18 Receitas de Chucrute Caseiro + Opções Super Saudáveis

Um prato muito interessante famoso não epans pelo sabor, mas pelas vantagens que oferece a sua saúde.
18 Receitas de Chucrute Caseiro + Opções Super Saudáveis
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Falar que fazer chucrute é fácil é meia verdade. A parte de cortar o repolho e salgar até sai, o verdadeiro teste é a espera de duas semanas pela fermentação, olhando pro pote todo dia pra ver se não criou mofo.

Minha primeira tentativa foi um desastre. Usei um pote que não vedava direito e, sem querer, deixei entrar ar. Resultado: uma camada esbranquiçada no topo que não era o que a gente quer. Aprendi, depois de ler muito e de trocar ideias em fóruns de fermentação, que o segredo está em amassar bem até a água do repolho subir e cobrir tudo, criando um ambiente anaeróbico. É um daqueles processos que a gente não vê, mas confia.

O resultado dessa paciência é um chucrute caseiro com aquele azedinho perfeito e crocância que não tem igual. Se você nunca fermentou nada, essa receita abaixo é uma experiência fantástica pra começar, é quase um projeto de ciência na cozinha.

Receita de Chucrute alemão Caseiro: saiba como fazer

Rendimento
aprox. 2 potes médios
Preparação
20 min + 14 dias de fermentação
Dificuldade
Fácil

Ingredientes

0 de 3 marcados

Para o chucrute básico:

É isso. Sério. Parece pouco, mas a mágica acontece no processo. A Daiane sempre duvida quando vejo só dois ingredientes principais na mesa, mas depois ela vê o pote fermentando e admite que é genial. Só precisa de paciência, que a gente não vende no mercado.

Progresso salvo automaticamente

Informação Nutricional

Porção: 100g (1/10 da receita)

Nutriente Por Porção % VD*
Calorias 25 kcal 1%
Carboidratos Totais 5.5g 2%
   Fibra Dietética 2.5g 10%
   Açúcares 2.8g 6%
Proteínas 1.2g 2%
Gorduras Totais 0.2g 0%
   Saturadas 0g 0%
   Trans 0g 0%
Colesterol 0mg 0%
Sódio 480mg 21%
Potássio 196mg 4%
Vitamina C 36mg 40%
Vitamina K 43µg 36%

*% Valores Diários baseados em uma dieta de 2.000 kcal (FDA)

Etiquetas Dietéticas

  • Baixa Caloria: Ideal para controle de peso
  • Vegano: 100% vegetal
  • Gluten-Free: Naturalmente sem glúten
  • Alto em Fibras: Saúde intestinal
  • Rico em Vitaminas: Vitamina C e K

Alertas & Alérgenos

  • Processo de fermentação: Risco de contaminação se não feito corretamente
  • Observar formação de mofo durante os 14 dias de fermentação
  • Insight: Probióticos naturais beneficiam a flora intestinal - consumir cru para manter benefícios
  • Sódio moderado: Pessoas hipertensas devem consumir com moderação

Fonte: Calculado manualmente via Tabela TACO Unicamp; valores aproximados – não substitui consulta profissional.

Baixar Tabela TACO (Excel)

Modo de preparo

Preparando e salgando:

  1. Pega o repolho, tira aquelas folhas externas mais feias e guarda uma ou duas inteirinhas, bem lavadas. Elas vão ser importantes depois, confia.
  2. Corta o repolho ao meio, tira o talo central duro e depois fatia o mais fino que você conseguir. Pode usar um fatiador de legumes ou faca afiada. Quanto mais fino, mais área pro sal trabalhar e mais suco o repolho solta.
  3. Agora, a parte matemática (é simples). Pesa o repolho já fatiado. Pra cada 500g de repolho, você vai usar 10g de sal grosso. Isso dá mais ou menos 1 colher de sopa bem cheia. É essa conta de 2% que todo mundo fala. Coloca o sal sobre o repolho.
  4. Lava bem as mãos e vai misturando e amassando o repolho com o sal. Não é só mexer, é apertar, esfregar, como se estivesse massageando. Faz isso por uns 5 a 10 minutos. Você vai sentir a textura mudar, o repolho vai ficar molhado e maleável, e vai começar a formar uma poça de suco no fundo da tigela. Esse líquido é ouro.
  5. Deixa descansar por uns 15 minutos. O sal puxa ainda mais água do repolho.

