Tem coisa mais chata que chegar no sábado e ver que o almoço vai ser só arroz, feijão e bife? Nada contra a comida de todo dia, mas dá pra ir além sem complicar nada. É por isso que eu sempre tenho uma batatonese na manga.
Não é só misturar batata com maionese não. O truque tá em cozinhar a batata no ponto certo, nem mole demais, nem dura. Quando ela desmancha um pouquinho na colher, mas ainda segura o formato, é hora de tirar. Depois, corte as azeitonas bem fininhas, senão elas dominam tudo.
Já tentei usar requeijão no lugar da maionese. Não deu certo. Também coloquei milho uma vez porque achei que ia ficar mais colorido. Titan até se animou, achando que tinha frango, mas foi só decepção.
O segredo real? Temperar com sal antes de misturar com a maionese. Parece bobo, mas faz toda diferença. E se quiser deixar o seu toque, uma pitada de pimenta ou orégano resolve. O passo a passo tá ali embaixo, simples como deveria ser. Faz aí e depois me conta como ficou.
Descasque as batatas e corte em cubos de uns 2 cm, não muito pequenos, senão viram purê. Coloque numa panela com água fria e um pouco de sal.
Leve ao fogo e deixe ferver por 15 minutos, ou até que a ponta da faca entre com leveza, não desmanche, só ceda. Se passar, você perde a textura. Já fiz isso. Ficou mole demais. Não vale a pena.
Escorra bem. Deixe esfriar um pouco, nem quente, nem gelada. Morno é o ponto.
Prepare as azeitonas:
Abra o pacote e pique as azeitonas bem fininhas, não em pedaços grandes, nem em pasta. O ideal é que elas sejam um toque, não o protagonista.
Se tiver tempo, escorra o líquido do pacote. Não é obrigatório, mas evita que a batatonese fique encharcada.
Misture tudo:
Coloque as batatas mornas numa tigela grande. Salpique um pouco de sal, não muito, mas o suficiente pra que ela absorva.
Adicione as azeitonas picadas e a maionese. Mexa com uma espátula, devagar, até que tudo se una. Não bata, não amasse. Só misture, como se estivesse acariciando.
Prove. Se precisar, acrescente uma pitada de pimenta-do-reino. Não exagere. Ela aparece no final, como um sussurro.
Sirva:
Leve à geladeira por 20 minutos, só pra esfriar, não pra congelar. A batatonese fica melhor fria, mas não gelada.
Sirva em uma tigela simples, sem enfeite. Se alguém perguntar o que é, responda: “é só batata”. E veja a cara de quem prova.
Se o seu cachorro aparecer na porta… não se surpreenda. Eu já vi o Titan sentado, olhando fixo. Ele não quer azeitona. Ele quer o cheiro da batata que eu não consegui esconder.
Essa receita nasceu num sábado chuvoso, quando eu não tinha vontade de fazer nada, mas precisava de algo que não fosse arroz e feijão. Fiz na correria, sem pensar. Só coloquei batata, azeitona, maionese, sal e pimenta. Nada mais. Ficou bom. Tão bom que Daiane pediu para levar no almoço da família. Eu não disse nada. Mas levei.
Se você tentar, me conta: você também colocou o sal antes de misturar? Ou achou que não fazia diferença? E a maionese… usou a caseira, ou a da caixinha? Se o seu cachorro ficou na porta da cozinha, eu quero saber. Porque, no fim, não é só comida. É um convite. E às vezes, o maior elogio é o silêncio de quem não quer que você pare.
Quanto tempo dura essa delícia?
Essa batatonese aguenta até 3 dias na geladeira, mas sério - na prática nunca dura mais de 3 horas aqui em casa. A Daiane adora e sempre pega um pouco pra levar no pote pro trabalho no dia seguinte. Dica: se for guardar, cobre com filme plástico encostado na superfície pra não oxidar.
De olho nas calorias
Conforme a tabela nutricional completa, cada porção tem cerca de 210 calorias. Quer reduzir? Troca a maionese tradicional por iogurte natural ou aquela versão light. Mas confesso: eu prefiro a original mesmo, né?
Sem um ingrediente? Sem stress!
• Azeitonas verdes podem virar pretas (ou até alcaparras se você for do time dos ousados) • Maionese pode virar creme de ricota ou até abacate amassado pra versão mega saud
• Batata inglesa pode ser trocada por batata doce (fica linda e mais nutritiva)
Hack que mudou minha vida
Cozinhe as batatas com a casca! Sério, descasca depois que estiverem macias. Elas não absorvem tanta água e ficam com textura perfeita. Aprendi isso depois de fazer um purê aguado que virou lenda triste aqui em casa.
