortes. O de lata tradicional é o melhor. “Preciso de queijo?” Não. Mas ele faz a diferença. Se não tiver, use uma pitada de sal. “Dá pra fazer sem açúcar?” Dá, mas não é esse bolo. Esse bolo é doce por natureza. Se quiser menos açúcar, use 2 xícaras. Mas não troque por adoçante. Ele não derrete igual. “Posso fazer em forma de cupcake?” Pode. Mas reduza o tempo para 20 minutos. E não esqueça de testar com o palito. O centro demora mais.

Sabia que o bolo de milharina veio da Nordeste, mas virou brasileiro?

O uso de milharina em bolos surgiu no Nordeste como forma de usar o que tinha. Mas aqui, no Brasil, descobrimos que ela não só substituía, ela melhorava. A textura cremosa que ela traz faz o bolo durar mais sem ressecar. É uma combinação que não precisa de técnica sofisticada, só de tempo. E isso, no fim das contas, é o que mais importa.

E aí? Já tentou o bolo com queijo minas? Ou o congelado? Me conta aqui nos comentários, quero saber como você transformou esse bolo. E se ainda não fez, não fique só lendo. Liga o forno, pega os ingredientes, e faz. Porque a vida é curta. E o bolo de milharina com queijo? É feito pra ser devorado. Cada pedaço. Cada cheiro. Cada erro. Cada tentativa. E se você gostou, passa lá no bolo de milho verde de lata cremoso ou na lista completa com várias opções de bolo de milho. Tem mais histórias lá. E mais bolos. E mais pessoas que também tentam, erram, e fazem de novo.

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

Segue lá no Instagram e vem comer com a gente! ??

Instagram icon https://www.instagram.com/raf.gcs

Adicionar comentário