A fermentação (a parte que exige confiança):

  1. Pega um pote de vidro limpo (de preferência fervido antes pra esterilizar) e vai transferindo o repolho com todo aquele suco. Enche o pote, mas deixa uns 3 ou 4 dedos de espaço no topo.
  2. Agora vem o truque pra evitar mofo: você precisa que todo o repolho fique submerso no seu próprio suco. Com uma colher de pau ou o punho fechado (limpo, hein), soca bem o repolho dentro do pote até a água subir e cobrir tudo. Se mesmo assim faltar líquido, completa com um pouquinho de água filtrada com uma pitada de sal dissolvida. Só o necessário para cobrir.
  3. Pega aquela folha de repolho inteira que guardou, dobra e coloca por cima do repolho picado, dentro do pote. Ela vai servir como uma tampa interna, ajudando a manter tudo submerso. Você pode colocar um peso em cima também, tipo um saquinho zip-lock cheio de água ou uma pedrinha de fermentação limpa.
  4. Tampa o pote, mas não hermeticamente. Se for uma tampa de rosca, fecha só até a metade, ou dá uma folga. A fermentação produz gases, o pote não pode ficar selado a ferro e fogo senão pode explodir (já vi acontecer, foi um susto). Ou então, usa um pote específico para fermentação que tem uma válvula.
  5. Leva o pote pra um cantinho da cozinha, longe do sol direto. O ideal é uma temperatura estável, uns 18°C a 22°C. E agora… espera. Deixa fermentar por cerca de 14 dias. Nos primeiros dias, você pode abrir a tampa rapidamente, uma vez por dia, pra soltar os gases (isso se a tampa não for com válvula).
  6. Fica de olho. É normal formar algumas bolhas e a turvação do líquido. O que não pode é aparecer um mofo colorido (azul, verde, preto) na superfície. Se aparecer só uma camada branca fina, pode ser levedura, tire com uma colher e tá tudo bem. Se o mofo for colorido, infelizmente, é melhor descartar.

Pronto e consumo:

  1. Passadas as duas semanas (ou até antes, se você gosta menos azedo), o chucrute tá pronto. O gosto vai estar azedinho, refrescante e super crocante. Tira a folha de cima e o peso.
  2. Você pode comer direto do pote, como acompanhamento. Ou então, como eu adoro, refogar numa frigideira com cubinhos de bacon até ficar douradinho. Fica insano. Também fica bom com calabresa, numa feijoada, ou até num sanduíche.
  3. Uma vez pronto, guarda na geladeira. O frio desacelera a fermentação e ele dura meses fácil.

E aí, o que achou do projeto? Fazer chucrute é menos uma receita e mais um experimento de cozinha. A parte mais difícil mesmo é não ficar abrindo o pote todo dia pra checar, eu sou péssimo nisso. A Daiane vive me pegando no flagra, com a tampa na mão e o nariz no pote. Mas quando dá certo, é uma satisfação que compra nenhuma.

O seu ficou como? Crocante? Azedinho no ponto? Se bobear muito tempo, fica forte, mas aí é só usar pra cozinhar. Me conta nos comentários como você se saiu com a receita, se teve dúvida no processo ou se descobriu algum truque novo. E se apareceu mofo, não desanima, quase todo mundo passa por isso na primeira. Bora trocar uma ideia!

Quanto tempo dura? Guardar é fácil ou difícil?

O chucrute fermentado dura até 6 meses na geladeira – sério, é um campeão da resistência! Mas depois de aberto, consuma em até 2 semanas. Dica de ouro: use potes de vidro esterilizados (ferva eles rapidinho antes) e sempre pressione o repolho pra ficar submerso no líquido. Se aparecer uma camada esbranquiçada por cima, não se assuste: retire com colher e o resto tá perfeito pra consumo.