"Rafael, minha batatonese virou sopa!"
Os 3 pecados capitais: 1) Cortar batata em pedaços muito pequenos (ela desmancha)
2) Cozinhar demais (faz o teste do garfo: deve entrar mas não quebrar) 3) Misturar com força depois de pronta (vira purê sem querer)
Para todo mundo comer
• Vegana: maionese de castanha ou tofu • Low carb: troca batata por couve-flor cozida
• Sem glúten: já é naturalmente, só conferir os temperos • Proteica: joga um frango desfiado ou ovo cozido picado
O que servir com isso?
• Pão de alho caseiro (combinação mortal) • Carnes grelhadas (aquele frango bem temperado)
• Até em torradas como bruschetta diferente • Eu adoro com ovo pochê em cima no café da manhã - julgue depois de experimentar!
Quer dar uma agitada?
• Batatonese apimentada: pimenta dedo-de-moça picada • Versão mediterrânea: tomate seco e manjericão fresco
• Brasileiríssima: milho verde e cheiro verde • Gourmet: trufa negra ralada por cima (quando quero impressionar)
O ponto crítico
O segredo mesmo está no cozimento da batata. Se ficar dura, ninguém vai gostar. Se ficar mole demais, vira baby food. O ideal é quando o garfo entra mas a batata ainda oferece uma leve resistência - o famoso "al dente" dos italianos, mas pra batata.
Sobrou? Transforma!
• Vira recheio de panqueca ou torta • Mistura com farinha e ovo pra fazer bolinho frito
• Junta no omelete do dia seguinte • A Daiane inventou de colocar em wrap com folhas e ficou incrível
Modo chef de cozinha
Passe a batata cozida por um espremedor de batatas (não mixer!) pra ficar com textura incrível. Finaliza com azeite de oliva extra virgem e flocos de sal rosa. Já fiz assim quando vieram uns amigos chiques em casa e todo mundo pediu a receita depois.
Dois fatos que ninguém conta
1) Essa receita funciona como base perfeita pra máscara facial caseira (sim, eu testei numa dessas de pandemia). Bata com um pouco de mel e aplique no rosto por 15 minutos. 2) A batatonese esquenta MUITO se você colocar pimenta. Mais do que parece. Já cometi esse erro e precisei tomar 2 copos de leite depois.
De onde veio essa ideia?
É uma adaptação do famoso "potato salad" americano, mas bem mais simples e com nosso toque brasileiro. A versão original leva ovos, aipo e até picles - mas nossa receita enxuta mantém o espírito sem frescuras.
Perguntas que sempre me fazem
Pode congelar? Não recomendo, a batata fica com textura esquisita. Por que minha batatonese fica cinza? Oxidação! Junta um pouco de suco de limão na água do cozimento. Posso fazer com batata pré-cozida? Até pode, mas o sabor nunca fica tão bom quanto a versão fresca.
Sabia que...
As batatas liberam amido quando cozinham, que é o que ajuda a maionese a "grudar" nelas perfeitamente. Por isso essa combinação é tão boa - é ciência pura! E as azeitonas? Elas dão aquele contraste de sabor que corta a gordura da maionese. Genial, né?
E aí, bora testar?
Essa receita já salvou vários almoços de última hora aqui em casa. Conta pra gente como ficou a sua! Cola no @sabornamesaoficial e marca a gente pra vermos suas criações. E se inventar alguma variação maluca, compartilha nos comentários - adoro testar coisas novas!
Combinações que vão fazer sua batatonese brilhar ainda mais
Depois de preparar essa maravilha cremosa, é hora de montar o prato perfeito! Selecionamos opções que casam tão bem que até a Daia (minha esposa) aprova - e olha que ela é bem exigente com combinações. Segue nossa seleção família-teste-e-aprovada:
Para começar com o pé direito
Bolinho de peixe que faz sucesso: Crocante por fora e macio por dentro, esse clássico abre o apetite sem roubar a cena da batatonese.
Panqueca de espinafre fit (link da receita): Leve e saborosa, equilibra bem a riqueza do prato principal.
Bruschetta de tomate seco: Um plus caseiro que fazemos aqui - pão torradinho com aquela cobertura que derrete na boca.
