- Pegue uma panela funda, daquelas que não gruda nada, e coloque no fogo médio. Adicione a banha. Quando ela derreter e ficar bem quente, jogue o alho picado. Aqui a ideia não é só deixar ele suar, não. Deixe dourar mesmo, ficar com aquelas pontinhas douradas. Esse é o truque que o professor falou, e faz uma diferença absurda no sabor final. O cheiro já fica inacreditável.
- Com o alho dourado, muito cuidado para não queimar, acrescente o litro de água fervendo. Vai fazer um barulho, pode espirrar um pouco, então faz com calma. Mexa um pouco para dissolver a banha que ficou nas bordas.
- Agora é a hora de salgar. Adicione o sal, mexa e prove. Lembra que ainda vai entrar o fubá, que meio que “dilui” o sal, então o caldo pode ficar levemente mais salgado que o ideal. Mas não muito, senão depois não tem jeito.
- Agora vem o passo que evita os grumos. Pegue os 500ml de água fria e o fubá. Coloque o fubá na água fria e mexa com um fouet ou garfo até dissolver totalmente. Vira uma pasta bem lisa, sem nenhum gruminho seco. É isso que garante uma polenta lisinha depois.
- Com a água na panela ainda fervendo (se precisar, aumente o fogo), despeje essa mistura de fubá dissolvido. Mexa na hora, rápido, com uma colher de pau ou uma espátula de silicone.
- Depois de misturar, o preparo vai começar a engrossar. Se você achar que está ficando muito, muito denso muito rápido, pode colocar um pouco mais de água quente. Às vezes o fubá absorve de um jeito diferente, então é no olho. Eu costumo deixar um pouco de água fervendo por perto para esses ajustes.
- Deixe cozinhar em fogo baixo, mexendo com uma frequência boa para não grudar no fundo. O ponto da polenta mole é quando ela começa a “soltar” do fundo da panela quando você passa a colher, e tem uma consistência cremosa, não líquida. Leva uns 15 a 20 minutos, depende do fogo. Não tenha pressa aqui.
- Enquanto isso, prepare o refratário ou a travessa onde vai servir. Polvilhe um bom tanto de parmesão ralado no fundo. Isso vai derreter com o calor da polenta e criar uma camada incrível embaixo.
- Quando a polenta estiver no ponto que você gosta, desligue o fogo. Adicione mais um punhado generoso de parmesão ralado e mexa até incorporar. O queijo derrete e deixa tudo ainda mais cremoso e saboroso.
- Transfira a polenta ainda quente para o refratário. Pode servir na hora. Ela é a parceira perfeita para um molho de carne suculento, uma rabada, ou até um frango assado simples. Dá até para comer sozinha, de tão gostosa que fica.
A Daiane prefere a polenta mais durinha, que dá para fatiar depois. Para isso, é só deixar cozinhar por mais tempo, até ela ficar bem firme. Eu sou do time da mole, que é quase um abraço de colher. Não tem certo ou errado, só tem o que você gosta mais.




















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