3 erros que vão arruinar seu chucrute (e como escapar deles)

1. Sal errado: Nada de sal refinado ou iodado! Use sal grosso moído ou sal rosa. O iodo atrapalha a fermentação. Já cometi esse erro e o repolho ficou com cheiro estranho – a Daiane até torceu o nariz.
2. Pressa é inimiga: Menos de 14 dias de fermentação = sabor fraco. Paciência, jovem padawan.
3. Oxigenação: Se o repolho não ficar totalmente coberto pelo líquido, vai criar bolor. Use um peso limpo (até um saquinho com água serve) pra manter tudo submerso.

Hack que até minha avó não sabia

Quer acelerar a fermentação em até 5 dias? Coloque o pote perto do forno quando estiver assando algo (não em cima, só próximo). O calor suave acelera o processo. Mas atenção: temperatura acima de 23°C pode estragar tudo. Na dúvida, deixe na despensa mesmo.

Sem repolho? Sem problemas!

Low carb: Use couve-flor picada fininha – fica crocante e deliciosa
Colorido: Misture repolho roxo e branco (cuidado que mancha tudo de roxo!)
Gourmet: Adicione raspas de gengibre ou sementes de mostarda na fermentação
Sem sal: Troque por 1 colher (sopa) de missô pasteurizado – mas a validade cai pra 1 mês

Isso aqui não é só pra cachorro-quente, viu?

Clássico alemão: Serve com salsichas e purê de maçã (trust me, é incrível)
Brunch: Ovos mexidos + chucrute + pão de centeio = café da manhã dos deuses
Surpresa: Jogue um punhado sobre pizza de mussarela antes de assar – fica tipo "pizza alemã"
Bebida: Cerveja Weiss (de trigo) ou chá preto gelado com limão cortam a acidez perfeitamente

Chucrute coreano, você diz?

O kimchi é basicamente o primo apimentado do chucrute. Pra fazer uma versão "hibrida": durante a fermentação, adicione 1 colher (sopa) de gochugaru (pimenta coreana), 2 dentes de alho amassados e 1 pedaço de gengibre ralado. Fica picante, doce e azedo ao mesmo tempo – a Daiane adorou quando testamos!

O momento crítico: quando saber que está pronto?

Aqui tá o pulo do gato: o chucrute perfeito deve ter cheiro ácido (mas não podre), textura crocante e sabor complexo. Se estiver muito mole ou com cheiro de álcool, passou do ponto. Primeira vez? Teste no 7º dia e depois a cada 2 dias até achar seu ponto ideal. Meu sweet spot é 12 dias no inverno paulistano.

Líquido mágico que você está jogando fora

Aquele suco da fermentação? É ouro líquido! Usa como:
• Marinada para carnes (amacia e dá sabor)
• Base pra sopa (substitui parte do caldo)
• Shot matinal (sim, tem gente que toma! É probiótico poderoso)
• Regador de plantas (dilua em água – seus vasos vão amar os nutrientes)

2 segredos que ninguém conta

1. Ferramenta secreta: Um descascador de legumes faz tirinhas perfeitas em segundos. Juro, mudei minha vida.
2. Efeito colateral: A fermentação pode causar... digamos, "ventos musicais". Comece com porções pequenas até seu intestino se acostumar. To falando por experiência própria, ok?

História que veio nos navios

O chucrute não é alemão! Nasceu na China há mais de 2.000 anos e chegou na Europa pelas rotas comerciais. Os marinheiros alemães adotaram porque previne escorbuto – vitamina C fermentada é mais estável. Curiosidade: durante a construção da Muralha da China, os trabalhadores comiam algo parecido com chucrute de repolho e arroz.

Se tudo der errado, faça isso

Muito salgado: Lave rapidamente em água corrente e refogue com batata doce picada (ela absorve o sal)
Fermentação travou: Adicione 1 colher (chá) de açúcar mascavo e deixe mais 2 dias
Cheiro forte: Refogue com cebola e cominho – disfarça 100%
Mofou: Infelizmente, jogue fora. Melhor prevenir que remediar!