Prato principal: o parceiro perfeito
Rosbife: Carnudo no ponto certo, molhadinho... hum! A batatonese vira a estrela do acompanhamento.
Frango com catupiry: Combinação clássica que nunca falha - e o creme do frango dialoga tão bem com o da batata.
Moqueca de tilápia (veja aqui): O contraste do peixe leve com o acompanhamento cremoso é divino. Dai adora quando faço essa dupla!
Costela no bafo: Dica bônus do meu churrasco de domingo - a gordura derretida fica incrível com a batata.
Para fechar com chave de ouro
Pudim de maracujá (link): O azedinho corta a riqueza da refeição - e é sempre o primeiro a acabar aqui em casa.
Bolo de fubá com coco (veja aqui): Caseiro, aconchegante... parece feito para lembrar da casa da vó.
Torta de morango (confira aqui): Frescor puro! A gente sempre faz quando quer impressionar visitas.
O que beber com tudo isso?
Limonada siciliana: Meu coringão particular - bem gelada, com umas folhinhas de hortelã.
Suco de abacaxi com hortelã: O toque tropical combina demais com pratos encorpados.
Água aromatizada com gengibre e limão: Para quem quer algo leve mas cheio de personalidade.
E aí, qual combinação vai testar primeiro? Conta pra gente nos comentários se alguma dessas duplas virou hit aí na sua casa como virou aqui na nossa!
Agora que você já sabe como fazer a base, veja essas variações que realmente mudam o jogo, não só por sabor, mas por experiência.
Nota de Transparência
As receitas e vídeos abaixo não foram criados por mim (Rafael Gonçalves). Eu avaliei, testei em casa e adaptei cada uma delas ao longo de anos. Apenas indico o que realmente funcionou.Crédito total aos criadores originais, links mantidos por respeito. Se quiser, clique nas fontes para ver a receita original e minha versão testada.
Eu sempre achei que bacon era só pra fritar e comer sozinho, até que um dia, esqueci de colocar o sal na batatonese e tentei compensar com umas tirinhas de bacon crocante por cima. Aí foi: bingo. O salgado do bacon, o cremoso da maionese e a batata que ainda tem um pouco de resistência… é tipo um abraço de domingo sem pressa. A dica? Não misture o bacon no recheio. Deixe ele assar separado, depois espalhe por cima. Se não, vira uma bagunça oleosa. E se você tem um dia de preguiça? Coloque o bacon congelado direto no forno. Não precisa descongelar. Já testei. Funciona.
3º. Com calabresa, quando a gente quer um gostinho de casa
Autor: Delícias de Eleni
Calabresa é um daqueles ingredientes que parece que todo mundo tem, mas ninguém sabe usar direito. Eu já usei a crua, já usei a cozida, e a única que funciona nessa receita é a fatiada fina e passada na frigideira sem óleo, só para soltar a gordura. O sabor fica mais suave, mais equilibrado. E se você tem aquele pedaço que sobrou da churrasqueira? Use. Não precisa ser nova. A batatonese não julga. Ainda assim, se tiver um pouco de pimenta em pó no recheio, ela puxa o sabor da calabresa pro lado certo. Acho que foi assim que a Daiane me pediu pra fazer de novo… e eu nem precisei ouvir direito.
Eu sempre achei que ovo na batatonese era coisa de avó. Mas quando tentei, só pra ver, e coloquei o ovo cozido bem picadinho, não amassado, não esmagado, descobri que ele dá um ponto de textura que a maionese nunca entrega. É como se cada pedaço fosse um pequeno abraço. E aí? Acho que foi a primeira vez que Titan não cheirou e saiu correndo. Ficou parado, olhando. Acho que ele entendeu. Não adianta falar que é nutritivo. O que importa é que fica bom. E se quiser deixar mais leve? Use só a gema. A clara não faz nada por aqui.
Maionese pronta? Pode ser. Mas se você tiver 5 minutos, faça a sua. Só ovo, óleo, limão e sal. Nada de vinagre. Nada de mostarda. A gente não quer um molho, quer um abrigo. E o segredo? Coloque o óleo aos poucos, gota a gota, enquanto bate. Não precisa de batedeira. Uma colher de pau e paciência resolve. Já tentei fazer rápido… e virou sopa. Aí a Daiane me olhou e disse: “Você tá tentando fazer maionese ou vencer uma corrida?”. Acho que ela entendeu melhor do que eu. E se não tiver tempo? Use a da embalagem, mas deixe ela na geladeira por 30 minutos antes de usar. Fica mais firme. E mais saborosa.