O que combina com esse sabor ácido?

Texturas: Nozes tostadas ou sementes de abóbora dão crocância
Gorduras: Bacon, abacate ou queijos cremosos equilibram a acidez
Ervas: Endro fresco (dill) é match perfeito
Doce: Passas ou maçã caramelizada criam contraste incrível

Perguntas que sempre me fazem

"Pode congelar?" Pode, mas perde a textura. Prefira guardar na geladeira mesmo.
"Por que meu chucrute tá mole?" Ou fermentou demais ou não prensou direito. Na próxima, amasse mais o repolho.
"Preciso abrir pra liberar gases?" Sim! Nos primeiros 3 dias, abra a tampa 1x por dia por 2 segundos. Depois pode deixar quieto.

O que ouvir enquanto fermenta sua paciência

• "99 Luftballons" - Nena (clássico alemão obrigatório)
• Playlist "Oktoberfest" no Spotify
• Podcast "Comida de Verdade" – tem um episódio só sobre fermentados!

Confissões de quem já errou muito

Uma vez usei pote de plástico e o chucrute ficou com gosto de tupperware velho. Outra vez, coloquei no armário em cima da geladeira – o calor excessivo fez virar uma pasta nojenta. Moral da história: vidro e temperatura estável são sagrados. Aprendi na marra pra você não precisar aprender!

De boteco a jantar chique

Festa: Sirva em taças pequenas com cubos de queijo e presunto espetados
Romântico: Risoto de chucrute com champanhe (sim, funciona!)
Kids: Misture com purê de batata e forme bolinhos fritos (camuflagem master)
Petisco: Sobre torradas com patê de fígado – combinação surpreendente

Combinações que vão fazer seu chucrute brilhar ainda mais

Depois de preparar aquele chucrute perfeito, vem aquela dúvida: o que servir junto para transformar a refeição num banquete? Aqui vão nossas sugestões testadas e aprovadas - a Dai já deu o aval em todas!

Para começar com o pé direito

Bolinho de batata com queijo (veja como prepará-lo): Crocante por fora e cremoso por dentro, combina demais com o azedinho do chucrute.

Pão de centeio (nossa receita favorita): Esse clássico tem o sabor marcante que pede um acompanhamento ácido como o chucrute.

Cebola caramelizada: O doce da cebola cria um contraste incrível com o chucrute.

Terrine de legumes: Uma opção leve e versátil que não compete com o sabor do seu acompanhamento principal.

Pratos principais que combinam perfeitamente

Costela na panela de pressão (passo a passo no link): A gordura da carne fica divina com o chucrute cortando a intensidade.

Linguiça defumada (descubra os segredos): Essa combinação é clássica - aqui em casa é sucesso garantido!

Filé de frango empanado que faz sucesso: O crocante da empanado com o ácido do chucrute? Perfeição!

Peixe assado no forno (veja a receita aqui): Opção mais leve que fica maravilhosa com o toque ácido.

Para fechar com chave de ouro

Crumble de maçã (receita aqui): O doce da fruta ajuda a equilibrar o paladar depois do chucrute.

Bolo mousse de chocolate surpreendente: Porque depois de uma refeição salgada, nada como um chocolate, né?

Cheesecake simples (receita aqui): O cremoso desse clássico é o final perfeito.

Para acompanhar

Café gelado especial: Um bom café combina com tudo, especialmente depois da refeição.

Suco de maçã gelado: Refrescante e ajuda a limpar o paladar entre uma garfada e outra.

Chá gelado de hibisco: Levemente adstringente, contrasta bem com os sabores fortes.

E aí, qual combinação você vai testar primeiro? Conta pra gente nos comentários como ficou sua experiência - e se descobrir alguma mistura inusitada que ficou incrível, compartilha com a gente!

Sobre o autor

Rafael Gonçalves

O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.

Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.

Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?

Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.

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