Frango na batatonese? Eu duvidei. Até que um dia, usei o que sobrou do almoço, desfiado, e coloquei só um pouquinho. Não para encher, mas para dar corpo. Aí percebi: o frango não é o protagonista. Ele é o fundo. Como um violão na música. A batata ainda é a estrela. Mas ele faz a gente parar de comer só por gula. Faz a gente comer com consciência. E se você quiser deixar mais leve? Use peito grelhado, não cozido na água. Aí o sabor fica mais presente. E se tiver um pouco de limão na hora de desfiar? Melhor ainda. Acho que foi aí que a Daiane disse: “Isso aqui parece que foi feito pra comer com os pés no chão”.
Alho cru? Não. Alho frito? Talvez. Mas o que realmente funciona é o alho assado. Só colocar os dentes inteiros no forno, com um fio de azeite, até ficarem macios e dourados. Depois, espreme. Aí sim, você tem um sabor que não corta, que envolve. E se você tem medo de cheiro? Passe o alho assado no espremedor sobre a batata ainda morna. O calor libera o sabor, mas não o cheiro forte. Já tentei com alho em pó… e foi como colocar perfume de fruta em um churrasco. Não combina. O alho assado? Ele entra sem pedir, e sai com aplauso.
Mostarda é o tipo de ingrediente que a gente tem na geladeira e nunca usa. Até que um dia, coloquei uma colher de mostarda Dijon na maionese. Não para deixar picante, para deixar vivo. Ela acorda o sabor da batata, do ovo, da azeitona. Tudo. E se você acha que é forte? Comece com meia colher. Depois, vá aumentando. Já fiz com mostarda amarela… e foi como colocar sal em sorvete. Não funciona. A Dijon tem acidez, não agressividade. Caso queira que fique mais suave? Misture com um pouquinho de mel. Só um pouquinho. Aí é como se a mostarda sussurrasse, não gritasse.
Azeitona é o ingrediente que a gente coloca por obrigação. “Tem que ter azeitona, né?” Mas se você cortar ela bem fina, tipo, quase em fios, e misturar na hora de servir, ela vira algo diferente. Não é um pedaço. É um sabor que aparece e some. Como um acorde de violino. E se você usar as pretas? Melhor. Elas têm mais óleo, mais profundidade. Mas não exagere. Um punhado para 500g de batata já é demais. Já tentei com mais… e virou uma azeitona com batata por cima. Não é batatonese. É um conflito. E se quiser que fique mais suave? Deixe as azeitonas de molho em água morna com um pouquinho de açúcar por 10 minutos. Só isso. Elas perdem o amargor. E ganham alma.
E aí, qual vai ser a primeira a ser experimentada? Ou já fez alguma e descobriu um jeito que ninguém conta? Se fizer, me conta nos comentários, adoro saber o que funcionou, o que deu errado, e o que você inventou no meio do caminho.
O cozinheiro apaixonado que transforma cada prato em memória.
Rafael não é um chef de restaurante estrelado, mas tem o dom de transformar cada prato em uma verdadeira obra de arte, cheia de sabores e histórias. Apaixonado por gastronomia desde sempre, já mergulhou em cursos de churrasco, confeitaria e até cozinha italiana, francesa e brasileira, só para garantir que nenhum tempero fique sem seu toque especial. Em casa, é o rei do fogão: seja no almoço de domingo com a família ou nas festas onde todo mundo já sabe que quem manda na cozinha é ele. Há 10 anos casado com a Daiane, descobriu que cozinhar juntos é tão gostoso quanto comer, e transformou a mesa num lugar sagrado, onde cada refeição vira motivo pra celebrar.
Inspirado por mestres da culinária como Jamie Oliver e chefs premiados em restaurantes como o D.O.M. de Alex Atala, Rafael aplica técnicas refinadas e sempre busca atualizar suas receitas com o que há de melhor nas cozinhas do mundo. Se tem alguém que conhece os sabores do Brasil e do mundo, é ele. Já desbravou os melhores restaurantes, do Figueira Rubaiyat em São Paulo ao Terraço Itália, sem falar nas experiências internacionais que inspiram suas receitas. Mas, no fim do dia, seu maior orgulho é ver o sorriso da família ao provar um prato feito com carinho. Quer ver dicas, descobertas e muito sabor no dia a dia?
Está no lugar certo, aqui no sabor na mesa, trago todas as receitas que testei, gostei e reuni durante toda a minha vida.
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